terça-feira, 14 de abril de 2015

Kawazaki H2: linda, veloz e... muito cara, meu!!

Olá, amantes de motos em geral! Esse post é para falar um pouco da nova Kawasaki H2, mas, também, uma forma de protesto contra essa taxação sem escrúpulos que existe no Brasil.
A Moto
A Kawasaki está colocando no mercado mundial seu novo lançamento, a Ninja H2, uma aposta para um mercado cada vez mais ávido por motocas de potência e tamanho.A novidade nesta nova monstra nipônica já começa pelo visual. Arrancada dos jatos, a inspiração usada faz mesmo a gente se lembrar de caças usados em guerras - uma pequena olhadela e você já se lembra de um F-16... rsrs De qualquer forma, o desenho foi elaborado para melhorar (e muito!) e garantir a eficiência aerodinâmica. Contudo, houve uma pequena redução no "corpo" da carenagem (por exemplo, a parte inferior, que serve para proteger o escape, não existe na H2), bem como, uma remodelada em toda ela, com entradas de ar mais eficientes. O escapamento, falando nisso, é duplo e fica do lado direito da H2, fazendo contraponto com o monobraço, que segura a roda traseira.A rabeta é curta, com linhas angulosas, mas que colaboram para a passagem do ar. A lanterna em LED é relativamente grande, escapando um pouco à "regra" das superbikes atuais. Na dianteira, trabalharam bastante nas entradas de ar, o que garante mais "frescor" para o motor.  Um único canhão de luz de LED no centro é ladeado por duas lanternas pontiagudas: segundo o fabricante, lembram os "dentes caninos de um predador".Os retrovisores foram idealizados por engenheiros da divisão aeroespacial da Kawasaki. As suas "asas", que servem para segurar os espelhos, funcionam também como aerofólios na estabilização da moto em altas velocidades pasra mantê-la firme no chão.

O Motor
Quatro cilindros em linha de 998 cm² refrigerado a líquido e com duplo comando no cabeçote (DOHC), nada de diferente da ZX-10R. Mas, devido a adição de um compressor de arquitetura centrífuga, que sopra o ar novamente para o motor e otimiza a mistura entre ar e combustível, ela ganha mais potência do que sua antecessora. Embora pareça, devido ao princípio de sobrealimentação, o motor da H2 não é turbo, pois o compressor não utiliza o ar quente obtido na explosão dentro do cilindo - a peça está ligada ao virabrequim e trabalha com a força gerada pelo próprio motor.
A nova promessa da Kawasaki possui duas versões: H2 e H2R. A primeira atinge 210 cv a 11.000 RPM, enquanto que a segunda, 325 cv (!) a 14.000. Já o torque máximo nas duas versões é de 13,6 kgf.m a 10.500 e 16,8 kgf.m a 12.500 rpm, respectivamente. 

Moto para um sóNão há espaço para garupa. Com uma moto assim, não adianta muito fazer sucesso com as garotas, já que o banco não é para dois, e sim, para um. A não ser que o piloto arrisque a sorte e leve a gatinha no tanque. Terrível, porque isso só faz aumentar o número de marmanjos em torno dela. E do proprietário, também. 

Brinquedinho caro
Está certo que, para atingir o ápice na tabela de preços, a Kawa tem neste modelo um parque tecnológico. Trata-se de uma gama de "geringonças" eletrônicas que fazem do conjunto H2 quase que irresistível: controle de tração ajustável em três níveis; controle de wheeling, para impedir que a roda dianteira levante e controle do freio-motor. Conta também com o câmbio assistido quickshift, que permite subir marchas sem acionar a embreagem. 

A maior novidade está no amortecedor eletrônico de direção, item desenvolvido em parceria com a Öhlins. O sistema se comporta conforme a velocidade e o grau de aceleração da moto. Isso é positivo, já que a atuação do compressor promete uma experiência marcante nesse quesito. 
Poder passear com uma Ninja H2, pelo menos aqui, deverá ser uma experiência quase única. Para se ter uma ideia, o preço da moto nos Estados Unidos será de 25.000 dólares, o equivalente a cerca de R$ 64.500. Aqui, no Brasil, a versão "simplificada" deve girar em torno dos R$ 120 mil, e ela está chegando em um número pequeno: apenas 28 unidades foram importadas para terras tupiniquins. Não se fala, por enquanto, na importação da H2R, que deve ter um custo bem maior. Falaremos mais, a respeito.






