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domingo, 14 de agosto de 2022

A HONDA APRESENTA SUAS NOVAS CB300

 A HONDA APRESENTA SUAS NOVAS CB300

Salve, motors!

Por uns quatro anos, desde que foi lançada em 2009, a CB 300 protagonizou o que seria um erro de engenharia por parte da Honda. O cabeçote costumava rachar devido à relação tamanho da vela x espaço no cabeçote. Mas isso são águas passadas e, desde o modelo 2013, a coisa foi refeita e a moto tem entregado bons resultados aos seus donos.


Já os modelos 2022 e 2023 prometem muito. A CB 300R 2022, lançada na Europa em junho passado, está completamente reformulada e não lembra em nada suas antecessoras. Ela ganhou atualização no motor, o garfo agora é Showa e possui embreagem deslizante, entre outras mudanças.

 O motor de quatro cilindros de 286 cc tem agora 31 cv a 9000 rpm e 2,76 kgfm de torque a 7.750 rpm. O modelo 2015, por exemplo, contava com 291 cc e produzia potência de 26,5 cv a 7.500 rpm. O torque de ambos se comparam. No final das contas, o novo motor acaba em vantagem por usar uma tecnologia melhor, até mesmo em economia. A refrigeração é líquida. 

O câmbio possui 6 marchas e a embreagem é assistida e deslizante. A embreagem deslizante (também conhecida como limitador de torque traseiro) possui um mecanismo de roda livre integrado, cujo principal ação é diminuir os efeitos da frenagem do motor em desaceleração. Evitam o excesso de rotação do motor e saltos da roda traseira (ou ruído), especialmente sob frenagem brusca¹. Em outras palavras, ela evita que a roda traseira trave em reduções rápidas e sequenciais, quando a moto está em alta velocidade e/ou com o giro alto.

Seu estilo agora é puro naked, o que conferiu à CB 300R um visual bem street racing. A amortecedor traseiro possui cinco níveis de ajuste de pré-carga e o garfo dianteiro, da marca Showa, é invertido e garante grande absorção de impacto, oferecendo maior segurança.

Em relação à linha da roda traseira, o banco ficou mais afastado para o centro da moto, ao passo que foi feita uma extensão no paralama traseiro, até a placa. Não é o tipo de moto que se instala um baú, nem pensar. 

O preço da CB 300R na Europa está na casa de 4.900 Euros que, convertidos hoje (dia 14/08/22), daria quase R$ 26.000. Vindo para o Brasil, porque virá em breve, prepare-se para desembolsar algo como uns 30 a 32 mil. 

O modelo 2023 - CB 300F

Enquanto isso, na Índia, a Honda apresentou o novo modelo da CB, com estilo streetfigghter, a CB 300F. 



Sem data para desembarcar em terras tupiniquins, a 300F é uma versão menor da CB 500F, e a Honda pretende entrar em luta direta com as rivais BMW GS 310R e a KTM 290 Duke. Pra aguentar esse páreo, a Honda deve saber o que está fazendo.



O modelo está equipado com o novo motor SOHC de 293 cc, refrigerado a óleo, de quatro válvulas que rende 24,5 cv de potência a 7.500 rpm e um torque de 2,61 kgfm @ 5.500 rpm. E vem acoplado ao câmbio manual, de seis marchas e uma embreagem deslizante.


As rodas de liga leve possuem 17 polegadas, garfos dianteiros invertidos, além de suspensão traseira 
de cinco níveis. Os freios são sustentatos por dois discos simples, um traseiro e outro dianteiro e são ABS. 

Além do mais, a moto conta com controle de tração, conjunto óptico 100% em LED, painel digital, tanque de combustível para 14 litros, painel completo, contando com tecnologia de controle de voz do smartphone da Honda, no modelo Deluxe Pro.

Na Índia, essa moto é encontrada a INR 225.900 (rúpias indianas), que no Brasil equivale a pouco mais de R$ 14.400,00. É, mas não vá se empolgando, porque, além de não ter data de vir para o Brasil, importá-la não sairia por menos de R$ 30 mil. 

Comente aí o que você achou dos novos modelos da CB 300. Motoabraço e até o próximo
artigo.

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Versão em vídeo:


 

Se preferir assistir no Youtube, clique aqui.








Links:

https://carros.ig.com.br/motos/2022-01-24/honda-lanca-linha-2022-de-sua-naked-cb300r.html?Foto3

¹ https://motornet.com.br/noticia/guia-sobre-a-embreagem-deslizante

https://carros.ig.com.br/motos/2022-08-10/honda-lanca-nova-geracao-da-cb300f-com-estilo-mais-esportivo.html?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pilotar na Estrada

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Quando eu pego o carro e saio pela cidade, seja para fazer qualquer coisa, antes de tudo, tenho que levar como passageira a famosa e, às vezes, nem tão presente Dona Paciência. Trânsito de capital é, geralmente, lento, desordenado e repleto de gente que, desculpe-me a expressão, é pior do que eqüino puxando charrete: se não tiver um carroceiro para dar as coordenadas, vira bagunça.

