quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Dafra Next 250: uma ótima opção


A Dafra sofreu bastante durante seu período de adaptação no mercado brasileiro. Motos davam problemas, era difícil conseguir peças de reposição, e a galera ficava a ver navios por algum tempo. Mas, como toda empresa séria, a Dafra não deixou por menos e foi atrás do prejuízo, fazendo novas alianças e, assim, conseguindo morder novamente sua fatia da pizza.
Tanque de 14,1 L: autonomia muito boa
Lançada em meados de 2012, em parceria com a empresa SYM Motors, de Taiwan, a Dafra Next 250 trouxe, além do preço camarada, boas novidades em sua estrutura e, especialmente, em seu motor de 25 cv e 249,4 cc. Entre as motocicletas dessa mesma cilindrada, ela parece ser a mais rápida. Outro aspecto que mudou muito, com a nova parceria da Dafra, foi a disponbilidade de peças, que acabou se tornando um dos maiores cuidados da empresa.
Com estilo diferente da Roadwin, também de 250 cc, mas carenada, a Next parece querer roubar o mercado de sua "irmã", que não teve lá muito sucesso nas vendas. A nova naked da Dafra tem, com certeza, feito a cabeça e mexido com o coração de muitos motociclistas, afinal, além de bonita, tem preço bastante acessível e, ainda por cima, é uma excelente motocicleta. Vamos aos "números".
Motor de 250 cc e 25 cv de potência
Possui motor monocilíndrico SOHC de 4 tempos, quadrivalvulado e refrigerado a água. Seu sistema de alimentação de combusível é por injeção eletrônica, o que garante à moto uma performance muito melhor e mais economia de combustível. O motor de 249,4 cc gera potência máxima de 25 cv a 7.500 rpm e torque máximo de 2,75 kgfm a 6.500 rpm. Aliado ao seu peso em ordem de marcha, por volta de 170 kg, pode-se dizer que ela é uma "motinha" bastante esperta.
Tanto nos centros urbanos, quanto na rodovia, em trechos mais curtos, a Dafra Next 250 mostra-se altamente capacitada, por ser também uma moto com ótimo índice de maneabilidade. Em termos de segurança, ela conta com freios a disco na traseira (220 mm) e também na dianteira (260 mm, duplo pistão). Usa pneus 110/70-17 na dianteira e 130/70-17 na traseira.
Banco do passageiro não muito confortável e suspensão dura
Uma das falhas encontradas, no entanto, foi em relação à amarração de bagagens: a Next não possui nenhum "ponto" de fixação ou amarração de elásticos, o que prejudica quem precisa carregar alguma coisa na garupa, como geralmente todo motociclista faz. Outra coisa não muito bem recebida nesta moto é a dureza do amortecedor traseiro: sofre o garupa, sofre o condutor, especialmente, em estradas danificadas.
Em termos de preço, a Dafra Next 250 tem altas vantagens: R$ 10.790,00, contra R$ 16.900 da Ninjinha 250, ou os R$ 15.490 da Honda CBR 250R.  Detalhe: a Dafra Next 250 foi consagrada a "Moto do Ano 2012" na categoria Street, escolhida pela Revista Quatro Rodas Motos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Kawasaki Ninja 300: concebida para ofuscar

O ano de 2013 já começa com uma grande novidade entre as pequenas esportivas, cujos motores rondam entre 250 e 300 cilindradas. A Kawasaki lançou no Brasil - agora, no finalzinho de 2012 - uma nova esportiva de 300 cc, pouco depois de ter lançado a 250 cc, que ficou conhecida como “Ninjinha” e já tinha conquistado um bom público. Segundo o próprio fabricante, a nova Ninja 300 foi concebida para ofuscar as demais motocicletas de sua categoria. Além do mais, ela foi especialmente projetada para atender às exigências do mercado brasileiro. Design agressivo e moderno, novas tecnologias e performance exclusiva fazem desta esportiva um modelo bastante desejado, não só aqui, em terras tupiniquins, como em todo o mundo.

