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domingo, 16 de junho de 2024

COMBUSTÃO x ELÉTRICA - Será que COMPENSA TROCAR?

 COMBUSTÃO x ELÉTRICA - Será que COMPENSA TROCAR?


Salve, motors!

Há um tempinho venho prestando atenção não só ao mercado das motos elétricas, como também buscado saber mais alguma coisa sobre os pontos indesejados, uma vez que há relatos de economia de dinheiro de um lado, mas (muita) perda de tempo e autonomia de outro. Afinal, compensa trocar sua moto a combustão por uma elétrica? Leia, depois, decida.
Adiantando a coisa toda, as considerações a serem levadas são muitas, antes de decidir por trocar. Ou mesmo se essa será sua primeira experiência no mundo das duas rodas, deve também se atentar a alguns pontos e avaliá-los antes da compra. 

Fig. 1. Antes de comprar uma elétrica, ou trocar a sua a combustão por uma, alguns pontos
devem ser levados em consideração. Não se arrependa.


E mais uma coisa. Faça a si mesmo as seguintes perguntas: para quê eu quero uma moto elétrica? Só para ir e voltar do trabalho, para o uso no dia a dia, para o lazer, ou para trabalhar com ela? Serei paciente em respeitar os tempos necessariamente longos para carregar a bateria da moto? Estou ciente que ela deverá ser usada somente para trajetos curtos? E por aí vai. Mas, vamos lá!

Baixa autonomia

Se você perguntar ao proprietário de uma CG Titan 160 2024 o quanto ele consegue rodar com seu tanque de 16,1 litros, poderá receber como resposta um estonteante 640 quilômetros. E não é brincadeira. A moto, que faz quase 40 quilômetros com um litro, pode facilmente atingir essa autonomia, enquanto as melhores motos elétricas do mercado chegam a no máximo 100 quilômetros.

Fig. 2. CG Titan, da Honda. Até 600 km de autonomia e poucos reais para encher o tanque.


Portanto, a baixa autonomia ainda é um fantasma que assusta boa parte daqueles que pensam em usar uma moto elétrica, seja para o trabalho, seja para lazer. Os carros elétricos têm autonomias variadas, mas a média é de 250 quilômetros. Se você pensar bem, está também muito abaixo da média de autonomia de outros carros a combustão. Os carros de hoje podem rodar pelo menos 400 quilômetros dentro da cidade a partir do tanque cheio. Fora, vão a 500 ou mais. A autonomia é o mesmo fantasma enfrentado por quem possui um carro elétrico, especialmente, quando vai viajar. 

Fig. 3. Voltz EVS - autonomia de 120 quilômetros a uma média de 35 km/h. Velocidade máxima
de 120 km/h até que não é ruim, mas dura pouco tempo.




Fig. 4. Super Soco TC, da Megaletron Brava. Velocidade máxima de 75 km/h e autonomia de
no máximo 100 quilômetros.

A Voltz EVS - uma electric street que, particularmente e visualmente, acho bem bacaninha -, por exemplo, chega a no máximo 120 quilômetros de autonomia, muito aquém de sua concorrente a combustão. Isso, depois de ter passado longas 5 horas tendo suas baterias carregadas e a uma velocidade média de (por favor, não ria) 35 km/h. Passou disso, evidentemente, a autonomia cai proporcionalmente. 
Até que existem motos com autonomia e potência bem maiores, como a Zero SR, da Zero Motorcycles, que gera 113 cavalos e percorre até mais de 300 quilômetros de trecho. Mas, além de custar meros 21,5 mil dólares, não é comercializada no Brasil. 
Fig.5. Scooter Smartway, modelo Texas - essa é uma das que
mais fazem sucesso no Brasil. Barata e quebra o galho. Mas, só.



Tempo de recarga

Aqui é onde entra em cena a dona paciência. Se você for uma pessoa organizada, que cumpre fielmente com a tábua dos dez mandamentos, horários e sabe agendar bem seus compromissos, não deverá então ter problemas em se lembrar que, dependendo do modelo, são de 4 a 8 horas necessárias para uma recarga completa. Mas, meu motoamigo(a), se não for uma pessoa com essas características, acredito que você poderá ter problemas e acabar precisando empurrar sua moto, uma hora dessas. Pelo menos, à noite, é bom mantê-la plugada. 

Fig. 6. A média de 5 horas para carregar uma bateria completamente pode se tornar um
transtorno para determinadas pessoas ou em determinadas situações.


