Mostrando postagens com marcador marcha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marcha. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de outubro de 2018

EMBREAGEM: NÃO ABUSE DELA

E aí, pessoal?

A coisa é séria. Tava conversando com alguns amigos sobre o uso inadequado da
embreagem, já que observo muito, nas ruas, pilotos usarem desnecessariamente a manete, em situações que não seria comum ficarmos apertando-a, e até mesmo acelerando a moto, como se ameaçasse sair voando.

Com o mau uso da embreagem, em pouco tempo o disco começa a desgastar e patinar, fazendo com que a moto custe a sair do lugar, mesmo já com a embreagem liberada. Quando chega a esse estágio, só há uma coisa a fazer: trocar o disco, ou o platô e outros componentes da embreagem, senão todos ao mesmo tempo. Ruim para o bolso. Porém, se ainda não aconteceu à sua motoca, é melhor se prevenir com algumas dicas.

As funções da embreagem

Para começar, a embreagem serve para três coisas, apenas: SAÍDA, TROCA DE MARCHAS e PARADA. Em caso de estar parado no semáforo, por exemplo, não há necessidade de manter acionada a embreagem, isto é, melhor deixar em ponto morto. A não ser que você tenha acabado de parar ali e, estando de 1ª marcha, já sabe que o verde vai abrir.

Durante a troca das marchas, evite agir bruscamente, tanto para cima quanto para reduzir a marcha. O uso adequado requer que você aperte a manete até o fim, para não forçar as engrenagens. E evite ao máximo mudar as marchas sem acionar a embreagem. Você não faz ideia do quão ruim é para o disco.

Quando for parar a moto, evite manter a embreagem acionada enquanto vai reduzindo sem usar o freio motor. O que vem a ser isso, de freio motor? Quando a moto está em uma banguela, de 5ª marcha, por exemplo, e o piloto simplesmente a deixa descer, sem acelerar ou frear, ele está usando o freio motor, o que acaba segurando um pouco a moto, nestas situações.

E isso faz mais bem ao motor do que o caso de reduzir tudo de uma vez, enquanto mantém a embreagem pressionada.  Portanto, ao parar a moto, reduza uma marcha de cada vez, liberando a manete, até que consiga parar totalmente, já no ponto morto e sem pressionar a embreagem desnecessariamente.

Dicas para manter a embreagem

Para manter o tempo de vida da embreagem ao máximo, eis algumas dicas que vão certamente ajudar:

1. Mantenha-se no ponto-morto com a moto parada por períodos mais longos;

2. Na mesma situação, evite ficar acelerando e desacelerando a moto, com embreagem acionada;

3. Evite trocas bruscas das marchas, com manobras não condizentes com a categoria de sua moto, especialmente. Por exemplo: empinar a moto (seu que alguns podem ficar bravos lendo isso aqui) é uma forma de forçar a embreagem na saída;

4. Em caso de bateria fraca, melhor recarregá-la o mais rápido possível, do que dar trancos no motor a todo momento. Isso acarreta outros problemas internos, além de danificar o sistema do câmbio;

5. Evite cortar giros do motor! Com o tempo, além de desgastar os discos, os mesmos vão liberando detritos ferrosos em todo o interior do motor, inclusive, misturando-se ao óleo e, consequentemente, passa a atritar com as peças que deveriam manter-se lubrificadas e limpas de detritos;

6. Evite "brincar" com a embreagem, apertando-a e liberando-a vezes seguidas na primeira marcha, fazendo um "vai-e-vem" com a moto; bem como, evite fazer "rampa" com frequência, a não ser que seja estritamente necessário, dada a situação;

7. Sobrecarga na motocicleta também pode afetar a vida útil da embreagem. Evite estar sempre com a moto "acima do peso";

8. A regulagem é algo importante. Não deixe a manete nem baixa, nem alta demais, mantenha seu limite "equilibrado";

9. Por fim, aplique um lubrificante específico para o cabo, a fim de mantê-lo sempre macio.

Motoabraço e até a próxima!


sábado, 7 de julho de 2018

MOTOR TEM TEMPO DE VIDA ÚTIL: MITO OU VERDADE?

E aí, galera motociclista? Vamos para mais um artigo importantíssimo sobre os cuidados a se ter com a moto.
Fig. 1. Partes de um motor de moto.

Vida útil

Motor tem vida útil? Pra começar, tudo o que vemos e tocamos, de certa forma, tem vida útil. Um dia, até mesmo uma rocha, vai se tornar pó. E isso não é diferente com motores, especialmente, por serem feitos de materiais desgastantes, como os metais e outros componentes utilizados em sua estrutura.
Desde o momento em que o veículo - qualquer um - é retirado da fábrica, ele passa a sofrer mínimos, mas reais desgastes. Todas as peças em atrito com qualquer outra, ou com o ambiente, passam a sofrer ínfimos danos, que sejam, mas que com o tempo tendem a aumentar, tanto em frequência, como em força e/ou o desgaste em si.
Fig. 2. Desgaste - pequeno e natural - de uma bronzina.

Sendo assim, partes como a culatra - ou "tampa de cilindro", como é também conhecida -, os cilindros, os pistões, a biela, o virabrequim, velas e válvulas, enfim, todos os componentes que trabalham em conjunto para o motor funcionar, vão aos poucos sofrendo tais danos e, se não houver a manutenção devida, a tendência é que, uma hora, o motor pare de vez.

O que danifica mais a moto?

