Mostrando postagens com marcador esportiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esportiva. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

A Lenda da Velocidade: Uma Análise Profunda sobre a Suzuki Hayabusa

 A Lenda da Velocidade: Uma Análise Profunda sobre a Suzuki Hayabusa


Salve, motors!

Se você é um entusiasta do motociclismo de alta performance, com certeza já ouviu o nome "Hayabusa". Esta máquina da Suzuki, oficialmente conhecida como GSX-1300R Hayabusa, não é apenas uma moto; é um símbolo de potência e velocidade. Desde o seu lançamento, ela tem rompido limites e conquistado o status de lenda.

Fig. 1. Novo modelo da moto mais rápida do Brasil


Acompanhe a história de como esta supermáquina surgiu e como ela continua a moldar o mercado de motos esportivas.

A Origem do Falcão Peregrino: Nascimento e Propósito

A Suzuki Hayabusa foi lançada em 1999. Sua introdução causou uma profunda impressão na imprensa, imediatamente ganhando aclamação como a motocicleta de produção mais rápida do mundo.

Fig. 2. Um dos primeiros modelos da "abusada" Hayabusa

O objetivo da Hayabusa era claro e ousado: destronar a Honda CBR1100XX Super Blackbird. A Hayabusa superou a Super Blackbird por uma margem significativa, entre 16 e 23 km/h, garantindo seu lugar como a moto de produção padrão mais rápida do século XX.

Na sua primeira geração (1999–2007), a Hayabusa contava com um motor de 1.299 cc, quatro cilindros em linha, refrigerado a líquido. Essa configuração entregava uma potência impressionante, auxiliada por um sistema de indução de ar forçado (ram air system).

Fig. 3. Um dos primeiros modelos


Quem a Projetou?

O responsável pela estética inconfundível da Hayabusa foi o designer da Suzuki, Koji Yoshiura. O seu objetivo em 1999 era criar um design "um tanto grotesco" para gerar um forte impacto inicial, buscando um estilo que seria a "Face" da Suzuki e que não ficaria desatualizado em poucos anos.

Fig. 4. Talvez, se você visse esse senhor nipônico nas ruas, nem daria atenção a
ele, não é? É simplesmente o "inventor", o designer da Hayabusa: Koji Yoshiura


Apesar de ter sido chamada de feia por alguns na imprensa, a sua forma bulbosa e aerodinâmica era fundamental para atingir as velocidades recordes.

Curiosidade: O Predador da Velocidade

A Hayabusa carrega um nome com significado profundo: Hayabusa (隼) é a palavra japonesa para "Falcão Peregrino". Esta ave é frequentemente usada como metáfora para a velocidade devido ao seu mergulho vertical de caça (stoop), que atinge entre 290 e 325 km/h, tornando-a a mais rápida de todas as aves.

Fig. 5. Ela pode chegar a 312 km/h!


A escolha do nome não foi aleatória. O falcão peregrino se alimenta de melros (blackbirds), o que refletia a intenção da Suzuki de destronar a rival Honda CBR1100XX Super Blackbird.

A versão de 1999 foi tão rápida que foi a primeira moto a ultrapassar os 300 km/h, chegando a incríveis 312 km/h.

Fig. 6. Imagine você numa dessas...


A Evolução Eletrônica e Mecânica

Ao longo dos anos, a Hayabusa evoluiu, adaptando-se a novas demandas de emissões, ruído e tecnologia, mantendo sua reputação de excelência em performance.

1. Primeira Geração (1999-2007) - equipada com motor de 1.299 cc.

2. Segunda Geração (2008-2020) - o motor foi revisado com um aumento no curso em 2 mm, elevando a cilindrada para 1.340. A taxa de compressão aumentou de 11:1 para 12,5:1. Apesar das mudanças limitadas, isso resultou em um grande aumento de potência, com a potência alvo no virabrequim sendo mais de 190 hp, entregando 194 hp.

