segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Em que posso usar o WD-40?

Ótimo dia a todos vocês, motors!! Ressaca pós-Natal e pré-Virada de Ano é tudo de bom, não é? rsrs

Então, hoje quero falar de um produto que vemos em supermercados e nem sempre damos a devida atenção: o lubrificante spray de uso geral WD-40.
Tido como um "topa-tudo", esse spray da manutenção tem serventias além da lubrificação, como podemos conferir:

a. limpeza de contatos elétricos e eletrônicos: botões de start, pisca, farol, pólos da bateria etc. Atenção: não aplicar com a moto ligada (retire a chave do contato, se for necessário, aproveitando para lubrificar o orifício, também);

b. revitalização de plásticos e cromados: por não haver solventes em sua composição, não agride as partes sensíveis da motocicleta;

c. remoção de agentes danosos e grossos da pintura: piche, fezes de pássaros, manchas provocadas por líquidos etc., sem agredir a pintura;

d. remoção de graxa da corrente: permite remover, com facilidade, a graxa antiga (e já impregnada de pó e outras sujeiras) da corrente, além de lubrificá-la;

e. proteção contra ferrugem: função básica de todo lubrificante, pode ser aplicado em qualquer parte da moto, especialmente, nas partes ferrosas, as mais susceptíveis ao processo de oxidação;

f. eliminação da umidade: eliminar a umidade significa remover o excesso de água (o mínimo, que seja), de locais que podem ser oxidados (enferrujados). Por exemplo, em certas partes externas do motor, onde vão parafusos, pode acontecer de acumular água, enferrujando o local em torno do parafuso;

g. facilitação na retirada de parafusos e peças emperradas: a lubrificação e a eliminação da oxidação é que promovem essa facilitação.

Portanto, a partir de agora, ao passar por uma prateleira do supermercado onde tem uma latinha de WD-40. pense duas vezes para não comprá-la. :)

Motoabraço.

PS:
1. Segundo o Wikipedia, WD-40 é uma marca registrada largamente utilizada em diversas áreas como óleo de penetração. Desenvolvido por Norm Larsen em 1953 para ser usado como eliminador d'água e anticorrosivo em circuitos elétricos.
2. Essa postagem é baseada numa do site Motorpress (www.motorpress.com.br) e não se trata de publicidade. A empresa acaba de ganhar uma propaganda free, mas, em nome dos motociclistas, não dela, mesma. :D 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

BMW S 1000 XR CHEGA AO BRASIL


Aqueles apaixonados por big trails que se preparem, pois acaba de descer em terras tupiniquins a BMW S 1000 XR, uma monstrinha linda e poderosa. Essa, sem dúvida, vai adorar rodar pelos rincões brasukas.



A versão brasileira vem completa, dotada dos equipamentos Touring e Dynamic. O primeiro é constituído por uma suspensão dinâmica eletrônica (Dynamic ESA), sistema de partida sem chave, sistema 'ready to GPS' (pronto para GPS), manoplas aquecidas, cavalete central e suportes para baú e maletas laterais. O Dynamic é um sistema que traz controle de tração e ABS com sensor de inclinação, controle de cruzeiro, "quick shifter", acionado para rápidas mudanças de marcha, entre outros mimos.


Seu motor, do tipo DOHC que gera 160 cavalos, possui torque de 11.4 kgf.m a 9250 rpm, com relação peso x potência de 1,34 kg/hp. Muito boa e potente. Seu câmbio vai até a sexta marcha, o que acaba colaborando para uma final mais descansada e livre, além de influenciar numa melhor autonomia.
Porém, uma motocicleta como esta, ainda, está no muro dos sonhos da maioria. Nas lojas, ela não sai por menos de R$ 71.900,00. 




Fotos: divulgação


PRODUÇÃO E VENDAS DE MOTOCICLETAS RECUAM 12% EM RELAÇÃO A SETEMBRO

Abraciclo
Conforme levantamento divulgado pela ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, saíram das fábricas 104.388 motocicletas em outubro, volume 12,1% inferior ao apresentado no mês anterior. Sob o mesmo período de 2014, a queda foi de 27,8%. No acumulado do ano, foram produzidas 1.137.103, o que corresponde a 174.020 unidades a menos que os primeiros dez meses do ano passado.
No atacado – vendas das fabricantes para as concessionárias – foram comercializadas 91.205 unidades, frente a 104.403 em setembro - recuo de 12,6%. Com relação a outubro do ano passado (129.146), a retração foi de 29,4%. De janeiro a outubro de 2015, as vendas totalizaram 1.050.282, menos 146.204 unidades que o registrado no acumulado de 2014.
Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam (Denatran), foram emplacadas 89.020 motocicletas no décimo mês do presente ano, significando quedas de 9,3% ante o volume de setembro (98.101) e de 26% em relação a outubro de 2014 (120.317).
No acumulado do varejo deste ano, foram comercializadas 1.036.416 motocicletas, ante 1.190.031 unidades em igual período de 2014, o que corresponde a uma retração de 12,9% nos negócios. Com o mesmo número de dias úteis, a média diária de vendas em outubro ficou em 4.239, 9,3% abaixo de setembro (4.671). Em relação à média diária do mesmo mês de 2014 (5.231), a retração foi de 19%.
As exportações somaram 10.959 motocicletas no mês passado, com alta de 12,5% em relação a setembro (9.740 unidades). Em comparação com o mesmo período de 2014 (7.107), as exportações evoluíram 54,2%. De janeiro a outubro foram exportadas 56.881 motocicletas, volume 27,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2014, que havia totalizado 78.648 unidades.
“Apesar do cenário atual, a chegada do verão, com o clima mais propício ao uso de veículos de duas rodas, além do pagamento do 13º salário, a expectativa é que haja um estímulo na demanda de motocicletas no final do ano”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.
Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas
Com 39 anos de história e 12 associadas, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares representa, no país, os interesses dos fabricantes de transporte em Duas Rodas, além de investir fortemente em ações que tenham por objetivo a busca pela paz no trânsito e pilotagem defensiva.
Representativa, a fabricação nacional de motocicletas – majoritariamente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM) – está entre as seis maiores do mundo. Já no segmento de bicicletas, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes geram aproximadamente 16 mil empregos diretos no PIM.
MOTOCICLETAS
BICICLETAS
Frota nacional: mais de 20 milhões
Frota nacional: mais de 70 milhões
Produção anual: cerca de 1,3 milhão
de unidades
Produção anual: acima de 4 milhões de unidades
6º maior produtor mundial
4º maior produtor mundial
Para conhecer mais sobre os trabalhos da ABRACICLO, acesse o site www.abraciclo.com.br. 

