segunda-feira, 23 de maio de 2016

Recalls. Atenção!

Olá, galera motociclista!! Tudo nos conformes?

Então, o assunto de agora é recall. O recall (ou "rechamada", no português literal), serve para que as montadoras - por meio das concessionárias parceiras - possam recuperar alguma cagada algum defeito originado durante a fabricação de peças ou montagem dos veículos (regra pra motos, carros, caminhões, aviões, bicicletas, velocípedes etc).
Yamaha XTZ Crosser 150: chassi pode se partir. Troque-o logo!


Um dos importantes recalls deste ano é da Yamaha, anunciado no último dia 16 de maio. Só do modelo CROSSER XTZ 150 foram 46.196 chamadas. Isso, para substituir os chassis das motos, cuja fabricação foi feita com tanto esmero, que corre o risco de se partir (e o piloto ficar a "deus dará"). Portanto, se você possui uma Crosser XTZ 2015, confira abaixo se sua moto está na lista (pelo número do chassi informado) e corra até a concessionária mais próxima, o mais rápido possível.
Recall 2016
Moto: Yamaha XTZ Crosser 150
Problema relatado: Chassi pode se partir
Chassis envolvidos:
Crosser ED: 9C6DG2510F0000101 a 9C6DG2510F0037696
Crosser E: 9C6DG2520F0000101 a 9C6DG2520F0008800


Outros modelos, números de chassis e problemas relatados:

BMW 650 GT. Problemas com freios.
Moto(s): BMW C 600 Sport e C 650 GT
Problema: Freios. Atrito entre o tubo flexível do freio e a suspensão dianteira pode causar vazamento do fluido de freio. Com isso, o sistema de freios pode falhar. Atingiu 187 unidades.
Chassis envolvidos:
C 600 Sport: de ZZ51928 até ZZ55652
C 650 GT: de ZZ75205 até ZZ75416





Honda VFR 1200X: eixo cardã dando pau é foda, numa moto como esta
Moto(s): Honda VFR 1220F e VFR1200X
Problema: Eixo cardã.  Com chamadas desde dezembro de 2015. Atingiu 489 unidades.
Chassis envolvidos:
VFR 1200F
Ano/modelo: 2010 a 2013
Chassis de finais de: AK000002 a DK300032
Produção: de 08/12/2010 a 19/03/2013 VFR 1200X Crosstourer
Ano/modelo: 2012
Chassis de finais de: CK000004 a CK000123
Produção: de 05/07/2012 a 15/04/2013



Moto(s): Suzuki V-Strom 1000
Problema: Desligando em movimento. Problemas no sistema elétrico podem provocar dificuldade na partida ou desligamento da moto em movimento. Atingiu 799 unidades.
Chassis envolvidos: 9CDVU51AAEM100001 até 9CDVU51AAGM100799


Moto(s): Suzuki DL1000, B-King, GSX-1300R, Bandit 650, Bandit 650s, GSX-650F, Bandit 1250, Bandit 1250S, GSX-R750, Boulevard M1500, Boulevard M1500R, Burgman 400
Problema: Retificador de voltagem.O mesmo relatado na V-Strom 1000.
Chassis envolvidos:
DL 1000
9CDBS111J8M002232 A 9CDBS111J9M004152
Retificador de voltagem faz com que alguns modelos da Suzuki
desliguem-se sozinhos, enquanto está em movimento.
B-King
JS1CR11180103290 A JS1CR11180104509
9CDGX71AJAM000001 A 9CDGX71AJGM100918
GSX-1300R
9CDGX72AJ9M002415 A 9CDGX72AJDM105133
9CDGW73AJBM103857 A 9CDGW73AJBM104643
Bandit 650
9CDGP74AJ9M101040 A 9CDGP74AJAM102301
9CDGP75AJBM102302 A 9CDGP75AJGM103695
Bandit 650S
9CDGP74AS9M100828 A 9CDGP74ASAM101971
9CDGP75ASBM101972 A 9CDGP75ASGM102710
GSX 650F
9CDGP74AF9M000001 A 9CDGP74AFEM103490
Bandit 1250
9CDGW72AJ9M000003 A 9CDGW72AJBM101446
Bandit 1250S
9CDGW72AS9M000003 A 9CDGW72ASBM101450
GSX-R750
9CDGR7LAJ9M004817 A 9CDGR7LAJ9M004818
9CDGR7LAJAM005179 A 9CDGR7LAJDM107706
Boulevard M1500
9CDVY55AJBM000001 A 9CDVY55AJCM100859
Boulevard M1500R
9CDVY55ARCM100001 A 9CDVY55ARDM100120
Burgman 400
9CDCK44AJ9M001631 A 9CDCK44AJGM102604
9CDCK45AJAM102053 A 9CDCK45AJBM102418