Special Edition 
 A Ninja 300 conta com quatro cores, sendo uma Edição Especial (a Special Edition, como a “verdinha” que ilustra esta página e foi utilizada como modelo para o lançamento do concurso “Musa da Moto”, promovido pelo Jornal Moto News). Seus faróis duplos, o para-brisas , bem como suas rodas de liga leve são parte do conjunto que eleva esta maravilha da Kawasaki ao nível de uma verdadeira superesportiva, porém, em menor escala. Sem sombra de dúvidas, irá mexer bastante neste mercado, pois vem brigar diretamente com as Hondas CBR 250R e CB 300, com a Yamaha Fazer 250, com a Kasinski Comet GT 250R e, também, com a Dafra Roadwin 250. Contudo, a Ninja 300, que é, sim, uma bela atualização da Ninja 250, sai na frente, inclusive, na briga dos preços.

Motor 
O motor da Ninja 300 é bicilíndrico e tem câmbio de 6 velocidades. Possui 296 cilindradas reais e desenvolve 39 cv de potência a 11.000 RPM, contra os anteriores 33 cv da de 250 cilindradas. Segundo o engenheiro chefe da Kawasaki, Kunihiro Tanaka, em entrevista ao portal G1, “(...) a maioria das pequenas esportivas são motos pequenas com cara de grandes. No caso da Ninja 300, é uma moto grande que foi diminuída, uma verdadeira esportiva”. E, nisso, ele tem razão, porque a nova Ninja 300 é, praticamente, uma escala diminuída das superesportivas ZX-10R e ZX-14R, ambas da marca japonesa. E não parou aí: itens eletrônicos e mecânicos baseados nas grandes também foram redesenhados para se ajustarem ao novo motor de 300 cilindradas.

Segurança e conforto 
Como importante item de segurança, a Ninja 300 traz um sistema que evita o travamento da roda traseira em reduções bruscas de marcha - graças a um sistema chamado de “slipper clutch”, conhecido no Brasil como “embreagem antiblocante ou antideslizante” -, assistente de embreagem e freios ABS. Este dispositivo de freios é opcional e aumenta cerca de 2 mil reais no preço final, mas, a versão com ABS ainda conta com grafismos diferenciados em sua pintura. Para adaptar-se bem aos terrenos irregulares de países como o Brasil, onde o asfalto, convenhamos, não é lá dos melhores, especialmente, em trechos urbanos, a Kawasaki trabalhou sistematicamente na suspensão e no chassi da nova Ninjinha. Em suma, graças aos nossos terrenos, a empresa recalibrou os amortecedores e redesenhou todo o sistema de suspensão, a fim de que pudesse levar ao consumidor uma motocicleta que não primasse somente pelo belo visual, ou pela velocidade, mas também pela segurança e conforto que ela deve proporcionar ao piloto.

Injeção e desempenho 
Alimentada por injeção eletrônica, Ninja 300 tem capacidade para 17 litros em seu tanque de combustível, o que lhe rende cerca de 350 km de autonomia. Sem garupa ou peso extra, ela pode fazer facilmente 21 km/l. Isso se deve, especialmente, às novas válvulas de aceleração duplas, tecnologia herdada de suas irmãs ZX maiores. Elas permitem combustão mais eficiente, elevam o desempenho geral do motor e, assim, gera economia de combustível (há versões somente a gasolina). Os pistões também são itens que influenciam no desempenho da moto. No caso da Ninjinha 300, eles estão mais leves, com topo plano, o que reduz o peso final. O revestimento de cada pistão é em alumínio, o que o torna ainda mais durável. Junto com os pistões, ajudam também no desempenho: a composição dos cilindros (de alumínio fundido, ficou mais leve) e das juntas, bem como o escapamento, com duas saídas em uma. Ele está mais comprido e com diâmetro maior do que sua antecessora, a 250, com silenciador mais curto e mais eficiente.

