Mostrando postagens com marcador vida útil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida útil. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de junho de 2024

BATERIA: Como fazer a da sua moto durar mais tempo

 BATERIA: Como fazer a da sua moto durar mais tempo

Os motociclistas veteranos costumavam não dar muita atenção às baterias de suas motos, principalmente porque muitas delas não possuíam partida elétrica. Ligar o motor era um esforço físico, dependendo da força da perna para acionar o pedal de partida, popularmente conhecido como "kick-start". Naquela época, a eletrônica das motocicletas era bastante rudimentar. Não havia sistemas de injeção eletrônica de combustível, nem freios ABS, ou painéis LCD, TFT... Resumindo, as motos da época não consumiam tanto a bateria como as de hoje consomem, e isso é fato.

De um tempo para cá, tudo isso mudou. A partir do momento em que as motos ganharam partida elétrica e perderam os pedais, e com o tempo novas tecnologias com pegadas eletrônicas foram sendo introduzidas, o uso da bateria passou a ser de lei. E quanto mais aparato eletrônico ou, ainda, acessórios como faróis de milha, sonzinho e outros, evidentemente, maior o consumo de energia e menor o tempo de vida da bateria.

É por isso que, a fim de evitar ficar na mão e ainda ter que gastar - o que, aliás, acontece geralmente quando a gente tá mais apertado - em hora indesejada, é bom sempre ficar de olho nos componentes da moto, especialmente os importantes como a bateria. E algumas regras devem ser seguidas, para isso. Regras simples, mas cruciais, não importa a moto que você possua, se uma Biz ou se uma Kawasaki H2. 

Em geral, a bateria de uma moto tem uma vida útil média de três anos. No entanto, essa duração pode se estender até seis anos ou mais, dependendo de vários fatores. Motociclistas que utilizam suas motos diariamente em trajetos médios ou longos, com menos ligações e desligamentos, acabam exigindo menos da bateria. Por outro lado, aqueles que percorrem distâncias curtas e acionam a partida elétrica com frequência submetem a bateria a um desgaste maior, reduzindo sua vida útil. Esse é o detalhe mais importante no quesito durabilidade.

Depois das constantes partidas, quais são os "ladrões" de energia mais conhecidos? O que mais suga a energia da bateria? Uma pequena lista de coisas:

›› Farol e outras luzes - devido ao Código de Trânsito Brasileiro, mas também, e principalmente, à nossa maior segurança, é obrigatório que o farol esteja aceso constantemente. Contudo, farol principal, luzes traseiras, luzes de freio e piscas consomem uma quantidade significativa de energia. Faróis auxiliares (de milha) são ótimos consumidores de energia, a propósito.



›› Injeção eletrônica - Em motos mais modernas, o sistema de injeção eletrônica de combustível requer energia constante para funcionar corretamente.

›› Sistema de ignição - Mantém o motor funcionando e depende da energia da bateria para
gerar a faísca necessária para a combustão.

›› Painel de instrumentos - Os mostradores digitais, LED ou TFT, indicadores de velocidade, tacômetro, medidores de combustível e outros instrumentos eletrônicos, cada vez mais presentes nas motos modernas, são também responsáveis por consumir muito.



›› Acessórios adicionais - Carregadores de dispositivos móveis, sistemas de navegação GPS, aquecedores de manoplas e outros acessórios eletrônicos.

›› Buzina - ficar buzinando por longos períodos ou incessantemente é uma atitude que, além de pesar no campo da boa educação, também rouba energia, e considerável, da bateria. Portanto, mão na consciência e economia no bolso.

Fig. Quase 90% seguros, os alarmes podem até ajudar um
pouco na prevenção contra roubos, mas eles mesmos são
uns ladrõezinhos, quando se fala em carga de bateria.


›› Alarmes - segundo relatos, os alarmes são os campeões de roubo de carga, especialmente, quando disparam por longos períodos, sem que o proprietário da moto apareça. Como ele fica em stand by, continua consumindo carga mesmo com a moto desligada. 

Fig. Áudio pode ser uma boa para algumas poucas ocasiões,
mas além de não ser eficaz - devido ao vento e outros ruídos
externos -, é um consumidor voraz de watts.


