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sábado, 1 de junho de 2024

Minha MOTO ficou SUBMERSA no ALAGAMENTO. E agora?

 Minha MOTO ficou SUBMERSA no ALAGAMENTO. E agora?


Saudações motors!! 


Infelizmente, sabemos que enchentes são ocorrências frequentes em diversas cidades do país e que podem trazer não só transtornos como também se transformar em uma tragédia. Mas, não é sobre a tragédia em si que quero falar aqui, mas sim, das consequências para quem teve seu veículo - no caso dessa matéria, principalmente, motos - literalmente afogado no alagamento. O que acontece a um veículo após um alagamento? O que é danificado na moto? Ela voltará a rodar? Vale a pena consertar? É o que vamos ver nesse artigo.



Nunca tente dar partida!

A primeira grande recomendação dos mecânicos é: NUNCA TENTE DAR PARTIDA após a moto passar por um alagamento! 

Saiba que todos os componentes, especialmente, os eletrônicos e os de metal, externa e principalmente internamente, foram comprometidos não só pela água, como também pela sujeira, e qualquer solavanco que o motor tiver, as peças estarão altamente comprometidas.

Lave, mas não ligue, e leve ao mecânico!

Quer dar ao menos uma lavadinha nela pra tirar o excesso? Ótimo, até bom que você mesmo já poderá observar os sinais dos danos externos. Não precisa, claro, ser aquela lavada que você daria para sair num fim de semana, mas pelo menos, tirar o "grosso" da lama, é até bom. Mesmo lavadinha, não experimente dar a partida na moto!

Transporte sua moto até seu mecânico/oficina de confiança em um reboque apropriado, claro, para que não tenha danos maiores. De uma coisa você pode estar tremendamente certo: não é nada simples recuperar um veiculo de enchente, seja ele de quatro, duas, ou mais rodas. E você vai entender porquê. Ah, só mais uma coisa: a não ser que você entenda muito bem de mecânica, não tente fazer isso em casa e por conta própria. 

Como ficam os componentes elétricos?

Como um dos mais afetados pela água e pela sujeira, está todo o sistema elétrico, desde a bateria até o chicote, dos conectores aos seletores no guidão, e se a moto for equipada com alta tecnologia, painéis TFT, sensores, enfim, tudo o que envolve fios, resistores, capacitores, processadores e o que mais houver em placas de circuitos eletrônicos, sinto muito em dizer, já era.

Veja alguns dos problemas mas sérios:

1. Calço hidráulico. Quando o nível da água fica acima da entrada do filtro de ar e entra pela
câmara de combustão, isso pode "apagar" o motor. Tentar dar partida novamente, pode comprimir a água, forçando biela, pistão e outras partes móveis do motor. Se a moto "morrer" devido a excesso de água, o melhor é empurrá-la até um lugar seguro e esperar por socorro.

2. Água no escapamento. Além da entrada para o filtro de ar, a água pode entrar para o motor também pelo escapamento. Se a moto ficar debaixo d'água, é mais do que certo disso ter acontecido. E, meu amigo, tudo quanto é local "aberto" dentro do cilindro, inclusive o que tiver de espaço ainda no cárter (reservatório) do óleo, encherá de água. E, lembre-se, não é somente água: tem também muita sujeira trazida por ela. Há lama dentro do motor da moto, portanto, jamais tente ligá-la, muito menos, no tranco, caso ache que o problema está "só" na bateria. Mesmo que a água não tenha sido tanta, a ponto de cobrir o motor, mas só o escapamento, há o risco de oxidar e danificar o catalisador, causando maiores prejuízos.



3. Curto-circuito. O sistema elétrico da moto é uma das partes mais sensíveis e não convive muito bem com a água. É claro que não estou falando daquela água que você usa para lavar sua moto no final de semana, ou da chuva que a gente costuma pegar, mas água mesmo! Água de enchente, que engole tudo que tem pela frente. Durante enchentes, os circuitos podem ser fechados pela água, causando curtos e danificando módulos e componentes eletrônicos, especialmente, nestas motos modernas. Quanto mais tempo debaixo d'água, pior para a moto de modo geral. 