E, convenientemente, faça um favor a si mesmo: por questão de segurança, jamais compre bateria ou carregador sem procedência! Da mesma forma que acidentes acontecem com celulares e carregadores sem qualidade, o mesmo pode ocorrer no caso de qualquer veículo elétrico. Recado dado, vamos ao próximo ponto.

Cuidado com a Lei!

O Novo Código de Trânsito Brasileiro prevê que condutores de motos elétricas devem estar
habilitados e suas motos, devidamente emplacadas. Veja só o que rola:
Para motos elétricas que atingem máxima de 50 km/h:
  • o piloto deve estar munido da ACC, que é a Autorização para Conduzir Ciclomotores;
  • o veículo deve ser emplacado;

  • o piloto deve seguir as Leis de Trânsito normalmente, e isso implica na questão do uso das calçadas, que é expressamente proibido pelo CTB;
  • o piloto deve usar capacete.
Para motos elétricas que passam dos 50 km/h, todas as opções anteriores, exceto a primeira, que é a necessidade da CNH categoria "A", da mesma forma que para as motos convencionais.

Preço alto

Muita gente se assusta ao procurar uma moto elétrica para comprar. Não estou falando dos ciclomotores, já que alguns modelos têm preços adequados, mas das motos cujos pilotos precisam ter a "A" nos docs. Enquanto, no Brasil, o preço sugerido de uma Voltz EVS 2022 é de R$ 20.390,00 (e a versão com duas baterias está R$ 24.990), a de uma CG Titan 2024 está sugerido em R$ 17.100,00. O scooter EV1 Sport 2022 vcom duas baterias tem preço sugerido de R$ 19.790, enquanto a Bizz 125 2024 está sendo sugerida a R$ 14.610. O preço de sugestão, lembrando, é o preço de fábrica, e não está incluído o frete e nem a comissão da concessionária. Portanto, o preço final depende da região em que a moto será comprada.
Fig. 7. Ultraviolette F77 - 323 quilômetros de autonomia, 170 de velocidade
máxima e pouco menos de R$ 40.000. Mas, na Índia.



Já viu o preço da bateria?

Se você já teve a curiosidade de pesquisar o preço das baterias das elétricas, o que achou? Particularmente, acho que, por enquanto, é um preço amargo. Dependendo do modelo, como a EVS de uma bateria da Voltz, o cliente poderá pagar em torno de R$ 3.900 e até R$ 4.600 na de duas baterias. Tá bom assim ou quer que carregue mais? 
E toda bateria recarregável possui uma vida útil, que é contada em ciclos de carga. A cada carga completa dela, é um ciclo a menos. As baterias da Voltz saem de fábrica garantidas para 3.000 ciclos. Portanto, passou de 3 mil carregamentos completos, ela já começa a ficar cada vez mais fraquinha.

E aí? Tomou sua decisão?

Motoabraço e até a próxima.


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

LIVEWIRE, A PRIMEIRA MOTO ELÉTRICA DA HARLEY-DAVIDSON

LIVEWIRE, A PRIMEIRA MOTO ELÉTRICA DA HARLEY-DAVIDSON
E aÍ, galera motociclística? Tudo nos conformes?




O que há pouco tempo era inimaginável, tomou recentemente corpo e alma: a LiveWire, a primeira moto elétrica da Harley Davidson, acaba de ser lançada no mercado norte-americano.


Estranho

Para uma marca como a Harley Davidson, que sempre teve destaque no torque e no ruído inconfundível de seus motores, chega a ser estranho, para nós, acostumados a essa premissa, ver uma HD passar e não ter ideia que moto é aquela. Poderíamos pensar em todas as marcas, exceto, ser uma Harley Davidson.


Características

Mas, vamos às características da moto:

1. O visual
A LiveWire ostenta um visual completamente novo na marca e diferente do que o público está acostumado. Não possui carenagens - seu estilo é naked -, não tem aquela pegada de motos customs ou estradeiras e, mais para o lado da V-Rod (moto fabricada em parceria com a Porsche), ela carrega um visual futurista.

2. O motor

A própria Harley-Davidson já diz em seu site: "O som mais alto que você vai ouvir é do seu coração batendo acelerado". Com esse slogan, já podemos concluir que ela, diferentemente de suas irmãs mais clássicas, não faz barulho, não tem aquele ronco maravilhoso que a marca sempre teve orgulho em produzir e apresentar.

