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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

MOTOROiD2: Sua Companhia Indispensável

O Futuro das Motos Está Presente 


Salve, Motors!

Prepare-se para conhecer o futuro da interação entre piloto e máquina, porque a Yamaha não está apenas construindo motocicletas; ela está criando companheiros. O MOTOROiD, apresentado pela primeira vez no Tokyo Motor Show de 2017, rapidamente se tornou mais do que um mero conceito. Ele é o ponto de partida para a MOTOROiD2, uma evolução que visa transformar sua moto em uma amiga indispensável.



A Máquina Que Gosta de Você

Quando o MOTOROiD original foi revelado, causou uma ampla gama de reações, desde a busca pelo preço do veículo até o feedback inesperado de que a máquina era "fofa". Isso é surpreendente, já que o design, resultado da busca pela otimização funcional e estrutural, é descrito como inorgânico, carecendo dos elementos que o tornariam aplicável como um animal de estimação. No entanto, seu comportamento único e realista, gerado por sua robótica e tecnologia inteligente avançadas, fez com que as pessoas identificassem nele uma familiaridade e afeição.

Fig. 1. Um dos primeiros conceitos da Motoroid2

O primeiro MOTOROiD obedecia ao chamado do proprietário, um relacionamento que foi visto como "semelhante ao de uma pessoa e um animal de estimação". Contudo, isso era mais uma relação de mestre-servo, com a máquina seguindo instruções. Com o desenvolvimento do MOTOROiD2, a Yamaha se propôs a sofisticar essa conexão, buscando um relacionamento mais próximo de amigos que são capazes de se comunicar e cooperar. O conceito central estabelecido para o design do MOTOROiD2 é o de ser "seu companheiro indispensável".

Fig. 2. Visual final da Motoroid 2


O objetivo final dessa comunicação mútua é gerar um Jin-Ki Kanno (a sedutora euforia sentida quando o piloto e a máquina verdadeiramente se tornam um) ainda desconhecido.

Interfaces Vivas e a Expressão de Vitalidade

A MOTOROiD2 é uma máquina que responde ao piloto. A maior parte de seu exterior é uma interface especializada para promover a interação mútua.

O melhor exemplo disso é o LEAF, um dispositivo háptico que funciona como a estrutura chave icônica. O LEAF possui uma forma orgânica e graciosa, com um acabamento semitransparente, o que é muito incomum para exteriores de motocicletas. Ele não só se transforma para otimizar o encaixe do piloto dependendo da postura de pilotagem, mas também funciona como um "sentido tátil" que recebe e responde às intenções do piloto. A transparência do LEAF também permite uma sensação de harmonia entre o MOTOROiD2 e os diversos estilos de vida do proprietário.


Essa máquina possui "vitalidade". Para visualizá-la, ela incorpora expressões emissoras de luz para demonstrar respostas táteis. Os designers exigiram um movimento bonito que replicasse a natureza, como os botões de uma flor ou um pássaro abrindo as asas. Controles precisos foram incorporados para ligar o movimento e a luz, expressando a "vitalidade" através da tecnologia.

Uma Nova Liberdade de Pilotagem: O Estilo Centauro

O MOTOROiD2 revoluciona a posição de pilotagem, introduzindo uma postura que liberta a parte superior do corpo, algo que era restrito nas motocicletas tradicionais devido às limitações operacionais.

Agora, o piloto pode fazer a transição entre três níveis de pilotagem:

  1. Postura Tradicional: Usando guidão, assento e pedaleiras (legado).
  2. Estilo Jóquei: Os joelhos são colocados no recém-instalado "apoio de joelho" (knee-hold).
  3. Estilo Centauro: O piloto pode ficar em pé, liberando completamente o uso da parte superior do corpo, em uma postura de meio-homem, meio-cavalo.

O MOTOROiD2 é capaz de responder a cada uma dessas posturas, transformando-se na posição ideal. O objetivo é que "O humano se funda com a máquina como se fosse uma criatura viva, permitindo que qualquer piloto experimente Jin-Ki Kanno".