O fato é que, ninguém pensa em desligar os polos da bateria quando para a moto ao chegar em casa ou no trabalho. Aliás, isso seria inviável. Portanto, a partir do momento em que ela está com seus polos ligados, certos componentes que dependem dela, como o reloginho do seu painel e outros componentes eletrônicos e tecnológicos, estão fazendo uso dela. No entanto, não é conveniente desligar a bateria. Sendo assim, onde estiver passando eletricidade será o primeiro lugar a ser corroído. O zinabre, efeito de coloração azul-esverdeada, é muito comum devido aos componentes de cobre. Solução? Trocar tudo. Pelo menos, a parte afetada.



4. CDI (Ignição por Descarga Capacitiva). Nas motos carburadas, o CDI pode ser afetado pela água. É um componente crítico para a ignição do motor, e sua falha pode resultar em problemas de partida e desempenho. Devido ao material do CDI, bem como sua parte eletrônica, após algumas horas ou, pior, dias debaixo d'água ele estará tomado pelo zinabre e, com certeza, invalidado. É só outro.



5 - Freios e câmbio. Em casos complexos como os de uma enchente, o sistema de freios de uma moto podem ficar severamente comprometidos. As pastilhas de freio podem absorver muita água e, a partir de então, não serem mais eficazes nas frenagens. O fluido de freio é higroscópico, o que significa que ele absorve umidade ao longo do tempo. Se a moto ficar submersa, o fluido pode ser contaminado com água, o que prejudica não só as frenagens, como também os componentes internos da pinça, devido a oxidação e partículas de sujeira. Se, porventura, venha ainda a utilizar a moto e não fizer uma manutenção decente no sistema de freios, poderá comprometer o disco, uma vez que a sujeira restante vai, aos poucos, riscando e danificando o disco de freio.



O câmbio também fica comprometido, claro, uma vez que a parte, digamos, funcional dele fica dentro da carcaça do motor. Algumas motocicletas possuem reservatório para o óleo do câmbio separado, mas a maioria dos modelos usa o mesmo óleo do motor, portanto, é interessante observar que, em um grande alagamento, tanto as de cárteres separados, quando e cárter único, serão severamente afetadas pela água, já que, inevitavelmente, ela entrará no motor. O mecânico terá que desmontar e limpar tudo, até tirar toda a água excedente e secar o máximo o interior do motor. 



Quanto às demais peças, como eixos, engrenagens, rolamentos e outros devem ser limpos e examinados para ver se não sofreram desgastes.

6 . Tanque de combustível. Se a água atingiu o bocal do tanque, com certeza será
necessário fazer uma limpeza extrema no tanque. Isso porque a água facilmente entra pelo respiro do tanque e, aí, em dúvida contaminará seu interior. 

7. Rolamentos das rodas. Tem coisas que a gente não costuma dar muita atenção, somente quando a moto trava do nada e, vamos ver, é um dos rolamentos, não é? Pois é, em caso de alagamento, não pense em reutilizar os rolamentos. Melhor não. Mesmo que passem por um processo de limpeza extrema, pode acontecer de terem sobrado partículas, ou que elas já tenham danificado algumas esferas e comprometer a rodagem.

Esses são apenas alguns dos problemas que podem comprometer sua moto - e por que não dizer, seu carro - quando eles são colocados à prova de um grande alagamento. E, então, o que fazer?

Compensa arrumar?

Essa, sem dúvida, é uma pergunta que perturba muito a mente do proprietário que teve sua moto engolida por água. E a resposta é: depende. Depende de um monte de fatores, como:

1. Valor venal da moto x Valor do conserto. Não fica nada barato, e isso é fato. A troca de vários componentes, além da mão-de-obra, pode ultrapassar até o valor venal de sua moto,
na situação em que ela se encontra. E, só do comprador sonhar que ela tenha passado por um alagamento, seu valor já diminui violentamente, mesmo estando arrumadinha. Às vezes, é melhor vendê-la ao ferro velho do que tentar outra alternativa. Claro, se você a colocou no seguro, não tem muito com o que se preocupar.

2. Valor sentimental. Bom, isso não se discute, afinal, é moto de família, ou ela tem uma história que nenhuma outra moto deu etc. Se a pessoa achar que vale a pena restaurá-la, nem que seja para deixá-la na sala de casa para trazer de volta os bons momentos, que mal há em Mauá, certo? 

3. Nível de estrago. Se você teve sorte e sua moto não foi tão afetada nas partes mais comprometedoras, pode ser que compense recuperá-la. Nem sempre tudo está perdido. Se a água não entrou nos sistemas todos e/ou foi possível fazer toda a limpeza de forma eficaz, não há o porquê de não consertar a motoca e continuar sendo feliz com ela, concorda?

