segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Yamaha: FZ 16 pode ser aposta para 2013

Anunciada há algum tempo, a Yamaha FZ 16 é uma moto projetada para o trecho urbano, mas com características visuais de moto esportiva de alta cilindrada. Há quem diz que é "sucata" vinda lá de fora, mas, é de se saber que ela faz muito sucesso em outros países, em especial, na Índia, onde ela é fabricada.
Com visual bastante arrojado e, como disse, esportivo, a FZ 16 nerm parece, à primeira vista, possuir um motor de 150 cc. Segundo o site Bike Advice, a FZ 16 muda o conceito de street bike, com seu estilo ousado, forte e agressivo.

Realmente, olhando-a rapidamente, qualquer pessoa se indaga se ela não seria, ao menos, uam 250 cc. Mas, ao prestar mais atenção aos detalhes e, especialmente, ao motor, verá que ela tem, mesmo, 150 cc, mas satisfaz bem o piloto, pela agilidade e fácil manobrabilidade.
Seu tanque, com capacidade para 14 litros, na verdade, fica oculto por um "tanque" falso, que lhe dá impressão de moto maior. Seu consumo fica em torno de 40 km/l na cidade (+/- 80 km/h) e 50 km/l na rodovia (+/- 100 km/h). Para aumentar ainda mais a sensação de moto grande, seus pneus são mais largos do que os de suas concorrentes de mesma cilindrada: 140 mm na traseira e 100 mm na dianteira; seu escapamento, para completar, é um tubo de 1,5 m, curto e esportivo.
Mas, calma lá! Estamos falando de um motor com 153 cm­³, torque de 13,6 kgf.m (a 6000 rpm) e que pode atingir por volta dos 115 km/h.

Na Índia, ela ainda é fabricada com alimentação carburada. Não há informações se, vindo para terras tupiniquins, ela terá modificado seu sistema de alimentação. É esperar mais um pouco, para ver os anúncios relacionados.
Contudo, que se tem, ainda, é uma conversa, séria, mas uma conversa, Não temos nada confirmado, ainda, a respeito de sua vinda. Mas, com certeza, seria uma moto perfeita para se trafegar na cidade com uma elegância a mais, porque, convenhamos, pode não ser uma moto de competição, mas é bem bonita.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CBR 400R: o retorno?

No Japão, a Honda está anunciando (ou fazendo barulho) a volta da CBR 400R, uma moto que fez muito sucesso aqui no Brasil, até por volta dos anos 90. 
Essa moto, vindo para o nosso país, com certeza, vai chamar a atenção da velha guarda, bem como, dos novos baianos. Isso, porque falta potência entre nossas 250 e 600 cc (desculpem-me os proprietários das 500 cc, não estou querendo "tirá-los", mas que está faltando opção, isso está). E, em termos de preço, sem dúvida, virá com valor bem competitivo.
O negócio, por enquanto, é aguardar o lançamento e as novidades a respeito desse retorno. 

Motoabraço.

Brasília Motocapital: evento cada vez maior


O evento motociclístico Motocapital, realizado pela 9ª vez, em Brasília-DF, deixou um saldo bastante positivo, não só de visitantes, como também das programações, que encantaram o público.
Só de motoclubes participantes, esse ano, foram 1200, do Brasil e estrangeiros, também! Houve a presença de representantes do LAMA (Latin America Motorcycle Association), que possui o maior número de integrantes do mundo inteiro.
Entre as visitas, somaram cerca de 304 mil pessoas circulando pela Granja do Torto, local onde a festa é realizada todos os anos. Das bandas que lá tocaram esse ano, destacam-se Raimundos e Velhas Virgens. Foram cinco dias de muito rock, muita gente bacana (e "louca", também), e muita moto linda rodando. Para se ter ideia da "globalização" do evento, houve a presença do sr. Playboy Hugh Hefner, dono e fundador da revista e do império das mulheres nuas, que, inclusive, foi quem deu a nota para a Garota Devassa deste ano, Juliana Salles.
Uma novidade, nesta nona edição, foi a presença de uma unidade móvel do Hemocentro, onde vários participantes puderam colaborar com a doação do melhor sangue que pode existir: o de um motociclista.
Devido ao sucesso, um dos organizadores do evento, Marco Portinho, já anuncia a primeira edição do Rio Motocapital, que ocorrerá em março de 2013 no Rio de Janeiro.
Parabéns aos organizadores do Brasília Motocapital. Motoabraço e até lá.

Comparativo: Big Trails do Brasil


Todos estão de acordo numa coisa: rodar pela maioria das ruas e estradas brasileiras, é pedir para andar de carroça com o pior amortecedor já inventado. Mas, cara, experimente rodar por aí com um motorzão a partir de 600 cc e com estrutura apropriada para os mais – desculpem-me a expressão – safados terrenos tupiniquins! A vida é outra com as big-trails. Vamos, aqui, conhecer alguns dos melhores motores encontrados no Brasil, num comparativo entre: BMW G650 GS, Suzuki V-Strom 650, Yamaha XT 660R e a Honda Transalp 700.