Instrumentos e tecnologia 
O painel de instrumentos não foge ao estilo esportivo, contudo, traz bastante modernidade em seu design e também em suas funções. Trata-se de um painel com mix de analógico (como o conta-giros) e digital, em LCD de multifunções: velocímetro, relógio, nível de combustível, parciais, odômetro e modo de pilotagem econômica. As luzes em LED garantem maior visibilidade durante a noite. A Kawasaki Ninja 300 tem preço sugerido de R$ 17.990,00 para o modelo convencional e de R$ 19.990,00 para o modelo com ABS. Em relação à sua concorrente mais barata, que é a Dafra Roadwin 250, a diferença é de cerca de 65%; em relação à CBR 250R, da Honda, essa diferença fica em torno de 25% (o preço sugerido da Honda é de R$ 15.490,00). Contudo, o consumidor tem que ter na cabeça de que está levando para casa uma moto mais nova, tecnologicamente, e com 50 cc e um pouco de potência a mais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Louco por Motos lança jornal impresso em GO

Goiânia, agora, conta com um novo informativo sobre o mundo das motos. O primeiro informativo em formato de jornal, totalmente colorido e em papel couchê: Jornal Moto News.

Abaixo, uma amostra da primeira edição. Em novembro, tem mais.

Campanha política

Caros amigos e leitores do Louco por Motos.

Nestes últimos meses, tenho trabalhado acirradamente na campanha eleitoral, como redator em uma agência de marketing político, além de estar envolvido com o lançamento de um jornal especializado em motociclismo em Goiânia - sua versão eletrônica é apresentada no post seguinte. 
Por isso, os posts têm sido mais escassos, contudo, após a campanha política, estaremos postando novidades muito bacanas sobre o mundo maravilhoso das duas rodas.
Obrigado a todos pela compreensão e um motoabraço.

Mozart.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Yamaha: FZ 16 pode ser aposta para 2013

Anunciada há algum tempo, a Yamaha FZ 16 é uma moto projetada para o trecho urbano, mas com características visuais de moto esportiva de alta cilindrada. Há quem diz que é "sucata" vinda lá de fora, mas, é de se saber que ela faz muito sucesso em outros países, em especial, na Índia, onde ela é fabricada.
Com visual bastante arrojado e, como disse, esportivo, a FZ 16 nerm parece, à primeira vista, possuir um motor de 150 cc. Segundo o site Bike Advice, a FZ 16 muda o conceito de street bike, com seu estilo ousado, forte e agressivo.

Realmente, olhando-a rapidamente, qualquer pessoa se indaga se ela não seria, ao menos, uam 250 cc. Mas, ao prestar mais atenção aos detalhes e, especialmente, ao motor, verá que ela tem, mesmo, 150 cc, mas satisfaz bem o piloto, pela agilidade e fácil manobrabilidade.
Seu tanque, com capacidade para 14 litros, na verdade, fica oculto por um "tanque" falso, que lhe dá impressão de moto maior. Seu consumo fica em torno de 40 km/l na cidade (+/- 80 km/h) e 50 km/l na rodovia (+/- 100 km/h). Para aumentar ainda mais a sensação de moto grande, seus pneus são mais largos do que os de suas concorrentes de mesma cilindrada: 140 mm na traseira e 100 mm na dianteira; seu escapamento, para completar, é um tubo de 1,5 m, curto e esportivo.
Mas, calma lá! Estamos falando de um motor com 153 cm­³, torque de 13,6 kgf.m (a 6000 rpm) e que pode atingir por volta dos 115 km/h.

Na Índia, ela ainda é fabricada com alimentação carburada. Não há informações se, vindo para terras tupiniquins, ela terá modificado seu sistema de alimentação. É esperar mais um pouco, para ver os anúncios relacionados.
Contudo, que se tem, ainda, é uma conversa, séria, mas uma conversa, Não temos nada confirmado, ainda, a respeito de sua vinda. Mas, com certeza, seria uma moto perfeita para se trafegar na cidade com uma elegância a mais, porque, convenhamos, pode não ser uma moto de competição, mas é bem bonita.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CBR 400R: o retorno?

No Japão, a Honda está anunciando (ou fazendo barulho) a volta da CBR 400R, uma moto que fez muito sucesso aqui no Brasil, até por volta dos anos 90. 
Essa moto, vindo para o nosso país, com certeza, vai chamar a atenção da velha guarda, bem como, dos novos baianos. Isso, porque falta potência entre nossas 250 e 600 cc (desculpem-me os proprietários das 500 cc, não estou querendo "tirá-los", mas que está faltando opção, isso está). E, em termos de preço, sem dúvida, virá com valor bem competitivo.
O negócio, por enquanto, é aguardar o lançamento e as novidades a respeito desse retorno. 