›› Sistemas de som - Em algumas motos equipadas com sistemas de som, especialmente em motocicletas de turismo, pode ter certeza que a bateria, por maior que seja a capacidade dela e também do alternador, dura menos do que o prometido pela marca. Há, no entanto, baterias mais eficazes, feitas para aguentar mais e são geralmente usadas por nichos específicos, como os de gran-turismo. No mercado, é possível encontrar sistemas de áudio que, a princípio, parece um bom investimento. Saiba que nem tanto (e falo por experiência própria): além de o som não ser ouvido a contento durante o movimento da moto, a depender da velocidade, ele é um vilão quando se trata de consumo de watts da bateria.

›› Terminais da bateria frouxos - Se tem algo que, além de roubar energia, deteriora os polos e diminui a vida da bateria são os terminais frouxos e oxidados (zinabre). Quando frouxos, eles ficam vibrando em torno dos polos em conformidade com a vibração da moto; enquanto isso, carga além do necessário está sendo enviada, como uma espécie de compensação de perda. Aos poucos, principalmente, por causa da umidade, os terminais e outras conexões podem adquirir oxidação, chamada zinabre. Preveni-la é o melhor remédio. Esteja sempre atento a esses detalhes, indo ao brother da elétrica mais próxima. 

Fig. Zinabre é um problema: por isso, dar manutenção
constante na bateria é importante.


A carga da bateria é reabastecida pelo alternador enquanto a moto está em funcionamento, mas se muitos desses componentes estiverem em uso simultaneamente ou se a moto estiver parada com os acessórios ligados, a bateria pode se descarregar mais rapidamente.

E se você for fazer uma viagem e a moto tiver que ficar parada por um período longo de tempo? O que você faz? O mais indicado por fabricantes, é remover a bateria e guardá-la em um lugar seguro. Normalmente, quente, seco e na sombra. Desta forma, quando você retornar, ao reinstalar a bateria, a moto funcionará normalmente, sem ter perdido nem 1 watt.

Clima frio interfere na vida útil da bateria? E como! 

Climas frios podem apresentar desafios significativos para o desempenho e a durabilidade
das baterias de motocicletas. No entanto, existem estratégias e tipos de baterias que podem ajudar a mitigar esses problemas. Aqui estão algumas considerações:

›› Diminuição da Capacidade: As baixas temperaturas podem reduzir a capacidade das baterias de fornecer energia. Isso ocorre porque as reações químicas dentro da bateria ficam mais lentas no frio.

›› Maior demanda de energia na partida: Motores frios requerem mais energia para dar partida, o que pode ser problemático se a capacidade da bateria estiver reduzida.

›› Taxa de recarga lenta: As baterias recarregam mais lentamente em temperaturas frias, o que pode levar a uma carga insuficiente durante passeios curtos.

A boa notícia é que há tipos específicos de baterias no mercado feitos para climas mais frios, como as AGM e as de Íon de Lítio.

Aqui vão algumas dicas para conservar melhor as baterias em clima frio:

Utilize carregadores de manutenção ou trickle chargers para manter a bateria carregada quando a motocicleta não estiver em uso. Isso é especialmente útil em climas frios para garantir que a bateria esteja sempre pronta para a partida.

Fig. Modelo de carregador de manutenção/trickle
charger
 disponível no mercado.


Isolar a bateria pode ajudar a mantê-la em uma temperatura operável. Existem kits de isolamento térmico disponíveis para esse propósito.

Se a moto não for usada por um período prolongado durante o inverno, é recomendável remover a bateria e armazená-la em um local mais quente e seco, conectada a um carregador de manutenção. Em climas frios, é importante verificar regularmente a voltagem da bateria e recarregá-la se necessário. Uma bateria totalmente carregada é menos propensa a falhar em temperaturas baixas.

Em climas frios, é útil ligar a moto com mais frequência para manter a bateria ativa e aquecida. Em condições extremas, considerar um aquecedor de bateria pode ser uma solução para garantir que a bateria permaneça funcional.

Algumas lendas sobre as baterias

›› Deixar a moto funcionando, parada, por uns 10 a 15 minutos: se você usa pouco a moto e acha que, fazendo isso pela manhã, estará recarregando a bateria dela, sinto muito em dizer que você foi enganado. De fato, a bateria passa a ser recarregada pelo alternador a partir de uns 4 ou 5 quilômetros rodados em diante. Lembre-se que o próprio alternador tem que, antes gerar a energia para poder liberá-la à bateria de acordo com a demanda. Então, é mito o fato de deixar a moto ligada por alguns minutos irá recarregar a bateria.

