segunda-feira, 27 de abril de 2009

Listen Up and Listen Good

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Preste atenção e ouça bem. Assim já se apresenta o site oficial da Indian Motorcyles, um outro gigantesco ícone do motociclismo e da liberdade sobre duas rodas, como a Harley Davidson.
Mas, antes da HD surgir, a Indian Motorcycles já estava lá, desde 1901, fabricando o que viria a se tornar um sonho. Ter uma Indian não é, simplesmente, possuir uma moto, e sim, possuir a moto.

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Corrida de motos patrocinada pela Indian Motorcycles, no início dos anos 1900. Foto: site oficial




Sendo a primeira motocicleta em linha produzida nos Estados Unidos, a marca Indian remonta à tradição e ao estilo clássico, muito bem representado em seus modelos. Cores, contornos, textura e cromados são os pontos de atenção nas Indians, que foram, inclusive, as primeiras motocicletas a possuírem motores "gêmeos" em V (V-Twin), nos quais as cilindradas totais são divididas. Isso foi em 1907 e já apontava a tecnologia da época.

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Uma Indian Chief Standard 2009 com motor de 105 polegadas quadradas. Foto: Indian Motorcycles




AS Indians de hoje são construídas sob a supervisão de um ex-engenheiro da Harley, Mr. Nick Glaja. Ele se engaja para manter a lenda americana - no caso, as próprias Indians - viva, priorizando e mixando o senso da tradição com os mais modernos motores e tecnologias de produção. Assim, obtém-se um resultado tão gratificante como os seus quatro principais e atuais modelos: Indian Chief Strandar, Chief DeLuxe, Chief Roadmaster e Chief Vintage.

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A estradeira Chief Roadmaster é ideal para viagens pelo interior do país.




Nos modelos, salvo algumas diferenças, são usados pneus 130/90-16 na dianteira e 150/90-16 na traseira. Os faróis são cromados e do tipo "gota" e as setas usam a mesma linha. A suspensão dianteira possui garfos invertidos e, na traseira, é do tipo monochoque. Os freios são da Brembo: na dianteira, com caliper de quatro pistões e, na traseira, de pistão único.

O preço da versão padrão (Standard), fica em torno dos US$ 31.000,00, enquanto que, na versão Vintage, cerca de US$ 34.500,00 já com acessórios. O valor é nos Estados Unidos - lembre-se que, para tudo que você importa para o Brasil, nosso querido governo cobra, no mínimo, o dobro daquele valor.

sábado, 25 de abril de 2009

Motociclistas x Motoristas: Eterna Rixa?

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Foto: www.informenoticia1.com

Só mesmo quem atravessa a cidade de um lado para outro todos os dias montado sobre duas rodas para saber o quão difícil está ficando, e cada vez mais, compartilhar o espaço das ruas e avenidas com os motoristas de automóveis, caminhões e ônibus.

Por um lado, o motociclista, tendo como proteção seu próprio corpo (!) e um capacete que só tem validade em acidentes sem muita gravidade. O motoqueiro/motociclista, quando tem chance, ultrapassa, mesmo, pois sua moto lhe dá mais flexibilidade, agilidade e oportunidade no trânsito do que um carro pode oferecer. O motorista, por outro lado e dentro de um bólido com 4 rodas e maciço, talvez por ficar indignado no trânsito que ele também enfrenta, sem ter as mesmas oportunidades que o primeiro, parece querer descontar sua raiva no trânsito, não querendo nem saber se a moto que vem poderá bater ou não em seu carro. Para se ter uma idéia, uma moto batendo a 40 km/h na lateral de um carro já é o suficiente para causar traumatismos sérios no piloto, não implicando em nada na segurança do motorista. Mas, cuidado motorista, estou falando, neste caso, de uma moto pequena. Não vá querer que uma moto de maior cilindrada e mais pesada bata na lateral de seu veículo, pois você também pode sair machucado dessa.

O problema é que, estando ou não a par disso, a rixa continua nas ruas. Motoqueiros - principalmente, eles - e motociclistas têm que ter atenção mais que dobrada para não serem vitimados como muitos são, todos os dias, especialmente, nas grandes cidades. Conciência não custa ter. Já os motoristas - especialmente, os taxistas, motoristas de ônibus e caminhões, que desconhecem a palavra "boa educação" - têm que ter na cabeça que uma moto, por maior que ela seja, traz consigo e sobre ela uma ou duas pessoas que estão protegidas somente por um capacete, que não o protege suficientemente num acidente de médias a grandes proporções. Enquanto não houver, portanto, conciência e educação nas ruas, o número de vítimas não irá parar de crescer. E as famílias vão sofrendo muito, enquanto isso.