O que acostumamos a chamar de "motor", não é lá bem um, na LiveWire, mas, sim, uma "caixa de força", batizada pela empresa de H-D Revelation™, um gerador elétrico de magneto permanente, capaz de produzir 75 cv e 77,4 kgf.m de torque. Contudo, não é uma motocicleta, digamos, velocista - a velocidade máxima é de 95 mph, ou 153 km/h. Para uma elétrica, até que não está mal.
Diferentemente dos padrões, os motores da LiveWire são montados longitudinalmente, em relação ao quadro da moto. Uma engrenagem cônica gira 90º para girar uma correia dentada que gira o motor. A mesma engrenagem cônica fornece ao sistema de transmissão um som único de zumbido, como de uma turbina a jato, nas devidas proporções.


3. Especificações técnicas

As especificações técnicas incluem:
- estrutura de alumínio fundido e braço oscilante;
- farol de LED;
- painel de controle totalmente digital TFT (novos painéis em alguns modelos, que trazem mais tecnologia e interatividade com o piloto);
- motor longitudinal trifásico (AC engrenagem cônica/correia dentada)
- 75 cv e 77,4 kgf.m;
- Velocidade eletronicamente limitada a 153 km/h (95 mph);
- freio a disco simples (frente e traseiro), com pistão duplo na dianteira;
- 208 kg (peso seco);
- bateria de 15.5 kWh;
- rodas de 17" (dianteira e traseira);
- quadro Trellis;
- transmissão de velocidades simples.
Com esse aparato, a LiveWire é capaz de fazer de 0 a 100 km/h em 3,65 s. Sem seu limitador, pode atingir os 100 mph (ou 180 km/h).


4. Reações e preço

Quando Harley-Davidson apresentou a LiveWire, ao público em 2014, mesmo que ainda se tratando de um protótipo, as reações foram as mais adversas, contudo, parece que foi bem aceita, especialmente, pelo público "ecologicamente correto" e com novas visões de mercado, no futuro. 

Em uma enquete promovida na página do Jornal Motonews, vinculado a este blog, 64% respondeu ter gostado da novidade, contra 36% que não curtiram. E você, o que acha? Deixa sua opinião nos comentários.

No Brasil, a LiveWire ainda não deu sinais de aportagem, mas, até 2021 é bem possível que já estarão nas revendedoras daqui. 

Nos EUA, seu preço sugerido é de US$ 29,799 (cerca de R$ 115.718,10, no Brasil). Não é bom pensar demais, se esse valor não baixar, o preço que ela poderá custar por aqui, não é? :) 

Motoabraço!!!






segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Em que posso usar o WD-40?

Ótimo dia a todos vocês, motors!! Ressaca pós-Natal e pré-Virada de Ano é tudo de bom, não é? rsrs

Então, hoje quero falar de um produto que vemos em supermercados e nem sempre damos a devida atenção: o lubrificante spray de uso geral WD-40.
Tido como um "topa-tudo", esse spray da manutenção tem serventias além da lubrificação, como podemos conferir:

a. limpeza de contatos elétricos e eletrônicos: botões de start, pisca, farol, pólos da bateria etc. Atenção: não aplicar com a moto ligada (retire a chave do contato, se for necessário, aproveitando para lubrificar o orifício, também);

b. revitalização de plásticos e cromados: por não haver solventes em sua composição, não agride as partes sensíveis da motocicleta;

c. remoção de agentes danosos e grossos da pintura: piche, fezes de pássaros, manchas provocadas por líquidos etc., sem agredir a pintura;

d. remoção de graxa da corrente: permite remover, com facilidade, a graxa antiga (e já impregnada de pó e outras sujeiras) da corrente, além de lubrificá-la;

e. proteção contra ferrugem: função básica de todo lubrificante, pode ser aplicado em qualquer parte da moto, especialmente, nas partes ferrosas, as mais susceptíveis ao processo de oxidação;

f. eliminação da umidade: eliminar a umidade significa remover o excesso de água (o mínimo, que seja), de locais que podem ser oxidados (enferrujados). Por exemplo, em certas partes externas do motor, onde vão parafusos, pode acontecer de acumular água, enferrujando o local em torno do parafuso;

g. facilitação na retirada de parafusos e peças emperradas: a lubrificação e a eliminação da oxidação é que promovem essa facilitação.

Portanto, a partir de agora, ao passar por uma prateleira do supermercado onde tem uma latinha de WD-40. pense duas vezes para não comprá-la. :)

Motoabraço.

PS:
1. Segundo o Wikipedia, WD-40 é uma marca registrada largamente utilizada em diversas áreas como óleo de penetração. Desenvolvido por Norm Larsen em 1953 para ser usado como eliminador d'água e anticorrosivo em circuitos elétricos.
2. Essa postagem é baseada numa do site Motorpress (www.motorpress.com.br) e não se trata de publicidade. A empresa acaba de ganhar uma propaganda free, mas, em nome dos motociclistas, não dela, mesma. :D 

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...