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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

A Lenda da Velocidade: Uma Análise Profunda sobre a Suzuki Hayabusa

 A Lenda da Velocidade: Uma Análise Profunda sobre a Suzuki Hayabusa


Salve, motors!

Se você é um entusiasta do motociclismo de alta performance, com certeza já ouviu o nome "Hayabusa". Esta máquina da Suzuki, oficialmente conhecida como GSX-1300R Hayabusa, não é apenas uma moto; é um símbolo de potência e velocidade. Desde o seu lançamento, ela tem rompido limites e conquistado o status de lenda.

Fig. 1. Novo modelo da moto mais rápida do Brasil


Acompanhe a história de como esta supermáquina surgiu e como ela continua a moldar o mercado de motos esportivas.

A Origem do Falcão Peregrino: Nascimento e Propósito

A Suzuki Hayabusa foi lançada em 1999. Sua introdução causou uma profunda impressão na imprensa, imediatamente ganhando aclamação como a motocicleta de produção mais rápida do mundo.

Fig. 2. Um dos primeiros modelos da "abusada" Hayabusa

O objetivo da Hayabusa era claro e ousado: destronar a Honda CBR1100XX Super Blackbird. A Hayabusa superou a Super Blackbird por uma margem significativa, entre 16 e 23 km/h, garantindo seu lugar como a moto de produção padrão mais rápida do século XX.

Na sua primeira geração (1999–2007), a Hayabusa contava com um motor de 1.299 cc, quatro cilindros em linha, refrigerado a líquido. Essa configuração entregava uma potência impressionante, auxiliada por um sistema de indução de ar forçado (ram air system).

Fig. 3. Um dos primeiros modelos


Quem a Projetou?

O responsável pela estética inconfundível da Hayabusa foi o designer da Suzuki, Koji Yoshiura. O seu objetivo em 1999 era criar um design "um tanto grotesco" para gerar um forte impacto inicial, buscando um estilo que seria a "Face" da Suzuki e que não ficaria desatualizado em poucos anos.

Fig. 4. Talvez, se você visse esse senhor nipônico nas ruas, nem daria atenção a
ele, não é? É simplesmente o "inventor", o designer da Hayabusa: Koji Yoshiura


Apesar de ter sido chamada de feia por alguns na imprensa, a sua forma bulbosa e aerodinâmica era fundamental para atingir as velocidades recordes.

Curiosidade: O Predador da Velocidade

A Hayabusa carrega um nome com significado profundo: Hayabusa (隼) é a palavra japonesa para "Falcão Peregrino". Esta ave é frequentemente usada como metáfora para a velocidade devido ao seu mergulho vertical de caça (stoop), que atinge entre 290 e 325 km/h, tornando-a a mais rápida de todas as aves.

Fig. 5. Ela pode chegar a 312 km/h!


A escolha do nome não foi aleatória. O falcão peregrino se alimenta de melros (blackbirds), o que refletia a intenção da Suzuki de destronar a rival Honda CBR1100XX Super Blackbird.

A versão de 1999 foi tão rápida que foi a primeira moto a ultrapassar os 300 km/h, chegando a incríveis 312 km/h.

Fig. 6. Imagine você numa dessas...


A Evolução Eletrônica e Mecânica

Ao longo dos anos, a Hayabusa evoluiu, adaptando-se a novas demandas de emissões, ruído e tecnologia, mantendo sua reputação de excelência em performance.

1. Primeira Geração (1999-2007) - equipada com motor de 1.299 cc.

2. Segunda Geração (2008-2020) - o motor foi revisado com um aumento no curso em 2 mm, elevando a cilindrada para 1.340. A taxa de compressão aumentou de 11:1 para 12,5:1. Apesar das mudanças limitadas, isso resultou em um grande aumento de potência, com a potência alvo no virabrequim sendo mais de 190 hp, entregando 194 hp.

3. Terceira geração (2022-Presente)Anunciada em fevereiro de 2021. Esta nova versão apresenta um motor de 1.340 cc, com potência de 140 kW (190 hp). O foco principal do desenvolvimento foi otimizar a performance global, tornando-a mais controlável e previsível.