Não é preciso ser especialista pra saber que, o que mais prejudica a motocicleta, em geral, além da falta de manutenção, são fatores extras, que nem sempre dependem da vontade do dono:
- Asfalto/estradas ruins: são os maiores responsáveis por danos na suspensão, afrouxamento de parafusos, empeno de peças de ferro, desgastes das partes de borracha, entre outros. O chacoalhar que terrenos acidentados provoca é muito negativo para todas as partes do motor. São também responsáveis por quedas, que podem trazer prejuízos materiais e pessoais irrecuperáveis;
Fig. 3. Asfaltos ruins são responsáveis por quebras e quedas.

- Combustível de baixa qualidade: todo combustível suspeito deve ser evitado. Se já é muito ruim termos que abastecer nossas motos - a gasolina - com 27% de álcool, imagina se esse combustível estiver "batizado". O acúmulo de sujeira, conforme o período no qual se abasteceu com aquele combustível ruim, vai sendo gerado no fundo do tanque e repassado para o sistema de alimentação, o que gera fraca combustão e falha no motor. Isso, sem contar as micropartículas que vão sendo depositadas em outras partes da engenhoca, ocasionando ranhuras e posterior necessidade de retífica.
- Troca de marchas forçada: galera, o motor não foi feito para esticar ou antecipar a marcha em demasia. O ato de se trocar marchas está relacionado à capacidade de compressão do motor, o que quer dizer que, sob muita ou pouca pressão, ele não trabalha de forma ordenada, como deve ser. Isso pode diminuir a capacidade motriz, com o tempo.
Fig. 4. Engrenagem de um câmbio de 6 marchas.

Fig. 5. Use o óleo com as especificações certas da sua moto.
- Óleo baixo ou falta de óleo: meus amigos!!!! Eis aqui um item de extrema importância na vida útil do motor de sua moto! Rodar com óleo "do meio pra baixo" é quase a mesma coisa que estar sem óleo no cárter. Quando o óleo é jogado para cima, a quantidade exata é enviada para que as peças sejam lubrificadas. E esse óleo é jogado pela pressão causada dentro do motor. Então, se há pouco óleo, irá subir uma quantidade insuficiente para a lubrificação exata, o que estará sendo terrível para o motor: ele esquentará com mais facilidade, haverá maior desgaste e passará a queimar o óleo, ao
invés de aproveitar o pouco que tem. Deixar o óleo chegar ao nível mínimo, ou faltar, é melhor empurrar a moto desligada até uma loja apropriada e completar o cárter. Outro fator importante: use sempre e somente o óleo com especificações elegidas para sua moto. Na dúvida, consulte o manual da mesma, ou pesquise no Google, ok?
- Peças paralelas: muito cuidado! Concordo que uma peça original, geralmente, adquirida em concessionárias, pode custar os olhos da cara, às vezes. Mas, por um lado, acaba sendo o caro que sai barato, pois o contrário estamos fartos de conhecer, não é mesmo? Pois é, peça paralela "tem que ter origem", me desculpem o trocadilho. Há casos em que uma peça paralela tenha sido produto de assalto e com final ruim para o dono da moto. Mas, há também empresas especializadas em fabricar peças similares, o que é estritamente legal. Temos que, contudo, manter os olhos abertos para os "especializados em copiar a cópia", que geralmente empregam material de terceira categoria e, conforme a peça, pode comprometer a segurança de quem está na moto. É aquele negócio: barato demais, desconfie.

Dicas para aumentar a vida útil do motor

Eis algumas dicas para lhe orientar e aumentar a vida útil do motor de sua moto:
1. Evitar abusos: a não ser que você seja integrante de um grupo de "motoshow man", ou participe de competições radicais, e que sua moto seja especialmente preparada para tal, procure não abusar da moto - andando em uma roda a cada semáforo que parar; fazendo zerinhos; acelerar bruscamente e com frequência; fazer trilhas com motos sem estrutura para o tipo de terreno; saltar rampas ou morretes... -, pois cada uma tem estrutura e engenharia apropriada para aquela situação ou terreno.
2. De olho no óleo: o óleo, como disse anteriormente, é um componente que não pode faltar ou estar sempre baixo. E, saiba, completar o óleo nem sempre é a solução. O correto é trocar todo o líquido regularmente - de acordo com o que diz no manual da motocicleta -, assim como, pelo menos, alternando uma vez a cada troca, o filtro específico. Ponha na sua cabeça: o motor pode funcionar apenas com o cheiro do combustível, mas sem óleo, ele vai fundir rapidinho.
3. Check-up geral: quando voltar de uma viagem, faça o possível para levar a "moça" ao médico. Nem que seja somente para um check-up. Viagens longas, especialmente, podem trazer alguns parafusos soltos, algum cabo pronto para arrebentar etc. Na parte elétrica, podem haver fios com mau contato, o que também prejudicam o funcionamento da moto.
4. Gaste mais, mas rode melhor: cuidado, mais uma vez, com peças baratas e mecânicos quebra-galhos, que vão lhe cobrar "só um cafezinho". Se vai fazer uma manutenção em sua moto, incluindo mecânica e elétrica, faça com quem entenda e tenha tempo de mercado, seja reconhecido. Mesmo assim, vá atrás de referências (por experiência própria, uma Shadow que tive ficou mais de 30 dias com um mecânico e, mesmo assim, tive problemas em uma viagem que fiz, logo que tirei ela da oficina. Detalhe: eu a havia deixado lá justamente para corrigir o problema que tive, durante a viagem). Portanto, trate-a como sua melhor companhia e não pense duas vezes em levá-la para um lugar confiável.

No mais, seja sempre prudente e precavido(a). Não é nada bom ficar a pé. :) Motoabraços!

Saiba mais em:
- Antes de pegar a estrada
- Dicas de pilotagem

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...