Sweet Amber Chopper

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OCC Sweet Amber: chopper para ninguém botar defeito

Construída pela Orange County Choppers, essa é a maneiríssima Sweet Amber, uma moto chopper de encher os olhos, as mãos e os pés.
A liberdade proporcionada pela Sweet Amber está diretamente relacionada ao seu projeto, no qual o piloto sente-se como se estivesse flutuando sobre o asfalto - não pense num asfalto cheio de remendos, como a maioria dos que encontramos no Brasil, mas o que atualmente oferece a rodovia BR-153 já está de bom tamanho.


Pneu traseiro com a incrível medida de 300/35-R18

As curvas de seu desenho trazem sensualidade e é realmente uma moto bela de se ver. Ela é montada sobre o poderoso motor HD Softail de 1500 cc e certificado pela EPA. Possui 6 marchas e usa pneus Metzeler ME880 Marathon, sendo o dianteiro de 90/90-R21 e o traseiro de 300/35-R18. Vê-se, na foto, que se trata de um traseiro pra brasieliro nenhum botar defeito - afinal, trata-se da "preferência nacional", correto?


Conjunto harmônico e de uma elegância indiscutível

Motos Flex no mercado

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Foto: Honda (www.titanmix.com.br)
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Já estão no mercado as motos com tecnologia flex. Comercial e mundialmente, a Honda saiu na frente com a Titan 150 KS Mix (foto), a primeira moto bicombustível do mundo. Ela teve lançamento no início de março desse ano de 2009 e já está fazendo sucesso entre os consumidores. Seu preço, em média R$ 6.300, era o esperado, porém, chegou a assustar alguns dos pretendentes. Mas, podem acalmar-se, pois, com o tempo, esse valor já não parecerá ser tão alto, assim.

A Delphi Automotive Systems do Brasil, por sua vez, apresentou o protótipo da AME GA, uma street de 300 cc que será fabricada pela Amazonas do Brasil e que poderá ser vista em breve nas ruas das principais capitais brasileiras. Não há, ainda, informações sobre preço e número de modelos inicialmente lançados à venda da AME, que foi apresentada no I Salão de Motocicletas de São Paulo, em outubro do ano passado. É esperar para ver.


A AME GA promete economia de 25% de combustível

Demissão na HD americana

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A Harley Davidson iniciou um programa de demissão em massa, abrindo as portas da rua para 300 a 400 funcionários, principalmente, na área de produção. A intenção, infelizmente, é demitir cerca de 800 funcionários espalhados pelos países onde ela atua. Segundo a empresa, houve uma queda em suas vendas no mundo todo, algo como 12%, sendo que nos EUA, no mesmo período de 2008, a queda foi de mais de 9%.


A Sportster 883 é a campeã de vendas da Harley, que enfrenta crise no momento

A crise que afetou os americanos e se iniciou devido ao colapso na área de imóveis atingiu vários outros setores, inclusive, automóveis e motocicletas. Foi de derrubar.
Apesar disso, a empresa anunciou também que pretende fabricar cerca de 55 a 59 mil motos, entre as quais, sua campeã de vendas e melhor relação custo x benefício, a HD Sportster 883.
No Brasil, um mercado em expansão, a Sportster tem sido o modelo de Harley mais próximo dos aficcionados pela marca. Os preços dessas motos, para a felicidade de muitos, teve uma queda considerável, também resultado da crise que se alastra pelo mercado financeiro mundial. Hoje, é possível ter uma dessas com apenas R$ 18 mil, por exemplo. Melhor para nós.

