terça-feira, 31 de julho de 2012

Citycom 300i: o novo Maxi Scooter da Dafra

Foto: Divulgação/Dafra
Dizem que, depois que você pilota uma maxi-scooter, vai ficar um pouco decepcionado com o conforto que sua moto oferece. Chamada de "poltrona ambulante" pelo jornal Estado de Minas, realmente, a Citycom 300i é o tipo de motocicleta que dá vontade de rodar o dia inteiro.
A scooter é originária de uma parceria entre a Dafra e a Sym (Sanyang Motors) e foi projetada para atender ao mais exigente mercado do mundo, o europeu. E, lá, teve boa aceitação, diga-se de passagem.
Seu desempenho é garantido por um motor de 4 tempos, monocilíndrico, OHC, de 263,7 cm³. Possui boa potência para uma scooter, que é de 23 cv a 7.500 rpm. O torque é de 2,4 kgf.m a 5.500 rpm. Só para efeito de comparação, a Fazer 250, da Yamaha, produz torque de 2,1 kgf.m e 21 cv de potência. Segundo testes, ela atinge os 130 km/h com facilidade, o que a torna mais segura em rodovias. Como se vê, até mesmo pelo seu peso (182 kg, em ordem de marcha), tem capacidade para gerar força em média rotação, o que permite uma pilotagem mais macia. Sua partida é elétrica.
Possui transmissão CVT, ou seja, automática de variação contínua, possibilitando infinitas relações de transmissão. A capacidade do cárter de óleo é de 1,2 litros na substituição, ou de 1,4 litros na desmontagem do motor (se e quando necessário). O tanque de combustível é de 10 litros, incluindo 1,5 litro da reserva.
Possui rodas de liga de alumínio de 16 polegadas (maiores que outras scooters) e usa, originalmente, pneus da marca Metzeller, com as seguintes medidas: traseiro: 130/70R16 e dianteiro: 110/70R16. Os freios, dianteiro e traseiro, são ambos a disco com sistema de acionamento hidráulico.
Devido ao motor, a Citycom faz 24 km/litro, mesmo assim, um número bastante aceitável para a sua cilindrada. Um pouco maior do que as scooters de 150 cc, é perfeitamente "adaptável" a um adulto com 1,80 m ou pouco mais de altura.

Em comparação com a maxi-scooter da Suzuki, a Burgman 400 - sua concorrente mais direta, teoricamente, por assim dizer -, a Citycom tem algumas vantagens (e boas): preço (talvez, no Brasil, o item mais importante) e ser única na cilindrada oferecida (e que, para este porte, não precisa de mais). Além do mais, é montada em Manaus e as peças de reposição estão mais ao alcance do proprietário.
Foto: Revista Extreme

A Citycom tem preço sugerido de R$ 12.290,00 - menos que a metade do preço da Burgman, que é comercializada a R$ 26.900,00. Interessou-se? Vá à concessionária mais próxima e veja o que essa nova maxi-scooter tem a oferecer.
O link a seguir mostra testes feitos pela revista Motociclismo.

http://youtu.be/BHAZ9z7vFf4

Kawasaki faz Recall


A Kawasaki inicia processo de recall de 15.150 motocicletas Ninja 250, no Brasil.
O problema foi detectado no sensor de queda, que pode se deslocar e interferir no funcionamento do motor. Evidentemente, se o piloto estiver em uma velocidade considerável, poderá sofrer um acidente - especialmente, em curvas.
A empresa pede para que os proprietários entrem em contato com a concessionária autorizada mais próxima, a fim de agendar a substituição do kit, que está sendo feita gratuitamente.
O recall inclui os modelos de 2009 a 2012. Mais informações: (11) 4422-9309 ou 0800-773-1210.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

NC 700: um novo conceito da Honda


De olho em um novo mercado de motocicletas de média-alta cilindrada no Brasil, a Honda acaba de lançar um novo conceito em motocicleta: a NC 700, nas versões "S" e "X". A segunda é equipada com ABS e custa quase 2 mil reais a mais que a versão standard.
A NC 700 foi apresentada no salão de Milão, em 2011, mas só agora, em meados de 2012, veio parar em terras tupiniquins. E não veio para marcar bobeira. A motocicleta promete. A não ser pelo seu preço, que não agradou muito ao consumidor brasileiro, ela tem tudo para dar certo em nossos terrenos. Apesar de ser uma moto mais apropriada ao asfalto, devido ao seu estilo “crossover”, ela suporta bem alguns tipos de terrenos acidentados.

A NC 700, em termos de categoria, é como se fosse um híbrido de maxi-trail e sport-naked, por assim dizer. Não é à toa que dará conta de todo o tipo de terreno, ou a maior parte deles, que temos por aqui. O modelo "X" carrega mais uma vantagem em relação à "S", por oferecer um pouco mais de conforto, economia e versatilidade.
Ela vem equipada com um motor bicilíndrico de 669,6 cm3, no qual é gerada uma potência de 52,5 cavalos a 6250 rpm e torque de 6,4 kgfm a 4700 rpm. Devido à força de seu motor, aliado ao excelente desempenho do quadro, tais números a fazem, na prática, uma motocicleta de bastante conforto, em baixas rotações, nos perímetros urbanos, como também, uma ótima companheira de viagens, curtas ou longas.
Visualmente, é uma motocicleta que traz o modernismo em seu design. Em termos de acessórios, além do básico, ela oferece um espaço específico para o transporte de um segundo capacete, ou outros objetos, o qual está localizado no local onde, normalmente, está o tanque de combustível. Seu verdadeiro tanque encontra-se embaixo do banco e tem capacidade para 14,1 litros. A Honda garante que, com esse posicionamento, conseguiu melhorar o centro de gravidade da moto e, consequentemente, sua manobrabilidade.