3. Terceira geração (2022-Presente)Anunciada em fevereiro de 2021. Esta nova versão apresenta um motor de 1.340 cc, com potência de 140 kW (190 hp). O foco principal do desenvolvimento foi otimizar a performance global, tornando-a mais controlável e previsível.

Fig. 7. Parece complicado, mas é mesmo...


A Hayabusa moderna está repleta de tecnologia. Ela incorpora o Suzuki Intelligent Ride System (S.I.R.S.), que é composto por 5 avançados sistemas de controlo eletrónico. Estes incluem:

  • Sistema de seleção de modos de condução (SDMS-α).
  • Controlo de tração dinâmico (10 modos + Off).
  • Seletor de modos de potência (3 modos).
  • Quick Shift bi-direcional (2 modos + Off).
  • Limitador Ativo de Velocidade.
  • Cruise Control.

O desenvolvimento procurou manter a fiabilidade e a durabilidade, apresentadas num pacote de estilo e graciosidade únicos. Além disso, a moto possui uma distribuição de peso perfeita de 50:50.

Fig. 8. A Hayabusa chama a atenção em qualquer lugar


O Dilema da Super Potência: 312 km/h versus 110 km/h

A Hayabusa foi projetada para a velocidade máxima extrema, atingindo inicialmente 303 a 312 km/h. No entanto, a escalada dessa "corrida armamentista" de velocidade levou a temores crescentes de regulamentação europeia ou mesmo de banimento de importação.

Em resposta, no final de 2000, os fabricantes japoneses e europeus entraram em um acordo informal (o "acordo de cavalheiros") para limitar eletronicamente a velocidade máxima das motocicletas de produção a cerca de 299 km/h (186 mph), começando com o modelo de 2001.

Fig. 9. Painel modelo 2008

Fig. 10. Painel modelo 2022


Essa realidade ilustra o desafio de possuir uma moto com potência massiva (o modelo mais recente tem 190 hp e 1340 cc) em ambientes com limites de velocidade rigorosos. Em países onde o limite máximo em rodovias é de 110 km/h, a Hayabusa opera, na prática, com uma fração minúscula de sua capacidade total.

Curiosamente, mesmo com o limitador de velocidade, a Hayabusa não perdeu o seu apelo. Houve uma previsão de que o limite de velocidade afetaria as vendas, pois os compradores não iriam querer uma moto limitada, mesmo que nunca se aproximassem do máximo teórico. No entanto, as vendas nos Estados Unidos aumentaram ano após ano entre 1999 e 2006.

Para além da velocidade pura, a Hayabusa é elogiada por sua performance completa, pois não compromete drasticamente outras qualidades como manobrabilidade (handling), conforto, fiabilidade e economia de combustível. No entanto, a existência de um motor tão potente faz com que a utilização das funcionalidades de ponta, como o controle de elevação da roda dianteira (10 modos + Off) e o Limitador Ativo de Velocidade, seja essencialmente uma questão de segurança e controle, ou um luxo tecnológico, em vez de uma necessidade de performance dentro dos limites legais de 110 km/h.

A Hayabusa continua a ser uma das motocicletas mais populares para customização, e a facilidade de tuning do motor permite que a potência seja aumentada com turbo compressores, podendo elevar a força para mais de 600 bhp (450 kW). A lenda está de volta, melhor do que nunca, pronta para transportar o seu piloto para o futuro — mesmo que esse futuro seja a 110 km/h.

Valeu! Motoabraço!


quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Yamaha YZF-R3 2025 - O que essa esportiva tem de bom?

 Yamaha YZF-R3 2025 - O que essa esportiva tem de bom?


Salve, motors!

Acredito que por aqui há alguns fãs das motos da Yamaha, com certeza. 

A Yamaha divulgou detalhes de sua moto esportiva de entrada aprimorada, a YZF-R3, que estará disponível nas concessionárias (americanas) a partir de dezembro. A moto terá o preço de $5.499, algo em torno de R$ 31.309,00 no câmbio de 23/10/24, ou seja, o mesmo preço sugerido de fábrica da edição de 2024. Bom, por aqui, podemos esperar algo um pouco acima disso, já que a versão disponível, sem a atualização, está sendo ofertado pelo site oficial da marca por R$ 34.190,00.

