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domingo, 16 de junho de 2024

COMBUSTÃO x ELÉTRICA - Será que COMPENSA TROCAR?

 COMBUSTÃO x ELÉTRICA - Será que COMPENSA TROCAR?


Salve, motors!

Há um tempinho venho prestando atenção não só ao mercado das motos elétricas, como também buscado saber mais alguma coisa sobre os pontos indesejados, uma vez que há relatos de economia de dinheiro de um lado, mas (muita) perda de tempo e autonomia de outro. Afinal, compensa trocar sua moto a combustão por uma elétrica? Leia, depois, decida.
Adiantando a coisa toda, as considerações a serem levadas são muitas, antes de decidir por trocar. Ou mesmo se essa será sua primeira experiência no mundo das duas rodas, deve também se atentar a alguns pontos e avaliá-los antes da compra. 

Fig. 1. Antes de comprar uma elétrica, ou trocar a sua a combustão por uma, alguns pontos
devem ser levados em consideração. Não se arrependa.


E mais uma coisa. Faça a si mesmo as seguintes perguntas: para quê eu quero uma moto elétrica? Só para ir e voltar do trabalho, para o uso no dia a dia, para o lazer, ou para trabalhar com ela? Serei paciente em respeitar os tempos necessariamente longos para carregar a bateria da moto? Estou ciente que ela deverá ser usada somente para trajetos curtos? E por aí vai. Mas, vamos lá!

Baixa autonomia

Se você perguntar ao proprietário de uma CG Titan 160 2024 o quanto ele consegue rodar com seu tanque de 16,1 litros, poderá receber como resposta um estonteante 640 quilômetros. E não é brincadeira. A moto, que faz quase 40 quilômetros com um litro, pode facilmente atingir essa autonomia, enquanto as melhores motos elétricas do mercado chegam a no máximo 100 quilômetros.

Fig. 2. CG Titan, da Honda. Até 600 km de autonomia e poucos reais para encher o tanque.


Portanto, a baixa autonomia ainda é um fantasma que assusta boa parte daqueles que pensam em usar uma moto elétrica, seja para o trabalho, seja para lazer. Os carros elétricos têm autonomias variadas, mas a média é de 250 quilômetros. Se você pensar bem, está também muito abaixo da média de autonomia de outros carros a combustão. Os carros de hoje podem rodar pelo menos 400 quilômetros dentro da cidade a partir do tanque cheio. Fora, vão a 500 ou mais. A autonomia é o mesmo fantasma enfrentado por quem possui um carro elétrico, especialmente, quando vai viajar. 

Fig. 3. Voltz EVS - autonomia de 120 quilômetros a uma média de 35 km/h. Velocidade máxima
de 120 km/h até que não é ruim, mas dura pouco tempo.




Fig. 4. Super Soco TC, da Megaletron Brava. Velocidade máxima de 75 km/h e autonomia de
no máximo 100 quilômetros.

A Voltz EVS - uma electric street que, particularmente e visualmente, acho bem bacaninha -, por exemplo, chega a no máximo 120 quilômetros de autonomia, muito aquém de sua concorrente a combustão. Isso, depois de ter passado longas 5 horas tendo suas baterias carregadas e a uma velocidade média de (por favor, não ria) 35 km/h. Passou disso, evidentemente, a autonomia cai proporcionalmente. 
Até que existem motos com autonomia e potência bem maiores, como a Zero SR, da Zero Motorcycles, que gera 113 cavalos e percorre até mais de 300 quilômetros de trecho. Mas, além de custar meros 21,5 mil dólares, não é comercializada no Brasil. 
Fig.5. Scooter Smartway, modelo Texas - essa é uma das que
mais fazem sucesso no Brasil. Barata e quebra o galho. Mas, só.



Tempo de recarga

Aqui é onde entra em cena a dona paciência. Se você for uma pessoa organizada, que cumpre fielmente com a tábua dos dez mandamentos, horários e sabe agendar bem seus compromissos, não deverá então ter problemas em se lembrar que, dependendo do modelo, são de 4 a 8 horas necessárias para uma recarga completa. Mas, meu motoamigo(a), se não for uma pessoa com essas características, acredito que você poderá ter problemas e acabar precisando empurrar sua moto, uma hora dessas. Pelo menos, à noite, é bom mantê-la plugada. 

Fig. 6. A média de 5 horas para carregar uma bateria completamente pode se tornar um
transtorno para determinadas pessoas ou em determinadas situações.


E, convenientemente, faça um favor a si mesmo: por questão de segurança, jamais compre bateria ou carregador sem procedência! Da mesma forma que acidentes acontecem com celulares e carregadores sem qualidade, o mesmo pode ocorrer no caso de qualquer veículo elétrico. Recado dado, vamos ao próximo ponto.

Cuidado com a Lei!

O Novo Código de Trânsito Brasileiro prevê que condutores de motos elétricas devem estar
habilitados e suas motos, devidamente emplacadas. Veja só o que rola:
Para motos elétricas que atingem máxima de 50 km/h:
  • o piloto deve estar munido da ACC, que é a Autorização para Conduzir Ciclomotores;
  • o veículo deve ser emplacado;

  • o piloto deve seguir as Leis de Trânsito normalmente, e isso implica na questão do uso das calçadas, que é expressamente proibido pelo CTB;
  • o piloto deve usar capacete.
Para motos elétricas que passam dos 50 km/h, todas as opções anteriores, exceto a primeira, que é a necessidade da CNH categoria "A", da mesma forma que para as motos convencionais.