Motoabraço.

Brasília Motocapital: evento cada vez maior


O evento motociclístico Motocapital, realizado pela 9ª vez, em Brasília-DF, deixou um saldo bastante positivo, não só de visitantes, como também das programações, que encantaram o público.
Só de motoclubes participantes, esse ano, foram 1200, do Brasil e estrangeiros, também! Houve a presença de representantes do LAMA (Latin America Motorcycle Association), que possui o maior número de integrantes do mundo inteiro.
Entre as visitas, somaram cerca de 304 mil pessoas circulando pela Granja do Torto, local onde a festa é realizada todos os anos. Das bandas que lá tocaram esse ano, destacam-se Raimundos e Velhas Virgens. Foram cinco dias de muito rock, muita gente bacana (e "louca", também), e muita moto linda rodando. Para se ter ideia da "globalização" do evento, houve a presença do sr. Playboy Hugh Hefner, dono e fundador da revista e do império das mulheres nuas, que, inclusive, foi quem deu a nota para a Garota Devassa deste ano, Juliana Salles.
Uma novidade, nesta nona edição, foi a presença de uma unidade móvel do Hemocentro, onde vários participantes puderam colaborar com a doação do melhor sangue que pode existir: o de um motociclista.
Devido ao sucesso, um dos organizadores do evento, Marco Portinho, já anuncia a primeira edição do Rio Motocapital, que ocorrerá em março de 2013 no Rio de Janeiro.
Parabéns aos organizadores do Brasília Motocapital. Motoabraço e até lá.

Comparativo: Big Trails do Brasil


Todos estão de acordo numa coisa: rodar pela maioria das ruas e estradas brasileiras, é pedir para andar de carroça com o pior amortecedor já inventado. Mas, cara, experimente rodar por aí com um motorzão a partir de 600 cc e com estrutura apropriada para os mais – desculpem-me a expressão – safados terrenos tupiniquins! A vida é outra com as big-trails. Vamos, aqui, conhecer alguns dos melhores motores encontrados no Brasil, num comparativo entre: BMW G650 GS, Suzuki V-Strom 650, Yamaha XT 660R e a Honda Transalp 700.

BMW G 650 GS
Considerada a “porta de entrada” da marca, a G 650 GS é uma moto de design muito atrativo e preço idem. Comercializada na faixa dos R$ 29.800,00, dos modelos deste comparativo, ela é a segunda mais barata, ficando a XT 660 em primeiro lugar.
Em cilindrada real, está em terceiro, abaixo da XT e da Transalp: são 652 cm3 num motor monocilíndrico.  O motor é refrigerado a líquido e oferece potência de 50 cv a 6500 rpm, com torque máximo de 60 Nm a 5000 rpm:  alto torque e baixo consumo. Permite uma rápida mudança nas marchas, proporcionando pilotagem bem segura, especialmente, em pistas mais acidentadas. O chassi, em dupla trave de aço e estrutura traseira aparafusada, dá mais agilidade ao conjunto.
Seus freios são de pinça única, contudo, o sistema ABS, que vem de série nesta moto, pode ser desativado para fazer trilhas.  O “corpo” da moto foi remodelado a partir de sua antecessora, a F 650 GS (já tida como uma excelente moto), com o uso de para-brisas baseado nos modelos GS. O cockpit possui um design esportivo e moderno e ela foi dotada de painel completo. Além disso, conta com acessórios opcionais, como protetor de cárter e compartimentos de bagagem muito práticos. Manoplas aquecidas e freios ABS já saem em série.
Uma excelente moto, ótima pilotagem e manobrabilidade. Assim é a BMW G 650 GS, uma motocicleta que inspira aventura. Consumo:  26,7 km/l @ 120/h no modelo testado.

