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terça-feira, 18 de junho de 2024

Tr4g3dia na Superbike Brasil 2024

Tragédia na Superbike Brasil 2024

Lorenzo Somaschini, um argentino que corria na Superbike, categoria Júnior, se acidentou no último dia 17 de junho, durante os treinos livres que fazia para o Honda Júnior Cup Brasil, no autódromo de Interlagos, São Paulo. Somaschini tinha apenas 9 anos de idade, mas era uma das grandes promessas para as categorias maiores. 
Promessa do motociclismo argentino, Lorenzo ia completar
10 anos em julho. Créd. minutouno.com


A administração da corrida não forneceu informações, contudo, liberou uma nota ao público:

Segunda-feira, 17 de junho de 2024 – 23h00. O SuperBike Brasil comunica, com muita tristeza e pesar, o falecimento do piloto Lorenzo Somaschini nesta segunda-feira (17/6), às 19h43. O argentino, natural de Rosário, estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), sob cuidados médicos intensivos e, infelizmente, não resistiu. A organização do SuperBike Brasil está prestando total

Créd. minutouno.com

assistência à família do piloto desde sexta-feira (14/6), quando o argentino teve uma queda durante o primeiro treino livre da Jr Cup, válido pela 4ª etapa do SuperBike Brasil, no Autódromo de Interlagos. Logo que caiu na saída do Pinheirinho, o piloto foi prontamente atendido no local pela equipe médica em ambulância UTI. Na sequência, foi encaminhado para a sala de emergência do autódromo, onde houve a estabilização do seu quadro clínico. Após esse procedimento, foi realizada a remoção médica, em unidade de suporte avançada (UTI móvel) para o Hospital Geral da Pedreira, onde permaneceu até a madrugada de sábado (15/6), seguindo todos os protocolos médicos até ser feita a transferência para o Hospital Albert Einstein. Todos da equipe do SuperBike Brasil estão consternados com o acontecimento e manifestam sinceros sentimentos a todos familiares e amigos de Lorenzo."

Créd. Notife desportes


Quem foi Lorenzo Somaschini?

Lorenzo Somaschini, de 9 anos, teve o acidente no último dia 14 durante os treinos e morreu nesta segunda, dia 17 de junho, após 3 dias de internação em estado grave. 
Apelidado de "Lolo", Lorenzo nasceu em Rosário, Santa Fé, e ia completar 10 anos no próximo dia 17 de julho. Quando Loreo tinha apenas 3 anos de idade, seu pai lhe deu uma minibike, que foi a linha de largada para ele se tornar uma grande promessa do motociclismo mundial. A corrida de Interlagos, da qual ele era uma das maiores apostas, teria sido a ponte que o colocaria em corridas e circuitos nacionais e internacionais.


É lamentável que algo que traz tanta alegria para tanta gente cobre um preço tão caro. Nossos sentimentos à família e amigos, o que se estende, aliás, às famílias dos irmãos que também perderam suas vidas. 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

SEM REFORÇO: YAMAHA TÉNÉRÉ 250 TEM QUADRO COMPROMETIDO

Problema na fabricação compromete estrutura

E aí, galera motociclista? Todo mundo muito bem? Que legal!
Esse artigo trata de um problema que afeta alguns modelos de moto, mas, na Yamaha Ténéré 250 a coisa parece ser mais séria. O fato é que a parte traseira do quadro desse modelo, sobre a qual está o banco, por problema de fabricação - deve ser para "baixar custos" -, é feito de um material tubular muito fino para o propósito da motocicleta.


No manual, diz que a carga máxima permitida para a Ténéré é de 159 kg. Bom, a moto, em ordem de marcha* pesa 151 kg. Isso quer dizer que, duas pessoas na média de 70 kg, mais uma ocasional bagagem que chegue a 10 kg ou pouco mais, podem comprometer a estrutura da moto e, pior, sujeitos a um acidente de proporções inimagináveis.
O baú - e o que se carrega dentro dele - é um dos responsáveis por
dar mais peso à traseira da moto.

Erro da Yamaha

Não diria só erro, mas acho que até mesmo negligência em relação aos proprietários desse modelo. Não custava nada à Yamaha fazer um quadro mais espesso e reforçado, com tubulação dupla, por exemplo, a fim de garantir maior durabilidade da peça. Afinal, expor o motociclista e seu/sua passageiro(a) a uma condição tão perigosa quanto essa, chega ao absurdo. Fica, aqui, a dica para a Yamaha: aumentar a espessura ou duplicar o tubo, o que não onera muito e nem precisa deixar a moto mais cara. Afinal, pra vocês, fabricantes de motocicletas, quando vale a vida de uma pessoa? Será que menos que esse pequeno investimento?

Como saber se o quadro está comprometido?