As maiores concorrentes da NC, no Brasil, atualmente, são: Kawasaki Versys 650 cc, BMW GS 650 e Yamaha XJ 6N – como vemos, grandes nomes, grandes potências em se tratando de motores. Mas, a Honda quer provar que não fica atrás de nenhuma dessas.

Crossover
O termo está sendo bastante utilizado para definir aqueles veículos que, apesar de terem aspecto de “aventureiros do barro”, não são bastante adequados para o uso off-road, apesar de não ter problemas em inseri-los na terra. Portanto, a NC 700 não é uma moto para ser confundida com uma big-trail, que possa “escalar montanhas” – mas, mesmo assim, não deixa de oferecer conforto e segurança.
E por falar em conforto, uma das características desta moto é que justamente o posicionamento do piloto, cujos braços são melhor acomodados ao guidão e as pernas não ficam tão flexionadas como em modelos semelhantes – ou mesmo nas trilheiras. O assento da NC possui dois níveis e foi desenhado para evitar que o garupa escorregue sobre o piloto, nas frenagens e, também, permite que as pernas deste se fixem melhor ao “tanque”.

Pilotagem
A NC 700 é uma moto de fácil pilotagem. Permite mudança rápida e ágil na direção, é estável em altas velocidades e tem um comportamento bastante alinhado. O que pode, às vezes, trazer um certo “quê” ao piloto, são: a bolha (párabrisas) não teve seu tamanho suficientemente projetado para segurar o ar em velocidades acima de 140 km/h; e, inicialmente, o piloto pode estranhar, pois as marchas são curtas, ganhando melhor dinamismo a partir da 3ª. Mas, não é isso, nem a bolha que vai denegrir esta excelente motocicleta.

Valores
Chegamos, enfim, à parte mais dolorida do post. A versão standard está sendo comercializada por R$ 27.490, enquanto a versão ABS sai por R$ 29.990. São valores não muito fora do mercado nessa categoria, mas, deixa o consumidor pensar em algumas outras possibilidades. Daí, vai o gosto pessoal ou o quão o consumidor gosta daquela marca.

Motoabraço a todos. E feliz Dia do Motociclista pra você!






sexta-feira, 20 de julho de 2012

Windhoff Four 746cc: máquina rara

Raridade no museu
Fabricada em 1928, pela companhia alemã Windhoff, a Windhoff Four foi uma moto que, à época de seu lançamento, já era considerada uma inovação tecnológica, inovadora, com seus 4 cilindros. Ela havia sido apresentada no Berlin Show, no ano anterior. O exemplar visto nas fotos deste post foi adquirido recentemente, em um leilão da Bonhams Stafford, por nada menos que 130.000 libras, ou algo em torno de 200 mil dólares! Hoje, ela se encontra com um de seus donos (foi arrematada por três sócios-compradores), e faz parte de seu museu particular, na Inglaterra.

A Companhia
Fundada em 1889 pelos irmãos Windhoff, a empresa era sediada em Berlim. Antes de introduzir sua primeira motocicleta, em 1924, era um fabricante bem sucedido de radiadores para aviões e automóveis. As primeiras motocicletas de Windhoff, com modelos 500cc e maiores, caracterizaram-se por seus motores de dois tempos, refrigerados a líquido, os quais contavam com uma bomba para isso. A companhia já não fabrica motocicletas desde 1933, seis anos antes do início da II Guerra, época, inclusive, em que uma de suas fábricas foi completamente destruída por uma bomba, em outubro de 1944. Já naquela época, a Windhoff fabricava locomotivas, ramo no qual ela está até os dias de hoje.
Motor da Windhoff: 746 cc, 289 cavalos. Força bruta em 1928


A Moto
A Windhoff Four contava com um motor de 746 cc, apesar de ser uma motocicleta de segunda linha da empresa. Ela foi desenhada por Ing. Dauben, um engenheiro que viria, depois, trabalhar na Mercedez-Benz. A moto trazia outra novidade, que eram os dutos de óleo internos, ou seja, eles não ficavam visíveis, como era comum em modelos daquela época. O que mais chamava a atenção de quem a pilotava, era o conforto, a leveza com que ela "deslizava" pelas ruas, especialmente, em baixa velocidade. Ela gerava algo como 289,4 cv (ou 22bHp) a 4.000 rpm - se fôssemos fazer uma analogia humana, seria como gastar
185.562.341,4 calorias em apenas 1 hora! Tem gente que iria adorar...
Mas, a moto não foi tão bem nas vendas, não pela sua inovação, mas devido à sua tecnologia tê-la deixado tão cara. Poucos a compraram, muito menos, ainda, sobraram no mundo.






No tanque, o velocímetro. À direita, o detalhe do farol e da buzina
da Windhoff.