Fig. 4. É o tipo de design que te agrada?


Tecnologia de Equilíbrio e Comunicação Inteligente

Para que essa fusão ocorra, a tecnologia subjacente está em constante evolução. O MOTOROiD é composto por tecnologias-chave, incluindo o sistema de controle de equilíbrio AMCES.

O AMCES permite que a máquina mantenha o equilíbrio de forma autônoma, movendo a parte ponderada da bateria enquanto retém a estrutura básica do veículo. No MOTOROiD2, o AMCES foi atualizado para realizar uma autonomia mais complexa e estável, adicionando coordenação com outras funções, como a direção. Isso permite a pilotagem autônoma com movimentos naturais e coordenados com o piloto, mesmo na faixa de baixa velocidade, onde as motocicletas convencionais enfrentam maior dificuldade.

Fig. 5. Pensada na postura do piloto. Será?


Além do equilíbrio, a comunicação é fundamental. Foram adicionadas câmeras de IA de reconhecimento de imagem em quatro direções: frontal, esquerda/direita, e uma câmera posicionada para capturar o rosto do piloto. Há uma constante alternância entre as câmeras para capturar as intenções do piloto. Isso permite que, por exemplo, o MOTOROiD2 mantenha uma distância apropriada do proprietário, possibilitando que pessoas e máquinas caminhem ou corram lado a lado, como se estivessem passeando. Houve também atualizações significativas nos gestos reconhecíveis, com o objetivo de que os pilotos possam comunicar sua intenção à máquina por meio de gestos sensoriais, e a máquina responda adequadamente.

A Essência do Companheiro Indispensável

O MOTOROiD2 se apresenta como uma forma de vida misteriosa. Se você chamá-lo, ele se aproxima naturalmente, brilhando como se estivesse fornecendo feedback, e o convida a se apoiar em seu corpo elegante. O piloto pode deslizar pelo ar com a máquina, abrindo um novo mundo de Jin-Ki Kanno, construído na confiança mútua ao nível de seu companheiro indispensável.

Fig. 6. O que parece pra você? Um louva-a-deus visto por cima?


Embora o conceito e as principais tecnologias por trás do MOTOROiD2 tenham sido anunciados, a Yamaha ainda não detalhou as formas e situações em que ele poderá ser aproveitado. Isso significa que a visão de futuro para esta máquina é, em última análise, uma pergunta feita ao próprio usuário. A Yamaha está contando com a imaginação livre e rica de todos nós para encontrar a expressão desse futuro imprevisto. Prepare-se, porque a forma como nos relacionamos com nossas motos está prestes a mudar para sempre!

Deixe nos comentários: é o estilo de moto que você gostaria de ter?








segunda-feira, 6 de outubro de 2025

HONDA CG 160 TITAN Special Edition 2026 - 50 Anos de LENDA NACIONAL!

 CG 160 Titan Special Edition Celebra os 50 Anos do Modelo


Salve, motors! 


A Honda apresentou no Festival Interlagos 2025 uma edição especial da CG 160 Titan, para marcar os 50 anos do modelo mais vendido no Brasil.

A lenda está de volta, e desta vez, celebrando meio século de história no Brasil! A Honda confirmou oficialmente a apresentação da CG 160 Titan Special Edition 2026, uma versão comemorativa que homenageia os 50 anos da família CG no país. Para os verdadeiros loucos por motos, esta edição especial promete ser o item de colecionador de uma motocicleta que é um ícone absoluto no mercado nacional.

Fig. 1. A nova 160 Titan Special Edition foi exibida no Festival Interlagos 2025.


Confira todos os detalhes do lançamento da nova Titan 2026, com foco na edição especial.