Fig. 7. Parece complicado, mas é mesmo...


A Hayabusa moderna está repleta de tecnologia. Ela incorpora o Suzuki Intelligent Ride System (S.I.R.S.), que é composto por 5 avançados sistemas de controlo eletrónico. Estes incluem:

  • Sistema de seleção de modos de condução (SDMS-α).
  • Controlo de tração dinâmico (10 modos + Off).
  • Seletor de modos de potência (3 modos).
  • Quick Shift bi-direcional (2 modos + Off).
  • Limitador Ativo de Velocidade.
  • Cruise Control.

O desenvolvimento procurou manter a fiabilidade e a durabilidade, apresentadas num pacote de estilo e graciosidade únicos. Além disso, a moto possui uma distribuição de peso perfeita de 50:50.

Fig. 8. A Hayabusa chama a atenção em qualquer lugar


O Dilema da Super Potência: 312 km/h versus 110 km/h

A Hayabusa foi projetada para a velocidade máxima extrema, atingindo inicialmente 303 a 312 km/h. No entanto, a escalada dessa "corrida armamentista" de velocidade levou a temores crescentes de regulamentação europeia ou mesmo de banimento de importação.

Em resposta, no final de 2000, os fabricantes japoneses e europeus entraram em um acordo informal (o "acordo de cavalheiros") para limitar eletronicamente a velocidade máxima das motocicletas de produção a cerca de 299 km/h (186 mph), começando com o modelo de 2001.

Fig. 9. Painel modelo 2008

Fig. 10. Painel modelo 2022


Essa realidade ilustra o desafio de possuir uma moto com potência massiva (o modelo mais recente tem 190 hp e 1340 cc) em ambientes com limites de velocidade rigorosos. Em países onde o limite máximo em rodovias é de 110 km/h, a Hayabusa opera, na prática, com uma fração minúscula de sua capacidade total.

Curiosamente, mesmo com o limitador de velocidade, a Hayabusa não perdeu o seu apelo. Houve uma previsão de que o limite de velocidade afetaria as vendas, pois os compradores não iriam querer uma moto limitada, mesmo que nunca se aproximassem do máximo teórico. No entanto, as vendas nos Estados Unidos aumentaram ano após ano entre 1999 e 2006.

Para além da velocidade pura, a Hayabusa é elogiada por sua performance completa, pois não compromete drasticamente outras qualidades como manobrabilidade (handling), conforto, fiabilidade e economia de combustível. No entanto, a existência de um motor tão potente faz com que a utilização das funcionalidades de ponta, como o controle de elevação da roda dianteira (10 modos + Off) e o Limitador Ativo de Velocidade, seja essencialmente uma questão de segurança e controle, ou um luxo tecnológico, em vez de uma necessidade de performance dentro dos limites legais de 110 km/h.

A Hayabusa continua a ser uma das motocicletas mais populares para customização, e a facilidade de tuning do motor permite que a potência seja aumentada com turbo compressores, podendo elevar a força para mais de 600 bhp (450 kW). A lenda está de volta, melhor do que nunca, pronta para transportar o seu piloto para o futuro — mesmo que esse futuro seja a 110 km/h.

Valeu! Motoabraço!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

MV Agusta Rush 1000 - A Moto mais Cara do Brasil!

 MV Agusta Rush 1000 - A Moto mais Cara do Brasil!


Salve, Motors!

Você, por acaso, já parou para se perguntar qual é a moto mais cara vendida no Brasil? Aqui, você não só ficará sabendo qual é, como também o porquê desse preção todo. Vamos lá!