Cai a Lei do Corredor


Foto: Worldpress


Motociclistas de São Paulo e do Brasil comemoram a queda a medida 2650/03, contendo projeto de lei que proibiria aos motociclistas trafegarem pelos espaços formados entre os carros no trânsito, os chamados "corredores".
Com essa medida, o senhor deputado Marcelo Guimarães Filho (PMDB-BA) acha que pode diminuir o número de acidentes no trânsito, o que não seria bem verdade. Basta pararmos para observar a quantidade de acidentes em que o carro de trás bate no da frente, por pura falta de atenção ou de manutenção no veículo. Se um carro desses bate em um motoqueiro, o mínimo serão algumas escoriações ou ainda um braço quebrado.
Essa medida, no entanto, foi derrubada por 90 outros deputados votantes, não sendo, portanto, passada adiante. Mas, podemos ter certeza de que ela será revista.
Por outro lado, arriscar-se em manobras entre os carros em movimento, como fazem diversos motoboys e mototaxistas, assim como outros apressadinhos de profissão, não é a solução, pelo contrário, pode trazer conseqüências traumáticas e irreversíveis. Esse tipo de motoqueiro deve se ater e ser mais responsável pelos seus atos.
Mas, ficar parado atrás de um carro enquanto o semáforo estiver vermelho, dependendo a situação, não é a coisa mais segura a se fazer.
Todo cuidado é pouco, enfim.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Salão Duas Rodas 2009

O evento acontecerá no Parque Anhembi, em Sampa, entre os dias 7 a 12 de outubro.
Vamos nos preparando, irmãos, pois a coisa lá é o bicho!!!!
Motos, motos e mais motos, lindas garotas, lindas garotas e mais lindas garotas.
Quem não curte isso tudo, não merece estar nesse planeta. Yezzz!

IX MOTOSHOW GOIÂNIA



Acontecerá entre os dias 1 e 3 de maio de 2009, o IX Motoshow de Goiânia, um evento motociclístico que atrai apaixonados por duas rodas de todo o país.
Este ano, porém, a comissão organizadora resolveu mudar o local do evento, justamente, para acomodar melhor os motoclubes convidados e simpatizantes do movimento.
Em duas ocasiões, devido à desorganização geral, aconteceram fatos desagradáveis, tanto ao público quanto aos seus organizadores e, para evitar novos e indesejáveis acontecimentos, foi que fizeram essa mudança. Que bom que será para melhor, não?
Você pode obter mais informações no site do evento:

http://www.motoshowgo.com

Escorregador



Está certo que a faixa de pedestres, além de muitíssimo necessária, é um sinal de trânsito que deve ser respeitado ao máximo.
Mas, para quem atravessou de moto ou mesmo a pé, já percebeu que há um problema sério nessas faixas. A tinta usada para pintá-la, como também para pintar as linhas que separam a mão e contra-mão e as setas que orientam as direções, são escorregadias ao extremo, quando estão molhadas.
Para o motociclista, é uma verdadeira armadilha, porque, ao virar a moto, ela se "deita", podendo ocasionar um desastre sério. Frear, então, faz com que a moto ganhe ainda mais velocidade do que estava antes de pisar no pedal. É um verdadeiro "quiabo".
A minha dica é que a AMT (antiga SMT) use, sobre a tinta, algum produto ou recurso anti-derrapante, o que evitaria o quase-inevitável. Mas, enquanto eles não pensam sobre isso - pois há multas a serem aplicadas e isso é mais importante do que sua vida, condutor -, tome muito cuidado ao passar sobre faixas e elementos afins. Pode ser prejudicial à sua saúde.

Estilos Touring

A categoria Touring reúne não só estilo clássico, como também o luxo, as altas potências e o que há de mais confortável no motociclismo. São motos prontas para receberem acessórios que as deixam ainda mais luxuosas e prontas-para-a-estrada. Aparelhos de CD e/ou DVD são exemplos disso.
A Yamaha lançou, em 1996, a sua touring XVZ 1300A Royal Star. Como motor de 1.294 cc e 75 cv, ela atinge a velocidade máxima de 115 mph (185 km/h). Desta versão, no ano seguinte, foi lançado o modelo XVZ 1300A Royal Star Tour Classic, com características semelhantes à sua precursora. Em 1999, veio a Yamaha Venture Star, que substituiu as duas primeiras. Em 2001, a versão Venture sofreu modificações para o mercado europeu, apenas. E não mais foi lançada. Na europa, hoje se encontra esses modelos em faixas de preço que variam de £1.615,00 a £3.500,00. Em reais, isso dá entre R$ 5.247,00 a R$ 11.371,00 (calma, apressadinhos, nesse valor, não estão inclusas as taxas de importação e outras taxas ridiculamente cobradas em caso de trazê-las ao Brasil, afinal, você conhece o sistema de taxamento tupiniquim, não é?).