De qualquer forma, não tente bancar o entendedor, ou por causa de alguns reais a mais, não levando a um mecânico especializado - não vá a qualquer aventureiro também, não. Sua moto é um bem precioso e merece sua atenção. 

E não é só nas enchentes...

Sinto muito, amigos, mas não é só nas enchentes que estamos sujeitos a praticamente perder nossas motocicletas, não. O recado vai principalmente aqueles que, durante chuvas

fortes, se aventuram ao desafiar as enxurradas. Além de trazer muito entulho e objetos cortantes, as enxurradas enganam muito, sendo que algumas derrubam facilmente a moto e o piloto. Se não conseguir, poderá fazer alguma bagunça na pinça de freio, arranhar o disco, entrar água pelo escapamento e, se for mais alta, até entrar pelos suspiros que há na moto. Se deixar ela apagar contra uma enxurrada, pior ainda. Quer um conselho? Não enfrente enxurradas. Pare sua moto, tenha paciência, que a chuva vai passar. 

Então, é isso, meus motoamigos e motoamigas. Qualquer sugestão será bem-vinda nos comentários. 

Motoabraço e até a próxima.






Fontes:

https://mobilidade.estadao.com.br/mobilidade-com-seguranca/cinco-razoes-para-nao-atravessar-uma-enchente-de-moto/

http://www.canalrevistamotoescola.com/2019/04/motos-e-enchente-nao-combinam.html

https://oficinabrasil.com.br/noticia/motos-e-servicos/cambio-de-motocicleta-nao-e-um-bicho-de-sete-cabecas-parte-1

https://www.youtube.com/watch?v=13_WKZK6n10&list=LL&index=4

https://www.sistemampa.com.br/noticias/moto-5-dicas-para-nunca-atravessar-uma-enchente/








quarta-feira, 11 de julho de 2018

SEM REFORÇO: YAMAHA TÉNÉRÉ 250 TEM QUADRO COMPROMETIDO

Problema na fabricação compromete estrutura

E aí, galera motociclista? Todo mundo muito bem? Que legal!
Esse artigo trata de um problema que afeta alguns modelos de moto, mas, na Yamaha Ténéré 250 a coisa parece ser mais séria. O fato é que a parte traseira do quadro desse modelo, sobre a qual está o banco, por problema de fabricação - deve ser para "baixar custos" -, é feito de um material tubular muito fino para o propósito da motocicleta.


No manual, diz que a carga máxima permitida para a Ténéré é de 159 kg. Bom, a moto, em ordem de marcha* pesa 151 kg. Isso quer dizer que, duas pessoas na média de 70 kg, mais uma ocasional bagagem que chegue a 10 kg ou pouco mais, podem comprometer a estrutura da moto e, pior, sujeitos a um acidente de proporções inimagináveis.
O baú - e o que se carrega dentro dele - é um dos responsáveis por
dar mais peso à traseira da moto.

Erro da Yamaha

Não diria só erro, mas acho que até mesmo negligência em relação aos proprietários desse modelo. Não custava nada à Yamaha fazer um quadro mais espesso e reforçado, com tubulação dupla, por exemplo, a fim de garantir maior durabilidade da peça. Afinal, expor o motociclista e seu/sua passageiro(a) a uma condição tão perigosa quanto essa, chega ao absurdo. Fica, aqui, a dica para a Yamaha: aumentar a espessura ou duplicar o tubo, o que não onera muito e nem precisa deixar a moto mais cara. Afinal, pra vocês, fabricantes de motocicletas, quando vale a vida de uma pessoa? Será que menos que esse pequeno investimento?

Como saber se o quadro está comprometido?

O tubo, que tem originalmente o formato retangular (mas, não reto, já que "acompanha" o desenho da moto), parte do centro da moto, próximo à parte inferior da mola, e se estende até o final da garupa, debaixo do banco. Ilumine o local e faça uma procura visual em qualquer trincado suspeito. Para confirmar, passe o dedo, a fim de sentir alguma alteração. Se achar, corra a um soldador ou profissional especializado para consertar.

Tem solução?

Sim, tem. E a solução pode ficar entre R$ 149,90 a R$ 180,00, dependendo a marca e de onde se compra. Trata-se de uma peça chamada reforço de quadro, e que pode ser encontrado em diversas lojas, físicas ou virtuais, dentre elas, o Mercado Livre.
Para instalá-la não dá muito trabalho, mas é recomendado que você leve sua moto até uma oficina para isso ser feito.