Preço alto

Muita gente se assusta ao procurar uma moto elétrica para comprar. Não estou falando dos ciclomotores, já que alguns modelos têm preços adequados, mas das motos cujos pilotos precisam ter a "A" nos docs. Enquanto, no Brasil, o preço sugerido de uma Voltz EVS 2022 é de R$ 20.390,00 (e a versão com duas baterias está R$ 24.990), a de uma CG Titan 2024 está sugerido em R$ 17.100,00. O scooter EV1 Sport 2022 vcom duas baterias tem preço sugerido de R$ 19.790, enquanto a Bizz 125 2024 está sendo sugerida a R$ 14.610. O preço de sugestão, lembrando, é o preço de fábrica, e não está incluído o frete e nem a comissão da concessionária. Portanto, o preço final depende da região em que a moto será comprada.
Fig. 7. Ultraviolette F77 - 323 quilômetros de autonomia, 170 de velocidade
máxima e pouco menos de R$ 40.000. Mas, na Índia.



Já viu o preço da bateria?

Se você já teve a curiosidade de pesquisar o preço das baterias das elétricas, o que achou? Particularmente, acho que, por enquanto, é um preço amargo. Dependendo do modelo, como a EVS de uma bateria da Voltz, o cliente poderá pagar em torno de R$ 3.900 e até R$ 4.600 na de duas baterias. Tá bom assim ou quer que carregue mais? 
E toda bateria recarregável possui uma vida útil, que é contada em ciclos de carga. A cada carga completa dela, é um ciclo a menos. As baterias da Voltz saem de fábrica garantidas para 3.000 ciclos. Portanto, passou de 3 mil carregamentos completos, ela já começa a ficar cada vez mais fraquinha.

E aí? Tomou sua decisão?

Motoabraço e até a próxima.


sábado, 2 de julho de 2022

Elétricas, a sensação do momento. Mas, quais as vantagens e desvantagens?

Elétricas, a sensação do momento. Mas, quais as vantagens e desvantagens?

Salve, motors! Tudo bem com vocês?

Bom, a febre do momento são as scooters e motos elétricas. No Brasil, então, tornou-se quase uma obrigação da maioria dos que tem veículos - e até mesmo, moto que bebe mais do que o dono - optar por alternativas que deem uma diminuída no orçamento de casa. 



De quebra, pode-se dizer que as scooters e motos elétricas trazem, sim, muita economia no final do mês, já que enfrentamos preços abusivos nas bombas de combustíveis, especialmente, se o proprietário a usa  com mais frequência para ir trabalhar.

Mas sempre há o outro lado da moeda. Sempre existe a parte que te faz pensar o quão compensa investir na economia, sabendo, claro, que há boas chances das contas caírem bem, no final da soma.

As vantagens

Silenciosa


O ruído emitido pelo motor elétrico é incomparavelmente menor do que o de combustão. O único barulho que se ouve, quando ela está em movimento, vem do atrito dos pneus com o asfalto. Nesse trânsito caótico e barulhento, nada melhor que colaborar na diminuição da poluição sonora, não? 

Respeito ao meio-ambiente

A preferência e consequente expansão dos motores elétricos, tanto dos veículos de quatro rodas quanto dos de duas, é de suma importância ao meio-ambiente, pelo simples fato de não queimar combustíveis fósseis e, consequentemente, não emitir poluentes no ar. A preservação ambiental é algo que temos que nos preocupar desde sempre.

Pilotagem confortável

A sensação de leveza que essas pequenas elétricas proporcionam partem, a princípio do


motor que, movido à bateria, não possui componentes mecânicos que ficam se tocando a todo instante, gerando o tremido das motos a combustão. Como a maioria possui câmbio automático e elétrico, basta à pessoa acelerar e não titubear, e pronto. Fácil demais.

Fácil de pilotar

As scooters, por si, já são veículos muito fáceis de pilotar, mas no caso das elétricas, isso é elevado a um nível maior, devido a fatores como o câmbio automático, leveza e dimensões. As motos não se diferem muito, principalmente, na questão do tipo de câmbio, mas também são mais leves. São um pouco mais altars, porém, nada que meta medo em um iniciante, por exemplo. 

Economia

O fator economia - e nem sempre, beleza - é o que mais chama a atenção do propenso comprador. Com o preço dos combustíveis beirando à insanidade, ter um veículo que ao menos o leve e o traga do trabalho é mais que justificável. Porém, não há como dizer com precisão que você vá economiar "x" reais no final do mês, pois muitas variáveis determinam essa quantia, que vão desde os modelos de scooter ou moto, até o valor cobrado no Kw/hora da concessionária de energia de seu Estado. No entanto, você nunca vai gastar com energia o que gasta com o combustível, disso pode estar certo.




Manutenção barata

Os valores que hoje pagamos na manutenção das nossas motocas não estão moleza, não é?


Peças caras, mão-de-obra ídem, sem falar na constância de tarefas, como a troca de óleo. Esse último item, então, não faz parte da rotina dos proprietários de veículos elétricos. Exige menos presença nas oficinas e a mão-de-obra é mais barata, bem como, algumas peças e acessórios. O imposto também é outro item que desonera os custos com o veículo, por ser mais baixo.

As desvantagens

Vamos, agora, olhar por outro prisma: as desvantagens em se ter uma scooter ou moto elétrica - que não são muitas, afinal.