Yamaha YZF-R3 2025 em Matte Stealth Black. Foto: Yamaha


Para 2025, a YZF-R3 recebe uma reformulação estética, com uma carenagem atualizada que visa imitar o design de seus modelos maiores, a YZF-R1 e YZF-R1M. Isso inclui uma nova carenagem frontal e painéis de carroceria atualizados, além de uma seção de asa traseira redesenhada. As mudanças na carroceria também permitem um assento mais estreito e coberturas laterais que facilitam o alcance dos pilotos com pernas mais curtas ao solo.

A YZF-R3 2025 mantém todas as suas principais peças mecânicas iguais às do modelo do ano passado e, apesar de algumas outras atualizações, seu preço permanece o mesmo de 2024. Foto: Yamaha


Em termos de mecânica, a YZF-R3 permanece em grande parte inalterada, exceto por uma nova embreagem assistida e deslizante. Esse sistema utiliza cames de assistência e deslizamento para suavizar reduções de marcha e frenagens do motor, além de tornar mais leve o acionamento da embreagem no guidão.

A moto também vem com iluminação LED atualizada, um painel de instrumentos LCD atualizado, além da capacidade de se conectar a um smartphone via Bluetooth por meio do aplicativo Yamaha Motorcycle Connect (Y-Connect). Isso permitirá aos pilotos receber informações sobre chamadas recebidas e outras notificações, atualizações de status da moto e funcionalidades de rastreamento de dados.

Yamaha YZF-R3 2025 em Branco Lunar e Azul Nebular. Foto: Yamaha


A Yamaha YZF-R3 2025 estará disponível nas cores Team Yamaha Blue, Matte Stealth Black, ou Lunar White e Nebular Blue.

Ficha técnica:

**Especificações Técnicas da Yamaha YZF-R3 2025 no Brasil**


Preço sugerido: A definir (equivalente ao mercado brasileiro)

Motor: 321 cc, DOHC, 2 cilindros em linha, refrigerado a líquido; 8 válvulas  

Diâmetro x Curso: 68,0 mm x 44,1 mm  

Taxa de compressão: 11,2:1  

Alimentação: Injeção eletrônica de combustível (EFI)  

Embreagem: Multidisco em banho de óleo, assistida e deslizante  

Transmissão/Tração final: 6 marchas / corrente  


Chassi: Tipo diamante  

Suspensão dianteira: Garfo invertido KYB (USD); curso de 130 mm  

Suspensão traseira: Amortecedor único KYB monocross, ajustável na pré-carga; curso de 125 mm  

Freio dianteiro: Disco hidráulico de 298 mm com ABS  

Freio traseiro: Disco hidráulico de 220 mm com ABS  


Rodas dianteira/traseira: Alumínio fundido, 10 raios; 17 pol. / 17 pol.  

Pneus dianteiro/traseiro: Dunlop Sportmax GPR-300; 110/70-17 / 140/70-17  


Ângulo de cáster/trail: 25,0° / 94 mm  

Distância entre eixos: 1.380 mm  

Altura do assento: 780 mm  

Capacidade do tanque: 14 litros  

Peso (em ordem de marcha): 169 kg  


Disponibilidade: Dezembro de 2024 (Estados Unidos)

Contato: yamaha-motor.com.br  


**Observações:** Os preços e especificações podem variar conforme a região e políticas da Yamaha no Brasil.

sábado, 12 de novembro de 2022

BENELLI apresenta suas BKX 250 e BKX 250 S na EICMA 2022

 BENELLI apresenta suas BKX 250 e BKX 250 S na EICMA 2022


Salve, galera motor! Tudo beleza?

A EICMA é uma feira internacional de motos que acontece em Milão, na Itália. Atualmente, está em sua 17ª edição e está rolando entre os dias 10 e 13 de novembro deste 2022. É considerada a feira de motos mais importante do mundo. 
]
A EICMA é a maior feira internacional de motos. Foto: EICMA/Divulgação


Como em todas as feiras, seja de carros, motos ou outros veículos, são apresentados modelos que serão lançados já no próximo ano, e também protótipos, que mais são uma prova prática do que os engenheiros da marca podem fazer.