Cuide de sua "garota" e boas estradas!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Honda NC 750X, mais linda que nunca!

Bom, pessoal, que meu gosto por motos customs e big-trails é evidente, não se discute. Mas, tenho também uma queda muito grande pelas crossover, e esta da Honda é de dar choques no coração.



A NC 750X, lançada em 2015 no Brasil, em substituição à NC 700X, chega às lojas com a versão 2016 renovada, a partir da segunda quinzena de maio.
De cara, a Honda mudou alguns detalhes no conjunto visual da moto, que parece ter ficado maior e um pouco mais esportiva. O compartimento de cargas, que fica no lugar tradicional do tanque (de outros modelos de motos), foi aumentado para 22 litros. E, claro, o acesso ao tanque de combustível continua sob o assento, mas com a mesma capacidade, que é de 14,1 litros, sendo 2,9 lts de reserva.

Em relação ao peso seco da moto, variou em 1 kg - a nova versão pesa 210 kg. As dimensões da nova NC 750X, em comparação com a de 2015 são (C x L x A): 2.228 x 844 x 1.353 mm contra 2.209 mm x 850 mm x 1.284 mm.
O painel também sofreu uma pequena modificação, ganhando uma tela de LCD ligeiramente maior, a fim de facilitar a visualização de informações por parte do piloto.  Além da velocidade, o painel ainda traz informações sobre o consumo médio, consumo instantâneo e a autonomia. Ah, o piloto pode alterar a cor de fundo do visor. Legal, né? O para-brisas também  sofreu uma pequena modificação, ficando mais alto para melhor proteção aerodinâmica.



Todo o conjunto ótico da NC 750X é composto por lâmpadas de LED. Um reforço a mais para o sistema, além de "economizar" a bateria. E, para se enquadrar melhor nas regras do PROMOT, teve que ser feito um ajuste no mapeamento da injeção eletrônica e uma atualização no sistema de escape no modelo.
O motor continua com seus exatos 745 cm³, bicilíndrico e gerando 54,5 cv a 6.250 rpm, e torque de 6,94 kgf.m a 4.750 rpm. 

 As crossover são uma mistura sutil dos estilos big-trail com street, oferecem um visual "clean", mas esportivo e que delicia os olhos de quem vê. A NC 750X é uma moto linda por dentro e por fora, e dá a impressão de deslizar suavemente no asfalto. Ela, no entanto, não é uma off-road, pelo contrário. Ela ama estar sobre o asfalto, que é onde suas características mais se destacam. O novo modelo tem um preço meio amargo, concordo, mas está na faixa, segundo os padrões político-econômicos brasukas: R$ 36.500,00 é o preço sugerido pela Honda. 
Um motoabraço e ótimo dia a todos vocês, motors!  


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Indian Roadmaster, agora, no Brasil

E aí, motors? Tudo em ordem com todos?

As motos de altas cilindradas, especialmente, as da categoria Touring, têm conseguido penetrar lenta, mas constantemente, no mercado tupiniquim. Como foi o caso da Harley-Davidson, quando estreou no Brasil com uma ótima aceitação de um público ansioso por novidades.