O lado negativo do silêncio

Se por um lado o silêncio é uma das vantagens das elétricas, por outro pode trazer algumas consequências desagradáveis, por mais irônico que isso pareça. Mas, o barulho produzido


pelos motores a combustível acaba sendo um alerta para pedestres e motoristas, já que indica a presença de uma moto ou scooter por perto. Os motores elétricos, pelo contrário, não dão esse aviso.

Baixa velocidade

Os acostumados a andarem "no doze" podem sentir uma certa agonia, numa elétrica. A potência delas não bate com as scooters e motos atuais, apesar de alguns modelos de motos elétricas já serem um pouco mais velozes, mas não se comparam às movidas a combustíveis.

Autonomia

As elétricas, com os modelos que o mercado dispõe, pelo menos, foram desenhadas estritamente para uso urbano. Não rola irmos de uma cidade a outra, já que a automonia média dos modelos é de apenas 50 km. Portanto, viajar, a não ser que seja bem próximo e você conte com uma bateria sobressalente, é algo impensável. 




Chuva

A maioria dos modelos de motos e scooters elétricas não são chegadas a chuvas mais fortes. Testes feitos por alguns conhecedores e curiosos mostraram que a água que vem tanto de cima como das poças formadas no trecho, podem afetar temporariamente o funcionamento do veículo. Chuvas fracas, nem tanto, mas viu que o tempo tá feio demais, melhor procurar um lugar seguro.

Foto: https://scootereletricagoiania.com.br/


Atualizando: há diferentes fatores que podem ou não limitar scooters e motos nas chuvas. E alguns cuidados devem ser tomados. Tenha em mente que elas são resistentes às chuvas, mas não imunes ao aguaceiro. Como disse antes, chuvas torrenciais não rolam, até mesmo pela quantidade de água que acumula e fica empoçada e um tanto quanto suja - imagine isso entrando no compartimento da bateria. Então, evitar as poças d'água é imprescindível. Há veículos com níveis maiores e menores de proteção contra a água, mas todos eles possuem um nível de resistência à água. Não fosse assim, como é que faríamos para lavá-las, não é?

Tudo o que vamos fazer tem seus prós e contras. No caso das scooters e motos elétricas, a primeira pergunta para o interessado em comprar uma é: "Qual será a utilidade de uma elétrica pra mim?". Se é somente para ir e voltar do trabalho, se é para passeio ou somente mostrar para as pessoas que é "uma pessoa ligada à ecologia". 

Versão em vídeo:




Se preferir assistir no Youtube:  Clique aqui.



Motoabraço e até o próximo post.




Fontes:

https://e-motors.mobi/blog/scooter-eletrica-o-que-e-vantagens/

https://scootereletricagoiania.com.br/sem-categoria/quanto-custa-carregar-uma-scooter-eletrica-aprenda-a-calcular/






sábado, 20 de fevereiro de 2021

NMAX 160 ABS: O (TOTALMENTE) NOVO SCOOTER DA YAMAHA

 NMAX 160 ABS: O (TOTALMENTE) NOVO SCOOTER DA YAMAHA


Fala, galera, tudo bem com vocês? Espero que sim, claro!

A Yamaha entrou 2021 com novidades pra lá de incríveis no setor motociclístico, tanto nas esportivas, como também nas outras categorias, inclusive, na urbana.



Exemplo disso é o renovado (e realmente novo!) Yamaha NMax 160 ABS, o scooter mais potente da categoria, segundo o fabricante. 

Com motor VVA de 160 cc, em testes mostrou potência e segurança, pontuando muito bem nesses dois quesitos, em relação a outros scooters do mesmo patamar.

Seu design é moderno e sofisticado e ele ainda conta com tecnologias exclusivas, como o cilindro em DiASil, que melhora a eficiência do motor, e o comando de válvulas variável (VVA), que garante maior desempenho e melhor autonomia. 



O novo NMax é dotado de ABS em ambas as rodas que, combinadas ao novo chassi, proporciona uma segurança acima do que se conhece nessa categoria. O chassi do NMax 160 ABS, além do novo desenho, ficou mais rígido, influenciando na estabilidade e, consequentemente, deixou a pilotagem mais confiante.


Como resultado, obteve-se maior espaço para os pés do piloto, além de ter colaborado para trazer uma melhor sensação de controle, graças também às alterações nas barras superiores.

Outros itens que foram alterados para dar mais segurança e conforto na pilotagem no NMax 160 foram as suspensões. Elas foram recalibradas e os amortecedores traseiros, bem como o garfo dianteiro, conseguem dar mais equilíbrio e firmeza na condução.

As rodas, ambas de 13 polegadas, possuem ligas mais leves e de geração mais nova, sendo que a dianteira suporta pneu sem câmera de 110/70 e a traseira, de 130/70. Isso trouxe um ar de scooter mais esportiva, ao mesmo tempo que oferece contato maior com a superfície.

Os freios ABS são de série e os discos medem 230 mm de diâmetro, grandes o bastante para o tamanho do scooter, mas de grande funcionalidade. O NMax é pioneiro, em sua categoria,  no sistema antitravamento nas duas rodas como itens de série. 


A chave é do tipo Smart Key, tecnologia empregada em chaves onde basta apertar um botão para que o
motor dê a partida. Outra novidade neste sentido, é o sistema Stop & Start, que desliga o motor quando está parado em um semáforo, por exemplo. Ao acelerar para sair, o motor é automaticamente religado. Esse sistema ajuda na redução do consumo de combustível e a emissão de poluentes. 