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Moto: customizar ou não, eis a questão

A palavra "custom" tem origem no francês arcaico "costume" e, aos poucos, além de referir-se ao que é tradicional (costumes de uma sociedade), foi também acoplada ao toque pessoal que cada um dá aos seus pertences, também. Como estamos lidando com motos, portanto, vamos falar de personalização.
Ao personalizar sua motoca, tenha em mente uma verdade incontestável: você está dando a sua cara, o seu estilo, à moto. Na verdade, o que o cara procura é o ajuste da motocicleta ao seu estilo de vida, às vezes, até mesmo em detrimento ao conforto, à segurança, ou outro item indispensável na moto.
O ponto verídico da customização é que, normalmente, a moto fica "muito bacana", "doida demais", "louquíssima", entre outras características que a gente ouve dos "especialistas". Mas, será que vale mesmo a pena investir em algo que, futuramente, poderá não valer tanto quanto pesa?

Quando o dono customiza sua moto, ele está tirando dela as características originais de fábrica e, tentando a todo custo, deixá-la com uma aparência exclusiva, fora de linha. Pois bem, considero isso um ponto positivo, pois mostra até mesmo que o cara tem coragem. Mas, a não ser em casos raros, essa personalização é como um casamento com certa dose de risco, pois, dependendo, a moto "morrerá" na mão de seu dono - o que pode não ser um problema para muitos, também. Isso, porque o cara gasta mais do que pagou na moto e, na hora de vender, raramente algum pretenso comprador vai reconhecer os esforços do primeiro. 

Há outro ponto a ser comentado: ao personalizar a moto, ela está sendo "adaptada" ao gosto e ao físico do dono, que podem ser completamente diferentes do pretenso comprador. E aí? Ou não compra, ou gasta mais um pouco pra readaptá-la. Portanto, há muito o que se pensar e ponderar, quando o assunto é comprar uma moto já personalizada.
A seguir, os comparativos entre os estilos de moto (para não confundir "chopper" com "custom" e outros):

Cruiser (estradeira, em português) é o estilo que imita as motos americanas dos anos 1930 aos 1960, como a Harley-Davidson e a Indian. São motos de linha, produzidas em grande escala. No Brasil, as estradeiras mais famosas são a Shadow, da Honda, e a própria Harley-Davidson, que tem por política manter o mesmo design de meio século atrás.



Bobber é uma moto cruiser da qual foi tirado tudo o que era desnecessário, criando um visual minimalista. Essas motos apareceram nas décadas de 40 e 50, com o objetivo de diminuir o peso, expressar habilidade mecânica e tornar a moto mais barata. Com o tempo, o minimalismo passou a ser mais um desejo estético do que de performance.
Chopper é uma cria da bobber, mas que tem um objetivo bem diferente: a estética extravagante. Nesse tipo de moto, os quadros originais são transformados, em geral para aumentar a distância entre eixos e o tamanho do garfo. Outra característica importante é o acabamento final, que exagera no cromo e na pintura bem viva.
Mas a grande diferença entre as cruisersbobbers e choppers não está na forma, mas sim na sua fabricação. Enquanto as cruisers são produzidas em larga escala, as bobbers e choppers têm produção artesanal. Por isso, por serem únicas (ou produzidas em pequena quantidade), e por serem customizadas, e por serem modificadas, as bobbers e as choppers passaram a ser chamadas em conjunto de motos do tipo custom.

O problema com esse uso do termo custom (quando usado só para englobar as bobbers e as choppers) é que as motos customizadas não precisam necessariamente se basear nas cruisers, como a moto (D), por exemplo. Na verdade, desde o início do século XX (portanto antes das cruisers) as modificações já eram comuns entre os pioneiros que queriam melhorar a performance das motos de fábrica. Portanto, o certo seria defini-las como segue.
Custom (customizada, em português) é qualquer moto com design diferente das motos de linha, e com fabricação artesanal. A diferença em relação às motos de fábrica pode ser na estética, na estrutura ou na performance.

Existe um grande número de subtipos de motos customs (customizadas): bobbers (cruisers peladas),choppers (bobbers enfeitadas), baggers (cruisers cheias de bolsas para viagem), rat bikes (motos sem manutenção ou limpeza), survival bikes (baseadas no Mad Max), cafe racers (motos preparadas para corridas clandestinas na Inglaterra nos anos 60), street fighters (motos esportivas modificadas para rodar nas ruas das cidades), mods (scooters cheias de luzes e retrovisores), racers (protótipos para corridas em pista de asfalto), dragsters (motos de arrancada), hill climbers (motos para competição de subida de ladeira),landspeeders (motos para recorde de velocidade), e assim por diante. Na verdade, qualquer moto que for construída em pequeno número é uma moto custom, ou customizada.
Depois dessas informações, acho que você está pronto para escolher: afinal, customizar ou não? 