Fig. Muita gente acredita que colocar algo de borracha para isolar a moto evita descarga da
bateria. Segundo alegam, isso é lenda, a não ser que haja algo errado no chicote da moto.


›› Usar base de borracha ou outro isolante para apoiar o descanso da moto na garagem é uma prática muito comum entre vários motociclistas, com o intuito de evitar descarga da bateria por meio dele para o chão. A não ser que a moto esteja realmente com algum curto circuito no tripé, não é normal descer energia por ele e passar pelo chão. Se isso estiver acontecendo, tem algo errado ali e é bom verificar logo, porque baterias não suportam recargas demasiadas. Isso, portanto, é mito.

Enfim, aqui vão algumas dicas para manter a vida da bateria de sua moto por mais tempo e, claro, economizar sua grana:

›› Escolha a bateria certa: escolha uma bateria adequada ao seu tipo de moto e às condições climáticas em que você mais circula. Baterias AGM ou de íon de lítio são excelentes opções para maior durabilidade e eficiência.

Fig. Há várias marcas de baterias com
o selo AGM. Garantia de maior durabilidade
e eficiência.


›› Manutenção regular: Verifique regularmente a carga da bateria e recarregue-a conforme necessário, especialmente se a moto ficar inativa por períodos prolongados. Use um carregador de manutenção para manter a bateria sempre em ótimas condições.

›› Uso adequado: Evite ligações e desligamentos frequentes e percorra distâncias mais longas sempre que possível para permitir que a bateria recarregue adequadamente durante o uso.

›› Proteção em climas extremos: Em climas frios, mantenha a bateria aquecida ou armazenada em um local mais quente quando não estiver em uso. Utilize isolantes térmicos ou aquecedores de bateria, se necessário.

›› Inspeção de terminais: Limpe os terminais da bateria regularmente para evitar corrosão e garantir boas conexões elétricas.

›› Desligue os acessórios: Quando a moto não estiver em uso, desligue todos os acessórios elétricos para evitar drenagem desnecessária da bateria.

Seguindo essas recomendações, você pode prolongar significativamente a vida útil da bateria da sua motocicleta, garantindo que ela esteja sempre pronta para a próxima viagem, independentemente das condições.

Obrigado, motoabraço e até mais!




Fonte inspiradora: Honda 







terça-feira, 31 de agosto de 2021

ÓLEO: LÍQUIDO VITAL PARA O MOTOR

E aí, motors? Tudo certo com vocês?
Uma boa parte dos motociclistas sabe muito bem que o óleo é um elemento essencial para o funcionamento do motor em termos gerais. Mas, há mais detalhes na troca e manutenção que você deve ficar por dentro. Sempre.


Por que o óleo lubrificante é necessário?

A resposta é mais simples do que parece: como os motores a combustão possuem muitas peças metálicas sob constante atrito - enquanto está funcionando, lógico -, é fato que tal atrito resulta em calor excessivo que, além de quebrá-las, pode literalmente causar explosão dos componentes, caso o  motor esteja em alta rotação. E, se isso se somar ao combustível no momento, não é nem preciso dizer o que acontece, não é?
A fina camada que o óleo produz entre as peças, além de reduzir drasticamente o atrito, colabora também para a diminuição da temperatura provocada por ele. Mas, como o óleo circula por entre partes do motor em um ciclo
vicioso, é natural que ele vá se tornando menos viscoso e carregado de pequenas partículas à medida que é utilizado; por isso mesmo, é que vem a necessidade de trocá-lo regularmente.
Em resumo, além de lubrificar o motor, o óleo ainda colabora para refrigerar e limpar o motor. Mas, vamos entender um pouco mais sobre ele.

Os componentes que o óleo lubrifica

O lubrificante trabalha para diminuir o atrito entre os componentes móveis do motor, tais como: virabrequim, comando de válvulas e pistões. 
O virabrequim (ou árvore de manivelas) é uma das peças mais importantes do motor, localizado geralmente na parte inferior do bloco. É uma peça giratória composta por espécie de articulações, cuja função é transformar o sobe-e-desce dos pistões em movimento giratório, gerando assim a força motriz que faz a moto andar. Seu tamanho dependerá do tamanho do motor, portanto, um virabrequim de uma CG 160 Titan, por exemplo, é menor do que de uma moto de 600 cc que, por sua vez, é menor que o de uma 1200 cc. 
O tamanho do virabrequim e a quantidade de bielas e pistões em um motor depende de quantos cilindros e a capacidade
volumétrica dos mesmos.