E por falar em consumo de combustível, o tanque de 7,1 litros da NMax garante uma autonomia de, no
mínimo, 250 km, fora a reserva.

Motor

A Yamaha trouxe uma novidade para o NMax 160 ABS: motor modificado e mais completo. Agora dotado de cilindro, cabeçote, pistão, biela e outras partes de um motor maior, oferece muito melhor desempenho e agilidade, com respostas rápidas aos comandos. Ele é do tipo
SOHC, 4 válvulas, 4 tempos e refrigeração líquida. Também oferece potência de 15,2 cv a 8.000 rpm, um bom número para a categoria. Para se ter uma ideia, a PCX 150, da Honda, gera 13,2 cv a 8.500 rpm.

A Yamaha está oferecendo o maior prazo de garantia do mercado dessa categoria: 4 anos! 

Preço

Particularmente, achei o preço meio salgadinho, mas como esse mercado é tendencioso, talvez esteja em um patamar quase aceitável: R$ 14.990,00, sem contar o frete para a região. Só para efeito de comparação, a guerreira Titan 160, que aguenta muito mais o tranco, está na faixa de R$ 12 mil. 









terça-feira, 3 de novembro de 2020

FILTRO DE COMBUSTÍVEL: QUANDO É NECESSÁRIO TROCAR?

Filtro de Combustível: quando é necessário trocar?

E aí, motors?? Tudo bem com vocês?

São muitos os proprietários de motocicletas que se esquecem ou não dão muita atenção a um item muitíssimo importante de sua moto: o filtro de combustível.



Amigos, infelizmente vivemos em um país onde a qualidade do combustível é duvidosa em


grande parte dos postos de abastecimento. Sempre tem aqueles que, visando somente ao lucro, misturam o combustível a outros elementos que nem temos ideia do que se tratam. Sem falar que poucos são os que fazem a devida manutenção e limpeza de seus tanques e, com o tempo, o combustível armazenado vai deixando resíduos no fundo, que acabam por ser transferidos para outro tanque, o da sua moto. E isso também é válido para este último, que pelo mesmo motivo, acumulam resíduos que passam pelo sistema de alimentação da motocicleta, trazendo problemas ao motor e prejuízos ao proprietário.

Portanto, para amenizar esses problemas, é altamente recomendado que o filtro de combustível tenha uma atenção especial do motociclista.

Filtro padrão de polietileno.


Para que serve o filtro de combustível?

Como o próprio nome diz, o filtro é um componente que faz parte do sistema de alimentação do motor e é localizado entre o tanque e o motor - nas motos carburadas, ele fica entre o registro de combustível e o carburador; já nas injetadas, entre a bomba de combustível e os bicos injetores. O filtro tem a função de segurar ou diminuir drasticamente a passagem de impurezas para o carburador (em motores carburados) ou para os bicos de injeção (para motores de injeção eletrônica).  Tais impurezas podem ser: poeira, micro detritos, resíduos e até mesmo água. 

Como é constituído o filtro de combustível?

O filtro da moto é fabricado em polietileno, normalmente em formato cilíndrico e dotado de materiais em seu interior que têm a função de filtrar, ou seja, segurar e impedir que os resíduos continuem o caminho até o motor por meio de uma mangueira. 

Há também os filtros esportivos, normalmente em metal e mais resistentes.

Filtro esportivo em metal


Como saber se o filtro está ruim?

Os principais sintomas que indicam que o filtro está pedindo socorro:

1 - falha no motor ao acelerar a moto, especialmente, nas retomadas de velocidade;

2 - dificuldade no arranque, ou seja, ao sair com a moto, você nota que o motor dá aquela "engasgada";

3 - sua moto está consumindo mais do que o costume.

É recomendado, no entanto, que ao fazer a revisão de sua moto, ou a qualquer hora que queira dar uma passadinha na oficina de sua preferência, solicitar ao mecânico que faça uma verificação no filtro, pois ele pode identificar facilmente a necessidade de troca. Visualmente, como a maioria dos filtros é na cor branca, você mesmo poderá conferir isso, pois, se sujo, ele vai ganhando uma coloração ocre à medida que vai ficando cada vez mais sujo. 

Você mesmo pode fazer a troca do filtro.


Como fazer a troca do filtro?

Você mesmo pode fazer a troca do filtro de combustível de sua moto, caso ache melhor. Para isso:

1 - Compre o filtro de combustível adequado ao modelo de sua moto, bem como, duas abraçadeiras. Verifique também se as mangueirinhas que se conectam ao filtro estão em boas condições, ou seja, não estejam ressecadas e/ou trincadas;

2 - Desparafuse as abraçadeiras que estão no local e retire as mangueiras que prendem o atual filtro;

3 - Coloque as abraçadeiras novas em cada uma das mangueiras e, então, as conecte ao novo filtro;

4 - Reposicione as abraçadeiras nos bicos do novo filtro e aperte novamente os parafusos.

Simples, assim. Mas, caso fique em dúvida, melhor levar a um mecânico, que além de fazer isso rapidinho, ele poderá conferir se os demais elementos estão também em boas condições.

Quando fazer a troca do filtro de combustível?

Conforme a maioria dos manuais de proprietários, é aconselhável fazer essa troca a cada 10 mil quilômetros rodados. Contudo, como vimos no início deste artigo, há fatores que podem adiantar o processo de sujeira. Portanto, atenção aos sintomas que a moto pode apresentar.


No mais, seja feliz. Antes de viajar, por exemplo, dentre outras coisas, verifique se o filtro de combustível de sua moto está ok. 


Motoabraço e até a próxima!

terça-feira, 16 de junho de 2020

7 DICAS PARA ECONOMIZAR COMBUSTÍVEL

"7 Dicas Para Economizar Combustível"
E ae, motofriends? Tudo em ordem?

Então, galera, passeando pela web, encontrei no site da Honda essas sete dicas, as quais achei bacana reproduzir aqui, que nos ajudam a economizar combustível, afinal, é um dos itens que mais nos esvazia a carteira, mesmo sendo moto.

Bom, seguem as dicas:
Fig. 1. Com o motor ainda frio, saia com aceleração mais
baixa, até que o motor esquente alcance o grau ideal.

01 - SAÍDA COM MOTOR FRIO - Em locais onde a temperatura é mais baixa, ou em época de frio, ou mesmo no verão, evite sair em alta velocidade com o motor ainda frio. Vá devagar, em baixa rotação, por alguns poucos quilômetros, até que a temperatura do motor seja a ideal para seu funcionamento. Isso é válido tanto para motos mais antigas quanto mais novas. Acostumando-se a isso, verá que haverá uma boa economia, no final do mês. Motores frios consomem mais, coloque isso em mente.

02 - CALIBRAÇÃO DOS PNEUS - Manter os pneus corretamente calibrados permitem que a moto mantenha o atrito ideal com o solo, evitando que o motor se esforce além do necessário. Siga as especificações do fabricante (da moto e também do pneu) e boa viagem. Sugestão: verifique a pressão dos pneus a cada 10 dias, mais ou menos.


Fig. 2. Adesivos como este são encontrados nas embalagens de câmeras de ar e também na balança da moto.

03 - ALTOS GIROS FAZEM GASTAR MAIS - Acho que isso é algo bastante lógico, não é? Se você acelera demais, às vezes fazendo a motoca urrar, é claro que vai consumir mais combustível. E a diferença é grande, viu! Portanto, quer fazer com que sua moto beba menos, acelere menos. 

Fig. 3. Desgaste prematuro: acho que
não é isso que você quer para a moto.
Evite os altos giros.
04 - ACELERADAS DESNECESSÁRIAS - Há dois costumes bastante comuns entre os pilotos tupiniquins, e um deles é comum até mesmo entre os mais experientes. 1) Saca aquela aceleradinha entre a troca de marchas? Então, se quisermos gastar menos, é bom largarmos de mão dela, pois não é necessária. 2) Essa, pra mim, é até um pouco "desgastante", e longe de mim esse costume: ficar acelerando a moto intermitentemente, enquanto está parado no semáforo. Caral....!! Desculpem-me os que têm essa mania, mas, não há nada mais desnecessário e desgastante para quem está do lado e também para a moto. 

05 - MANUTENÇÃO EM DIA - Quanto mais à risca você seguir os mandamentos do fabricante, por meio do manual do proprietário, especialmente, em relação à manutenção de sua moto, melhor. A manutenção garante o bom funcionamento das peças, pois todas trabalham em conjunto, e como consequência, a moto terá maior autonomia.

06 - MARCHAS NO TEMPO E ROTAÇÃO CERTOS - "Cara, minha moto gasta demais! É uma 150 e tá fazendo só uns 24, 25..." Dito isso, o cara sai, a primeira esticada até no gargalo, passa pra segunda, empina, e dois minutos depois, tá passando pra terceira marcha... Exageros à parte, procure passar a marcha no tempo e na rotação corretos. Como cada modelo e cilindrada diferem em questões de torque e potência, leia no manual do proprietário as sugestões do fabricante, se quiser economizar um pouco mais.


Fig. 4. A qualidade do combustível tem
grande influência no consumo do próprio.
07 - QUALIDADE DO COMBUSTÍVEL - Com o preço do combustível em alta, o brasileiro está sempre procurando um jeito de economizar no abastecimento, nem que para isso, vá ao Posto Chinfrin, na Rua Jeitinho Brasileiro de Ser. Bom, lá o preço por litro é R$ 0,30 mais barato, então, vale a pena, né? Ledo engano. Preços muito abaixo da média são, na verdade, uma fonte de problemas para o motor da moto e dor de cabeça para o proprietário. Se não trouxer problemas mais sérios, no mínimo, um combustível ruim fará com que sua moto renda muito menos e consuma muito mais do que estivesse usando um combustível de qualidade. 

Garanta a vida útil de sua motocicleta. Seguindo dicas como essas, além de economizar no fim do mês com combustível, evitará também visitas indesejadas às oficinas.

Motoabraço e fiquem na paz!

Artigo baseado na matéria do site da Honda, em:
https://carros.ig.com.br/motos/2019-09-05/os-5-proximos-lancamentos-das-motos-2020-mais-em-conta.html

terça-feira, 2 de julho de 2019

MITO x VERDADE: NAFTALINA NA GASOLINA MELHORA O DESEMPENHO OU DANIFICA O MOTOR?

MITO x VERDADE: NAFTALINA NA GASOLINA MELHORA O DESEMPENHO OU DANIFICA O MOTOR?


O objetivo dessa mistura meio maluca era obter mais potência, desempenho e economia do combustível. Mas até onde isso é verdade, ou não, e por que pode prejudicar o motor do veículo?

Desde 1980, quando eu tive minha Garelli T-50, ouvia dizer que colocar algumas bolinhas de Naftalina no tanque, junto à gasolina, dava melhor performance ao motor. Melhor queima, mais velocidade e mais economia. E, pode acreditar, funcionava!

Mas, e hoje, com os motores mais novos, será que o resultado é o mesmo? Há quem diga que sim, mas há controvérsias. Vamos ver:

A Naftalina


Conhecido popularmente por "naftalina", o Naftaleno (composto químico: C10H8) é um subproduto
do petróleo (assim como a gasolina) muitíssimo utilizado para afastar (e não matar) pragas - baratas, percevejos, traças e outros seres desagradáveis e indesejados que costumam invadir os guarda-roupas e carcomer os tecidos e também seus livros, revistas, jornais etc. Se ingerido, com certeza o levará para a UTI de um hospital. Por isso, ao entrar em contato com as mãos, é bastante recomendado que as lave antes de fazer qualquer outra coisa (mexer com comida, limpar os dentes com as unhas, tirar cacas do nariz etc.). Comercialmente, ela foi e é ainda produzida para esta finalidade.


Naftalina na Gasolina


Entretanto, ainda nas décadas anteriores aos anos 80, alguém teve a brilhante ideia de misturar algumas bolinhas de naftalina no tanque de combustível que, naquela época, ainda era a gasolina e diesel - porém, ela era misturada somente na gasolina. Pelo comportamento das bolinhas no combustível, que se dissolvem rapidamente, a lógica era melhorar a octanagem da gasosa e aproveitar melhor o gás formado no interior do tanque para obter economia e desempenho.

O processo


O processo de mistura é simples: normalmente, uma bolinha de naftalina para cada 0,75 litro de gasolina já é o bastante para obter o provável resultado. E mais: não se joga, simplesmente, as bolinhas dentro do tanque. Para evitar problemas maiores, o correto era, primeiro, dissolvê-las em um recipiente com o combustível para, só então, misturar esse composto à gasolina que já estava no tanque.

O fato é que, principalmente quando a naftalina é colocada diretamente no tanque, ela fará com que resíduos do próprio combustível sejam depositados no fundo do tanque, o que ocasionará no entupimento de alguns canais, sujar a vias do carburador e, especialmente, nos motores de injeção eletrônica, entupir os bicos. Por isso, se (e somente se) o proprietário tiver a coragem de usar, é melhor que faça a solução em um recipiente, antes de colocá-la no tanque (na proporção dita acima).

Mas, e aí? Funciona, mesmo?


Cada caso é um caso. Já houve experiências em carros e motos, nas quais deu certo para alguns e não funcionou para outros. Antigamente, o naftaleno era o componente ativo do produto, mas, com a mudança do mercado em geral e o aumento expressivo dos barris, fizeram com que os fabricantes modificassem a fórmula, passando a usar outra matéria prima, o paradiclorobenzeno na naftalina. Portanto, se ainda quiser arriscar a fazer isso, leia atentamente as informações na embalagem. Se contiver esse último substrato, não utilize.

Concluindo...


Nos motores cuja combustão era feita por meio de um carburador, apesar dos pesares, o resultado era bastante visível, contudo, havia, sim, o problema residual e a carbonização mais rápida das peças envolvidas no processo. Naquela época, quem se arriscava a fazer essa mistura, tinha que levar sua moto (ou carro) mais constantemente a uma oficina para fazer a limpeza - quanto mais se usava, mas oficina pedia.

Já nos dias atuais, com a tecnologia sobrevinda da injeção eletrônica e dos chips controladores, os motores não estão bem preparados para receberem determinados elementos considerados estranhos à combustão. Tudo é feito sistematicamente para funcionar conforme os padrões ditos pelos fabricantes. Mas, o que dizer, então, da mistura maluca que fazem do álcool na gasoina (27% de álcool na gasolina)? Para os motores bicombustíveis de hoje, não há problema algum, mas e para os que ainda são monocombustíveis? Certamente, detona com a vida útil dos mesmos. Mas isso já é assunto para outra postagem que teremos aqui.

Enfim, se o motor de sua moto não usa carburador, e sim, injeção eletrônica, não arrisque sua vida útil e sua performance tentando melhorá-la com esse tipo de mistura com naftalina. A não ser que queira, mesmo, fazer alguns testes. A economia que deseja ter agora pode ser sua agonia, posteriormente. Deixe a naftalina para cuidar das baratas e traças, mesmo [rsrs].

Em tempo: a naftalina é também matéria-prima naqueles desodorizantes colocados em vasos sanitários, em sua forma "pura", ou com adição de essências, para diminuir o "cheirinho" que fica no ar...

No mais, um forte motoabraço e até a próxima!


sábado, 7 de julho de 2018

MOTOR TEM TEMPO DE VIDA ÚTIL: MITO OU VERDADE?

E aí, galera motociclista? Vamos para mais um artigo importantíssimo sobre os cuidados a se ter com a moto.
Fig. 1. Partes de um motor de moto.