Já a Honda apostou - e continua apostando - na sua Gold Wing GL1500, cuja primeira versão foi lançada em 1988. Com motor de 1.520 cc e 100 cv, ela atinge a velocidade de 100 mph, ou 160,9 km/h. A menina é um "monstro", mas dos mais belos e luxuosos.
A versão GL1500 ficou no mercado até meados do ano 2000, sendo então substituída pela versão GL1800, de 1.832 cc, 116 cv e velocidade máxima de 193 km/h (120 mph). O valor da menor - no mercado europeu - varia de R$ 7.500,00 a R$ 22.800,00 (usadas). No Brasil, dobre e coloque um pouco mais acima para se ter uma base de seu valor por aqui.


Conforto é uma das palavras-chave da Gold Wing GL1800

Já as novas, de 1.832 cc, munidas de airbag e freios ABS, não custa menos que R$ 92.000,00 no Brasil (novas). Além do airbag e dos freios ABS, a Gold Wing 1800 conta com o sistema anti-mergulho (Anti-Dive System) em sua suspensão dianteira, que evita que a frente da moto se abaixe, quando o piloto aciona o freio dianteiro. Já a suspensão traseira, regulável, usa o moderno sistema Pro-Link, com balança monobraço tipo Pro-Arm, que garante maior conforto e sgurança ao pilotar, porque elimina quase que totalmente as trepidações em terrenos irregulares.


Honda Gold Wing GL 1500, da década de 90.

A Gold Wing vem, ainda, equipada com 3 compartimentos de bagagem e 4 porta-objetos, cujas travas podem ser acionadas ou desativadas por controle remoto. O sistema de som é potente e seu controle, automático, situa-se no punho lateral esquerdo. Não se pode esquecer, também, de que esta moto possui marcha-à-ré, proporcionando manobras sem esforço ao piloto, sistema eletrônico que permite velocidade de cruzeiro constante (Cruise Control) e computador de bordo, para monitoramento de suas funções, 3 hodômetros (um total e dois parciais), relógio, termômetro que mede a temperatura do ar ambiente, entre outros parangolês. Desse jeito, vale o preço, não?


Bagageiros espaçosos completam o belo e clássico design da GL1800

Pérola Marrom

Em inglês, Brown Pearl. Essa fantástica chopper é construída pela americana Exile, empresa especializada em modificar motos, principalmente, customs, e triciclos. O nome do cara é Russel Mitchell.



No caso da Pérola Marrom, é uma moto química e completamente queimada, que dá esse resultado de ferrugem, inclusive, no motor.
Construída a partir de uma Harley Davidson Softail Standard, possui motor de 1500 cc e, curiosamente (característica da Exile), a alavanca de câmbio situa-se do lado esquerdo da moto, logo abaixo do tanque.


Note a posição da alavanca do câmbio. O botão vermelho aciona a embreagem.

A moto pode ser vendida em kit para montagem ou completa. No caso do kit, nos Estados Unidos, o interessado vai pagar algo como US$ 30.000. Já ela montada custa algo como US$ 55.000. E aí? Tá a fim? O site da Exile, na seção sobre a Brown Pearl, é: http://www.exilecycles.com/index.php?section=13

Benelli Cafe Racer 1130

O nome Cafe Racer (ou também Cafe Race) tem sua origem curiosa: na Itália dos anos 50, alguns amigos reuniam-se em pubs, bares ou cafeterias para conversar a respeito de sua maior paixão - motos - e aproveitavam para realizar pequenas competições de rua. Daí para as pistas oficiais era um tiro.



A Cafe Racer aqui apresentada é fabricada pela italiana Benelli. Trata-se da Cafe Racer 1130, uma moto esportiva de 3 cilindros em linha e muita potência, inspirada naqueles modelos dos anos 50. Seu visual, no entanto, ganhou formas futurísticas e, conforme o ângulo, dá para se pensar que ela irá se transformar em um robô, como um "Transformer".



Com motor de 1.131 cm³, essa Cafe Racer possui potência máxima de 137 cv a 9.500 rpm, distribuídos linearmente pelo bloco, o que confere maior segurança na pilotagem. Seu motor tem bastante agilidade, dado o torque de 11,2 kgfm a 7.750 rpm.
Seu custo, no entanto, ainda arde o bolso de alguns apaixonados: R$ 68.900,00. No Brasil, a marca Benelli é representada pelo Grupo Izzo, o mesmo da Garinni e outras marcas importadas.

