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terça-feira, 28 de outubro de 2025

CFMOTO IBEX 450 PROMETE REVOLUCIONAR O MERCADO BRASILEIRO

 COMPETITIVA, PODERÁ DESBANCAR ALGUMAS MARCAS

Fig. 1. Prepare-se para sua nova aventura com a CF 450. Foto: divulgação.
Salve, Motors!

Preparem os capacetes e ajustem as manoplas, porque o mercado brasileiro de trail/adventure está prestes a presenciar um verdadeiro divisor de águas! A CFMOTO acaba de confirmar um novo capítulo no país, e o grande destaque dessa ofensiva é a moto que promete revolucionar o segmento de média cilindrada: a CFMOTO IBEX 450.

Com lançamento confirmado para o primeiro semestre de 2026, a Ibex 450 (conhecida globalmente como 450 MT) não chega apenas para disputar preço, mas sim para reposicionar a régua do segmento médio. Ela foi concebida para preencher aquela lacuna entre as aventureiras leves e as grandes de ticket elevado, combinando facilidade de uso no dia a dia, robustez para enfrentar estradas de terra e um pacote eletrônico que inspira confiança.

O Coração Bicilíndrico: Potência e Suavidade

O motor da Ibex 450 é uma obra de engenharia focada no equilíbrio. Estamos falando de um bicilíndrico paralelo de 449 cm³, DOHC, que entrega 44 cv (ou 31 kW) de potência a 8.500 rpm. O segredo do seu desempenho reside no virabrequim a 270º, uma configuração que proporciona um torque em baixa rotação e resposta rápida, resultando em um ronco encorpado e desempenho que se assemelha a um V-Twin. Além disso, os balanceiros duplos foram projetados para garantir uma aceleração suave e menos vibração, elevando o conforto em todos os terrenos, inclusive em velocidades de cruzeiro.

Fig. 2. Motor bicilíndrico de 449 cm3 com 44cv de potência. Foto: Divulgação


Com um tanque generoso de 17,5 L, e relatórios de testes internacionais sugerindo médias de 20–23 km/L, a autonomia projetada da Ibex 450 fica na casa dos 300 a 350 km sem sufoco.

Fig. 3. Tanque de 17,5L e consumo na faixa dos 20 a 23 km/l podem gerar boa autonomia, de até 350 km. Foto: Divulgação


Pronta Para o Rally, de Fábrica

A CFMOTO não economizou nos itens pensados especificamente para o off-road. A Ibex 450 já vem equipada de fábrica para ir onde outras não chegam, trazendo itens cruciais:

  1. Rodas Raiadas 21”/18”: A combinação de 21 polegadas na dianteira e 18 na traseira (ambas tubeless) é fundamental para quem leva o off-road a sério, mantendo a roda dianteira mais "plantada" e progressiva no cascalho.
  2. Suspensão Premium: O conjunto é composto pela suspensão KYB com 200 mm de curso em ambas as rodas. Esse curso extenso garante absorção eficiente de impactos em estradas de terra.
  3. Equipamentos de Aventura: A moto conta com 220 mm de altura do solo, radiadores maiores, retrovisores dobráveis, bolha ajustável estilo rally, protetores de mão e pedaleiras com insertos removíveis.

Tudo isso, combinado a um chassi que oferece uma dinâmica de direção responsiva e um peso a seco competitivo de cerca de 175 kg, faz dela uma opção extremamente competente.

Fig. 4. Rodas raiadas e suspensão Premium: pronta para a aventura. Foto: Divulgação


A Eletrônica Que Encurta Distâncias

O verdadeiro diferencial da Ibex 450, que a coloca em um patamar superior frente a rivais diretas, é o seu pacote eletrônico avançado e acessível. Enquanto muitos recursos são restritos às versões premium na concorrência, a 450 MT entrega tudo isso já de fábrica:

  • ABS Comutável na Traseira: O sistema ABS de dois canais permite que você desative o ABS da roda traseira através de um botão no guidão. Esse detalhe é crucial para o controle total em descidas íngremes ou para travar a roda traseira em curvas no off-road, tornando a pilotagem mais divertida e segura em pisos soltos.
  • Controle de Tração (TC) Desligável: Para máxima liberdade na areia ou lama, o piloto pode desligar totalmente o controle de tração, uma flexibilidade que aumenta a versatilidade do modelo.
  • Conectividade Total: A moto vem equipada com um painel TFT de 5 polegadas em cores com excelente visibilidade. Há conectividade via Bluetooth para sincronizar o smartphone, permitindo acesso a notificações e gerenciamento de música.
Fig. 5. Ela não é só uma moto bonita. É forte, segura e prática. Foto: Divulgação


Este conjunto eletrônico traduz-se em segurança, conforto e praticidade, encorajando o aventureiro iniciante e dando maior controle ao piloto experiente.