Já o comando de válvulas é o componente que controla a abertura da válvula de admissão - para a entrada da mistura ar x combustível - e de escape, para a saída dos gases resultantes da combustão no motor. E isso vai se repetindo ciclicamente, enquanto dá movimento ao virabrequim. Este movimento cíclico tem o nome de Ciclo Otto, nos motores de quatro tempos.

Os pistões são também partes inseparáveis do motor e atuam diretamente no giro do virabrequim. Após a explosão (combustão) gerada pelo comando de válvulas, os pistões sobem e descem num movimento linear, contribuindo para que o virabrequim possa girar. A velocidade dos componentes depende da atual rotação gerada na aceleração. Quanto mais acelerada moto está, maior a velocidade de ação destes componentes. Temos, então, um outro fortíssimo motivo para manter o motor sempre bem e corretamente lubrificado.

Com que frequência devo trocar o óleo do motor?

Essa pergunta é feita até mesmo por motociclistas experientes, mas todos sabem que, apesar da recomendação consultar o manual do proprietário e seguir seus preceitos, há casos e casos, e um deles é que alguns motociclistas ultrapassam a quilometragem recomendada para a troca e, bom, nada de ruim acontece. Mas não de forma exagerada, claro. Senão, já era. Há casos, por outro lado, em que mesmo antes do período recomendado, o motor não aguenta. Mas, isso, é outro assunto.
É altamente recomendado que você faça a troca de óleo
de sua moto de acordo com o que sugere o manual.

Se no manual consta trocar o óleo a cada 1.500 km, não deixe ultrapassar os 2.000, por exemplo. Pouco mais de 30%. Mas, atenção, isso não é uma regra e não está presente nos manuais, é apenas um fato que acontece a muita gente e que, para muitos, não traz problemas, mas para outros, o motor pode não aguentar, principalmente se o proprietário da moto sempre deixa passar da quilometragem recomendada para a troca e é daqueles que adoram exagerar nas aceleradas, mesmo com a moto parada. A coisa é tão importante que, ao fazer a troca do óleo, você já percebe diferença no ruído até quando o motor está em marcha-lenta. Portanto, quanto antes você fizer a troca do óleo e do filtro, melhor e mais garantia de vida útil ao motor estará dando.

Que tipo de óleo usar?

Certamente, você já percebeu que os lubrificantes possuem especificações que os diferenciam uns dos outros. São as chamadas classificações e elas são determinadas pela SAE (Society of Automotive Engineers, ou Sociedade de Engenheiros Automotivos) e também pelo API (American Petrolium Institute, ou Instituto de Petróleo Americano). 
Normalmente, os lubrificantes são classificados de acordo com sua viscosidade e podem ser: mono ou multiviscosos. Os monoviscosos apresentam um só número em sua embalagem, como, por exemplo: "40" ou "15W" (o "W" é da palavra inglesa "winter", que quer dizer "inverno"), enquanto que os multiviscosos (mais comuns hoje em dia) apresentam uma dupla de números, como: "15W-40". Os multiviscosos são melhores, pois suportam melhor as diferenças de temperatura e duram mais.
Inúmeras são as marcas de óleo no mercado e todos são bons e funcionais. Há,
claro, marcas melhores e mais recomendadas até mesmo nos manuais, mas
desde que sigam o mesmo padrão, não é necessário uma marca específica.

A viscosidade, por sua vez, está atrelada ao clima. Quanto mais quente o clima, maior deve ser o número de classificação, pois maior é sua viscosidade. Deve-se levar em consideração que o calor diminui a viscosidade do óleo, aumentando a possibilidade de atrito entre as peças. Então, você me perguntaria: o óleo utilizado por gente no Alasca é menos viscoso do que o que utilizamos aqui, em terras tupiniquins? Sim, é basicamente isso, mesmo. Somando-se ao clima, vale lembrar que num motor a gasolina, por exemplo, os pistões podem expor o óleo a temperaturas de até 160º C - com tanto calor assim, não há viscosidade que aguente, se ela não for bem trabalhada.
Comparação entre as diferentes viscosidades dos óleos lubrificantes

Num país como o Brasil, em que temperaturas variam bastante de região para região, o melhor é usar óleos com especificações que vão do 10W-40 ao 20W-50. Por isso mesmo, é altamente recomendável que você consulte o manual de sua motocicleta para saber a recomendação do fabricante. Não vá colocando qualquer óleo em sua moto, pelo amor de Deus!
Como dizia um falecido amigo: "Leia o manual. Leia o manual!"