SCOOTERS DE 3 RODAS: POR QUE NÃO?

Na Europa, e também no Japão, é muito comum encontrarmos nas ruas scooters com três rodas. Está certo que os pavimentos lá são muito superiores e bem mais cuidados do que os daqui, contudo, dados os modelos atuais dessas pequenas espertas de três rodas e suas características, seriam veículos até bem ajustáveis aos buracos brasukas revestidos com massa asfáltica.
Fig. 1. Metrópolis, scooter three-wheel da Peugeot.

Os modelos mais conhecidos são da Piaggio (a precursora desses trikes), da Peugeot e, mais recentemente, da Yamaha. A Piaggio, inclusive, entrou com um processo judicial contra as duas últimas, acusando-as de terem copiado seu modelo, o MP3. A Peugeot lançou no mercado o Metropolis e a Yamaha lançou o Tricity. Olhando as fotos, notamos que são, sim, muito semelhantes. Talvez, tenha faltado um pouco mais de ânimo aos designers da japonesa e da outra italiana pra construírem projetos com diferenças mais notáveis.
Fig. 2. MP3, da Piaggio, o "original".

Fig. 3. MP3, da italiana Piaggio

Houve boatos que o modelo da Yamaha, o Tricity, seria importado a partir de 2015, ao salgado preço de R$ 30 mil. Salgado e bem próximo ao scooter Burgman 600, da Suzuki, já que o motor do trike é de apenas 125 cc. Decepcionante, né? Já a Piaggio tem modelo com 500 cc, custando quase 10 mil euros, lá. Aqui, no Brasil, ela não seria vendida por menos de 50 mil reais. Nem a pau, Juvenal! O Metropolis, da Peugeot, de 400 cc, custa em torno de 7,5 mil Euros. Isso vezes 4,21 (cotação de hoje, dia 11/12/15), daria em torno de R$ 31.500,00, sem os impostos e taxas de importação.


Figs. 4 e 5. Tricity, da Yamaha. Motor 125 cc.

Não é fácil descobrir, portanto, por que não dá pra importar tais brinquedinhos, por enquanto. Não seria pra qualquer brasuka - como muitos 'boys toys' aqui não são, né? - e, quem poderia pagar tal valor, normalmente, vai querer algo mais potente, eu imagino.
Mas, que o Brasil consiga superar a crise e valorizar sua moeda. Assim, teremos abertura para novas e melhores coisas lá de fora.

O3GEN, um conceito ousado da Yamaha


Apresentado no Motor Show 2015 de Bangkok, na Índia, o O3GEN chamou a atenção do público, devido, primeiramente, ao seu visual futurista, parecendo ter saído de filmes como "Star Wars".
Ainda não tem preço, claro, pois se trata de um conceito dos engenheiros da Yamaha, mas poderá, quem sabe um dia, estar rodando nas ruas bem pavimentadas do futuro... esperemos que por aqui, também.



Figs. 6, 7 e 8. Conceito da Yamaha, o O3GEN: futurista.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

R1 PARA VETERANOS NIPÔNICOS

A Yamaha lançou, no primeiro dia do mês de dezembro, uma motocicleta voltada a um público muito específico: os pilotos de motovelocidade.
A nova YZF-R1 é uma versão menos carregada da R1M, que estava sendo descaracterizada por seus proprietários a fim de adaptarem-na aos propósitos de corrida. Ou seja, os donos mandavam substituir componentes caros e feitos exclusivamente para a R1M, tirando sua originalidade, em nome do prazer de pilotar competitivamente.
Yamaha YZF-R1 "stock": para pilotos.


O novo modelo não conta com retrovisores, garupa, faróis e nem suporte para placa, tão direcionado é seu uso, desde sua concepção. A esse tipo de versão, dá-se a alcunha de "stock".
Ah, e não adianta sacudir as esperanças, pois ela não poderá ser vendida: 1) no Brasil, pelo menos, muito por enquanto; e 2) para qualquer pessoa, já que será feita uma pré-seleção dos candidatos... no Japão. O valor? 1.944.000 ienes, ou R$ 59.268,11.

Yamaha R1M: componentes caros, que fazem jus ao seu preço.