Muitos poderiam pensar, imediatamente, em alguma moto da BMW ou até da Harley Davidson, mas elas estão longe da campeã de "preço alto". Sem enrolação, a moto em questão é a MV Agusta Rush 1000. Aliás, a MV Agusta ocupa tranquilamente os primeiros quatro lugares em termos de "preço final". As outras são: MV Agusta Brutale 1000 RR, que custa R$ 459.990,00*; MV Agusta Brutale 1000 RS, em torno de R$ 399.990,00*; e a MV Agusta F3 RR, que está na mesma faixa de preço de sua irmã Brutale RS. Em quinto lugar é que vem a BMW K 1600 Bagger, que tem o valor em torno de R$ 329.500,00. Todos estes valores, inclusive, as posições como motos mais caras do Brasil, são de 2023, os últimos dados obtidos em pesquisa.

MV Agusta Rush 1000: a moto mais cara do Brasil

Atualmente, a Rush 1000 é considerada a moto mais cara da marca. No universo das motocicletas de alta performance, poucas marcas conseguem equilibrar com perfeição o design, a engenharia de ponta e a exclusividade. Entre elas, a MV Agusta se destaca como uma referência no segmento. Dentro da sua linha premium, a Rush 1000 ocupa um lugar especial, não apenas como a moto mais cara do Brasil, mas também como uma obra-prima sobre duas rodas.

Aspectos Técnicos: Um Monstro Sob Controle

A MV Agusta Rush 1000 é movida por um motor 4 cilindros em linha de 998 cc, capaz de entregar impressionantes 208 cavalos de potência a 13.000 rpm. Para aqueles que buscam ainda mais emoção, um kit de pista opcional eleva essa potência para 212 cavalos, oferecendo uma experiência digna de competições profissionais.

Originalmente, 208 cv que podem ser elevados a 212 com um kit opcional de pista.


Com controle de tração ajustável em oito níveis, quickshifter bidirecional e diversos modos de pilotagem, a Rush 1000 não é apenas uma máquina veloz, mas também uma moto com uma abordagem tecnológica que prioriza a segurança e o controle. Sua suspensão é fornecida pela Öhlins, com um sistema semiautomático que ajusta os amortecedores conforme o estilo de pilotagem. Já os freios são da Brembo Stylema, garantindo desempenho excepcional em qualquer condição.

Conceito futurista,.


Design: Um Escultor da Velocidade

O visual da MV Agusta Rush 1000 é um show à parte. Inspirada em conceitos futuristas, a moto combina um design agressivo com detalhes de acabamento artesanal. Destaques como o escape duplo em titânio, o assento revestido em Alcântara e a roda traseira com um disco de carbono reforçam o caráter exclusivo desta máquina.

A carenagem minimalista revela o máximo possível da engenharia por trás da moto, enquanto o farol dianteiro circular de LED oferece um toque de modernidade que dialoga com a herança clássica da marca.

É por esse painel TFT que você acompanha tudo o que rola na motoca.


Exclusividade e Prazer de Propriedade

Ter uma MV Agusta Rush 1000 vai muito além de possuir uma motocicleta. É uma experiência que começa antes mesmo da compra, com um atendimento personalizado e a possibilidade de configurar detalhes da moto de acordo com as preferências do cliente.

A exclusividade também se reflete no preço: a Rush 1000 é oferecida no Brasil por valores que ultrapassam os R$ 600.000, dependendo da configuração. Esse número, embora impressionante, reforça o caráter de colecionador que acompanha cada unidade fabricada.

Para os proprietários, o prazer de pilotar a Rush 1000 é indescritível. A aceleração explosiva, o ronco visceral do motor e a precisão cirúrgica nas curvas fazem cada viagem parecer uma aventura cinematográfica. Além disso, a moto atrai olhares por onde passa, sendo um símbolo de status e paixão por máquinas únicas.

Olhando mais de perto...

... os detalhes da Rush 1000...

... realmente impressionam.


Concluindo...

A MV Agusta Rush 1000 não é apenas uma moto; é uma declaração de amor à velocidade, ao design e à exclusividade. Para aqueles que podem adquiri-la, cada detalhe se transforma em um lembrete de que o luxo e a performance atingem um nível ainda mais alto quando combinados com a engenharia de ponta e a tradição de uma marca icônica.

