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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A nova Shadow 750 2011: rebuscada na 600 cc

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Depois que a Honda viu suas vendas caírem com o lançamento da versão 750 cc da Shadow, os diretores e engenheiros se reuniram para encontrar uma solução para esse problema. A resposta veio rápida: por que não redesenhar a 750, baseando-se nos moldes de sua antecessora, que fez tanto sucesso? E assim foi feito. A nova Shadow 750 está bem diferente e mais ao gosto dos estradeiros brasileiros.
Na verdade, o modelo já existe, mas nos mercados norte-americano e europeu, onde também faz sucesso. O que aconteceu, aqui, em 2004, época do lançamento da 750, foi que os engenheiros acharam melhor trabalhar com o modelo clássico, talvez, para justamente diferenciar do modelo mais custom que a 600 oferecia. Mas, ao invés de melhorar, o que parece ter acontecido foi uma queda nas vendas, mesmo porque, outras marcas lançaram motos espetaculares para a estrada e, ao mesmo tempo, que ofecerem facilidades nos trechos urbanos.

A nova Shadow acomoda melhor ainda as pessoas
de baixa estatura e agrada também o público feminino, devido à
diminuição de sua altura em 1 cm e o estreitamento do banco do piloto..
 


Os pneus adotados na 750 possuem medidas de 120/90-17 na dianteira e 160/80-15 na traseira. Esta última foi mantida, mas a dianteira foi alterada para 90/90-21, ou seja, pneu mais estreiro e roda mais alta, já de cara, retomando o estilo mais chopper da sua antecessora.
Outra novidade está no freio Combined-ABS. O sistema, que é sinônimo de segurança sobre duas rodas, reúne os benefícios do ABS (Anti-lock Brake System) e do CBS (Combined Brake System). O primeiro evita o travamento das rodas em frenagens bruscas, facilitando o controle do veículo; o segundo distribui a força de frenagem de forma eficiente entre as rodas dianteira e traseira. O sistema faz parte do freio a disco traseiro, que substituiu o anterior disco a tambor, e fornece maior segurança na hora de parar essa monstrenguinha de 235 kg.

O freio a disco traseiro vem equipado com o C-ABS, que confere a esta
estradeira maior segurança nas frenagens.

A Shadow 750 havia substituído as pedaleiras pelas plataformas, já que segue o estilo Classic com vigor. Agora, em sua nova versão, as plataformas deram lugar, novamente, às tradicionais pedaleiras. Para dar um ar ainda mais chopper a esta versão, os paralamas ficaram mais estreiros, acompanhando, especialmente, a roda e pneu dianteiros, e seu farol um pouco menor.
Para reforçar a segurança, foi instalado o sistema H.I.S.S. (Honda Ignition Security System), um componente imobilizador de proteção contra furto. Com esse sistema, que identifica a chave por um chip eletrônico, somente a original tem capacidade para acionar o motor. Poderá haver, com isso, um certo desconforto para o proprietário, caso perca a chave original. É importante lembrar-se de possuir ao menos duas cópias a mais, além daquela que vem com a motocicleta. A tecnologia, no entanto, é considerada um dos grandes diferencias da Honda.




A Shadow 750 conta com injeção eletrônica de combustível PGM-FI, um sistema avançado que proporciona menor consumo de combustível e menor emissão de gases poluentes, além de dar respostas rápidas ao toque do acelerador.
O conjunto visual foi o que mais sofreu alterações na nova versão da Shadow 750. Assim que se bate os olhos nela, dá pra ver que seu estilo foi bastante modificado. Em relação à altura do chão, à posição do piloto e ao seu conforto, a nova Shadow oferece mais: seu banco foi levemente estreitado e ela ficou um pouco mais baixa - 65 cm, contra os 66 cm anteriores -; a distância entre eixos foi aumentada de 1,639 para 1,655 m, enquanto que a relação comprimento x largura x altura é de 2,430 x 835 x 1,125, contra os anteriores 2,503 x 920 x 1,125 m anteriores. Em números, parece pouca a diferença, mas, na prática, a estabilidade e a ciclística são outras. De fato, em termos de ciclística, a nova Shadow é bem mais ágil e fácil de ser pilotada, mesmo por iniciantes na categoria.