Onde a Ibex 450 se Posiciona no Mercado

A CFMOTO Ibex 450 chega para ser a opção intermediária ideal. Ela oferece recursos (bicilíndrico, rodas 21/18, ABS comutável) que não são facilmente encontrados juntos em motos de preço similar:

  • Contra as monocilíndricas (Ex: Himalayan 450 / KTM 390 Adventure): Embora a Himalayan seja mais acessível e simples, a Ibex 450 entrega um motor mais cheio, bicilíndrico mais suave e um pacote eletrônico moderno (ABS/TC). Já frente à KTM 390 Adventure, que é leve e refinada, a Ibex se destaca pelo motor mais confortável em viagens longas e a combinação de rodas 21/18.
  • Contra as médias-grandes (Ex: Honda NX 500): A Honda NX 500 tem reputação consolidada e motor mais potente, mas possui um preço significativamente mais elevado (acima de R$ 45.000) e geralmente usa roda 19" dianteira. A Ibex 450 se destaca ao oferecer roda 21" dianteira, eletrônica avançada e um valor potencial mais baixo.
Fig. 6. Você consegue imaginar uma dessas em sua garagem, só te esperando pra dar um rolê? Foto: Divulgação


A grande aposta é o preço: a faixa potencial sinalizada para a Ibex 450 no Brasil é de abaixo de R$ 40 mil. Se esse preço se concretizar, ela pressionará a concorrência, entregando sofisticação eletrônica que encurta a distância para as big trails premium.

Aguarde o primeiro semestre de 2026 e as cores que a acompanharão — Tundra Gray e Zephyr Blue — para ver de perto essa máquina que promete redefinir a aventura de média cilindrada! Se você valoriza o conforto do bicilíndrico e a segurança da eletrônica comutável, sem ter que fazer um investimento de categoria superior, a Ibex 450 faz muito sentido.



Ficha Técnica



Fique ligado no "Louco por Motos" para mais detalhes sobre a chegada da CFMOTO e a consolidação da rede de concessionárias, um ponto importante a ser acompanhado! Motoabraço!


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

ROYAL ENFIELD HIMALAYAN '400': TER OU NÃO TER? EIS A QUESTÃO.

 ROYAL ENFIELD HIMALAYAN '400': TER OU NÃO TER? EIS A QUESTÃO


Salve, motors!!

E aí? Já pensou em adquirir seu modelo Royal Enfield? Afinal, é uma marca que tem conquistado muitos corações - especialmente, os mais chegados em visuais retrôs - no Brasil, principalmente. Muita gente se incomodou, no início, com o visual de um dos modelos, a Himalayan, mas com o tempo - nada melhor que ele, não é? - parecem ter se acostumado e, em muitas capitais, ela está tendo uma ótima venda. 

Fig. 1. Himalayan 411 cc - "fraca" na velocidade e outros perrengues


Sem dúvida, é uma máquina que mexe com a cabeça de muita gente por aí. Possui uma pegada única, autêntica e, convenhamos, uma charme que poucas trails possuem. Porém, antes de ir lá na concessionária em busca da sua, que tal conhecer alguns pontos - positivos e negativos - desta trail diferenciada?

Adventure Clássica com Alma Off-Road

A Himalayan, tanto a 411 cc quanto a recém-chegada 450, se posiciona como uma moto de aventura acessível, robusta e com um visual que remete às clássicas motos de expedição. Ela não é feita para quebrar recordes de velocidade, mas sim para te levar aonde o asfalto termina, com dignidade e estilo.

Fig. 2. Modelo 411 cc com alforjes: pronta pra viajar.

Fig. 3. Modelo 450 também com alforjes: melhor na estrada.


Aqui está o que você precisa saber sobre a Himalayan, antes de se aventurar no banco de uma.

Pontos Fortes - O que faz a Himalayan Brilhar

Estes são os aspectos que mais encantam e fazem os pilotos "baterem o martelo" quando o assunto é 'Himalayan':

1. Robustez e Simplicidade Mecânica

Ela é um trator, no bom sentido. Seu motor, especialmente o de 411 cc, é projetado para ser durável e aceitar o "tranco" das estradas ruins. A manutenção básica é relativamente simples e, para quem curte meter a mão na graxa, é uma satisfação.