Suzuki V-Strom 650
Às vezes, vê-la somente como uma big-trail chega a ser um insulto, porque, na verdade, essa moto é uma verdadeira estradeira. Seu conforto começa a partir de seu visual, porque, só de olhar, você já a sente como uma motocicleta muito confortável.
Seu motor bicilíndrico em V possui 645 cm3, o “menor” deste comparativo, contudo, não quer dizer que seja o pior dos modelos. Por exemplo, em potência, ela oferece 67 cv a 8000 rpm, contra os 50 cv @ 5000 rpm da G650 GS (adiante, veremos que os demais modelos oferecem “cavalaria” menor).  Assim como em todos os outros modelos aqui comparados, a V-Strom possui injeção eletrônica e motor refrigerado a líquido. Contudo, é a única a possuir câmbio de 6 marchas, contra as 5 marchas dos demais modelos.
O tanque da V-Strom é também o maior, dentre as suas concorrentes: 22 litros. Na BMW são 17,3 litros; na Transalp são 17,5 litros; e na XT 600, 15 litros. Em termos de peso (em ordem de marcha), a V-Strom só perde para a Transalp (por volta de 225 kg), com seus 217 kg. A BMW pesa 192 kg e a Yamaha XT 660 184 kg.
Uma motocicleta muito segura e confortável. Em preço, está em segundo lugar, atrás também da Transalp: R$ 34.590,00. Um preço meio alto, sem dúvida, mas, como sabemos, isso é Brasil e nada aqui é de graça. Aliás, tudo tem que ser muito mais caro do que no resto do mundo. Seu consumo chegou à média de 19,8 km/l a 110 km/hora, uma ótima nota, por sinal. Afinal, são mais de 400 km sem pedir reabastecimento!

Yamaha XT 660R
Hoje, podemos afirmar que este é o modelo mais vendido, entre estes do comparativo. Primeiro, pelo preço, que é por volta de R$ 26.900,00, sendo, então, a mais barata das quatro aqui apresentadas. Mas, em tempo, não quer dizer que seja uma moto ruim, é, sim, até muito boa moto.
Delas, é a única que realmente possui o motor com o tamanho informado: exatos 660 cm3, sendo, então, a terceira mais “potente” entre as quatro. Pelo menos, cubicamente falando. Seu motor monocilíndrico oferece 48 cv a 6000 rpm, chegando bem próximo aos 50 cv da BMW. Seu torque máximo é de 5,95 kgf.m a 5250 rpm.
A XT 660 tem também a versão Ténéré, que manteve o visual mais voltado ao rally, com menos detalhes urbanos, digamos assim.  Para pegar uma rodovia, numa viagem com a galera, a versão R tem, lá, suas vantagens. Oferece melhor conforto e, por ser uma moto mais leve do que a versão rally, mais maneabilidade na rodovia.
Seu tanque, de 15 litros, permite uma autonomia de cerca 260 km, o que garante uma boa rodagem nas estradas, mas, ainda assim, está bem atrás da V-Strom, da BMW e, em menor proporção, da Transalp.

Honda Transalp 700
Um show de moto, muito linda! Para quem ainda não sabe, ela é a evolução das antigas XL (250 e 350), mas, nem se toca nisso. O importante é que a Honda fez uma big trail com jeitão adventure e com a intenção de tomar boa parte desse mercado.
Seu motor, duplo cilindro em V, tem 680,2 cm3 e gera 60 cavalos a 7500 rpm. Possui, assim como as demais, refrigeração líquida e é alimentada por injeção eletrônica.
Seu tanque, com 17,5 litros de capacidade, permite uma autonomia de cerca de 297 km, ou seja, algo como 17 km/l. Isso é possível devido ao sistema PGM-FI, que utiliza dois corpos injetores de 40 mm de diâmetro, integrados numa única unidade, cada qual com 12 orifícios injetores. Dessa forma, contribui para uma mistura ar x combustível de forma mais eficaz, trazendo potência e redução no consumo.
O modelo possui, também, sua versão com ABS – o Combined ABS (C-ABS), desenvolvido pela Honda. Neste sistema, a pinça dianteira apresenta três pistões, que permite ainda maior segurança nas frenagens.
A Transalp ainda possui um sistema antifurto, denominado HISS, que fora desenvolvido pela própria Honda. Com esse sistema, somente a chave original poderá funcionar a motocicleta, devido ao chip eletrônico responsável pelo reconhecimento da chave.
Em termos de preço, a XL 700V Transalp consegue ser a mais carinha, entre as do comparativo: R$ 34.800,00. Agora, depende de você, de quanto você está disposto a investir em seu lazer. Todos os modelos aqui vistos são excelentes motocicletas, que trarão, de um jeito ou de outro, muita satisfação ao seu proprietário. E que você, meu amigo, ainda possa ser um felizardo, nesse sentido.