Se você sonha em unir adrenalina e sofisticação, a Rush 1000 é a escolha definitiva. Afinal, quem disse que sonhos não têm preço?


E então? Ela vale o preço que pedem aqui em Brasolândia???


Motoabraço!!







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(*) - valores de 2023
Fontes:
https://www.otempo.com.br/autotempo/as-motos-mais-caras-a-venda-no-brasil-luxo-tecnologia-e-exclusividade-1.2992973#:~:text=1.,uma%20viria%20para%20o%20Brasil.
https://www.motonline.com.br/noticia/brasil-veja-os-precos-surreais-das-mv-agusta/
https://motos2024.com.br/motos-mais-caras-em-2024/

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Os CARROS mais LOUCOS do ASPHALT 8 - Eles EXISTEM de VERDADE! [c/ Vídeo]

Os CARROS mais LOUCOS do ASPHALT 8 - Eles EXISTEM de VERDADE!


Salve, motors! 


Esse é o início de uma série que o blog Louco por Motos e o Motonews TV, que pretende trazer 27 carros do racing game Asphalt 8, da Gameloft. Não se trata de publicidade sobre o jogo, mas sim um comparativo (feita por quem curte o A8) entre alguns dos supercarros do jogo com o que tem disponível no mercado. Sim, um mercado muito especial e restrito, mas que existe.

Você pode assistir ao vídeo da primeira parte da série por meio clicando aqui (você será redirecionado ao Youtube, página ou app), ou aqui mesmo, no blog, clicando no PLAY do vídeo abaixo. Se preferir ir para o Youtube, não se esqueça daquele "Gostei", e também de se inscrever no canal Motonews TV, que não por coincidência, é irmão deste blog. Gratidão!

Espero que curta, mesmo que não conheça o jogo. Motoabraço! 




quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

MOTO-E, CATEGORIA DAS ELÉTRICAS NO MUNDIAL DE MOTOVELOCIDADE

MOTO-E, CATEGORIA DAS ELÉTRICAS NO MUNDIAL DE MOTOVELOCIDADE


Salve, Motors!

Fig. 1.  Eric Gramado, único piloto brasileiro na MotoE. Foto: Twitter.
Talvez, nem todos saibam que existe uma categoria específica para motos elétricas no MotoGP, o mundial de motovelocidade. A categoria chama-se MotoE, com "E" de "electric", e
conta até com um representante brasileiro, Eric Gramado, piloto que vem competindo na categoria desde o primeiro campeonato, realizado em 2019.

A ideia de se ter um campeonato composto por motos elétricas não é nova. Na verdade, ela surgiu ainda em 2013, quando a Federação Internacional de Motociclismo, FIM, lançou o eRoad Racing World Cup, mas infelizmente esse projeto foi cancelado após 6 eventos, devido às restrições de tempo e ao fato de os organizadores não encontrarem locais adequados para realizar o campeonato.

Em 2018, ainda mais com a promessa de um bom mercado neste setor, a Dorna Sports apresentou a série elétrica MotoE, a nova categoria de apoio ao MotoGP. A moto escolhida para essa nova categoria foi a Energica Ego Corsa, um verdadeiro canhão elétrico, que é capaz de chegar a 160 milhas por hora, ou 270 km/h.

Fig. 2. Ego Corsa. Créd. foto: Marcelo Mannoni

Fig. 3. Ego Corsa. Foto: divulgação


Apesar de ter conquistado não só os administradores do campeonato, como também os pilotos, a Ego Corsa acabou sendo substituída pela Ducati V21L na temporada 2023. A V21L ainda é um protótipo, e com certeza contou com o peso de mercado da Ducati e um lobby bem feito para entrar na categoria.

Fig. 4. Ducati V21L. Créd.: Ducati/Divulgação

Fig. 5. Ducati V21L. Créd.: Ducati/Divulgação


Em 2023, a temporada da MotoE terá início em 12 de maio, tendo Le Mans, na França, como a pista de estreia da nova Ducati V21L. A novidade maior no campeonato está na inclusão de Silverstone no calendário. A pista, que já recebe os campeonatos de MotoGP e F1, receberá motos elétricas pela primeira vez.

