domingo, 25 de dezembro de 2016

BMW S 1000 XR: uma verdadeira motocicleta 3 em 1

A BMW acaba de lançar um modelo “3 em 1” no mercado. Trata-se da BMW S 1000 XR, uma motocicleta com a dinâmica das esportivas, o conforto das tourings e a versatilidade de uma adventure. A S 1000 XR é a primeira motocicleta esportiva de aventura produzida pela BMW, resultado desta combinação de estilos.



Motor

Seu motor de 4 tempos é um convite à estrada: são 999 cilindradas com potência, 4 cilindros em linha, 16 válvulas com duplo comando, 160 hp a 11.000 rpm e torque máximo de 112 Nm (ou 11,42 kgfm) a 9.250 rpm. A refrigeração do motor é mista, ou seja, líquido e óleo.
O tanque tem capacidade para 20 litros e, levando em consideração a autonomia dessas motos crossover, pode rodar cerca de 340 quilômetros sem abastecer.

A BMW trabalhou o motor da S 1000 XR para deixá-lo mais linear e favorecer o torque, o que a diferencia da S 1000 RR, que tem uma proposta mais esportiva (com 199 cv de potência, contra os 160 da XR).

Suspensão eletrônica

Ela conta com mapeamento de potência, em três modos: Rain, Road e Dynamic. Assim, é possível ter respostas da moto em diferentes condições de pilotagem. Ela também vem equipada com o sistema Dynamic ESA, que permite controlar os modos de condução, gerenciando a distribuição de potência do motor com um simples apertar de botão.
É possível, ainda, ao piloto controlar as ações dos freios ABS, deixando-o mais, ou menos, ativo, característica que proporciona à S 1000 XR muito mais segurança, especialmente, nas curvas, quando se tornar necessário frear a moto.


Em resumo, as suspensões da XR oferecem conforto, até mesmo em estradas ruins e cheias de buracos. Oferecem ótima estabilidade em curvas, como se fosse uma esportiva (aliás, não fosse o visual dela, seria fácil pensar que você está pilotando uma esportiva, ao invés de uma crossover).
Facilidades e Tecnologia
A BMW S 1000 XR vem equipada com:
- Piloto Automático e Riding Mode Pro
- Aquecedor de manoplas
- Controle Eletrônico de Suspensão Dinâmico (Dynamic ESA)
- Suporte para GPS

É para a terra?

Não, exatamente. Afinal, meter uma moto de mais de 70 mil reais na terra beira à sacanagem, certo? (rsrsrs) Bom, falando sério, a proposta da BMW não é a de fazer da XR uma aventureira, não mais que seu estilo. De qualquer forma, se precisar rodar em estrada de terra, ela vai bem, também, desde que o piloto tenha bom senso e não exagere.
Suas rodas são de 17 polegadas, o que ajuda um pouco em terrenos de chão. Porém, o aro ideal para isso é de 19 ou 21 polegadas.


Conclusão

Uma das reclamações dos pilotos em relação à S 1000 XR é a vibração sentida nas mãos, especialmente, em altas velocidades. Isso remete um pouco às esportivas, mas não chega a ser incômodo.



Visual impecável, tecnologia de ponta, motorzão que responde com fineza (e esperteza), a BMW S 1000 XR atinge bem seus objetivos, que é ser uma estradeira de respeito com o conforto das aventureiras.
O preço sugerido, por volta de R$ 70 mil, realmente, não é seu chamariz, mas, quem consegue comprá-la, tem nas mãos não só uma motocicleta, mas uma “3 em 1” muito bela, potente e que adora viajar.


domingo, 4 de dezembro de 2016

Indian Springfield no Brasil

A maior concorrente da Harley-Davidson, a Indian Motorcycles, aportou no Brasil há pouco mais de um ano, trazendo modelos fantásticos, como a Scout, Chieftain, Roadmaster, Chief Classic e a Chief Vintage, cada qual a seu tempo. Foi muito pra galera, já que os preços delas por aqui não são tão animadores. Mas, enfim, tem o seu naco de mercado, caso contrário, não viria para terras tupiniquins.






 Para 2017, uma novidade: a Indian Springfield, que também passará a ser montada em Manaus. Ela competirá com a Road King, da Harley, de forma renovada e com um novo motor, denominado Thunder Stroke 111, de 1.811 cc e com o peculiar visual clássico da maioria das Indians.

Particularidades

A Indian Springfield, apesar de remeter ao clássico, conta com tecnologia atual e equipamentos que visam o auxílio ao piloto, focando na segurança e no conforto de quem está sobre ela. Portanto, itens como: acelerador eletrônico, indicador de pressão dos pneus no painel, freios ABS, keyless start (partida sem chave), pedaleiras de passageiro ajustáveis e outros mimos fazem dessa obra motociclista um objeto de desejo. Sem falar, claro, na inigualável sensação de pilotar uma touring.

Motor

O propulsor V2 de 1.811 cc da Springfield gera 16,47 Kgfm de torque e potência de... curiosamente, o fabricante não informa a potência desse motorzão. Mas, podemos imaginar que sejam algumas boas dezenas de cavalos (por favor, quem souber e quiser informar nos comentários, agradeço). :)



Chassi e Dimensões

Ela utiliza o mesmo chassi da Indian Chief, sendo um pouco mais leve do que sua irmã mais velha, devido à falta das carenagens existentes na Chief.
A suspensão dianteira, do tipo telescópica, possui tubos de 46 mm e curso de 119 mm de dupla mola. A traseira é do tipo monoamortecedor, com 114 mm de curso, com possibilidade de ajustes na pré-carga e na compressão.
Freios ABS a disco, ambos de rotor flutuante, com 300 mm de diâmetro, sendo um na dianteira e dois na traseira, oferecem frenagem confiante e segura. Os pneus de fábrica são Dunlop® Elite 3 130/90B16 73H  (frente) e Dunlop® Elite 3 Multi-Compound 180/60R16 80H (traseiro).



Preço

Bom, agora, vem a parte mais amarga para o consumidor brasuka: o preço. A Springfield vem em duas cores, sendo estas as características principais na diferença dos preços entre estes modelos. A de cor preta custará R$ 91.900,00 e, a bicolor (cinza e vermelha), R$ 94.900,00. Por nada, não, mas essas tintas cinza e vermelha são caras, não??? :)
No mais, a certeza é de que essa motocicleta faz qualquer proprietário se esquecer dos problemas do mundo e ser muito feliz. Imagine-se. :)
Assista também ao vídeo ilustrativo do motor Thunder Stroke 111.

Motoabraço, pessoal!!