sábado, 25 de abril de 2009

Motociclistas x Motoristas: Eterna Rixa?

----------------------


Foto: www.informenoticia1.com

Só mesmo quem atravessa a cidade de um lado para outro todos os dias montado sobre duas rodas para saber o quão difícil está ficando, e cada vez mais, compartilhar o espaço das ruas e avenidas com os motoristas de automóveis, caminhões e ônibus.

Por um lado, o motociclista, tendo como proteção seu próprio corpo (!) e um capacete que só tem validade em acidentes sem muita gravidade. O motoqueiro/motociclista, quando tem chance, ultrapassa, mesmo, pois sua moto lhe dá mais flexibilidade, agilidade e oportunidade no trânsito do que um carro pode oferecer. O motorista, por outro lado e dentro de um bólido com 4 rodas e maciço, talvez por ficar indignado no trânsito que ele também enfrenta, sem ter as mesmas oportunidades que o primeiro, parece querer descontar sua raiva no trânsito, não querendo nem saber se a moto que vem poderá bater ou não em seu carro. Para se ter uma idéia, uma moto batendo a 40 km/h na lateral de um carro já é o suficiente para causar traumatismos sérios no piloto, não implicando em nada na segurança do motorista. Mas, cuidado motorista, estou falando, neste caso, de uma moto pequena. Não vá querer que uma moto de maior cilindrada e mais pesada bata na lateral de seu veículo, pois você também pode sair machucado dessa.

O problema é que, estando ou não a par disso, a rixa continua nas ruas. Motoqueiros - principalmente, eles - e motociclistas têm que ter atenção mais que dobrada para não serem vitimados como muitos são, todos os dias, especialmente, nas grandes cidades. Conciência não custa ter. Já os motoristas - especialmente, os taxistas, motoristas de ônibus e caminhões, que desconhecem a palavra "boa educação" - têm que ter na cabeça que uma moto, por maior que ela seja, traz consigo e sobre ela uma ou duas pessoas que estão protegidas somente por um capacete, que não o protege suficientemente num acidente de médias a grandes proporções. Enquanto não houver, portanto, conciência e educação nas ruas, o número de vítimas não irá parar de crescer. E as famílias vão sofrendo muito, enquanto isso.

Nenhum comentário: