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sábado, 17 de outubro de 2020

HARLEY-DAVIDSON: LENDA EM CRISE


Harley-Davidson, a lenda em crise


E aí, motors? Será que a lenda está mesmo em crise?

Li em uma postagem do site Infobae, da MSN espanhola, e resolvi trazer pra gente, aqui. O título é algo assustador para muitos: "A Lenda da Harley-Davidson já não seduz como antes: entrou na crise mais profunda de sua história".  Afinal, o que está acontecendo com a marca de motos mais famosa do mundo?

A Construção da Marca


Desde que foi fundada, em 1903, a Harley-Davidson conseguiu construir não só motos apaixonantes, como também todo um conceito em torno da marca, em que a liberdade é detectada até mesmo em seu slogan: "Mais que uma moto, um estilo de vida.". Ela conseguiu chegar ao nível máximo na escala de desejos, pois era o sonho de todo americano (jovem ou mais experiente), durante o século 20. Artistas famosos e queridos mundialmente, como Marlon Brando (no filme "O Selvagem"), James Dean (em "Rebelde Sem Causa"), Peter Fonda, Jack Nicholson e Denis Hopper (em "Easy-Rider"), e até Elvis Presley, colaboraram para tornar ainda mais conhecido esse ícone do motociclismo.

Electra Glide 1969. Ainda rodando!

Associada à liberdade, ao espírito aventureiro e estradeiro, bem como à rebeldia, as motos da Harley-Davidson, que nunca foram e nem são as melhores do mundo (desculpem-me dizer isso, tá?), foram vendidas, não como "simples" motocicletas, como como verdadeiros conceitos aos seus pretensos proprietários. Durante as grandes guerras mundiais, o Exército americano atravessava campos de batalha sobre aquelas lendas pintadas de verde musgo, estampadas até mesmo nos cartazes de convocação dos patriotas.

A Conquista do Mundo


Por muitos anos, a Harley-Davidson foi uma empresa tipicamente americana e, por que não dizer, bairrista. Era raríssimo encontrar uma Harley fora dos EUA e, quando encontrava, dava a certeza de ter sido importada, e geralmente sem assistência técnica homologada.

Duo Glide 1960


Ainda na década de 70, a marca começou a expandir-se pelo mundo: América Central e, especialmente, Europa, que foi um grande salto para a Harley.
Ao Brasil, a Harley veio pra valer somente no transcorrer dos séculos XX e XXI, nos anos 2000. Até então, era só importando para se ter uma Harley. Agora, o Brasil conta não só com dezenas de lojas, como também montadora em Manaus.

Ampliação do Mercado x Novos Consumidores


Os anos 2000 marcam, sem dúvida, um crescimento vertiginoso na produção mundial. De tudo se fabrica, de tudo se encontra, e cada vez maior torna-se a concorrência. E para a marca mais famosa de motos, isso não é diferente. Marcas antes bairristas, ou com suas fronteiras fechadas para outros países, expandiram também seus canais de vendas por todo o mundo. No Brasil, por exemplo, nos anos 80 e 90, a briga era entre Honda e Yamaha, às vezes, perturbadas pela Kawasaki ou pela Susuki,q ue chegaram pelos anos 90. De lá pra cá, muitos foram os fabricantes de motocicletas que enxergaram, no país tupiniquim, um enorme potencial. E não erraram. Hoje, além das duas citadas, vemos com facilidade pelas ruas: Triumphs, Ducattis, KTMs, Harleys (e como tem!), e tantas outras. Isso, sem contar as "pequenas" brasileiras Dafra e Kasinski, que acabaram ficando com suas fatias (pequenas, mas significativas).

Até o visual ficou mais "limpinho"

Como não bastasse essa concorrência toda, a Harley enfrenta também outro problema: mudanças de comportamento, gostos pessoais e sonhos com objetivos diferentes daqueles de 30 ou 40 anos atrás. Sim, a galera mudou e, hoje, "ser rebelde" é mais uma representação do que um estilo próprio. O mundo já não deseja mais tanta rebeldia, já não quer mais parecer o rebelde de antes. Talvez, devido a tanta tecnologia à disposição, à facilidade de comunicação e às experiências adquiridas com o passado.

O que a gente percebe, também, é que os proprietários de Harleys, em sua maioria, são hoje pessoas com salários bem acima da média, que têm condições de pagar IPVA caro, seguro (que também não é barato) e fazer a manutenção frequente da moto (bem carinha, por sinal). E isso não é pra qualquer um. Quem não tem como manter, ou vende sua moto, ou a deixa na garagem pra rodar só nos fins de semana ou fazer uma viagem, quando pode.