E assim parece acontecer também com a marca concorrente das HDs, a Indian, que chegou com gosto e bastante apreciada em nosso mercado. Tudo bem que a Indian não possui uma Sportster da vida, que é a porta de entrada da HD, pois sua versão mais barata, a Scout, beira os R$ 45 mil. Segundo Rodrigo Lourenço, diretor geral da Indian no Brasil, sua marca é superior à concorrente e, mesmo com preços mais altos, a qualidade das máquinas é superior, e o cliente brasileiro vai fazer sua preferência.
Painel da Roadmaster: completo, com computador de bordo.

E, para deixar os afoitos ainda mais loucos, estão chegando às lojas brasukas os modelos Chieftain e Roadmaster. Este último, sobre o qual vamos falar aqui, é um dos tops da Indian e fortíssima concorrente das Elektras HD. Tão luxuosas quanto, diferenciam-se, principalmente, no chassi - o da Indian é de alumínio forjado, que proporciona menos peso e maior resistência às torções provocadas pelo piso.

O motor é um Thunder Stroke® 111 bicilíndrico em "V", de 1.811 cc, e é de dar arrepios. Possui injeção eletrônica de loop fechado, com perfuração de 54 mm, o que dá à moto uma excelente relação consumo x torque, mas a faz também gastar como se fosse um carro popular (se é que se pode usar essa expressão no Brasil, hoje em dia, né?). Atinge 180 km/h (e passa disso) ainda com conforto para o piloto, sem oferecer aquela insegurança que alguns podem sentir, devido à sua excelente combinação tamanho x peso x CG (centro de gravidade).

Além do sistema potente de som, a Roadmaster possui um computador de bordo que checa e informa ao piloto sobre possíveis ocorrências na moto, como a pressão dos pneus, por exemplo. No mais, ela possui: sistema de freios ABS; Cruise Control, que é um sistema que mantém a velocidade de condução de um veículo previamente programada. Uma vez atingida e memorizada a velocidade pretendida, pode-se liberar o acelerador, a fim de ter maior conforto da condução na estrada; faróis de milha; sistema de partida à distância, sem as chaves; assentos de couro genuíno; sistema remoto de tranca; som com AM/FM, bluetooth e compatibilidade com smartphones. Seus alforjes-baús, somados, oferecem capacidade para 65,1 litros! Como diria o goiano, "cabe trem demais, sô!". Né? :) 

Sim, é uma motocicleta feita para passeios - especialmente, passeios longos! -, e não para ir trabalhar regularmente - apesar de haver pessoas fazem isso, mas, não por necessidade, e sim porque podem. No meio urbano, é meio complicado fazer desta uma moto, já que, pelo seu tamanho, o piloto tem que conduzi-la sempre na mesma faixa e velocidade dos carros, o que não costuma ser uma vantagem. Mas, na estrada... seu nome é "Tudo de Bom, Menino da Silva!". 

Nesta duas imagens, vemos detalhes, como: o nome Indian
no escapamento e o rosto de um índio na lanterna traseira.

Em relação a valores: nos EUA, convertendo para a nossa moeda, ela custa R$ 102.749 (com o dólar comercial a R$ 3,495, valor de hoje). No Brasil, ela deverá custar "um pouco mais que isso", por volta de R$ 115 mil (até que as taxas foram amenas, dessa vez). Esse preço, no entanto, só não é maior devido ao sistema CKD*, entre empresa e governo brasuka, no qual a moto é montada em terras tupiniquins. Por enquanto, o pretendente contará apenas com a versão na cor preta.

Para saber mais:



*CKD (Completely Knock-Down): são conjuntos de partes de veículos produzidos geralmente pela fábrica matriz, ou pelo seu centro de produção para exportação, e posterior montagem dos veículos nos países receptores destes kits, geralmente fábricas menores ou com produção reduzida.