O tubo, que tem originalmente o formato retangular (mas, não reto, já que "acompanha" o desenho da moto), parte do centro da moto, próximo à parte inferior da mola, e se estende até o final da garupa, debaixo do banco. Ilumine o local e faça uma procura visual em qualquer trincado suspeito. Para confirmar, passe o dedo, a fim de sentir alguma alteração. Se achar, corra a um soldador ou profissional especializado para consertar.

Tem solução?

Sim, tem. E a solução pode ficar entre R$ 149,90 a R$ 180,00, dependendo a marca e de onde se compra. Trata-se de uma peça chamada reforço de quadro, e que pode ser encontrado em diversas lojas, físicas ou virtuais, dentre elas, o Mercado Livre.
Para instalá-la não dá muito trabalho, mas é recomendado que você leve sua moto até uma oficina para isso ser feito.





*Ordem de marcha é quando a moto está com o tanque cheio, bem como todos os líquidos completos e pneus bem calibrados.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

ACIDENTE: Por que não evitar?

Galera, sei que o assunto parece estar esgotado, massante, mas, na verdade, não pode deixar de ser dito, discutido, comentado e, sempre que possível, recheado de alertas.
Certa vez, li em algum lugar que as mortes são necessárias, pois seriam uma espécie de controle da natureza sobre a proliferação dos seres vivos. Todos eles, afinal, não existem só seres humanos sobre o planeta, correto?
Contudo, estes últimos têm morrido, não só por causas naturais, mas por diversos outros fatores, que vão desde a violência entre seres iguais, até acidentes de carro e moto. Muita coisa poderia ser evitada e muito sofrimento poderia nem ter existido.
Hoje, o Brasil soma cerca de 12 mil mortes de motociclistas/ano. Teoricamente, 1.000 pessoas estão morrendo por mês, sobre suas motos, e isso é um número tremendamente alto.
Campanhas são lançadas, multas são criadas e aplicadas, preços de seguros vão lá onde está JC, leis que a gente não consegue engolir são sancionadas, enfim, todo um universo de coisas é engenhado por causa dos acidentes motociclísticos e suas consequências. Além da tristeza para a família, traz também transtornos e prejuízos para terceiros, bem como, a administração pública.

Acidente. É possível evitá-lo?

Segundo estimativas da Cetesp, "os fatores humanos estiveram presentes na quase totalidade (98,6%) dos acidentes fatais investigados", envolvendo tanto terceiros como o próprio motociclista. Isso quer dizer, meus co-motociclistas, que nós é que temos que procurar pilotar com (muito) mais atenção, mesmo que não sejamos os culpados pelo acidente. Enquanto temos um capacete para proteger o coco e o peito como parabrisas, e qualquer coisa a partir de 40 km/h já é um risco, quem está num carro, ou em outro veículo maior, geralmente não tem problema algum. Têm, claro, seus próprios riscos, mas na maioria dos acidentes envolvendo motos, quem leva a pior é quem está sobre uma.
É possível, portanto, evitarmos acidentes. Estejamos sempre de olho no máximo de detalhes, entre os milhares que existem nas ruas e estradas, especialmente, nos trechos urbanos.
A velocidade é um dos vetores de maior risco. Dentro da cidade, em qualquer situação de emergência, em alta velocidade o piloto não possui muitos recursos, a não ser frear e rezar para não bater. Geralmente, a "reza" não ajuda. O que ajuda, é você, piloto, ter consciência entre espaço, tempo e velocidade. Tendo ideia do quão um está relacionado ao outro, já garante uma boa porcentagem de tempo de vida pra você. Das rodovias, estamos vendo cada vez mais vídeos com acidentes motociclísticos, e na maior parte das vezes o motociclista está em altíssima velocidade e... errado! Vemos muito, também, dentro das cidades, onde não só velocidade acima do limite, como também desrespeito às leis de trânsito e da vida, vários testemunhos em vídeo, onde milhares morrem ou se tornam dependentes para o resto de suas vidas.
Outra coisa que não combina - nem a pau, Juvenal! - com motos é a bebida alcoólica. Não falo um, ou dois copinhos, mas chapar o melão e sair por aí, achando que é o Batman ou o Tom Cruise, nas cenas de Missão Impossível. Meus amigos e amigas, isso definitivamente não funciona e pode acabar com sua vida. Evite sempre que possível, sim?
No mais, é ter olhos em todos os lugares do corpo, atenção a tudo e a todos ao seu redor, nunca desviar a atenção para qualquer outro ponto a não ser o próprio trânsito e o caminho que você está, e como está, percorrendo.
Bom, de minha parte, adoro rodar de moto por aí, especialmente, com altas quilometragens, mas quero tanto chegar ao meu destino, como voltar para o meu ponto de saída, porque, além de tudo, intenciono, daqui a 10, 20 anos, ainda poder viajar, com outra moto (ou não), mas com o mesmo entusiasmo que tenho desde moleque, nos meus tenros 11 anos, ainda sobre uma Katia T-50, da Garelli.

Boa sorte e motoabraço!

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...