Eu acredito que assistir a uma corrida de motos elétricas deve ser interessante, mas, no fundo, aquele ruído raivoso das speeds vai fazer falta. Só não tanto, porque a categoria das convencionais não tem data para encerrar. Se encerrar.

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Links:

https://www.grandepremio.com.br/motociclismo/noticias/fim-calendario-motoe-2023-oito-rodadas-duplas-estreia-silverstone/

https://pt.wikipedia.org/wiki/MotoE

https://carros.ig.com.br/motos/2021-12-22/motoe-bike-da-ducati-faz-estreia-no-circuito-de-misano.html

https://www.grandepremio.com.br/motociclismo/noticias/fim-calendario-motoe-2023-oito-rodadas-duplas-estreia-silverstone/

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

TRIUMPH TIGER 800 2019: ÍCONE SOBRE DUAS RODAS


Salve, galera motociclista!!

Considerada um dos modelos mais procurados na Triumph, a bigtrail Tiger 800 ganhou fãs por todo o Brasil, devido a vários detalhes, entre eles, a beleza e a tecnologia empregada na moto.



O modelo 2019 chegou melhorado em ergonomia, segurança, conforto e economia, sem falar do aparato tecnológico, que são chaves importantes na hora de decidir pela compra de uma motocicleta, e esses itens têm de sobra na Tiger 800.

A primeira Tiger

A britânica Triumph é antiga. Ela completou seu centenário, oficialmente, em 2002, mas há rumores de que ela já era ativa, na produção de bicicletas, ainda no final do século XIX, com a chegada de um alemão na Inglaterra, naquela época: Siegfried Bettmanm.

Impressionado com o número de bicicletas na capital inglesa, Bettmann, que já era fabricante de máquinas de costura, resolveu inovar e melhorar a mobilidade dos britânicos, incorporando um pequeno motor (fabricado pela belga Minerva, de 2,25 hp) às suas bicicletas que, com o quadro reforçado, passaram a ganhar as ruas de Londres em 1902, com um modelo denominado “Nº 1” (Number One).

Este feito colocou a Triumph na lista de desejos daqueles que não queriam mais andar a pé ou depender dos transportes públicos. Após a Grande Depressão – considerado o mais longo período de recessão econômica do séc. XX -, e passando por momentos de grande dificuldade (quase precisando fechar as portas), a Triumph arriscou em colocar nas ruas um modelo mais popular, de 494 cc e que chamou de Modelo P. Custava apenas 42 Libras e, por isso, vendeu cerca de 20 mil unidades em um só ano.

Tiger 100. A moto mais veloz de sua época.

Somente em 1937, sob a direção de Jack Sangster, a Triumph lançaria um novo modelo que viria surpreender os fãs da marca: a Speed Twin, que veio a ser conhecida como Tiger 100. O que mais impressionava neste modelo era a velocidade que alcançava: 160 km/h. Segundo a própria Triumph, essa moto dominou o tópico ‘velocidade’ até a chegada da CB 750, da Honda, em 1969.

Tiger 800: ícone sobre duas rodas

A Triumph, hoje, é uma empresa mundialmente bem conceituada, isso não resta dúvida. 0 design e a tecnologia empregados atualmente em suas motocicletas são fatores que merecem prêmios.



Os seis modelos que compõem a família Tiger 800 são hoje verdadeiros ícones da categoria bigtrail - urbana e adventure. São eles:

 Tiger 800 XR – modelo de entrada, tem preço sugerido (no site) de R$ 43.190,00;

Tiger 800 XR

Tiger 800 XRx – um pouco mais robusta do que sua irmã XR, custa R$ 48.890,00;

Tiger 800 XRx

Tiger 800 XRx Low Seat – é a mesma XRx, porém, alguns milímetros mais baixa, e compartilha o mesmo preço;

Tiger 800 XR Low


Tiger 800 XRT – botões ergonômicos e joystick de 5 posições, é a top das XR. Preço sugerido de R$ 54.890,00;

Tiger 800 XRT


Tiger 800 XCx – esta é tecnologicamente mais equipada que as anteriores, como a presença dos modos de pilotagem, e custa R$ 51.390,00;

Tiger 800 XCx.