Zero S, uma Supermotard Elétrica

A americana Zero Motorcycles apresentou, neste mês de abril, a versão "verde" do motociclismo na categoria das supermotards. Trata-se da Zero S, uma motocicleta movida a bateria recarregável.



A Zero S tem potência de 31 cv e um fabuloso torque de 8,62 kgfm, pesando 102 kg. Sua velocidade máxima é baixa, uma característica comum aos veículos elétricos: apenas 96 km/h e tem autonomia de quase 100 quilômetros.
Suas rodas são aro 16 e os pneus têm as medidas: 110/70-16 na dianteira e 140/70-16 na traseira. Isso garante equilíbrio, segurança e estabilidade à moto e ao seu condutor.





A recarga total, no entanto, leva cerca de 4 horas. Não é, com certeza, uma moto para viagens: é boa no perímetro urbano, porém, para curtir as trilhas no final de semana é ainda melhor. E a natureza agradece.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Honda VTX Techno Cruiser



Essa maravilha da Honda não é uma moto comercial. Trata-se, pelo menos, por enquanto, de um conceito da Honda, também chamada de "Concept 1", do que seria uma evolução da Shadow VTX 1800.




Ela foi desenvolvida pela HRA, uma divisão da Honda onde são feitas pesquisas e desenvolvimento de novas motos. Sua potência máxima é de 118 cv a 5600 rpm e possui motor de 1820 cc. O bicho, pra ser mais exato.



É interessante notar que, apesar de seu tamanho e potência, ela tem tração por corrente, e não por correia ou cardan, como poderia-se imaginar.
A suspensão dianteira é desenvolvida em alumínio e utiliza um sistema denominado "springer", na qual as molas e as articulações são visíveis. Já seus pneus, radiais, são da marca "Brembo", sendo o traseiro 240/40-18.
Pra ficar na vontade, mesmo.

Conversão de moto a gasolina para álcool: compensa?

Será que compensa fazer a conversão de combustível em motos que não foram preparadas mecanicamente para tal?
Sabemos que tudo tem seus prós e seus contras. Os prós, no caso das motos - e dos veículos em geral - é que pode haver, sim, uma economia satisfatória de dinheiro, haja vista o álcool ser mais barato do que a gasolina. Algo em torno dos 30, 40%. Contudo, motores que não foram preparados - ainda na fábrica - para receberem bem esse tipo de conversão, com certeza, perderão sua garantia de vida, isto é, não durarão o mesmo tempo que deveriam durar e, ainda mais, darão mais entrada em oficinas do que o normal. Daí, torna-se uma "economia burra", porque os 40% que você estaria guardando em seu bolso, provavelmente, teriam que ser somados a 20% para pagar os gastos que você terá com mecânica. Isso, porque o álcool corrói mais rapidamente os componentes que foram preparados para trabalhar com gasolina, e não com álcool. Principalmente, em motos, cujos mecânicos pedem para você trocar somente o giclê.
Portanto, antes de tentar tal conversão, fale com seu mecânico, pergunte a ele se não há a necessidade de troca de outros elementos, enfim, não vá pela cabeça do primeiro cara que lhe disser: cara, é bom demais, a moto anda mais e tal... besteira.

SHADOW 400

Sim, ela existe.
A Shadow 400 cc, que infelizmente, não é produzida e nem comercializada no Brasil, é uma intermediária entre a Shadow 250 (também só em terras do Tio Sam) e a já fora-de-linha e maravilhosa Shadow 600.

Possui motor V2 e desenvolve algo como 33 cv a 7500 rpm e torque de 34 Nm a 6000 rpm.
Seu sistema de alimentação é por carburador e possui 3 válvulas por cilindro.
O sistema de resfriamento do motor é líquido, o que significa que ela possui um radiador, que pode ser preenchido com água ou fluido apropriado (mais recomendado).
Seu desempenho geral está acima da média de outras motos custom, assim como das motocicletas no geral. Para se ter uma idéia, numa escala de 100 pontos, a Shadow 400 recebeu nota 73,4 em relação à performance de seu motor, contra 70,7 pontos dados à média das motos de mesma categoria.
Em termos de valores, nos EUA, uma moto como esta da foto, ano 2002, usada, custa em torno de US$ 3.000, bem conservada. Mas, não se empolgue, pois, para importá-la para o Brasil, você pagaria algo como US$ 6.000, ou seja, pouco mais de R$ 13.000,00. Será que compensa?