*Ordem de marcha é quando a moto está com o tanque cheio, bem como todos os líquidos completos e pneus bem calibrados.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

ACIDENTE: Por que não evitar?

Galera, sei que o assunto parece estar esgotado, massante, mas, na verdade, não pode deixar de ser dito, discutido, comentado e, sempre que possível, recheado de alertas.
Certa vez, li em algum lugar que as mortes são necessárias, pois seriam uma espécie de controle da natureza sobre a proliferação dos seres vivos. Todos eles, afinal, não existem só seres humanos sobre o planeta, correto?
Contudo, estes últimos têm morrido, não só por causas naturais, mas por diversos outros fatores, que vão desde a violência entre seres iguais, até acidentes de carro e moto. Muita coisa poderia ser evitada e muito sofrimento poderia nem ter existido.
Hoje, o Brasil soma cerca de 12 mil mortes de motociclistas/ano. Teoricamente, 1.000 pessoas estão morrendo por mês, sobre suas motos, e isso é um número tremendamente alto.
Campanhas são lançadas, multas são criadas e aplicadas, preços de seguros vão lá onde está JC, leis que a gente não consegue engolir são sancionadas, enfim, todo um universo de coisas é engenhado por causa dos acidentes motociclísticos e suas consequências. Além da tristeza para a família, traz também transtornos e prejuízos para terceiros, bem como, a administração pública.

Acidente. É possível evitá-lo?

Segundo estimativas da Cetesp, "os fatores humanos estiveram presentes na quase totalidade (98,6%) dos acidentes fatais investigados", envolvendo tanto terceiros como o próprio motociclista. Isso quer dizer, meus co-motociclistas, que nós é que temos que procurar pilotar com (muito) mais atenção, mesmo que não sejamos os culpados pelo acidente. Enquanto temos um capacete para proteger o coco e o peito como parabrisas, e qualquer coisa a partir de 40 km/h já é um risco, quem está num carro, ou em outro veículo maior, geralmente não tem problema algum. Têm, claro, seus próprios riscos, mas na maioria dos acidentes envolvendo motos, quem leva a pior é quem está sobre uma.
É possível, portanto, evitarmos acidentes. Estejamos sempre de olho no máximo de detalhes, entre os milhares que existem nas ruas e estradas, especialmente, nos trechos urbanos.
A velocidade é um dos vetores de maior risco. Dentro da cidade, em qualquer situação de emergência, em alta velocidade o piloto não possui muitos recursos, a não ser frear e rezar para não bater. Geralmente, a "reza" não ajuda. O que ajuda, é você, piloto, ter consciência entre espaço, tempo e velocidade. Tendo ideia do quão um está relacionado ao outro, já garante uma boa porcentagem de tempo de vida pra você. Das rodovias, estamos vendo cada vez mais vídeos com acidentes motociclísticos, e na maior parte das vezes o motociclista está em altíssima velocidade e... errado! Vemos muito, também, dentro das cidades, onde não só velocidade acima do limite, como também desrespeito às leis de trânsito e da vida, vários testemunhos em vídeo, onde milhares morrem ou se tornam dependentes para o resto de suas vidas.
Outra coisa que não combina - nem a pau, Juvenal! - com motos é a bebida alcoólica. Não falo um, ou dois copinhos, mas chapar o melão e sair por aí, achando que é o Batman ou o Tom Cruise, nas cenas de Missão Impossível. Meus amigos e amigas, isso definitivamente não funciona e pode acabar com sua vida. Evite sempre que possível, sim?
No mais, é ter olhos em todos os lugares do corpo, atenção a tudo e a todos ao seu redor, nunca desviar a atenção para qualquer outro ponto a não ser o próprio trânsito e o caminho que você está, e como está, percorrendo.
Bom, de minha parte, adoro rodar de moto por aí, especialmente, com altas quilometragens, mas quero tanto chegar ao meu destino, como voltar para o meu ponto de saída, porque, além de tudo, intenciono, daqui a 10, 20 anos, ainda poder viajar, com outra moto (ou não), mas com o mesmo entusiasmo que tenho desde moleque, nos meus tenros 11 anos, ainda sobre uma Katia T-50, da Garelli.

Boa sorte e motoabraço!

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...