Bom, a Benelli é uma fabricante de modelos incríveis de motos, tendo se estabilizado no Brasil somente a partir de 2014, quando abriu sua primeira concessionária, na cidade de São Paulo.

Apesar de não ser tão comum de se ver em várias cidades, há algumas capitais onde você encontra essas maravilhas italianas rodando. Os modelos mais comuns, aqui no Brasil, são a
Benelli TNT 899

pequena e esportiva parrudinha TNT 135, a mid-trail TRK 502, a carrenada BN600, a parruda naked TNT 899, entre outras.

Na EICMA deste ano, foram apresentadas as novas BKX 250 e BKX 250 S, que poderão estar no Brasil em breve. 

Benelli na EICMA 


As novas gerações BKX 250 e 250 S são duas motos que compartilham o mesmo motor de
Benelli BKX 250 S

250cc, produzindo 25,8cv a 9.250 rpm e 2,1 kgfm  de torque a 8000 rpm. 
Enquanto a BKX 250 é uma moto de estilo aventureiro, a BKX 250 S foi feita para se dar bem nas ruas. 

Ambas possuem visual atraente e se concentram no manuseio e na facilidade de condução. Equipado com uma estrutura de berço duplo em tubos de aço, garfo invertido com escoras de 41 mm e pré-carga e excursão da mola mono ajustável, do ponto de vista técnico eles diferem nas dimensões do chassi, aros e tamanhos dos pneus. A BKX 250 adota rodas raiadas, 19" na dianteira e 17" na traseira, emborrachadas com pneus 100/90 e 140/80 respectivamente. No BKX 250 S as rodas de liga de alumínio são de 17”, com pneus 110/70-ZR17 e 150/60-ZR17.

Benelli BKX 250. Quase a mesma coisa, mas as rodas são
raiadas, enquanto que na 250 S são de alumínio.




quinta-feira, 23 de julho de 2020

XIAOMI REVELA SUA PRIMEIRA MOTO ELÉTRICA

XIAOMI REVELA SUA PRIMEIRA MOTO ELÉTRICA

E ae, motors? Tudo bem com todos? Época de distanciamento social, desemprego batendo records, a mídia batendo feio nas teclas "covid-19" e a gente aqui, lendo sobre motos, não é? Melhor assim. :))

Então, como se já não bastassem os vários produtos no segmento da comunicação e do lazer, com os celulares e drones que fabrica, a chinesa Xiaomi vem chamando a atenção do público com sua Segway Apex, moto elétrica que alcança 0 a 100 km/h em apenas 4 segundos (segundo o fabricante) e pode alcançar os 200 km/h. Para uma moto elétrica, isso é um grande avanço.


Já falei sobre a Livewire aqui no blog, a elétrica da Harley Davidson. Só para efeito de comparação, sua velocidade máxima é de 153 km/h, o que já é uma conquista.  Mas, eis que surge uma "eletric
speed" 50 km mais rápida. Com seu motor de 150 cv, a Segway Apex consegue atingir a mesma velocidade que a SR/S, da Zero Motorcycles, que são os 200 km/h. A SR/S foi lançada em fevereiro deste ano de 2020, como sendo a primeira esportiva elétrica em série, mas possui 40 cv a menos que a Segway Apex.

A Apex será produzida pela Xiaomi em parceria com a Ninebot, da Segway (aquela empresa que trouxe os cicloways, patinetes e outros elétricos para o mercado), daí seu nome Segway Ninebot Apex. Um tanto quanto estranho para um nome de motocicleta, não é?

Apesar de ainda ser um conceito, há rumores de que a Apex possa já estar entrando na linha de produção, pois foi revelada em janeiro último, durante a CES 2020, em Nevada, EUA. No entanto,
com essa pandemia pela qual o mundo enfrentou durante esses últimos meses, algo possa ter saído da normalidade. Vamos aguardar.