 Tiger 800 XCA – assentos aquecidos são alguns dos itens que acompanham esse modelo top de linha, que custa R$ 55.890,00.

A dirigibilidade nessas motos é algo surpreendente. Nas rodovias em boas condições, é como estar conduzindo uma orquestra sinfônica, ou tocando um rock pesado, dependendo da pegada que você tiver.



O Motor da Tiger

Todos os modelos compartilham o mesmo DOHC tricilíndrico em linha de 800 cilindradas, com 95 cv de potência a 9.250 rpm. Com torque de 79 Nm @ 7.850 rpm, trata-se de uma moto de grande força e condizente com seu porte.

O motor para os seis modelos é o mesmo.


Possui sistema de aceleração ride-by-wire, que suaviza a entrega de potência e a resposta do acelerador é muito mais rápida. Apesar de ser um motorzão, é econômico, chegando a fazer 27,4 km/l. Por falar nisso, o tanque é de 19 litros, o que pode chegar até 520 km de autonomia.

Com refrigeração a líquido, 12 válvulas, a Tiger 800 é uma moto potente e que permite ao piloto mais expert usar de seus atributos seguramente.

As XCs são excelentes off-road.

Computador de bordo

As Tigers são dotadas de um computador de bordo bastante funcional em seu painel, que indicam: velocidade, tacometria, posição da marcha, medidor de combustível, indicador de serviço, temperatura ambiente e relógio.

O painel TTF não está presente na versão XR.

Nos modelos XRx, XCT, XCx e XCA há mais funcionalidades, tais como: tempo de viagem, velocidade média, consumo médio de combustível, consumo instantâneo e autonomia.
Esses três modelos contam ainda com mapas diferenciados de aceleração:

- Rain map: ajusta a aceleração em solos molhados ou escorregadios;

- Road map: modo padrão, linear e perfeito para as condições diárias normais;

- Sport map: dá uma resposta mais clara e ágil, retirando a necessidade de aceleração;

- Off-Road map: resposta ideal para terrenos irregulares ou pistas de terra.

Todos os modelos contam com o TTC (Controle de Tração Triumph), sistema que previne o giro inesperado da roda traseira, ao cortar o torque do motor para evitar a perda de aderência com o solo. Motos de alto torque sem esse sistema costumam dar uns tombinhos bestas em seus pilotos e mexendo nos bolsos.

O TTC possui 3 configurações: ROAD, otimizado para boas estradas e rodovias; OFF-ROAD, para terrenos off-road; e OFF, sistema desligado para uso urbano.

Para completar, com exceção da XR, os modelos são equipadas com o Cruise Control, o piloto automático, que é um sistema que permite uma condução mais confortável, ao mesmo tempo em que gera um bom consumo de combustível.


O Cruise Control é também conhecido por "piloto automático"


Sobre o painel, com exceção do modelo XR, os demais vêm equipados com o TTF, cuja tela assemelha-se à dos smartphones. As informações são vistas em ótima resolução e tamanho ideal para o piloto.


Conclusão

Com suas rodas de aros largos – 19” na XR e na XRx Low, e 21” nos demais modelos -, e altura perfeita, é uma motocicleta feita para proporcionar ótimo desempenho off-road e conforto nas longas viagens. O conjunto da obra dá essa resposta.
Rodas Aro 19" na XR e na Low, e 21" nas demais.
A Triumph preocupou-se no quesito ergonomia, o que traz ao piloto a sensação de estar realmente dominando a máquina, mas, ao mesmo tempo, é ela quem o tem. Uma relação íntima de sinergia entre ambos.

Motoabraço!


Tiger 800: uma das melhores bigtrails do Brasil.


Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...