É um objeto de desejo caro. Apesar dos "novos ricos" que muitos países, inclusive o Brasil, possuem, há também essa questão da seletividade: o ícone americano não é pra qualquer um. Isso acaba, claro, diminuindo muito o percentual de potenciais clientes.

Adaptação a Novos Padrões


As Harleys produzidas até 1995 eram todas alimentadas por carburador. Então, para comemorar os 30 do modelo Ultra Classic Electra Glide, naquele ano, ela foi apresentada como sendo a primeira Harley Davidson com injeção eletrônica. 

Posso estar usando um clichê, aqui, mas apesar da adaptação aos novos tempos, a Harley tirou de sua marca um dos expoentes mais fortes que ela tinha: seu motorzão carburado e de ruído avassalador e inconfundível. "Ah, mas o barulho não mudou!" Sim, mudou, pessoal, e mudou também a durabilidade dos engines. Hoje, é fácil encontrar uma Harley de 30, 40 anos de idade rodando normalmente pelas ruas, tanto nos EUA, onde elas ainda são maioria nas ruas, quanto no Brasil. Posso garantir que, daqui a 30, 40 anos, não veremos HDs de injeção eletrônica tão saudáveis, a não ser que tenham passado por retíficas. Arrisco a dizer que, por conhecimento próprio, muitas HDs novas já enfrentam grandes problemas e estão lá, em oficinas especializadas (ou não), passando por sérias "cirurgias de coração". 
Adaptar-se aos novos padrões de preservação do meio ambiente não foi uma boa para a Harley, no fim das contas. Até mesmo aquela "paixão" antiga pelas HDs ganhou uma máscara: hoje, me desculpem dizer, muitos têm Harley para dizer que têm uma Harley, e não pela paixão ao motociclismo, ou pela marca. Assim como a Coca-Cola mudou seu gosto original (para fins de economia), a Harley mudou sua motorização, mas para fins de adaptação.
Heritage 1995

Concluindo


Frente a tantas ocorrências, tantos novos tipos de consumidores e tantas exigências de mercado e leis de proteção ambiental, não deu para a Harley segurar o peito e manter sua originalidade. Compreensível, até certo ponto, mas também considero um pecado cometido tanto pela marca quanto pelo mercado. Mas, como temos que nos adaptar, não há muito o que fazer. Proprietários de HDs realmente fieis não são mais fáceis de encontrar. Aliás, é fácil acontecer de um consumidor na faixa dos 20 e poucos anos mudar para uma big trail após os 30. E os motivos são claros: é difícil, hoje em dia, para qualquer marca conseguir manter esses novos consumidores fieis. Por isso, foram criados tantos programas de fidelização à marca, para que outra não traga o "fiel" para a sua trupe.

No mais, um motoabraço e tudo de bom a todos!

Street Glide 2015


Bobber 2020


Hydra Glyde 1969

terça-feira, 2 de julho de 2019

MITO x VERDADE: NAFTALINA NA GASOLINA MELHORA O DESEMPENHO OU DANIFICA O MOTOR?

MITO x VERDADE: NAFTALINA NA GASOLINA MELHORA O DESEMPENHO OU DANIFICA O MOTOR?


O objetivo dessa mistura meio maluca era obter mais potência, desempenho e economia do combustível. Mas até onde isso é verdade, ou não, e por que pode prejudicar o motor do veículo?

Desde 1980, quando eu tive minha Garelli T-50, ouvia dizer que colocar algumas bolinhas de Naftalina no tanque, junto à gasolina, dava melhor performance ao motor. Melhor queima, mais velocidade e mais economia. E, pode acreditar, funcionava!

Mas, e hoje, com os motores mais novos, será que o resultado é o mesmo? Há quem diga que sim, mas há controvérsias. Vamos ver:

A Naftalina


Conhecido popularmente por "naftalina", o Naftaleno (composto químico: C10H8) é um subproduto
do petróleo (assim como a gasolina) muitíssimo utilizado para afastar (e não matar) pragas - baratas, percevejos, traças e outros seres desagradáveis e indesejados que costumam invadir os guarda-roupas e carcomer os tecidos e também seus livros, revistas, jornais etc. Se ingerido, com certeza o levará para a UTI de um hospital. Por isso, ao entrar em contato com as mãos, é bastante recomendado que as lave antes de fazer qualquer outra coisa (mexer com comida, limpar os dentes com as unhas, tirar cacas do nariz etc.). Comercialmente, ela foi e é ainda produzida para esta finalidade.