O Ícone Cinquentenário da Honda

A história da Honda CG no Brasil é inigualável. Ela não apenas é a motocicleta mais vendida do Brasil, mas também é o veículo mais emplacado do país, superando até mesmo lendas automobilísticas como VW Gol, VW Fusca ou Fiat Uno. A CG foi o primeiro modelo da marca fabricado em Manaus (AM), em 1976, e desde então, liderou o mercado por décadas.

Para celebrar este marco de 50 anos de sucesso, a Honda reservou a CG 160 Titan Special Edition 2026.

Fig. 2. Um dos detalhes da edição especial está na faixa do tanque.


Destaque: A Special Edition 2026 (50 Anos)

A Honda CG 160 Titan Special Edition foi apresentada oficialmente e seu principal diferencial reside no visual exclusivo.

Enquanto as especificações técnicas permanecem idênticas à Titan padrão (renovada no final de 2024), a Special Edition receberá cores e grafismos exclusivos e logotipias que são inspiradas na primeira geração da CG, lançada em 1976.

A edição comemorativa deve chegar à gama da CG 160 como a opção topo de linha.

A previsão de chegada da Special Edition ao mercado nacional é para o primeiro trimestre de 2026, juntamente com outros lançamentos da marca previstos para o final de 2025 e início de 2026. No entanto, nem o preço e nem a quantidade de unidades a serem produzidas foram divulgados pela Honda.

Fig. 3. Detalhe da frente.



A Base Robusta da CG 160 Titan 2026


A Special Edition compartilha sua base mecânica e tecnológica com a CG 160 Titan 2026 padrão. A CG 160 entrou em sua 10ª geração em 2024 e recebeu mudanças relevantes.


Mecânica Atualizada


O motor monocilíndrico OHC de 162,7 cm³ (flex para a Titan) foi atualizado para atender às novas normas do Promot 5. Essa atualização exigiu a adição de dois catalisadores e resultou em uma leve redução nos números de potência e torque.

Na versão Titan (etanol), o motor agora gera 14,7 cv a 8.000 rpm e 1,43 kgf.m a 6.750 rpm. Para efeito de comparação, a geração anterior entregava 14,9 cv e 1,54 kgfm. O câmbio continua sendo de 5 velocidades.

Fig. 4. Nova motorização. 



Equipamentos de Ponta

A versão Titan, que serve de base para a Special Edition, é a mais equipada da família e traz recursos importantes que garantem segurança e modernidade:

  • Segurança: A Titan passou a contar com freios ABS na roda dianteira pela primeira vez. Ela também possui freio a disco na roda dianteira (240 mm) e na traseira (220 mm).
  • Iluminação: A iluminação é full LED.
  • Suspensão: A suspensão dianteira foi revista, voltando a ter molas e fluido hidráulico em ambas as bengalas, o que a torna mais robusta. Ela mantém os tubos de 33 mm, mais robustos do que os antigos 31 mm.
  • Painel: Painel do tipo blackout (fundo escuro com números brancos), com indicador de marcha e computador de bordo.
  • Outros: Rodas de liga leve, pneus sem câmara e tomada USB-C.
Fig. 5. Rodas de liga leve, pneus sem câmera e tomada USB-C.


Garantia e Cores (Titan Padrão)


Para 2026, a Honda manteve a garantia de 3 anos para a linha CG, sem limite de quilometragem. Além disso, o modelo oferece sete trocas de óleo gratuitas nas revisões programadas.

A Titan 2026 padrão é oferecida nas cores Cinza perolizado (nova opção para a linha), Vermelho metálico e Preto metálico. A nova Special Edition deve se juntar a esta gama.

O preço sugerido da Titan base (sem frete) é de R$ 19.910, mas o preço negociado nas lojas costuma ficar em torno de R$ 22.823 (Tabela Fipe de Out/25).

Fig. 6. Novas cores.


Preparem-se para 2026!

A confirmação da CG 160 Titan Special Edition é um presente para o mercado brasileiro, que celebra o sucesso duradouro de uma moto que é mais do que transporte: é um ícone nacional. Fiquem ligados, Loucos por Motos, pois o primeiro trimestre de 2026 promete ser eletrizante com a chegada desta edição histórica!