Fig. 4. Ela tem mais jeitão de um "trator" na terra do que um "carro de corridas" no asfalto.


Segundo relatos de alguns proprietários, é "uma moto que aguenta bem a pauleira"; "onde a maioria das big trails de plástico tem medo de ir, a Himalayan vai sem reclamar"; ou, ainda, "é mecânica antiga, mas que funciona e te tira do perrengue". 

2. Conforto em longas jornadas

A ergonomia da Himalayan é um de seus maiores trunfos, quando o assunto é mototurismo. A posição de pilotagem é reta e relaxada, o que reduz muito a fadiga em longas distâncias. O tanque de combustível, dependendo do modelo, garante uma boa autonomia - na 450 cc, o tanque é maior, garantindo mais tempo entre as paradas.

Fig. 5. A versão 450 cc tem um tanque maior, de 17 litros. Consumo estimado: 33,9 km/l.


Não há nada pior do que um tanque pequeno, ainda mais se a moto for beberrona. Vamos pegar como exemplo a Shadow 600, da Honda, que não é mais fabricada desde 2005, mas ainda é muito boa de mercado. Apesar de ser uma estradeira - e como tal, é excelente -, possui um tanque de apenas 11 litros, garantindo 200 e poucos quilômetros de autonomia. Conforme a rodovia que você estiver, poderá não encontrar um posto de combustível em trechos de mais de 200 km, o que é um grande risco. Digo isso porque já passei por uma experiência como esta, na Shadow que tive.

3. Capacidade Off-Road genuína e acessível

Com roda dianteira de 21 polegadas, um bom curso de suspensão e distância do solo (o ground clearance é alto), ela tem um desempenho honesto na terra, trilhas e cascalho. Ela não é agressiva como uma moto de motocross, mas é confiável e previsível, ideal para quem está começando no off-road ou busca uma pegada mais, como posso dizer, de expedição.

Fig. 6. Off-road é com ela mesmo: aguenta bem o tranco.


4. Baixa visibilidade em furtos

Esse é um ponto prático e, infelizmente, relevante no Brasil. Por ser uma moto de nicho e com menor volume de vendas - se comparada às líderes de mercado, como a XRE 300, da Honda, ou a Lander 250, da Yamaha - ela é menos visada por ladrões, o que traz uma paz de espírito a mais no dia a dia.

Pontos Fracos - Onde a Himalaya deixa a desejar

Nenhuma moto é perfeita, e a Himalayan não é diferente nesse sentido. Vejamos alguns dos mais relevantes.

1. Desempenho e Velocidade Final (modelo 411 cc)

Fig. 7. Basta coragem pra isso; moto, tem.

A Himalayan 411 cc não é uma moto rápida. Seu motor possui baixa compressão, focando mais no torque em baixas rotações. Isso é ótimo para trilhas, mas na estrada, a velocidade de cruzeiro é limitada. Há quem diga que ela não passa dos 110 km/h. Por isso, ultrapassagens exigem planejamento e paciência. 

Por isso, se você curte viajar com espaço para ter mais velocidade, chegar nos 150 km/h, a Himalayan 411 não foi feita para você. Com a 450 cc, você consegue um pouco mais de velocidade, mas não como alcançaria com uma CB 450 (mesmo antiga), por exemplo. 


2. Pós-Venda e Peças (Royal Enfield tupiniquim)

Este é um calcanhar de Aquiles recorrente em relatos de proprietários. Embora a rede esteja em expansão, a qualidade do pós-venda e o tempo de espera por peças de reposição - muitas são importadas da Índia - são pontos de preocupação. Se sua moto der um prego (quebrar) e precisar de uma peça específica, o prazo pode ser longo. 



Segundo um entrevistado, Oscar Marinho, gerente de vendas e dono de uma Himalayan 411,  "a Royal tem um problema sério no pós-venda. A moto é boa, mas se precisar da garantia ou de uma peça, prepare-se para a dor de cabeça e para longas esperas. Precisa ter paciência  ou buscar oficinas especializadas fora da rede.

Está lendo isso, Royal Enfield?

3. Possíveis Problemas Crônicos

Em alguns lotes do modelo de 411 cc, houve relatos de problemas iniciais no motor - como o chamado Himarea, que se refere a problemas de pré-ignição e na parte superior do motor em algumas unidades - e na parte elétrica, que foram parcialmente corrigidos com recalls e atualizações da marca. Embora não atinja todas as motos, é um ponto que gera desconfiança no mercado de usadas.