Sintético, semissintético ou mineral?
Ah, temos ainda esses tipos de óleo, que são os sintéticos, semissintéticos e os minerais. Afinal, qual deles deve ser usado em sua moto?
Sintéticos: geralmente, são indicados para motores mais modernos e maiores, pois são desenvolvidos em laboratórios com aditivos de alta performance. Prometem uma limpeza mais profunda, desempenho, economia e qualidade.
Semissintéticos: por serem uma espécie de mix entre os minerais e os sintéticos, geralmente são produzidos a partir das melhores qualidades desses dois outros tipos, o que garante a qualidade no tocante a resistência à oxidação e mais apurados do que os do tipo mineral.
Minerais: não mais utilizados nos motores atuais, este tipo de óleo é produzido a partir do petróleo bruto, mas possuem menor resistência às temperaturas, devido até mesmo à presença de elementos variados em sua composição. Foi usado por muitos anos nos motores das décadas passadas.
Nos motores mais novos, é comum usar o óleo sintético, mesmo que não sejam de alta cilindrada. Contudo, até mesmo esses motores de pequeno porte possuem, em comparação aos antigos, uma performance muito melhor.

A importância do Filtro de Óleo


Não menos importante, claro, é o filtro de óleo. Isso, porque ele simplesmente segura as partículas que vão sendo coletadas pelo óleo em seu circuito dentro do motor, quando este passa pelo filtro. O melhor período para a troca do filtro é aquele mesmo usado para a troca do óleo, contudo, não é problema se você trocá-lo alternadamente entre as trocas de óleo, ou seja, vez sim, vez não. Mas, se sua moto é daquelas usadas em ambientes rurais, troque-o com a mesma frequência (e nunca ultrapasse a quilometragem recomendada no manual).

Cuidado com os vazamentos

Não é incomum, após alguns milhares de quilômetros rodados, você parar a moto e perceber, logo em seguida, que ela "derramou óleo" - seja na sua garagem ou mesmo ao estacionar em um local em via pública. Aliás, o que se vê com bastante frequência são manchas de óleo no chão.
Quando isso ocorre, é sinal que a junta (ou guarnição, como é definida em alguns modelos de motos) já não está boa - então, junta tudo e joga fora. 😂 Brincadeira. Dirija-se o mais rápido possível a uma oficina e peça uma revisão geral, onde inclua limpeza do motor e consequente troca dessas juntas. Não é nada bom, muito pelo contrário, vazamentos ocorrerem, já que diminuem o volume de óleo necessário para manter o conjunto funcionando. "Ah, mas tá muito caro levar a moto a uma oficina, hoje em dia..." Tá, concordo, mas é um trabalho de valor e preventivo, já que, se o motor rodar sem óleo suficiente, o custo disso poderá ser 3 vezes maior (ou até mais). Cuida de quem te leva pra cima e pra baixo, além de fazer sua alegria.
Um motoabraço e até a próxima, galera!!!



Fontes de pesquisa:
- Manutenção em Foco (site)
- Superbid (blog)
- Texaco (site)
- Escola do Frentista (Youtube)

Imagens: Divulgação


terça-feira, 2 de julho de 2019

MITO x VERDADE: NAFTALINA NA GASOLINA MELHORA O DESEMPENHO OU DANIFICA O MOTOR?

MITO x VERDADE: NAFTALINA NA GASOLINA MELHORA O DESEMPENHO OU DANIFICA O MOTOR?


O objetivo dessa mistura meio maluca era obter mais potência, desempenho e economia do combustível. Mas até onde isso é verdade, ou não, e por que pode prejudicar o motor do veículo?

Desde 1980, quando eu tive minha Garelli T-50, ouvia dizer que colocar algumas bolinhas de Naftalina no tanque, junto à gasolina, dava melhor performance ao motor. Melhor queima, mais velocidade e mais economia. E, pode acreditar, funcionava!