Box comparativo:


terça-feira, 31 de julho de 2012

Citycom 300i: o novo Maxi Scooter da Dafra

Foto: Divulgação/Dafra
Dizem que, depois que você pilota uma maxi-scooter, vai ficar um pouco decepcionado com o conforto que sua moto oferece. Chamada de "poltrona ambulante" pelo jornal Estado de Minas, realmente, a Citycom 300i é o tipo de motocicleta que dá vontade de rodar o dia inteiro.
A scooter é originária de uma parceria entre a Dafra e a Sym (Sanyang Motors) e foi projetada para atender ao mais exigente mercado do mundo, o europeu. E, lá, teve boa aceitação, diga-se de passagem.
Seu desempenho é garantido por um motor de 4 tempos, monocilíndrico, OHC, de 263,7 cm³. Possui boa potência para uma scooter, que é de 23 cv a 7.500 rpm. O torque é de 2,4 kgf.m a 5.500 rpm. Só para efeito de comparação, a Fazer 250, da Yamaha, produz torque de 2,1 kgf.m e 21 cv de potência. Segundo testes, ela atinge os 130 km/h com facilidade, o que a torna mais segura em rodovias. Como se vê, até mesmo pelo seu peso (182 kg, em ordem de marcha), tem capacidade para gerar força em média rotação, o que permite uma pilotagem mais macia. Sua partida é elétrica.
Possui transmissão CVT, ou seja, automática de variação contínua, possibilitando infinitas relações de transmissão. A capacidade do cárter de óleo é de 1,2 litros na substituição, ou de 1,4 litros na desmontagem do motor (se e quando necessário). O tanque de combustível é de 10 litros, incluindo 1,5 litro da reserva.
Possui rodas de liga de alumínio de 16 polegadas (maiores que outras scooters) e usa, originalmente, pneus da marca Metzeller, com as seguintes medidas: traseiro: 130/70R16 e dianteiro: 110/70R16. Os freios, dianteiro e traseiro, são ambos a disco com sistema de acionamento hidráulico.
Devido ao motor, a Citycom faz 24 km/litro, mesmo assim, um número bastante aceitável para a sua cilindrada. Um pouco maior do que as scooters de 150 cc, é perfeitamente "adaptável" a um adulto com 1,80 m ou pouco mais de altura.

Em comparação com a maxi-scooter da Suzuki, a Burgman 400 - sua concorrente mais direta, teoricamente, por assim dizer -, a Citycom tem algumas vantagens (e boas): preço (talvez, no Brasil, o item mais importante) e ser única na cilindrada oferecida (e que, para este porte, não precisa de mais). Além do mais, é montada em Manaus e as peças de reposição estão mais ao alcance do proprietário.
Foto: Revista Extreme

A Citycom tem preço sugerido de R$ 12.290,00 - menos que a metade do preço da Burgman, que é comercializada a R$ 26.900,00. Interessou-se? Vá à concessionária mais próxima e veja o que essa nova maxi-scooter tem a oferecer.
O link a seguir mostra testes feitos pela revista Motociclismo.

http://youtu.be/BHAZ9z7vFf4

Kawasaki faz Recall


A Kawasaki inicia processo de recall de 15.150 motocicletas Ninja 250, no Brasil.
O problema foi detectado no sensor de queda, que pode se deslocar e interferir no funcionamento do motor. Evidentemente, se o piloto estiver em uma velocidade considerável, poderá sofrer um acidente - especialmente, em curvas.
A empresa pede para que os proprietários entrem em contato com a concessionária autorizada mais próxima, a fim de agendar a substituição do kit, que está sendo feita gratuitamente.
O recall inclui os modelos de 2009 a 2012. Mais informações: (11) 4422-9309 ou 0800-773-1210.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