Por isso, vai aqui uma dica importante: ao procurar um desses modelos usados, dê preferência para motos mais recentes, com pouco tempo de uso e quilometragem baixa, como também cheque o histórico de manutenção e recall da moto para não ter dor de cabeça mais para frente.

Fig. 8. Motor da 411 cc

Fig. 9. Motor da 450 cc


Conclusão

A Himalayan não é de todo uma moto ruim. Muito pelo contrário. Ela tem seus adjetivos positivos, claro, senão não veríamos tantas nas ruas, certo? Portanto, ela é a moto perfeita para o motociclista que:

> Prioriza autenticidade e estilo clássico de aventura;

> Gosta de uma pilotagem mais tranquila, focada no mototurismo e na exploração, não em alta performance;

> Busca um veículo robusto e confortável para longos percursos em estradas mistas (asfalto e terra);

> Aceita a realidade do pós-venda em troca de um bom custo-benefício.

A Himalayan é uma moto para quem tem cabeça aberta e entende que a aventura começa quando a pressa acaba. É uma parceira de expedição, não uma máquina de corrida.

E você, meu caro amigo? O que mais te atrai no universo Himalayan? Já teve ou tem alguma experiência com essa moto? Conte aí pra gente.

Valeu! Motoabraço!







segunda-feira, 24 de outubro de 2022

O fraco mercado das 400 e 500 cc no Brasil

O fraco mercado das 400 e 500 cc no Brasil

E aí, motociclista? Tudo bem com você?

Você já parou para pensar o quão fraco está nosso mercado de 400 e 500 cilindradas?

Motos de 150 a 200 cilindradas está muito bem servido, especialmente, pelas de 150 e 160, que são bastante utilizadas como meio de trabalho. E não tiro a razão disso estar acontecendo, dado à economia e também o baixo custo operacional destas motos. 

CG 160. Líder de vendas no mercado das pequenas

O mercado das motos de 300 cilindradas, apesar de mancar em alguns pontos, já possui uma boa gama de motos. Falando-se em trails, por exemplo, que temos? A Kawasaki Versys 300 é uma delas. Sua concorrente, a BMW 310 GS também veio preencher uma lacuna importante que havia - e ainda há - nesta categoria. Temos também a Honda XRE 300, que tem uma grande aceitação por parte do público, muito por conta da relação custo x benefício. 


BMW GS 310 (em cima) e Kawasaki Versys 300. Duas ótimas
opções de trails, mas com precinho salgado.


Saindo das trails e partindo para as nakeds e streets, no Brasil temos uma gama legal de motos na faixa das 300 cilindradas. Uma delas é a Honda CB 300R, que inclusive sofreu algumas importantes modificações no modelo 2023. A Yamaha tem sua MT-03, de 310 cc, que conquistou muitos pilotos, que migraram da Fazer 250 para ela. Uma ótima moto, excelente torque e velocidade final. 


Acima, a Honda CB 300R 2023, lançada na Índia.
Abaixo, a Yamaha MT-03, já disponível no Brasil.


A categoria das 250 cilindradas também está muito bem servida: desde a Yamaha Teneré 250, que deixou de ser fabricada em 2022 para dar lugar à nova Lander 250, à Suzuki V-Strom 250, eis um mercado que tem sido bem aceito há um bom tempo, mas é certo e dito entre os proprietários que, se seus motores tivessem 50 cilindradas a mais, seria perfeito. 

Yamaha Teneré 250. Fim de história em 2021.


Yamaha XTZ Lander 250. Remodelada, tirou a
Teneré da linha.

Suzuki V-Strom 250. Cara, mas uma 250 cilindrada de
responsa.


Já o mercado das 400 está capenga. Há pouco tempo, tínhamos a Honda Falcon 400, que começou a ser fabricada em 1999 e deixou as linhas de montagem em 2015. Além da Falcon, outra que fez fama nessa categoria foi a Honda CB 400, depois seguida pela CB 450 DX e a CBR 450. Todas já aposentadas pela fabricante. A Suzuki tem a DRZ 400, moto trail muito procurada para trilhas e motocross, mas também está deixando a linha de produção neste mês de agosto de 2022.

A CBR 450 SR foi um modelo de muito sucesso no início dos anos 90.

A CB 400 foi a queridinha do início dos anos 80, no Brasil.

A CB 450 DX foi para deixar os donos das 400 baratinados, de tão bonita,
além de 50 cilindradas a mais que sua antecessora.