Naftalina na Gasolina


Entretanto, ainda nas décadas anteriores aos anos 80, alguém teve a brilhante ideia de misturar algumas bolinhas de naftalina no tanque de combustível que, naquela época, ainda era a gasolina e diesel - porém, ela era misturada somente na gasolina. Pelo comportamento das bolinhas no combustível, que se dissolvem rapidamente, a lógica era melhorar a octanagem da gasosa e aproveitar melhor o gás formado no interior do tanque para obter economia e desempenho.

O processo


O processo de mistura é simples: normalmente, uma bolinha de naftalina para cada 0,75 litro de gasolina já é o bastante para obter o provável resultado. E mais: não se joga, simplesmente, as bolinhas dentro do tanque. Para evitar problemas maiores, o correto era, primeiro, dissolvê-las em um recipiente com o combustível para, só então, misturar esse composto à gasolina que já estava no tanque.

O fato é que, principalmente quando a naftalina é colocada diretamente no tanque, ela fará com que resíduos do próprio combustível sejam depositados no fundo do tanque, o que ocasionará no entupimento de alguns canais, sujar a vias do carburador e, especialmente, nos motores de injeção eletrônica, entupir os bicos. Por isso, se (e somente se) o proprietário tiver a coragem de usar, é melhor que faça a solução em um recipiente, antes de colocá-la no tanque (na proporção dita acima).

Mas, e aí? Funciona, mesmo?


Cada caso é um caso. Já houve experiências em carros e motos, nas quais deu certo para alguns e não funcionou para outros. Antigamente, o naftaleno era o componente ativo do produto, mas, com a mudança do mercado em geral e o aumento expressivo dos barris, fizeram com que os fabricantes modificassem a fórmula, passando a usar outra matéria prima, o paradiclorobenzeno na naftalina. Portanto, se ainda quiser arriscar a fazer isso, leia atentamente as informações na embalagem. Se contiver esse último substrato, não utilize.

Concluindo...


Nos motores cuja combustão era feita por meio de um carburador, apesar dos pesares, o resultado era bastante visível, contudo, havia, sim, o problema residual e a carbonização mais rápida das peças envolvidas no processo. Naquela época, quem se arriscava a fazer essa mistura, tinha que levar sua moto (ou carro) mais constantemente a uma oficina para fazer a limpeza - quanto mais se usava, mas oficina pedia.

Já nos dias atuais, com a tecnologia sobrevinda da injeção eletrônica e dos chips controladores, os motores não estão bem preparados para receberem determinados elementos considerados estranhos à combustão. Tudo é feito sistematicamente para funcionar conforme os padrões ditos pelos fabricantes. Mas, o que dizer, então, da mistura maluca que fazem do álcool na gasoina (27% de álcool na gasolina)? Para os motores bicombustíveis de hoje, não há problema algum, mas e para os que ainda são monocombustíveis? Certamente, detona com a vida útil dos mesmos. Mas isso já é assunto para outra postagem que teremos aqui.

Enfim, se o motor de sua moto não usa carburador, e sim, injeção eletrônica, não arrisque sua vida útil e sua performance tentando melhorá-la com esse tipo de mistura com naftalina. A não ser que queira, mesmo, fazer alguns testes. A economia que deseja ter agora pode ser sua agonia, posteriormente. Deixe a naftalina para cuidar das baratas e traças, mesmo [rsrs].

Em tempo: a naftalina é também matéria-prima naqueles desodorizantes colocados em vasos sanitários, em sua forma "pura", ou com adição de essências, para diminuir o "cheirinho" que fica no ar...

No mais, um forte motoabraço e até a próxima!


quarta-feira, 21 de julho de 2010

A nova Burgman 150 da Suzuki: para Setembro



Para o modelo 2011 do scooter Burgman 150, que será lançado em setembro próximo, a Suzuki mudou algumas características no seu visual, incrementou-o com injeção eletrônica e adaptou-o às normas de emissões PROMOT 3.
No design, ele está bem parecido com o Smart 150, representada no Brasil pela Dafra Motos. A nova carenagem frontal avança por sobre o pára-lamas dianteiro, ocultando-o e proporcionado um desenho futurista.
O novo scooter recebeu um motor de 150 cc, um pouco maior do que o modelo anterior, de 125. Em centros urbanos, para a correria diária, esta é a moto perfeita: (super) econômica, prática e de fácil pilotagem. E não reclama do serviço.
Ainda não foi divulgado o preço. Aguardemos.

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...