No tocante ao mercado das elétricas, o que temos visto é um número crescente, não só de fabricantes e modelos surgindo, como também de pessoas que têm aderido ao estilo "zero combustível x preservação do meio ambiente", o que define bem o futuro dos autos e motos. Afinal, o petróleo (que nunca foi nosso!) é um fonte esgotável e cada vez mais cara.




O vídeo abaixo foi produzido pelas empresas parceiras e apresentado durante a feira CES 2020. Apenas uma prévia da Apex.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

HONDA CB1000R NEO SPORTS CAFE: APOSTANDO NO PRIMEIRO LUGAR

HONDA CB1000R NEO SPORTS CAFE: APOSTANDO NO PRIMEIRO LUGAR
Fala, galera do bem! Tudo bacana com vocês?

A Honda CB1000R Neo Sports Cafe é uma nova aposta da fabricante Honda nos conceitos "inovação, alto desempenho e estilo". Se pararmos um pouquinho pra pensar, é bem capaz de chegar em primeiro lugar. Vamos aos detalhes.


Design

Vamos começar por aqui. A Honda trabalhou num visual retrô, mas ao mesmo tempo, usou linhas futuristas no desenho da CB1000R. Adotando um conceito Neo Sports Café, trouxe à motocicleta uma identidade única, que já hipnotiza nossos olhares logo à primeira vista. O termo "Café" fica por conta desse estilo rebuscado nas tradicionais Café Racers europeias.
É importante salientar que a nova CB1000R é uma motocicleta completamente modelada, não herdando nada da anterior, CB1000. Além disso, é mais leve e mais potente. Por isso, é realmente uma novidade da Honda. Não é dotada de carenagens, portanto, trata-se de uma naked.
Até há, de fato, uma aleta lateral, feita em alumínio, situada em ambos os lados do robusto radiador, cuja função é dispersar o ar que vem da frente da moto, o que evita que o calor do motor vá diretamente para as pernas do piloto.
O farol dianteiro tem uma pegada retrô, contudo, traz moderna iluminação por leds e ainda um "anel" de luz diurna, que circunda quase todo o farol. Só esse detalhe já é matador! A lanterna traseira também é em led e possui um inovado design.

Veja os detalhes do farol dianteiro.

O Chassi

O chassi é do tipo 'diamond frame' monocoluna, construído em aço supercompacto, o que não é bem uma novidade, já que a Honda utilizou esse tipo de material em outras motos de sua fabricação. De
qualquer forma, a Honda garante que ele traz mais leveza à motocicleta, bem como, faz parte do conjunto de itens que determinam uma melhor pilotagem.
O entre-eixos da CB1000R é um pouco maior do que de sua antecessora: 1452 mm. Quanto à altura relativa banco x solo, é de 830 mm. Já a distância mínima do solo é de 138 mm (da base do escapamento ao chão).

O Motor

A fábrica de potência da Neo Sports é um motor de duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), 16 válvulas e 4 cilindros em linha. Aqui, sim, há uma herança: o motor é derivado (não o mesmo, mas com mecânica semelhante) da RR Fireblade, outra moto de muito sucesso da Honda, não mais fabricada. São 998 cm³ de pura força, que produzem até 141,4 cv de potência a 10.500 rpm e torque de 10,2 kgf.m a 8000 rpm. Ah, sim, mais uma coisa a respeito do torque: ela não o perde, mesmo em baixas velocidades com marcha mais alta. Ela não fica "pipocando", como acontece na maioria dos veículos nestas condições (marcha mais alta, baixa velocidade).



O câmbio é mecânico e de 6 velocidades, com embreagem deslizante. Esse tipo de embreagem é bastante utilizado em motos de grande porte, hoje em dia. Também conhecido por "antiblocante", ela não permite que a roda traseira trave quando, em alta velocidade, o piloto precise reduzir as marchas de forma urgente.