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

ARAS -- Tecnologia da Bosch promete mais segurança

ARAS -- Tecnologia da Bosch promete mais segurança


Salve, motors!

Enquanto tentamos avançar em nossos motores, sempre querendo algo mais potente e mais pilotável, a tecnologia não para. Agora, é a alemã Bosch que traz uma solução que promete mais segurança aos pilotos, especialmente, os mais chegados a velocidades estonteantes.


Fig. 1. Sistema ARAS da Bosch: mais segurança para o motociclista. Fonte:Bosch


Apesar de já existir no mercado – tanto de carros como de motos – o ACC, ou Adaptative Cruise Control, que em português quer dizer Controle de Cruzeiro Adaptativo, nada melhor que uma atualização da própria tecnologia para transformar isso em mais segurança, concorda? O ACC já é um avanço significativo nessa questão, uma vez que sua função é ajustar automaticamente a velocidade do veículo para manter uma distância segura dos veículos à frente.

ARAS -- Sistemas de Assistência Avançada ao Piloto

A Bosch, empresa alemã que atua em diversos segmentos do mercado, inclusive, tecnologia, trouxe para as pistas e ruas um recurso que promete ser muito mais do que um simples controle de cruzeiro: trata-se do ARAS, sigla de ‘Advanced Rider Assistance Systems’, ou Sistemas de Assistência Avançada ao Piloto.


Fig. 2. O ARAS da Bosch usa radar dianteiro e traseiro, ECU, IMU, painel e unidade ABS para controlar funções para segurança e conforto. Fonte:Bosch


O ARAS pode fazer coisas incríveis usando um radar dianteiro e traseiro de segunda geração, que funciona em conjunto com a unidade ABS da Bosch e a ECU, que é a unidade de controle de motor, o módulo IMU e painel da moto.

Os novos sensores de radar são 30% mais compactos, mais leves e usam menos energia. O ARAS é provido de uma nova sequência de chip e modulação para medições mais precisas de distância, velocidade e ângulo, ao mesmo tempo em que é capaz de distinguir entre vários veículos. Com essa atualização, a Bosch conseguiu aumentar as funções de conforto e segurança que dependem de informações de radar — seis novas funções para ser exato. Algumas funções serão usadas por padrão ou ativadas pelo piloto, e algumas esperam nos bastidores para auxiliar em situações de emergência.

Há 1,2 milhões de fatalidades no trânsito em todo o mundo a cada ano, e as motocicletas representam 21% desses números. A Bosch diz que um em cada seis acidentes de motocicleta pode ser prevenido com sistemas de assistência baseados em radar. Isso é um potencial de 42.000 vidas salvas.

A Bosch organizou um dia inteiro de pilotagem nos confins fechados do campo de provas de Shiobara e nas estradas ao redor da instalação para entender e testar cada sistema com testes específicos para destacar cada nova função. Alguns sistemas eram fáceis de ver em ação e confiar imediatamente, enquanto outros exigiam que você realmente colocasse sua segurança e confiança nos engenheiros e sistemas da Bosch.

RDW – Aviso de Distância Traseira

O novo RDW, Rear Distance Warning (Aviso de Distância Traseira) da Bosch usa o radar traseiro para escanear atrás da motocicleta e avisar o piloto quando um veículo está muito próximo. O gerente de projeto ARAS da Bosch, Thomas Maurer, destacou que cada fabricante decidirá como exibirá o aviso no painel, mas na motocicleta usada no teste, uma Kawasaki H2 SX, um ícone de aviso no canto superior esquerdo do painel é exibido, permitindo que o piloto ficasse atento, caso houvesse uma certa aproximação.