Toda a sua potência, resistência, robustez e baixa manutenção concentram-se no motor OHC (Over Head Camshaft), de 745 cm3, quatro tempos, dois cilindros em “V” de 52º e arrefecimento a líquido. Com potência máxima de 45,5 cv a 5.500 rpm e torque de 6,5 kgf.m a 3.500 rpm, a moto é ideal para as longas viagens, apresentando um ótimo desempenho em ultrapassagens e subidas longas.
O câmbio de cinco velocidades não requer trocas constantes das marchas, especialmente, devido ao alto torque. E a transmissão por eixo-cardã proporciona respostas imediatas com maior eficiência, baixa manutenção e conforto, por causa da ausência de ruídos mecânicos e vibração do conjunto.


Outra diferença notável está no conjunto traseiro, mas confere à parte da
Shadow 750 um ar mais esportivo.

 Seu chassi é do tipo berço duplo de aço e assegura elevada resistência a torções, com melhor dirigibilidade. A suspensão dianteira telescópica, com curso de 115 mm, e a traseira duplo-amortecida, com cinco posições de ajuste da tensão da mola, oferecem comodidade no uso com garupa. A bateria é de 12V – 11,2 Ah e selada, dispensando manutenção.


Roda dianteira maior - aro 21 - é uma das modificações necessárias para
trazer a Shadow de volta ao estilo custom/chopper.

 O modelo está disponível nas cores preta e vermelha metálica, ao preço público sugerido de R$ 28.880,00 para a versão Standard e R$ 31.880,00 para a versão C-ABS (valores baseados no mercado paulista e não incluem despesas com frete e seguro). A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.
Uma coisa é certa: para aqueles apaixonados pela velha 600 cc e seu estilo mais "arrogante",  e que não tenham visto na primeira versão da 750 algo que pudesse substituir a menor, agora é a hora de fazer a atualização, pois é como se estivesse trocando não só o motor, mas também atualizando-se em termos de visual, sem, contudo, deixar a categoria preferida para trás.







Fontes:
http://www2.uol.com.br/bestcars/motos/honda-biz-125-shadow-750-2011-1.htm
http://www.motonline.com.br/testes/teste-chopper.html
http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/Motos_Conteudo.vxlpub?hnid=45056
http://fastmotos.com/2011/01/lancamento-shadow-750-com-visual-renovado-e-freios-c-abs/
Fotos: Divulgação

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Comparativo: Yamaha Drag Star 650 x Honda Shadow 750

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Devo começar esse post dizendo que sou um estradeiro, não só por opção, como por coração, também. Pura paixão de pegar a estrada e curtir o vento, a paisagem, o roncado do motor... Minha velocidade cruzeiro - 110 a 120 km/k, não é muito, concordo - permite aos meus olhos visualizarem o que há de mais bonito pra se ver no planeta, que é a vida que sobre ele soberba. Permite que eu sinta o cheiro do mato, ou da chuva que aponta horizonte afora - e que me proporciona outro visual maravilhoso. E não existe nada mais relacionado a isso do que você estar em uma custom, um estilo de motos feita para a (boa) estrada.
Neste comparativo, que até para mim é muito prazeroso saber, vamos ver as diferenças, vantagens e desvantagens existentes entre os modelos Yamaha Drag Star 650 e Honda Shadow 750. São duas motocicletas que no estilo e na aparência parecem ser iguais em praticamente tudo. Mas, a começar pelas marcas e cilindradas, possuem, sim, diferenças cruciais.






Uma das diferenças que pesam no âmbito do estilo é o ângulo do cárter, que na Drag Star é mais aberto. Sua roda dianteira de 19 polegadas, em conjunto com o pneu de 100 mm, contra 17" da Shadow e pneu 120 mm, permitem melhor retomada nas curvas para a estradeira da Yamaha. No entanto, conforto para o passageiro é algo também passageiro, se me permitem o trocadilho. Na Drag Star, o banco do passageiro é mais fino do que o da Shadow, e acompanha a curvatura feita pelo para-lama, o que faz perder um pouco do contato de superfície entre o bumbum e o banco. Na Shadow, o banco é mais largo e reto, o que proporciona melhor assento à passageira ou passageiro.


Detalhe do amortecedor e do eixo cardã na Shadow 750


A Drag Star puxa mais para o estilo chopper de ser, tanto que seu monoamortecedor traseiro fica escondido, o que proporciona ainda mais a sensação de hard tail (rabo duro). A Shadow possui dois amortecedores traseiros externos, promovendo maior absorção dos impactos e um visual do tipo custom, e não chopper, como na Drag. A Shadow é também 10 cm mais baixa do que a Drag Star. Isso pode fazer com que, em determinadas curvas, e conforme ela for feita, o pedal poderá raspar no chão, o que exige atenção e destreza do piloto.