NC 700: um novo conceito da Honda


De olho em um novo mercado de motocicletas de média-alta cilindrada no Brasil, a Honda acaba de lançar um novo conceito em motocicleta: a NC 700, nas versões "S" e "X". A segunda é equipada com ABS e custa quase 2 mil reais a mais que a versão standard.
A NC 700 foi apresentada no salão de Milão, em 2011, mas só agora, em meados de 2012, veio parar em terras tupiniquins. E não veio para marcar bobeira. A motocicleta promete. A não ser pelo seu preço, que não agradou muito ao consumidor brasileiro, ela tem tudo para dar certo em nossos terrenos. Apesar de ser uma moto mais apropriada ao asfalto, devido ao seu estilo “crossover”, ela suporta bem alguns tipos de terrenos acidentados.

A NC 700, em termos de categoria, é como se fosse um híbrido de maxi-trail e sport-naked, por assim dizer. Não é à toa que dará conta de todo o tipo de terreno, ou a maior parte deles, que temos por aqui. O modelo "X" carrega mais uma vantagem em relação à "S", por oferecer um pouco mais de conforto, economia e versatilidade.
Ela vem equipada com um motor bicilíndrico de 669,6 cm3, no qual é gerada uma potência de 52,5 cavalos a 6250 rpm e torque de 6,4 kgfm a 4700 rpm. Devido à força de seu motor, aliado ao excelente desempenho do quadro, tais números a fazem, na prática, uma motocicleta de bastante conforto, em baixas rotações, nos perímetros urbanos, como também, uma ótima companheira de viagens, curtas ou longas.
Visualmente, é uma motocicleta que traz o modernismo em seu design. Em termos de acessórios, além do básico, ela oferece um espaço específico para o transporte de um segundo capacete, ou outros objetos, o qual está localizado no local onde, normalmente, está o tanque de combustível. Seu verdadeiro tanque encontra-se embaixo do banco e tem capacidade para 14,1 litros. A Honda garante que, com esse posicionamento, conseguiu melhorar o centro de gravidade da moto e, consequentemente, sua manobrabilidade.

As maiores concorrentes da NC, no Brasil, atualmente, são: Kawasaki Versys 650 cc, BMW GS 650 e Yamaha XJ 6N – como vemos, grandes nomes, grandes potências em se tratando de motores. Mas, a Honda quer provar que não fica atrás de nenhuma dessas.

Crossover
O termo está sendo bastante utilizado para definir aqueles veículos que, apesar de terem aspecto de “aventureiros do barro”, não são bastante adequados para o uso off-road, apesar de não ter problemas em inseri-los na terra. Portanto, a NC 700 não é uma moto para ser confundida com uma big-trail, que possa “escalar montanhas” – mas, mesmo assim, não deixa de oferecer conforto e segurança.
E por falar em conforto, uma das características desta moto é que justamente o posicionamento do piloto, cujos braços são melhor acomodados ao guidão e as pernas não ficam tão flexionadas como em modelos semelhantes – ou mesmo nas trilheiras. O assento da NC possui dois níveis e foi desenhado para evitar que o garupa escorregue sobre o piloto, nas frenagens e, também, permite que as pernas deste se fixem melhor ao “tanque”.

Pilotagem
A NC 700 é uma moto de fácil pilotagem. Permite mudança rápida e ágil na direção, é estável em altas velocidades e tem um comportamento bastante alinhado. O que pode, às vezes, trazer um certo “quê” ao piloto, são: a bolha (párabrisas) não teve seu tamanho suficientemente projetado para segurar o ar em velocidades acima de 140 km/h; e, inicialmente, o piloto pode estranhar, pois as marchas são curtas, ganhando melhor dinamismo a partir da 3ª. Mas, não é isso, nem a bolha que vai denegrir esta excelente motocicleta.

Valores
Chegamos, enfim, à parte mais dolorida do post. A versão standard está sendo comercializada por R$ 27.490, enquanto a versão ABS sai por R$ 29.990. São valores não muito fora do mercado nessa categoria, mas, deixa o consumidor pensar em algumas outras possibilidades. Daí, vai o gosto pessoal ou o quão o consumidor gosta daquela marca.

Motoabraço a todos. E feliz Dia do Motociclista pra você!






Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...