Fig. 3. Um ícone RDW no lado esquerdo do painel avisa se um veículo
está muito perto da traseira da moto. Fonte:
Bosch


Assim, caberá ao piloto decidir: ou mudar de faixa ou acelerar. A segunda opção é tentadora, eu sei, mas melhor usar a primeira. Talvez, o motorista de trás esteja com muito mais pressa do que você. Uma solução é razoável e segura, a outra é simplesmente divertida. Bom, de qualquer forma, a boa notícia é que os testes do RDW foram um sucesso.

RCW – Aviso de Colisão Traseira

Da mesma forma, o Rear Collision Warning é um sistema de segurança de radar voltado para trás que tem como objetivo avisar um veículo que se aproxima atrás de você de que uma colisão é iminente. O aviso vem na forma de luzes de emergência traseiras ou piscas para chamar a atenção do motorista que está atrás. “Olha, meu amigo, você vai bater na traseira do meu veículo”. Só faltou um aviso desses, em forma holográfica. Embora não seja a função mais alucinante, é um potencial salva-vidas.


Fig. 4. O Aviso de Colisão Traseira da Bosch alertará o veículo atrás de que uma colisão é iminente. Bosch


RDA – Assistência de Distância de Condução

Esse é ótimo para aqueles pilotos - ou motoristas, também, já que o sistema é também adaptável a automóveis – que ficam pensando no “antes de ontem”, ou na “morte da bezerra”. O Assistente de Distância de Condução é uma função de radar frontal selecionada pelo usuário com dois modos, Sport e Comfort. O RDA aumenta a rede de segurança do motociclista ao desacelerar a motocicleta para evitar uma colisão com o veículo à frente.

Conforme você se aproxima do veículo à frente, a moto desacelera e então mantém uma distância segura e razoavelmente grande, especialmente quando o acelerador está sendo “esguelado”.


Fig. 4. O Assitente de Distância de Direção desacelera a motocicleta para evitar uma colisão e manter uma distância entre o veículo à frente e a motocicleta. Bosch


O motociclista pode então anular o sistema para situações como ultrapassagem adicionando alguma entrada de acelerador. Quando isso é feito, uma luz de advertência vermelha acende, significando que o RDA foi anulado e não está funcionando. Após vários segundos de aceleração consistente, o RDA reinicia e se torna ativo novamente. Ambos os modos desaceleram a moto na mesma taxa, mas o Comfort é menos sensível aos desejos do motociclista de anular a desaceleração ou manter a distância, enquanto o Sport salta para a frente com apenas um ligeiro aumento no acelerador.

O RDA é uma ferramenta útil quando o tráfego à frente em uma estrada sinuosa se move em velocidades inconsistentes e pode haver a possibilidade de fadiga e reações lentas, pois os que estão à frente variam constantemente a velocidade.

GRA – Assistente de Viagem em Grupo

O GRA, Group Ride Assist, é uma extensão do Adaptive Cruise Control (ACC) que ajusta a velocidade da motocicleta e a distância até o veículo mais próximo em um grupo. As iterações atuais do ACC têm dificuldades com pilotagem em grupo, pois o radar só consegue rastrear um veículo por vez. Com o novo sistema de radar, a Bosch consegue rastrear várias motos e reconhecer a formação escalonada comumente usada em pilotagem em grupo. O GRA reconhece a moto líder, mas baseia a velocidade e a distância nos pilotos escalonados à frente.

Para membros de alguns motoclubes, especialmente, aqueles mais ligados em tecnologia do que no espírito motociclista, esse recurso vem bem a calhar.


Fig. 5. O GRA da Bosch melhora o ACC em situações de pilotagem em grupo. Bosch


ACC/S&G – Controle de Cruzeiro Adaptativo/Para-e-Vai

Este é um sistema que realmente chama a atenção de qualquer piloto: o casamento do ACC com o recurso ‘Stop and Go’. Em termos de segurança, mostrou-se altamente útil nos testes.

Soma-se ao sistema de radar frontal a capacidade de parar e andar. O recurso S&G é outra extensão do ACC padrão, que permite controlar automaticamente a velocidade e a distância do veículo à frente. Mas, diferentemente dos atuais sistemas ACC de motocicletas de produção em uso no momento, que param de funcionar a 30 km/h, o S&G na verdade funcionará até e incluirá uma parada completa.