De moto, a Dona Paciência nem precisa vir junto, mas, o Sr. Todo Cuidado é Pouco é um passageiro obrigatório. É ele quem determinará se você deve ou não cruzar ruas e semáforos, mesmo você estando corretíssimo em sua direção, sem antes dar aquela maneirada na aceleração. A velocidade é outro ponto importante que deve ser observado no perímetro urbano: correr demais nas ruas da cidade, não costuma ser uma boa opção para você chegar ao seu destino com 5 ou 6 minutos de frente. Só o fato de estar de moto, e não de carro ou ônibus, você já está ganhando um bom tempo, acredite. Sua vida não vale só esses 6 minutos. Nem as dos outros.
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A estrada é um lugar onde você pode conseguir paz e liberdade.



Mas, quando se fala em pilotar na estrada, a conversa é diferente. A estrada é aquela veia pela qual seguimos o fluxo sem pensar no destino, deixando a saudade lá atrás, mas levando conosco passageiros como a Srta. Lembrança, a linda Curtição e o amigo Prazer em Viajar. Porque, para nós, estradeiros, seja sobre motocicletas de 1500, 600 ou 250 cc, o importante é ter aquele vento batendo no nosso peito, é perceber a paisagem que nos envolve, o ronco do motor que faz nossos ossos sentir a vida, a vida sobre duas rodas. Temos música em nossos ouvidos, enquanto o asfalto corre liso por sob nossas borrachas. É onde a única preocupação que o motociclista deve ter com o futuro, é com os buracos que podem haver pela frente, na pista. É na estrada que você vai sentir a verdadeira liberdade em pilotar uma moto.

Portanto, se um dia você sentir-se estressado, vai para a estrada. Pegue a rodovia mais próxima e saia para uma voltinha de 50, 70 quilômetros. Talvez, até menos, mas em velocidades que permitam você perceber o que passa ao seu redor. Isso vai lhe trazer calma e uma enorme sensação de liberdade e alívio. Vai por mim e boas estradas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Antes de pegar a estrada...

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Para sua segurança, antes de viajar, tenha o cuidado de verificar e/substituir alguns itens de sua moto:

● Pneus - devem estar calibrados conforme especificações em seu manual ou encontradas, normalmente, na capa da corrente (em motos com esse tipo de transmissão). Normalmente, o fabricante sugere dois níveis de calibragem: o maior é para ser usada quando a moto estiver mais pesada (garupa e/ou bagagem); o menor, quando você estiver sozinho e sua bagagem não fizer diferença no peso geral.






Pneus bem calibrados garantem maior estabilidade e conforto ao dirigir, além de evitar acidentes gravíssimos.







● Corrente - mantenha-a sempre lubrificada, fazendo isso uma vez por semana. Durante a viagem, se for muito longa e coincidir de encontrar chuva no caminho, não pense duas vezes antes de lubrificá-la pelo menos uma vez durante o trajeto. Se não der para levar uma bisnaga de lubrificante - os brancos e os grafitados são ótimos e baratos -, pare num posto e faça isso.

● Elétrica - problemas elétricos podem trazer um problemão para o piloto durante uma viagem, principalmente, aqueles ocorridos em locais de difícil acesso. Portanto, esteja certo de que toda a parte elétrica - lâmpadas de freio, piscas e faróis, painel, botão de partida e até a carga da bateria - esteja ok. Lembre-se que uma lâmpada queimada pode dar outra dor de cabeça, que é a multa. Verifique a posição do facho de luz de seu farol. Posicione-o de forma que não irá iluminar somente o primeiro metro à frente da moto, ou tentar dar mais brilho às estrelas. O facho de luz deve pegar parte do chão e o que vem de encontro ao piloto. Verifique também as velas - se não tiver como limpá-las, o que às vezes é o suficiente, troque-as.






Preze pelo bom funcionamento da parte elétrica de sua moto. Faróis devem estar regulados para dar maior segurança à sua viagem noturna.






● Cabos - não se esqueça de verificar cabos de embreagem, freio e acelerador, que são itens que quase não nos preocupamos muito, devido à durabilidade, mas, uma hora, ele vai arrebentar e poderá deixá-lo na mão. Que não seja durante uma viagem.