Parte desse post foi tirado de:



Novas categorias do Moto 1000 GP vão permitir evolução de pilotos


A quinta temporada do Moto 1000 GP terá as corridas de sua primeira etapa no dia 3 de maio, no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais (PR). A partir deste ano, uma novidade vai marcar as disputas nas categorias GP 1000 e GP 600 do Brasileiro de Motovelocidade: a classe Evo, implantada no regulamento desportivo e que terá classificação específica de corridas e de campeonato para os pilotos que estão em fase evolução de carreira. Cada uma das oito etapas terá, também, corridas das categorias GP Light e GPR 250 – esta, uma série de formação de pilotos implantada em 2013.

O diretor do Moto 1000 GP, Gilson Scudeler, revela que a novidade vem tendo boa aceitação. “Na última temporada atingimos um nível técnico muito elevado, com participação de pilotos nacionais e internacionais, o que é muito importante para a globalização e a consolidação da motovelocidade brasileira. Esta evolução meteórica fez com que a comissão desportiva do Moto 1000 GP preparasse medidas de contribuição para que os pilotos em ascensão possam continuar seu processo de evolução antes de chegar definitivamente às principais categorias”, ele explica.

Uma dessas medidas foi a criação da subdivisão. Evo. “É uma categoria destinada a pilotos que já obtiveram êxito na GP Light e na GPR 250 ou pilotos que vêm dos campeonatos regionais ou, monomarca. Vamos possibilitar a eles uma categoria que mesmo dividindo grid com os melhores pilotos da atualidade vai premiá-los por sua evolução, com pódio e com classificação em separado”, detalha Scudeler. “Além de aumentar a motivação, a medida possibilita ampliar o retorno pessoal e de seus patrocinadores”.

Para o dirigente, que como piloto conquistou sete títulos brasileiros nas categorias principais da motovelocidade da década passada, a implantação da GP 1000 Evo e da GP 600 Evo incentiva a adesão de novos nomes. “As duas classes vão servir como degrau para quem vem de categoria inferior. Os pilotos da Evo largam junto com os da principal, seja na GP 1000 ou na GP 600, com classificação e pontuação em separado”, ilustra.


Fonte: CBM.esp.br


BMW C650, o Maxi Scooter, chega ao Brasil

Post forward
Segundo maxi scooter da marca bávara a desembarcar no País já está em pré-venda nas duas unidades da Power Motorrad
O maxi scooter C 650 GT da BMW está de malas prontas para desembarcar no Brasil por R$ 53.900. As informações são da concessionária Power Motorrad, que tem filiais em Santo André, na Grande São Paulo, e em Santos, litoral paulista. De acordo com a revenda, o modelo, que apresenta mais conforto para longas viagens do que o C 600 Sport, chegará aqui em três opções de cores: duas variações de preto e marrom. O 650 GT, a exemplo do C 600 Sport, será importado e já pode ser reservado na concessionária. A BMW Motorrad, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou o lançamento do modelo aqui, mas não revelou o preço.
Equipado com o mesmo motor de dois cilindros paralelos de 647 cm³ do modelo esportivo C 600 Sport, já vendido aqui por R$ 52.000, o C 650 GT tem design mais sóbrio. Além do assento mais confortável para os ocupantes, a versão GT tem carenagem maior que oferece melhor proteção aerodinâmica nas estradas. O pacote no qual o maxi scooter será comercializado no Brasil inclui aquecedor de manoplas, controle de pressão nos pneus (RDC), cavalete central, computador de bordo e freios ABS.  (por Carlos Bazela)

Comentário do Louco por Motos:
De fato, quem pilota um scooter como este poderá não curtir uma motocicleta depois. O conforto oferecido é muito grande, além da economia, que não deixa a desejar. Mas, o preço que o brasileiro deverá pagar é muito alto, para deixar de possuir um motor mais responsável, como o de uma Triumph Tiger 1200, que é encontrada por volta dos R$ 54 mil, por exemplo. Claro, tudo é uma questão de gosto, mas, nesse caso, não de bolso. 
No mais, não há o porquê de reclamar dos super-scooters, que chegam para trazer de volta o glamour iniciado pelas velhas "lambretas" da década de 1950.