Escape: um tópico à parte

Literalmente, o escapamento da CB1000R merece destaque em um só tópico: além de bonito, ele traz uma engenharia magnífica. A saída é 4-2-1-2, ou seja, do motor quadricilíndrico, saem 4 tubos que se unem em 2, em uma câmera, e dentro do bojo de saída, se torna 1 só tubo. Já na ponteira, o mesmo é novamente dividido em duas saídas. E não pense que isso foi feito "na sorte", porque não foi. Em toda essa engenharia há uma complexidade de cálculos, tudo para auxiliar na potência, na economia e no conjunto funcional de toda a motocicleta. Tanto que é altamente recomendável ao proprietário não customizar, ou seja, não personalizar o escapamento da Neo Sports, a não ser que homologado e aprovado pela Honda. Mas, nem precisa: o ruído que ele gera é muito atraente - sem falar, lógico, que está dentro das especificações da lei.


Segurança

Por ser uma moto muito versátil, ela traz consigo freios ABS, marca Tokico, sendo duplo flutuante de 310 mm de diâmetro na dianteira e de 4 pistões nas pinças; na traseira, um disco único de 256 mm, sistema ABS e pinça de 2 pistões. Os freios são bastante eficientes. E a segurança não para por aí: a nova CB1000R traz consigo um sistema de alerta de frenagem, onde sensores acendem os piscas para chamar a atenção de quem vem atrás, principalmente, em freadas mais repentinas.

Suspensão

A suspensão dianteira da CB1000R não pode nem ser chamada, simplesmente, de suspensão, mas sim, de "sistema de suspensão". É da marca Showa, invertida, 120 mm de curso e detém uma característica exclusiva: os lados são assimétricos. Enquanto no lado esquerdo estão contidos o óleo e as válvulas (conjunto hidráulico), com ajustes na velocidade de compressão e retorno, o lado direito contém, praticamente, a mola, ou seja, o conjunto mecânico da suspensão, com ajustes na pré-caga desta mola. Doido, né??
A suspensão traseira é cuidada por um amortecedor mono-shock de 131 mm de curso, que permite ajuste de pré-carga em até 10 posições! (Tem casal que não conhece mais que 4... rsrsrs). É bom frisar que a mola está ligada à balança sem link, ou seja, uma espécie de braço que liga uma peça à outra, existente em vários modelos de motocicletas.


Tecnologia

Temos visto cada vez mais modelos saindo das fábricas que só faltam falar, não é? E com a CB1000R, isso não é diferente. Os aparatos aplicados a esta moto, pode-se dizer, são os mimos da tecnologia de ponta. A começar pelo sensor de frenagem que, como já disse, acende os piscas em sinal de alerta para os outros veículos próximos.



O painel de instrumentos é multicolorido, totalmente digital e completo: odômetro, velocidade, conta-giros, relógio, indicação do status da moto, média de consumo atual e final da viagem, modo de pilotagem atualmente selecionado, entre outras informações. Alguns recursos configuráveis no painel, como o odômetro, o modo de pilotagem e outros, são facilmente modificados pelo condutor pressionando dois botões situados nos comandos do lado esquerdo do guidão, junto ao botão da seta, do farol e do pisca alerta.


A CB1000R é ainda agraciada por sistemas de controle de torque, acelerador eletrônico e modos de pilotagem. Este último possui 4 modos: standard, rain, sport e user (configuração do usuário). Cada modo trabalha a configuração de três elementos: tração, freio motor e potência. De acordo com as combinações de cada um no modo escolhido, é que a moto irá se comportar. No modo user, quem define as configurações é o piloto.


Preço

Por ser uma motocicleta com alto grau tecnológico aplicado, dizer que R$ 58.690,00 é um preço amargo, é besteira. Amargo pra nós, que somos pobres. [rsrsrs] Brincadeiras à parte, quem sou eu pra dizer o que é caro ou barato, por aqui? O fato é que o valor de revenda, associado ao valor agregado que essa moto traz, talvez encontre-se em um patamar aceitável de preço.