Mas, e hoje, com os motores mais novos, será que o resultado é o mesmo? Há quem diga que sim, mas há controvérsias. Vamos ver:

A Naftalina


Conhecido popularmente por "naftalina", o Naftaleno (composto químico: C10H8) é um subproduto
do petróleo (assim como a gasolina) muitíssimo utilizado para afastar (e não matar) pragas - baratas, percevejos, traças e outros seres desagradáveis e indesejados que costumam invadir os guarda-roupas e carcomer os tecidos e também seus livros, revistas, jornais etc. Se ingerido, com certeza o levará para a UTI de um hospital. Por isso, ao entrar em contato com as mãos, é bastante recomendado que as lave antes de fazer qualquer outra coisa (mexer com comida, limpar os dentes com as unhas, tirar cacas do nariz etc.). Comercialmente, ela foi e é ainda produzida para esta finalidade.


Naftalina na Gasolina


Entretanto, ainda nas décadas anteriores aos anos 80, alguém teve a brilhante ideia de misturar algumas bolinhas de naftalina no tanque de combustível que, naquela época, ainda era a gasolina e diesel - porém, ela era misturada somente na gasolina. Pelo comportamento das bolinhas no combustível, que se dissolvem rapidamente, a lógica era melhorar a octanagem da gasosa e aproveitar melhor o gás formado no interior do tanque para obter economia e desempenho.

O processo


O processo de mistura é simples: normalmente, uma bolinha de naftalina para cada 0,75 litro de gasolina já é o bastante para obter o provável resultado. E mais: não se joga, simplesmente, as bolinhas dentro do tanque. Para evitar problemas maiores, o correto era, primeiro, dissolvê-las em um recipiente com o combustível para, só então, misturar esse composto à gasolina que já estava no tanque.

O fato é que, principalmente quando a naftalina é colocada diretamente no tanque, ela fará com que resíduos do próprio combustível sejam depositados no fundo do tanque, o que ocasionará no entupimento de alguns canais, sujar a vias do carburador e, especialmente, nos motores de injeção eletrônica, entupir os bicos. Por isso, se (e somente se) o proprietário tiver a coragem de usar, é melhor que faça a solução em um recipiente, antes de colocá-la no tanque (na proporção dita acima).

Mas, e aí? Funciona, mesmo?


Cada caso é um caso. Já houve experiências em carros e motos, nas quais deu certo para alguns e não funcionou para outros. Antigamente, o naftaleno era o componente ativo do produto, mas, com a mudança do mercado em geral e o aumento expressivo dos barris, fizeram com que os fabricantes modificassem a fórmula, passando a usar outra matéria prima, o paradiclorobenzeno na naftalina. Portanto, se ainda quiser arriscar a fazer isso, leia atentamente as informações na embalagem. Se contiver esse último substrato, não utilize.

Concluindo...


Nos motores cuja combustão era feita por meio de um carburador, apesar dos pesares, o resultado era bastante visível, contudo, havia, sim, o problema residual e a carbonização mais rápida das peças envolvidas no processo. Naquela época, quem se arriscava a fazer essa mistura, tinha que levar sua moto (ou carro) mais constantemente a uma oficina para fazer a limpeza - quanto mais se usava, mas oficina pedia.

Já nos dias atuais, com a tecnologia sobrevinda da injeção eletrônica e dos chips controladores, os motores não estão bem preparados para receberem determinados elementos considerados estranhos à combustão. Tudo é feito sistematicamente para funcionar conforme os padrões ditos pelos fabricantes. Mas, o que dizer, então, da mistura maluca que fazem do álcool na gasoina (27% de álcool na gasolina)? Para os motores bicombustíveis de hoje, não há problema algum, mas e para os que ainda são monocombustíveis? Certamente, detona com a vida útil dos mesmos. Mas isso já é assunto para outra postagem que teremos aqui.

Enfim, se o motor de sua moto não usa carburador, e sim, injeção eletrônica, não arrisque sua vida útil e sua performance tentando melhorá-la com esse tipo de mistura com naftalina. A não ser que queira, mesmo, fazer alguns testes. A economia que deseja ter agora pode ser sua agonia, posteriormente. Deixe a naftalina para cuidar das baratas e traças, mesmo [rsrs].

Em tempo: a naftalina é também matéria-prima naqueles desodorizantes colocados em vasos sanitários, em sua forma "pura", ou com adição de essências, para diminuir o "cheirinho" que fica no ar...

No mais, um forte motoabraço e até a próxima!


Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...