Fig. 6. O Adaptive Cruise Control Stop & Go parará completamente a motocicleta quando o controle de cruzeiro for
definido e o veículo à frente parar, sem a intervenção do piloto. 
Bosch


Para evitar acelerações indesejadas ou inesperadas de uma parada, a S&G exige que o motociclista introduza uma confirmação de que gostaria de continuar após a parada. Isso pode ser um leve rolar e soltar o acelerador ou pressionar um botão no câmbio. Qualquer entrada pode ser feita enquanto a moto está parada e o veículo ainda não se moveu, mas após um determinado período de tempo a confirmação será reiniciada se a máquina à frente não se mover.

EBA – Assistência de Frenagem de Emergência

Por mais impressionante que seja o ACC/S&G, o EBA – Assistente de Frenagem de Emergência -- da Bosch foi o centro das atenções durante os testes. Usando o radar frontal, o sistema detecta uma situação de emergência e realmente aumenta a pressão do freio da motocicleta para maximizar o poder de parada, caso o piloto não aplique pressão total por alguma razão.

Este sistema está sempre ativo em segundo plano como um sistema de segurança, mas requer que o piloto inicie a frenagem. Ele não ativará os freios de forma autônoma. Os dados da Bosch provaram que muitos motociclistas freiam abaixo do normal ou não aplicam pressão de freio suficiente em situações de emergência. A EBA corrige esse problema.


Fig. 7. O Emergency Brake Assist aumentará a pressão do freio se a entrada do piloto for insuficiente para
desacelerar a moto o suficiente para evitar uma colisão. 
Bosch


Do jeito que as coisas andam, é muito interessante saber de todos os novos recursos voltados para a segurança, como o ARAS da Bosch, ainda mais, porque podem já vir instalados nos próximos modelos 2025. Eles tornam o passeio mais seguro e confortável com o mínimo de contribuição ou vontade do piloto. Salvar vidas e prevenir acidentes é o objetivo do ARAS e, depois de experimentar esses novos sistemas, a Bosch está cada vez mais perto de salvar aqueles 42.000 pilotos que são perdidos a cada ano.

Conte pra gente aí nos comentários se você é a favor de toda essa tecnologia, ou se estamos caminhando rumo à robotização também os pilotos de moto?


Motoabraço!


quarta-feira, 11 de agosto de 2021

MOTOS VOADORAS: VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA O FUTURO?

Salve, irmãos motors!!! Tudo bem com todos vocês?

Este artigo prevê o futuro, que já está acontecendo, por incrível que pareça: Motos voadoras. E você, está preparado para este futuro?

A conquista das alturas

Há mais de um século, um renomado aeronauta, esportista e inventor brasileiro construiu e voou com o primeiro balão dirigível movido a gasolina do mundo, batizado como Nº 6. E fez sucesso! Seis anos depois, o mesmo homem dava uma demonstração de que o futuro estaria no ar: ele apresentava seu Oiseau de Proie (ou Ave de Rapina), mais conhecido como 14-Bis, a um público fervoroso em Paris, França1. O homem em questão nem precisa ser apresentado, não é? Trata-se de Santos Dumont que, para nós brasileiros e também para os europeus, foi o inventor do avião. Os norte-americanos, claro, não aceitam tal afirmativa, pois, para os mesmos, os inventores do avião foram os irmãos Wright. Mas, não cabe a mim, aqui, entrar nessa discussão. Se quiser saber mais sobre esse assunto, recomendo consultar outras fontes a respeito. 

Fig. 1. Nº 6, o primeiro balão dirigível do mundo, criado pelo
brasileiro Alberto Santos Dumont.

Fig. 2. Nesta fotografia de 1906, o famoso 14-Bis, o primeiro aeroplano que
realmente voou, nos testes em Paris.