Conclusão

Que moto linda da porrrr.... Apesar de não ser o meu estilo, não há como negar que a nova Honda CB1000R Neo Sports Café é uma moto de primeira categoria. Conforto, beleza no design, tecnologia, versatilidade, potência... tudo num lugar só!?! Ainda não tive a chance de fazer um test-ride nela, mas, assim que chegar a Goiânia, farei isso. Só pra confirmar o que me foi passado por outros "analistas de motos", pois, como um deles disse: "Pilote-a pra sentir." :) Ok, assim o farei.

Ficha Técnica

A ficha técnica da garota:


Fotos: divulgação

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

YAMAHA YZF-R3 NO BRASIL

E ae, galera motociclista? Todos na santa paz?

A Yamaha do Brasil está trazendo sua nova YZF-R3 para as concessionárias brasucas. A partir da segunda quinzena de setembro/2015, os fãs das pequenas esportivas poderão conhecer de perto esta novidade e, quem sabe, já sair rodando em uma.

 




Com motor bicilíndrico de 321 cc, a YZF-R3 é leve, boa aerodinâmica (sua carenagem descende da R6), aparência e pegada esportivas, além de contar com um motorzinho esperto de 42 cavalos de potência máxima. Para uma moto de pequeno porte, já está de bom tamanho. Sua maior concorrente brasileira, agora, é a Ninja 300, que desempenha no máximo 39 cv de potência.
Ela conta com faróis duplos, os mesmos usados na série R, carenagem aerodinâmica com concentração de peso à frente, suspensão esportiva e confortável, freios ABS (opcionais) de alto desempenho, entre outros mimos e particularidades que fazem a YZF-R3 uma moto distinta.
No Brasil, o preço de sugestão é de R$ 19.990. Assim que for lançada, procure a concessionária mais próxima para um test-drive. Quem sabe, você não faz um upgrade?

Motoabraço!


















segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Kawa Z1000 2014: imagens escapam antes do lançamento

Um site japonês, antecipando-se ao lançamento da nova Kawasaki Z1000 no próximo Salão de Milão, postou vídeo mostrando a atualização da já admirada naked esportiva.
O novo modelo 2014 desta 4 cilindros está mais encorpado, conta com um painel mais bonito e com melhor leitura, além do sistema de iluminação e carenagem remodelados.
O vídeo abaixo mostra tais mudanças, mas para conhecermos mais detalhes sobre a nova Kawa 1000, teremos que esperar pelo Salão de Milão, que ocorrerá amanhã, dia 05 de novembro.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Kawasaki Ninja 300: concebida para ofuscar

O ano de 2013 já começa com uma grande novidade entre as pequenas esportivas, cujos motores rondam entre 250 e 300 cilindradas. A Kawasaki lançou no Brasil - agora, no finalzinho de 2012 - uma nova esportiva de 300 cc, pouco depois de ter lançado a 250 cc, que ficou conhecida como “Ninjinha” e já tinha conquistado um bom público. Segundo o próprio fabricante, a nova Ninja 300 foi concebida para ofuscar as demais motocicletas de sua categoria. Além do mais, ela foi especialmente projetada para atender às exigências do mercado brasileiro. Design agressivo e moderno, novas tecnologias e performance exclusiva fazem desta esportiva um modelo bastante desejado, não só aqui, em terras tupiniquins, como em todo o mundo.

Special Edition 
 A Ninja 300 conta com quatro cores, sendo uma Edição Especial (a Special Edition, como a “verdinha” que ilustra esta página e foi utilizada como modelo para o lançamento do concurso “Musa da Moto”, promovido pelo Jornal Moto News). Seus faróis duplos, o para-brisas , bem como suas rodas de liga leve são parte do conjunto que eleva esta maravilha da Kawasaki ao nível de uma verdadeira superesportiva, porém, em menor escala. Sem sombra de dúvidas, irá mexer bastante neste mercado, pois vem brigar diretamente com as Hondas CBR 250R e CB 300, com a Yamaha Fazer 250, com a Kasinski Comet GT 250R e, também, com a Dafra Roadwin 250. Contudo, a Ninja 300, que é, sim, uma bela atualização da Ninja 250, sai na frente, inclusive, na briga dos preços.