Vida útil

Motor tem vida útil? Pra começar, tudo o que vemos e tocamos, de certa forma, tem vida útil. Um dia, até mesmo uma rocha, vai se tornar pó. E isso não é diferente com motores, especialmente, por serem feitos de materiais desgastantes, como os metais e outros componentes utilizados em sua estrutura.
Desde o momento em que o veículo - qualquer um - é retirado da fábrica, ele passa a sofrer mínimos, mas reais desgastes. Todas as peças em atrito com qualquer outra, ou com o ambiente, passam a sofrer ínfimos danos, que sejam, mas que com o tempo tendem a aumentar, tanto em frequência, como em força e/ou o desgaste em si.
Fig. 2. Desgaste - pequeno e natural - de uma bronzina.

Sendo assim, partes como a culatra - ou "tampa de cilindro", como é também conhecida -, os cilindros, os pistões, a biela, o virabrequim, velas e válvulas, enfim, todos os componentes que trabalham em conjunto para o motor funcionar, vão aos poucos sofrendo tais danos e, se não houver a manutenção devida, a tendência é que, uma hora, o motor pare de vez.

O que danifica mais a moto?

Não é preciso ser especialista pra saber que, o que mais prejudica a motocicleta, em geral, além da falta de manutenção, são fatores extras, que nem sempre dependem da vontade do dono:
- Asfalto/estradas ruins: são os maiores responsáveis por danos na suspensão, afrouxamento de parafusos, empeno de peças de ferro, desgastes das partes de borracha, entre outros. O chacoalhar que terrenos acidentados provoca é muito negativo para todas as partes do motor. São também responsáveis por quedas, que podem trazer prejuízos materiais e pessoais irrecuperáveis;
Fig. 3. Asfaltos ruins são responsáveis por quebras e quedas.

- Combustível de baixa qualidade: todo combustível suspeito deve ser evitado. Se já é muito ruim termos que abastecer nossas motos - a gasolina - com 27% de álcool, imagina se esse combustível estiver "batizado". O acúmulo de sujeira, conforme o período no qual se abasteceu com aquele combustível ruim, vai sendo gerado no fundo do tanque e repassado para o sistema de alimentação, o que gera fraca combustão e falha no motor. Isso, sem contar as micropartículas que vão sendo depositadas em outras partes da engenhoca, ocasionando ranhuras e posterior necessidade de retífica.
- Troca de marchas forçada: galera, o motor não foi feito para esticar ou antecipar a marcha em demasia. O ato de se trocar marchas está relacionado à capacidade de compressão do motor, o que quer dizer que, sob muita ou pouca pressão, ele não trabalha de forma ordenada, como deve ser. Isso pode diminuir a capacidade motriz, com o tempo.
Fig. 4. Engrenagem de um câmbio de 6 marchas.

Fig. 5. Use o óleo com as especificações certas da sua moto.
- Óleo baixo ou falta de óleo: meus amigos!!!! Eis aqui um item de extrema importância na vida útil do motor de sua moto! Rodar com óleo "do meio pra baixo" é quase a mesma coisa que estar sem óleo no cárter. Quando o óleo é jogado para cima, a quantidade exata é enviada para que as peças sejam lubrificadas. E esse óleo é jogado pela pressão causada dentro do motor. Então, se há pouco óleo, irá subir uma quantidade insuficiente para a lubrificação exata, o que estará sendo terrível para o motor: ele esquentará com mais facilidade, haverá maior desgaste e passará a queimar o óleo, ao
invés de aproveitar o pouco que tem. Deixar o óleo chegar ao nível mínimo, ou faltar, é melhor empurrar a moto desligada até uma loja apropriada e completar o cárter. Outro fator importante: use sempre e somente o óleo com especificações elegidas para sua moto. Na dúvida, consulte o manual da mesma, ou pesquise no Google, ok?
- Peças paralelas: muito cuidado! Concordo que uma peça original, geralmente, adquirida em concessionárias, pode custar os olhos da cara, às vezes. Mas, por um lado, acaba sendo o caro que sai barato, pois o contrário estamos fartos de conhecer, não é mesmo? Pois é, peça paralela "tem que ter origem", me desculpem o trocadilho. Há casos em que uma peça paralela tenha sido produto de assalto e com final ruim para o dono da moto. Mas, há também empresas especializadas em fabricar peças similares, o que é estritamente legal. Temos que, contudo, manter os olhos abertos para os "especializados em copiar a cópia", que geralmente empregam material de terceira categoria e, conforme a peça, pode comprometer a segurança de quem está na moto. É aquele negócio: barato demais, desconfie.

Dicas para aumentar a vida útil do motor

Eis algumas dicas para lhe orientar e aumentar a vida útil do motor de sua moto:
1. Evitar abusos: a não ser que você seja integrante de um grupo de "motoshow man", ou participe de competições radicais, e que sua moto seja especialmente preparada para tal, procure não abusar da moto - andando em uma roda a cada semáforo que parar; fazendo zerinhos; acelerar bruscamente e com frequência; fazer trilhas com motos sem estrutura para o tipo de terreno; saltar rampas ou morretes... -, pois cada uma tem estrutura e engenharia apropriada para aquela situação ou terreno.
2. De olho no óleo: o óleo, como disse anteriormente, é um componente que não pode faltar ou estar sempre baixo. E, saiba, completar o óleo nem sempre é a solução. O correto é trocar todo o líquido regularmente - de acordo com o que diz no manual da motocicleta -, assim como, pelo menos, alternando uma vez a cada troca, o filtro específico. Ponha na sua cabeça: o motor pode funcionar apenas com o cheiro do combustível, mas sem óleo, ele vai fundir rapidinho.
3. Check-up geral: quando voltar de uma viagem, faça o possível para levar a "moça" ao médico. Nem que seja somente para um check-up. Viagens longas, especialmente, podem trazer alguns parafusos soltos, algum cabo pronto para arrebentar etc. Na parte elétrica, podem haver fios com mau contato, o que também prejudicam o funcionamento da moto.
4. Gaste mais, mas rode melhor: cuidado, mais uma vez, com peças baratas e mecânicos quebra-galhos, que vão lhe cobrar "só um cafezinho". Se vai fazer uma manutenção em sua moto, incluindo mecânica e elétrica, faça com quem entenda e tenha tempo de mercado, seja reconhecido. Mesmo assim, vá atrás de referências (por experiência própria, uma Shadow que tive ficou mais de 30 dias com um mecânico e, mesmo assim, tive problemas em uma viagem que fiz, logo que tirei ela da oficina. Detalhe: eu a havia deixado lá justamente para corrigir o problema que tive, durante a viagem). Portanto, trate-a como sua melhor companhia e não pense duas vezes em levá-la para um lugar confiável.