● Óleo - é um item de extrema importância e cuidado em sua máquina. É o líquido que, ao mesmo tempo, lubrifica e arrefece as partes internas e vitais do motor. Assim como a graxa tem o poder proteger a corrente contra o perigo de arrebentar, devido ao calor intenso, que é gerado pelo atrito com a coroa e o pinhão, o óleo também faz a proteção contra os atritos ocorridos nas engrenagens e no cabeçote. Se vai fazer uma viagem muito longa, digamos de 1.500 km, e você já tenha trocado o óleo há alguns dias e rodou um pouco, você pode, no meio do trajeto, completar o cárter e, ao chegar ao seu destino, fazer a troca. Mas, se você realizar a troca de óleo antes dessa viagem, preocupe-se em somente trocá-lo antes de retornar.






Você pode completar o óleo durante a viagem, mas, chegando no destino, encontre um tempinho para fazer a troca, antes de voltar para casa.







● Filtro de óleo - o sugerido pelo fabricante é que o filtro de óleo seja substituído a cada troca de óleo, o que não é bem necessário. Essa substituição pode ser feita alternativamente, isto é, a cada duas trocas de óleo. E procure usar filtros considerados de boa qualidade, pois corre-se o risco de o mesmo afrouxar-se e sua moto sair pingando óleo, até esvaziar o cárter. E você não quer isso, não é?

● Líquido de arrefecimento - se sua moto é refrigerada a líquido, ou seja, se ela possui radiador, não se esqueça de verificar o nível do líguido no reservatório. Você pode completá-lo com o fluido apropriado ou mesmo água, desde que limpa.

Além dos cuidados com a máquina, os cuidados pessoais também são muito importantes para evitar problemas irreversíveis ou amenizar o resultado do impacto, em caso de queda, por exemplo. Sendo assim, tenha os seguintes cuidados:

● Roupas - o correto é o piloto adquirir roupas especialmente desenhadas para motociclistas, daquelas com protetores especiais e em locais mais vulneráveis do corpo (joelhos, punhos e cotovelos). Mas, como nem todos podem adquirir uma dessas, que são caras, é aconselhável utilizar calças grossas (uma calça de couro já é mais acessível, ou uma calça de nylon justa por baixo de uma outra jeans), jaqueta de couro e uma botina ou calçado mais firme nos pés. Se vai pegar chuva, não se esqueça da roupa-capa.


Macacões de couro são ótimos, apesar de caros. Mas, o que pode valer mais: sua vida e sua integridade física ou um macacão desses?

● Capacete - os capacetes, conforme última resolução na Lei de Trânsito, têm prazo de validade, que são 3 anos. Tente revalidá-lo junto ao INMETRO ou, se não tiver mais jeito, compre um mais novo. É bom lembrar que os capacetes são numerados. Não se arrisque em comprar um sem antes experimentá-lo, pois, um número a mais ou a menos pode comprometer não só seu conforto em relação ao que já não é lá tão confortável, como também sua segurança. Em relação à viseira, trate de mantê-la sempre limpa e sem riscos, que atrapalham e muito a pilotagem, principalmente, em chuvas ou em viagens noturnas. Usar anti-embaçante no interior da viseira e um produto que evite acúmulo de água na parte externa é também uma ótima opção para proporcionar melhor visibilidade ao piloto.

● Bagagens - não se deve carregar bagagem excessivamente pesada ou grande em sua moto. Lembre-se, é uma moto, e não um carro com um big-bagageiro. O excesso lateral da bagagem pode comprometer a estabilidade da moto, assim como o peso compromete a dirigibilidade. Procure usar mochila para levar suas roupas e pertences pessoais e separá-los da barraca e outros pequenos apetrechos, por exemplo. Se sua moto permitir, adquira um bom par de alforjes - bolsas laterais ou traseiras - para compartilhar o peso e o volume de sua tralha.

● Documentação - geralmente, a polícia não pára os motociclistas que estão na velocidade e na linha correta do trajeto, mas, como tudo pode acontecer, meu amigo, não viaje sem estar com os documentos de sua moto, inclusive a sua CNH, devidamente em dia. Os caras não perdoam e, ficar no meio do caminho por causa de documentos vencidos, é sacanagem.

● Cuidados com o corpo - viajar de moto, apesar de ser uma maravilha, pode trazer alguns pequenos entraves, como dores no corpo, fadiga, visão cansada e outros efeitos colaterais. Para evitar ou amenizar tais sentidos, pare ao menos a cada hora e meia de viagem, estique seu corpo, faça o alongamento dos membros superiores e inferiores e dê uma descansadinha de leve, antes de continuar o trajeto. A viagem vai render mais do que você imagina. Ah, e beba água sempre que puder.

Garanta sua viagem. Sinta-se seguro e viaje mais tranquilamente. Você, motociclista e amante da liberdade, merece!

E boas estradas!

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...