quarta-feira, 22 de julho de 2009

Suzuki Burgman 650: Maxi Scooter

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Ela já não é mais um lançamento, mas tem jeito de novidade no mercado, talvez, pela sua exclusividade, pelo seu público-alvo e, claro, junto a tudo isso, pelo seu preço. Estou falando da maxi-scooter Suzuki Burgman Executive 650 cc.
Trata-se de uma scooter com motor bicilíndrico, duplo comando de cabeçote (DOHC), com incrível potência de 55 cv a 7000 RPM, freios ABS e câmbio controlado eletronicamente (CVT). Pesa incríveis 245 kg a seco, isto é, sem seus líquidos combustíveis e lubrificantes, uma moto muito pesada para a sua categoria. Se bem que chega a ser maldade colocá-la junto com as scooters com motores muito menores, com exceção de sua antecessora, a Burgman 400 cc.
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A Burgman 650, da Suzuki: uma maxi-scooter. Foto: Divulgação



A maior novidade nesta nova versão da scooter da Suzuki está, sem dúvida, na tecnologia empregada no câmbio. CVT é sigla para Continuously Variable Transmission - ou transmissão continuamente variável -, o que significa que a transmissão final varia de acordo com o diâmetro da polia com um motor elétrico. A Suzuki utilizou essa tecnologia e adaptou aos seus padrões, denominando o sistema SECVT (Suzuki Electrically-controlled Continuously Variable Transmission).
Com esse sistema, a relação do câmbio é calculada conforme a rotação do motor, velocidade do scooter e a posição do acelerador, ajustando automaticamente a marcha mais adequada para o momento. A aceleração do piloto é levada em conta, otimizando a relação do CVT de acordo com as condições de pilotagem.
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O painel da Burgman 650 é completamente digital. Foto: Caio Mattos/InfoMoto



A Burgman 650 Executive oferece três modos de pilotagem: um manual e dois automáticos. O modo mais comum, acionado assim que se dá partida no motor, é o automático standard, no qual há uma economia maior de combustivel, pois permite acelerações mais suaves e rotações menores. Pressionando o botão "Power", você já passa para o esportivo automático, no qual as marchas serão trocadas em rotações maiores do motor. O modo manual, entretanto, não é tão manual, assim, já que a mudança de marchas continua sendo feita automaticamente, inclusive, nas paradas de semáforos e outras. O que ocorre é que, neste modo, o piloto poderá controlar o motor elétrico que altera o diâmetro da polia de transmissão, por meio dos botões "UP" e "DOWN".
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Os botões de troca de "marcha", UP e DOWN, localizam-se no lado esquerdo do guidão. Foto: Caio Mattos/InfoMoto



Em testes, a velocidade de cruzeiro dessa maxi-scooter gira em torno dos 120 km/h. Ela pode atingir pouco mais de 170 km/h, mas, devido aos seus elementos de acabamento (carenagens, pára-brisas, etc), ela perde um pouco de sua estabilidade após os 150 km/h. Aí, o que contam são os braços do piloto e sua experiência sobre duas rodas. A Burgman pode fazer de 15 a 18 km/l, dependendo do modo de pilotagem e outros fatores que colaboram na autonomia do veículo.
O conforto nas ruas e nas estradas é garantido, tanto para o piloto como para o passageiro, por vários detalhes em sua ciclística: pneus radiais sem câmara, sendo 120/70 R15 na dianteira, e 160/60 R14 na traseira, rodas de liga-leve, que amortecem os impactos do solo com mais facilidade, garfo telescópico e monoamortecedor traseiro em balança de alumínio.
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Rodas de alumínio e pneus radiais sem câmara são alguns dos elementos que garantem uma boa estabilidade e ciclística a essa scooter. Foto: Caio Mattos/InfoMoto



A Burgman 650 parece mesmo ter nascido para a estrada, principalmente, pelo seu comprimento - 2,26 m por 1,26 entreeixos. Na cidade, o piloto só não pode se esquecer de que está numa maxi-scooter, não menos que isso. Motos mais compridas, exigem um pouco mais de controle e maneabilidade por parte do piloto.
Para aqueles que curtiram o modelo, vem agora a parte mais dolorida: o preço. Comprar uma novinha dessas, não sai por menos de R$ 52.500, sem contar o frete. Sua antecessora, a de 400 cc, está ainda na casa dos R$ 30 mil.

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3 comentários:

jorge disse...

MO MARAVILHOSA, VOU COMPRAR UMA, EM FEVEREIRO DE 2011, É MOTO PARA QUEM TEM BOM GOSTO. NA MINHA OPINIÃO VALE O INVESTIMENTO, POIS QUANDO CHEGAR NOS LUGARES, NÃO ENCONTRAREI NADA PARA COMPARAR. CHAMA MUITA ATENÇÃO, É UMA MOTO DO FUTURO, NO PRESENTE.

Anônimo disse...

O meu 2011 pelo menos não é monoamortecido...

Cláudio Barbosa disse...

Chega ser um pecado comparar essa moto Suzuki tão diferenciada com uma scooter normal! Hahahahaha! Deve ser confortável demais, e mesmo depois de alguns anos de seu lançamento, ainda tenho vontade de comprar a minha! Acho que em breve vou trocar minha moto antiga por uma Burgman 650!