No mais, seja sempre prudente e precavido(a). Não é nada bom ficar a pé. :) Motoabraços!

Saiba mais em:
- Antes de pegar a estrada
- Dicas de pilotagem

domingo, 12 de novembro de 2017

Minha Moto Não Pega... Principalmente, de Manhã. Que faço? Parte I

Alô, galera de motocicleta, alô galera de vento na cara!!

Esse post é pra tirar algumas dúvidas e trazer algumas dicas pra você, que fica p... da vida quando a motoca não pega pela manhã... E você, quase atrasado para o trabalho!

Caso 1:


- Você tentou, tentou, tentou e a moto não pegou. Isso acontece muito com motores ainda não motor esteja afogado.
amaciados, também, não é só os já bastante rodados (antes que alguém coloque a culpa na idade da moto). Se há combustível suficiente no tanque, pode ser que

O que fazer?


Com o motor desligado, mesmo, primeiro você puxa o acelerador até o fim do cabo e o segura por alguns segundos. Em seguida, solte quase todo o acelerador, mantendo-o só um pouquinho puxado, e tente a partida novamente. Se ela começar a pegar, não puxe o acelerador repentinamente, faça isso aos poucos, até que o combustível tenha seu fluxo normalizado.

Partidas a frio podem trazer certo desconforto, mas há solução.
E o afogador da moto? Serve pra isso também?

Sim, claro. O afogador da moto é usado justamente para ajudar nas partidas a frio do motor. Puxe ou levante o afogador; dê a partida, sem contudo insistir. Se a moto não pegar, desative o afogador, ative-o novamente e dê outra partida. Assim que o motor der sinal de vida, volte o afogador para sua posição "off" e acelere o motor com calma. Mantenha-o por cerca de 1 minuto ligado, até que o óleo possa circular por todos os compartimentos e frestas.

Aliás, com o motor frio, é altamente recomendado que mantenha a moto funcionando um tempinho, antes de sair, ok? Quer diminuir a vida útil do motor, é ligar a moto e já sair feito doido. Isso é válido para carros, ônibus, caminhões, barcos, lanchas, jet skis...

Ah, o afogador pode estar presente em diferentes locais, dependendo da moto e modelo; e pode não estar, como é o caso de motocicletas mais recentes.







O que afoga o motor da moto? Água????


kkkkkkkkkkkk NÃO! Água enferruja várias partes, mas não é o que afoga o motor. O que faz o motor afogar é o excesso de combustível que é jorrado para dentro do carburador (dizem que motores com injeção não afoga, mas isso pode ser um mito, ok?). E isso acontece por vários motivos, e um deles, é você acelerar a motocicleta (ou alguém com aquela mania feia que tem de chegar perto de uma moto e ficar acelerando sem parar e sem qualquer necessidade) com ela parada e desligada.

Caso 2:


- Você tentou dar a partida e, logo na primeira vez, o motor deu sinais de fraqueza, isto é, parece que vai ligar, mas acaba "desistindo". Isso pode ser bateria descarregada ou com carga baixa.

Uma das coisas que você pode fazer, evidentemente, é empurrar a moto e tentar fazê-la funcionar no tranco, isto é, enquanto ela estiver no embalo, você engata a 2ª marcha e solta a embreagem, o que fará o motor "trancar" e, talvez, funcionar. Só que esse procedimento já mostrou que não faz muito bem para o motor, especialmente, os motores mais moderninhos. Uma hora, pode levar consigo alguma peça interna mais sensível.

O correto, mesmo, é você ter um cabo para transmissão de carga, ou o famoso "cabo de chupetinha", e fazer a conexão de sua bateria com outra carregada. Ah, e falar nisso, apesar de muita gente fazê-lo, não é aconselhável carregar a bateria de uma moto "chupando" a carga da bateria de um carro, ok? Isso, devido a alta amperagem da bateria de automóveis (cerca de 400 amperes). Pode não queimar a sua bateria de cara, mas por ser uma carga muito rápida, poderá
Fazer a moto pegar no tranco, só neste caso...
danificá-la com o uso.

Então,  que devo fazer, realmente? 


Ter um carregador específico em casa, sem dúvida, é a melhor saída. É barato e você garante a vida útil da bateria de sua moto. Sem falar que, nas horas mais inesperadas, é que as coisas acontecem. E um "velho deitado" diz que "1 homem prevenido vale por 10", o que é verdade.

Depois, posto mais! Valeu e motoabraço!



Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...