Motor 
O motor da Ninja 300 é bicilíndrico e tem câmbio de 6 velocidades. Possui 296 cilindradas reais e desenvolve 39 cv de potência a 11.000 RPM, contra os anteriores 33 cv da de 250 cilindradas. Segundo o engenheiro chefe da Kawasaki, Kunihiro Tanaka, em entrevista ao portal G1, “(...) a maioria das pequenas esportivas são motos pequenas com cara de grandes. No caso da Ninja 300, é uma moto grande que foi diminuída, uma verdadeira esportiva”. E, nisso, ele tem razão, porque a nova Ninja 300 é, praticamente, uma escala diminuída das superesportivas ZX-10R e ZX-14R, ambas da marca japonesa. E não parou aí: itens eletrônicos e mecânicos baseados nas grandes também foram redesenhados para se ajustarem ao novo motor de 300 cilindradas.

Segurança e conforto 
Como importante item de segurança, a Ninja 300 traz um sistema que evita o travamento da roda traseira em reduções bruscas de marcha - graças a um sistema chamado de “slipper clutch”, conhecido no Brasil como “embreagem antiblocante ou antideslizante” -, assistente de embreagem e freios ABS. Este dispositivo de freios é opcional e aumenta cerca de 2 mil reais no preço final, mas, a versão com ABS ainda conta com grafismos diferenciados em sua pintura. Para adaptar-se bem aos terrenos irregulares de países como o Brasil, onde o asfalto, convenhamos, não é lá dos melhores, especialmente, em trechos urbanos, a Kawasaki trabalhou sistematicamente na suspensão e no chassi da nova Ninjinha. Em suma, graças aos nossos terrenos, a empresa recalibrou os amortecedores e redesenhou todo o sistema de suspensão, a fim de que pudesse levar ao consumidor uma motocicleta que não primasse somente pelo belo visual, ou pela velocidade, mas também pela segurança e conforto que ela deve proporcionar ao piloto.

Injeção e desempenho 
Alimentada por injeção eletrônica, Ninja 300 tem capacidade para 17 litros em seu tanque de combustível, o que lhe rende cerca de 350 km de autonomia. Sem garupa ou peso extra, ela pode fazer facilmente 21 km/l. Isso se deve, especialmente, às novas válvulas de aceleração duplas, tecnologia herdada de suas irmãs ZX maiores. Elas permitem combustão mais eficiente, elevam o desempenho geral do motor e, assim, gera economia de combustível (há versões somente a gasolina). Os pistões também são itens que influenciam no desempenho da moto. No caso da Ninjinha 300, eles estão mais leves, com topo plano, o que reduz o peso final. O revestimento de cada pistão é em alumínio, o que o torna ainda mais durável. Junto com os pistões, ajudam também no desempenho: a composição dos cilindros (de alumínio fundido, ficou mais leve) e das juntas, bem como o escapamento, com duas saídas em uma. Ele está mais comprido e com diâmetro maior do que sua antecessora, a 250, com silenciador mais curto e mais eficiente.

Instrumentos e tecnologia 
O painel de instrumentos não foge ao estilo esportivo, contudo, traz bastante modernidade em seu design e também em suas funções. Trata-se de um painel com mix de analógico (como o conta-giros) e digital, em LCD de multifunções: velocímetro, relógio, nível de combustível, parciais, odômetro e modo de pilotagem econômica. As luzes em LED garantem maior visibilidade durante a noite. A Kawasaki Ninja 300 tem preço sugerido de R$ 17.990,00 para o modelo convencional e de R$ 19.990,00 para o modelo com ABS. Em relação à sua concorrente mais barata, que é a Dafra Roadwin 250, a diferença é de cerca de 65%; em relação à CBR 250R, da Honda, essa diferença fica em torno de 25% (o preço sugerido da Honda é de R$ 15.490,00). Contudo, o consumidor tem que ter na cabeça de que está levando para casa uma moto mais nova, tecnologicamente, e com 50 cc e um pouco de potência a mais.

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...