BMW G 650 GS
Considerada a “porta de entrada” da marca, a G 650 GS é uma moto de design muito atrativo e preço idem. Comercializada na faixa dos R$ 29.800,00, dos modelos deste comparativo, ela é a segunda mais barata, ficando a XT 660 em primeiro lugar.
Em cilindrada real, está em terceiro, abaixo da XT e da Transalp: são 652 cm3 num motor monocilíndrico.  O motor é refrigerado a líquido e oferece potência de 50 cv a 6500 rpm, com torque máximo de 60 Nm a 5000 rpm:  alto torque e baixo consumo. Permite uma rápida mudança nas marchas, proporcionando pilotagem bem segura, especialmente, em pistas mais acidentadas. O chassi, em dupla trave de aço e estrutura traseira aparafusada, dá mais agilidade ao conjunto.
Seus freios são de pinça única, contudo, o sistema ABS, que vem de série nesta moto, pode ser desativado para fazer trilhas.  O “corpo” da moto foi remodelado a partir de sua antecessora, a F 650 GS (já tida como uma excelente moto), com o uso de para-brisas baseado nos modelos GS. O cockpit possui um design esportivo e moderno e ela foi dotada de painel completo. Além disso, conta com acessórios opcionais, como protetor de cárter e compartimentos de bagagem muito práticos. Manoplas aquecidas e freios ABS já saem em série.
Uma excelente moto, ótima pilotagem e manobrabilidade. Assim é a BMW G 650 GS, uma motocicleta que inspira aventura. Consumo:  26,7 km/l @ 120/h no modelo testado.

Suzuki V-Strom 650
Às vezes, vê-la somente como uma big-trail chega a ser um insulto, porque, na verdade, essa moto é uma verdadeira estradeira. Seu conforto começa a partir de seu visual, porque, só de olhar, você já a sente como uma motocicleta muito confortável.
Seu motor bicilíndrico em V possui 645 cm3, o “menor” deste comparativo, contudo, não quer dizer que seja o pior dos modelos. Por exemplo, em potência, ela oferece 67 cv a 8000 rpm, contra os 50 cv @ 5000 rpm da G650 GS (adiante, veremos que os demais modelos oferecem “cavalaria” menor).  Assim como em todos os outros modelos aqui comparados, a V-Strom possui injeção eletrônica e motor refrigerado a líquido. Contudo, é a única a possuir câmbio de 6 marchas, contra as 5 marchas dos demais modelos.
O tanque da V-Strom é também o maior, dentre as suas concorrentes: 22 litros. Na BMW são 17,3 litros; na Transalp são 17,5 litros; e na XT 600, 15 litros. Em termos de peso (em ordem de marcha), a V-Strom só perde para a Transalp (por volta de 225 kg), com seus 217 kg. A BMW pesa 192 kg e a Yamaha XT 660 184 kg.
Uma motocicleta muito segura e confortável. Em preço, está em segundo lugar, atrás também da Transalp: R$ 34.590,00. Um preço meio alto, sem dúvida, mas, como sabemos, isso é Brasil e nada aqui é de graça. Aliás, tudo tem que ser muito mais caro do que no resto do mundo. Seu consumo chegou à média de 19,8 km/l a 110 km/hora, uma ótima nota, por sinal. Afinal, são mais de 400 km sem pedir reabastecimento!

Yamaha XT 660R
Hoje, podemos afirmar que este é o modelo mais vendido, entre estes do comparativo. Primeiro, pelo preço, que é por volta de R$ 26.900,00, sendo, então, a mais barata das quatro aqui apresentadas. Mas, em tempo, não quer dizer que seja uma moto ruim, é, sim, até muito boa moto.
Delas, é a única que realmente possui o motor com o tamanho informado: exatos 660 cm3, sendo, então, a terceira mais “potente” entre as quatro. Pelo menos, cubicamente falando. Seu motor monocilíndrico oferece 48 cv a 6000 rpm, chegando bem próximo aos 50 cv da BMW. Seu torque máximo é de 5,95 kgf.m a 5250 rpm.
A XT 660 tem também a versão Ténéré, que manteve o visual mais voltado ao rally, com menos detalhes urbanos, digamos assim.  Para pegar uma rodovia, numa viagem com a galera, a versão R tem, lá, suas vantagens. Oferece melhor conforto e, por ser uma moto mais leve do que a versão rally, mais maneabilidade na rodovia.
Seu tanque, de 15 litros, permite uma autonomia de cerca 260 km, o que garante uma boa rodagem nas estradas, mas, ainda assim, está bem atrás da V-Strom, da BMW e, em menor proporção, da Transalp.

Honda Transalp 700
Um show de moto, muito linda! Para quem ainda não sabe, ela é a evolução das antigas XL (250 e 350), mas, nem se toca nisso. O importante é que a Honda fez uma big trail com jeitão adventure e com a intenção de tomar boa parte desse mercado.
Seu motor, duplo cilindro em V, tem 680,2 cm3 e gera 60 cavalos a 7500 rpm. Possui, assim como as demais, refrigeração líquida e é alimentada por injeção eletrônica.
Seu tanque, com 17,5 litros de capacidade, permite uma autonomia de cerca de 297 km, ou seja, algo como 17 km/l. Isso é possível devido ao sistema PGM-FI, que utiliza dois corpos injetores de 40 mm de diâmetro, integrados numa única unidade, cada qual com 12 orifícios injetores. Dessa forma, contribui para uma mistura ar x combustível de forma mais eficaz, trazendo potência e redução no consumo.
O modelo possui, também, sua versão com ABS – o Combined ABS (C-ABS), desenvolvido pela Honda. Neste sistema, a pinça dianteira apresenta três pistões, que permite ainda maior segurança nas frenagens.
A Transalp ainda possui um sistema antifurto, denominado HISS, que fora desenvolvido pela própria Honda. Com esse sistema, somente a chave original poderá funcionar a motocicleta, devido ao chip eletrônico responsável pelo reconhecimento da chave.
Em termos de preço, a XL 700V Transalp consegue ser a mais carinha, entre as do comparativo: R$ 34.800,00. Agora, depende de você, de quanto você está disposto a investir em seu lazer. Todos os modelos aqui vistos são excelentes motocicletas, que trarão, de um jeito ou de outro, muita satisfação ao seu proprietário. E que você, meu amigo, ainda possa ser um felizardo, nesse sentido.

Box comparativo: