quarta-feira, 14 de outubro de 2015

HONDA SH300i, ótima opção de economia

Divulgação.

Boa tarde, pessoal! Uma das boas novas, esse ano, é a chegada da nova Honda SH300i, um scooter que vem para disputar um mercado crescente em terras tupiniquins, que é o das 300 cc deste segmento. E vai disputar de forma acirrada com os modelos Citycom 300 e 400 da Dafra, bem como, especialmente, por causa do preço, com a Burgman 400, da Suzuki. Enquanto isso, a Yamaha parece dormir no ponto, para não tentar cobrir a faixa que resta na categoria e trazer mais opções para o Brasil.
A previsão é que o modelo seja comercializado entre R$ 18 mil e R$ 20 mil, mas veja só o que estará sendo pago:
- Freios a disco com C-ABS. Projetado para não travar, o Combined-AntilockBreakingSystem traz mais segurança aos ocupantes do scooter, evitando travamento dos freios e consequente descontrole. O SH300i vem equipado com dois freios, um na dianteira e outro na traseira. A manete direita serve para acionar o feio dianteiro, e a esquerda, ambos, de forma equilibrada e suave.
Divulgação.

- Motor e agilidade. O motor do SH300i é quadrivalvulado, tem arrefecimento líquido e possui 279,5 cc, que (ao menos, a versão europeia) produz algo como 29 cv de potência. Aqui, no Brasil, parece que será na casa dos 25 cv. Devido ao seu peso (169 kg), combinado com seu tamanho e estrutura, é bem ágil nas curvas e ganha velocidade com facilidade.
- No painel, não existe a caixa de chave. Isso mesmo, o scooter é ligado somente com a aproximação da chave, até 2 metros de distância. Bacana, né? Esse sistema é chamado de Smart Key, adotado pela Honda para este modelo, que inclusive permite também destravar e abrir o banco.
Divulgação.

- Economia. Segundo o fabricante, o SH300i tem autonomia de 250 km, ou seja, algo em torno de 27,5 km/l. 
- Câmbio automático, do tipo CVT, com transmissão final feita por correia dentada. 
- Design atual. Para-brisa alto, rodas de 16', farol em LED, fixado em uma semicarenagem junto ao guidão, dão uma vista bonita na parte dianteira do scooter. A parte traseira tem também linhas elegantes e com boa visualização das lanternas traseiras, que também são em LED. Como em praticamente todo scooter, o compartimento, de 35 litros, fica debaixo do assento, para guardar objetos e/ou o capacete.
Divulgação.

Que seja bem-vindo, então, o Honda SH300i, que nos foi apresentada recentemente, no Salão Duas Rodas, em São Paulo. Vai fazer bonito nas ruas brasucas.

Motoabraço.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

E A HONDA RESSUSCITA... A TWISTER 250!

Desespero. Essa deve ser a palavra correta para definir o estado de um fabricante de motocicletas, quando ele ressuscita um modelo com motor até menor do que seu sucessor. Este é o caso, pelo menos, da Honda, que tira a CB300R das concessionárias para dar lugar ao "Lázaro" das médias cilindradas, a Twister 250.



Novidade

Apresentada esta semana durante o Salão Duas Rodas, em São Paulo, a CB 250 Twister vem
renovada e com peito para enfrentar suas concorrentes, coisa que sua sucessora-antecessora não conseguiu. Seu motor de 249,5 cm3 pode gerar cerca de 22,6 cv com etanol e 22,4 cv com gasolina a 7.500 rpm. São "apenas" 4 cavalos que, segundo o fabricante, não são percebidos, já que a Twister é bem mais leve até mesmo que sua versão anterior.
Mesmo que a CB300R tenha tido mais saída que a Fazer 250 (dados do primeiro semestre de 2015, segundo o site UOL, foram 14.504 unidades da primeira contra 8.384 da segunda), ela acabou sendo "tirada da reta" devido a dois fatores em especial. Ver a respeito em Por que a Honda CBR 300 sai de linha? Dados da Abraciclo (Associação Brasileira de Ciclomotores) informam que a Honda produziu, em 2015, 22.119 unidades entre as duas versões da CB300, enquanto que a Yamaha produziu apenas 12.032 Fazers. Até mesmo na proporção produção x venda, a Honda ganhou, com 34,5% contra 30% da Yamaha. Agora, com a nova CB Twister, a Honda quer mordiscar mais um grande pedaço de um dos mercados mais concorridos do mundo. Sem querer tirar o mérito da Fazer, se a Yamaha dormir no ponto, isso acontecerá com facilidade.
Devido ao seu peso, a Twister só terá ABS como opcional, e por módicos R$ 1.500,00! Ou seja, será difícil ver uma equipada com tal tecnologia.

Desenho e segurança

Ela parece ter vindo do ventre da CB500 F, tamanha semelhança. Suas aletas laterais avançadas, a
carenagem, a máscara do farol, enfim, são algumas características da Twister que trazem a lembrança. O banco possui dois níveis, o que é muito bom, tanto para o piloto quanto para quem está na garupa. Mais conforto e segurança são pontos importantes.
Outro ponto legal em termos de segurança está em um detalhe na lanterna traseira, que é uma lanterna com lente cristalina, situada na parte superior da lanterna traseira e composta por duas filas de LED, a qual permite maior visibilidade de quem vem atrás, especialmente, veículos mais altos, como camionetes e caminhões.
À primeira vista, enquanto desligado, o painel tem um display semelhante à tela de um monitor LED também desligado. Mas, ao ser ligado, surpreende o proprietário por ser bem completo e bonito. Em
ergonomia, a Honda pensou no usuário "hard", ou seja, aquele que utiliza a moto todos os dias, não importa qual sua finalidade. Possui guidão levemente mais alto - 78,4 mm -, a espuma do banco é mais densa, especialmente, na altura da região lombar do piloto; o garupa pode contar com espaço um pouco maior em sua área e também com o apoio de alumínio lateral, para segurar-se.
A CB Twister 250 traz de volta as 6 marchas, o que colabora para um motor mais descansado nas altas. A sexta marcha é como um "over-drive", que permite a moto trafegar a 100 km/h com o motor a apenas 6200 rpm. Isso se dá graças ao seu motor menor, que aceita também e muito bem os altos giros. Na pista da Honda, o piloto de testes conseguiu marcar no painel 149 km/h, em 6ª marcha e a 9.000 giros.

Pilotagem

Devido ao seu chassi, a moto apresenta uma rigidez positiva, ela "gruda" no asfalto, o que garante agilidade e precisão nas curvas. Em pistas irregulares, sua suspensão traseira de mola dupla, com 108
mm de curso, mostra-se suave e constante. Seu sistema de freios conta com dois discos - o dianteiro, com 276 mm, e o traseiro, com 220 mm de diâmetro - bastante eficientes (sem falar do ABS).

A expectativa da Honda é grande, em relação a este modelo. E, ao que parece, seguindo a CG Titan 160, que também deve bombar, a fabricante ficará satisfeita. Prevista para estar nas lojas ainda este ano, será comercializada pelo preço sugerido de R$ 13.050,00.

Levanta-te, Lázaro!




POR QUE A HONDA CB300R SAI DE LINHA?

Olá, loucos por motos!! Tudo belezão com todo mundo?

Então, essa post é rapidinha, uma espécie de prefácio para a próxima postagem.

Nestas imagens, vê-se que pouquíssimas mudanças foram aplicadas
de um ano para outro, na CB300R. Ao longo dos 7 anos e nada de
muito novo, a Honda deixará o já lançado projeto na gaveta, de novo.

Muitos se perguntam porque é que a Honda tirou a CB 300 da linha de produção, já que prometia tanto e tão pouco ficou à disposição nas concessionárias (apenas 7 anos).
Na categoria street, a CB 300 não fez vexame. Liderou vendas durante um bom tempo, enquanto disputava o mercado acirrado dessas pequenas-médias, que inclui a Yamaha Fazer 250 e também a Dafra Next 250.
Entretanto, dois problemas surgiram (e acho que o segundo, mais sério, foi o que fez a Honda bater o martelo). Um deles está relacionado ao visual da CB 300R, que sofreu levíssimas modificações durante os 7 anos de existência, resultando em "cansaço visual" e também mecânico. O outro ponto a ser considerado, é que a Honda não conseguiu, com esta moto, adaptar-se à segunda fase do Promot/2016. O Promot, para quem não sabe, é um programa mundial de redução de emissões de poluentes aplicado sobre motocicletas e afins.
Dados esses parâmetros, a Honda decidiu, então, retirar uma motocicleta que poderia, sim, ter ganhado mais atenção e ter sido melhorada.

Motoabraço!