Já a Royal Enfield trouxe para o mercado tupiniquim a Himalayan 400, uma trail vintage com visual retrô que tem conquistado o coração de alguns motociclistas brasileiros. E também contamos com a Suzuki Burgmann 400, mas é um outro estilo, já que se trata de um scooter. Um ótimo scooter, diga-se de passagem.

A Royal Enfield tem garantido sua fatia de mercado com a (estranha,
mas simpática) HImalayan 400 cc. 

Suzuki DRZ 400: nicho específico.


Mas a partir do momento que você procura uma moto esportiva ou mesmo custom, vê que esse mercado está mesmo desatualizado. No Japão e na China, por exemplo, é possível encontrar ótimas customs de 400 a 500 cilindradas, como a Honda Shadow 400 e a Benda BD 500. Não dá pra entender a Honda, que tirou do nosso mercado a famosíssima e forte Shadow 600, nos trouxe uma "delicada" Shadow 750 e jamais pensou em alimentar o mercado brasileiro com a de 400 cilindradas, que só é encontrada no Japão e outros poucos países asiáticos. 


Acima, a saudosa Shadow 600. Embaixo, a Shadow 750, que a substituiu.


Já a BD500 não parece nem dar sinal de que chegará até aqui. A nova cruiser da Benda desenvolve potência máxima de 55 cv a 10.000 rpm e ainda não tem valor divulgado. É dona de uma beleza singular, é barata e com certeza faria sucesso por aqui. 

Benda Eagle 400 cc. Só na China.

Quer conhecer uma Honda Shadow 400 cc? No Japão é possível encontrar.

A própria Honda possui motos entre 300 e 400 cc que não estão no Brasil e bem que poderiam ser trazidas pra cá. A nova CB 300F é um exemplo disso. Aqui no blog Louco por Motos há uma matéria sobre ela. Para acessá-la, clique aqui. Na Ásia, a Honda tem a CB 350, uma moto indiana com estilo retrô e que faria grandes fãs aqui no Brasil, e a CB 200X, que tem seu visual inspirado na CB 500 X.

Honda CB 300F. Lançada na Índia e sem previsão para o Brasil.

Nos Estados Unidos, a Honda Rebel 500 é uma ótima opção para trechos urbanos e rodovias. Moto bonita, motor de responsa e não só teria grande aceitação em terras tupiniquins, como já tem uma galera por aí reclamando à Honda, para que a marca traga o modelo para o Brasil. Que ela tome cuidado, porque uma fabricante chinesa, a Xiang Shuai, já produziu sua cópia da Rebel 500, ao lançar o modelo Cangyun XS500 pela metade do preço. A Xiang Shuai já é famosa por lançar modelos copiados da Harley-Davidson e, por ser nova, tem ganhado destaque no mercado chinês. Em breve, quem sabe, a marca não chegue por aqui?

Enquanto a Honda põe nas ruas americanas a sua Rebel 500...

... a Xiang Shuai faz uma cópia mais parruda dela e a coloca nas ruas chinesas.

A Honda (ela, de novo) lançou também em terras indianas a Hornet 2.0, ou Hornet 200R, com motor de 200 cc e, provavelmente, a substituta da CB Twister. Ainda não há data certa para o lançamento deste modelo aqui no Brasil.

Olha aí a filhinha da Hornet, a Hornet 2.0. Mas, ainda não tem no BR.

E a Yamaha? No Japão, ela tinha os modelos SR 400 e SR 500, ambas lançadas em 1978. A de 500 cc foi aposentada em 1999. Então, em 2021, o modelo SR 400 foi também aposentado depois de 43 anos. No Brasil, a maioria dos motociclistas nem ouviu falar sobre este modelo, com certeza. 

A Kawasaki é uma marca mais conhecida por suas motocicletas esportivas, com certeza. A Ninja é seu principal mote. Tanto que tem disponível a versão da Ninja 400 KRT no Brasil, uma média esportiva bastante competitiva e que mexe com o mercado da MT-03 da Yamaha. 

A Ninja 400 é para agitar um pouco mais as pistas para a MT-03.

Mesmo contando com um ou outro modelo na média das 400 cc, ainda falta muito para esse mercado no Brasil, especialmente, para motos trail para passeios e customizadas. Com a esperança de a Honda trazer as novas CB 300 para cá, é bem provável que outros fabricantes abrirão mais os olhos. 

Você acha que o mercado de motos de 400 cilindradas está bem servido no Brasil? Deixe aí nos comentários sua opinião a respeito, ok? 

Motoabraço e valeu!

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...