Motor da Drag Star 650

Motor da Shadow 750

A transmissão de ambos os modelos se dá por cardã. Na Shadow, esse elemento é coberto por um tubo de metal e na Drag ele fica descoberto, devido especialmente à largura de seu pneu traseiro, que é de 180 mm (contra 170 da Shadow). 
O farol da Shadow é do tipo automático, que se liga assim que a chave é girada. Além disso, ela não possui o botão lampejador do farol alto, o que já é convencional na Drag Star (apesar de, alguns anos atrás, a Yamaha ter dispensado tal botão, ela teve que voltar atrás nesse sentido, dada a solicitação de seu público consumidor).
Em relação à capacidade de seus tanques de combustível, a Drag Star comporta 16 litros, contra 14,3 lts da Shadow. Em termos de autonomia, a Drag alcança 288 km e a Shadow viaja sem se reabastecer 293 km. Por volta dos 80 km/h, a Drag faz 18 km/l e a Shadow 20,5 km/l. É só fazermos as contas.






As diferenças mais notáveis



Na Drag, os amortecedores dianteiros são hidráulicos, com tubos expostos, tipo Ceriani, curso de 140 mm e conta, ainda, com um pequeno protetor contra as pedras nos caminhos. Na Shadow os amortecedores hidráulicos têm uma capa protetora e o curso é de 117 mm.
Em ambas, os escapamentos têm duas saídas, porém, na Shadow, elas se juntam em um só terminal. 




Escape da Shadow 750: dois em um.


Seus motores têm a mesma arquitetura V2, mas na Yamaha é arrefecido a ar, com ângulo de 70º entre os cilindros, duas válvulas por cilindro e pintado de preto fosco com a tampa do comando cromada. Já na Honda o motor é arrefecido a líquido e pintado de alumínio, com três válvulas por cilindro e tampas cromadas. O ângulo entre os cilindros é de 52º.  A potência desenvolvida na Drag é de 40 cv a 6.500 rpm e torque de 5,2 Kgf.m a 3.000 rpm. A Shadow 750 desenvolve potência de 45,8 cv a 5.500 rpm e torque de 6,42 kgf.m a 3.000 rpm. 
Enquanto a chave da ignição da Drag é na coluna de direção, junto com a trava do guidão, a Shadow tem a chave na lateral esquerda em local de fácil acesso, mas a trava do guidão é separada. E ela conta, ainda, com um sistema codificado de segurança (só não pode perder a chave de forma alguma! O trabalho para refazê-la, pelo menos para leigos nesse assunto, como eu, não deve ser moleza). 


Detalhe do tanque, painel e mesa do guidão da Shadow


Detalhe painel de velocímetro e odômetro da Drag Star 650




As duas motos possuem freio a disco dianteiro e tambor traseiro, além de terem comportamentos muito parecidos durante a frenagem. A maior diferença está no fato de que, na Drag Star, tem-se a sensação de um freio "mais duro", mas nem por isso, menos eficiente.
Em termos de velocidade final, a Shadow 750 se deu melhor: primeiro, pelo próprio motor, que é de 100 cilindradas a mais. Segundo, devido ao cabeçote de três válvulas e ao seu limitador de giros. A velocidade final da Drag, em testes, foi de 153,5 km reais; na Shadow, foi de 165,8 km.


Preços


A Yamaha Drag Star 650 é cerca de 5 a 6 mil reais mais barata (tendo como base as zero quilômetro), estando na faixa dos R$ 25 mil. Já a Shadow brilhava nas concessionárias sustentando etiquetas de R$ 31.900. Se formos comparar os preços de usadas (ano 2005), a Drag Star pode ser comprada em torno dos R$ 18 mil, enquanto que a Shadow 750 está saindo em torno de R$ 21 mil. 
No geral, são duas motocicletas maravilhosas, tanto em baixa quanto em alta, assim como na estrada e também no visual de cada uma. A escolha, com certeza, não é fácil, mas vai pesar também, no final, além do preço, a preferência do motociclista: Yamaha ou Honda? Pese tudo, antes de realizar sua compra.


Tabela comparativa resumida



Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...