O fato é que, após o bem sucedido voo de Dumont, o mundo já não seria mais o mesmo. O avanço da aeronáutica chegou a um ponto onde, hoje em dia, é possível cruzar todo o globo terrestre em questão de horas, e com muita segurança, usando-se aviões. E aviões muito, mas muito maiores que o 14-Bis. A isso, indiscutivelmente (sorry, americans!) devemos ao brasileiro Santos Dumont.

Dos Aviões aos Drones

Mesmo puxando sardinha para Dumont, haviam outros inventores extremamente loucos por saírem do chão e conquistarem o ar. Tanto que, em 1907, portanto, um ano após o primeiro voo do 14-Bis, os irmãos franceses Bréguet e Paul Cornu apresentavam seu protótipo de aeronave com hélices horizontais à Academia de Ciências da França, mas seu voo foi de apenas 20 segundos e somente a 50 centímetros do chão2. Mas, não passava disso. 

Fig. 3. Projeto dos irmãos Cornu. Sem sucesso.

Fig. 4. Paul Cornu em sua "flying bycicle"

Fig. 5. Motor Wankel, ou Rotor
Já no ano seguinte, 1908, viria a invenção que mudaria os rumos desta aeronave de decolagem vertical: o motor rotativo. Este motor conta com rotor, ao invés de pistões e bielas, tem dimensões menores que os motores convencionais e é capaz de gerar mais potência que estes. A "peça" foi inventada por Emil Berliner, porém, sem qualquer sucesso prático, naquela época. A não ser, claro, seu proveito por parte de outros inventores, que tentavam sucessivas vezes torná-lo realmente funcional, o que veio acontecer somente em 1938, quando o alemão Anton Flettner3, já munido com os rotores Wankel, desenvolveu e pôs para voar o FL-265. Em tempo: Felix H. Wankel4 (1902-1988), foi um engenheiro alemão que conseguiu, finalmente, dar vida útil aos rotores - tanto que, hoje em dia, os rotores também são conhecidos por "motores wankel". Wankel criou seu rotor em 1924, patenteando-o 9 anos depois. A partir disso, os helicópteros foram ganhando espaço aéreo, até chegarem ao que vemos hoje: helicópteros enormes, como também, pequenas aeronaves não tripuladas, ou VANTs (ou drones). 

 Antes que eu me esqueça, uma curiosidade: você sabia que os  helicópteros têm origem da ideia do giroscópio, um projeto de 1480 e  que foi idealizado por ninguém mais, ninguém menos que Leonardo  DaVinci? Pois é, o cara era fodão demais!!!

Fig. 6. Quase 600 anos nos separam da ideia de DaVinci
e as moto-voadoras.

Tudo bem, mas o que tudo isso tem a ver como motociclismo, pô?  Afinal, esse é um blog sobre motos e não sobre aviões e helicópteros.  Por favor, recorra novamente ao título desta postagem, sim? [rsrsrs] Chegaremos lá.

Dos Drones às Motos Voadoras (ou Aircraft Hovers)

Os VANTs (Veículos Aéreos Não-Tripulados), carinhosamente conhecidos por Drones (Zangões, em português), são hoje uma realidade que, há pouco mais de uma década era só imaginação de muita gente. Pequenas aeronaves capazes de não só voar controladamente por meio de um controle remoto, como também de filmar e fotografar com imagens em alta definição, bem como servir de armas letais de uso militar (infelizmente, caiu nisso também, como os aviões5 e os próprios helicópteros).

Fig. 7. Os drones são hoje uma realidade para uso
profissional e também de lazer.

Fig. 8. Modelo de Hovercraft
Como já haviam os hovercrafts, aqueles veículos aquáticos que, ao invés de serem impulsionados por uma ou mais hélices posicionadas abaixo da linha d'água, as mesmas são instaladas na popa do barco (que mais é um tipo de bote grande do que um barco), que o fazem avançar pela superfície (especialmente, em regiões pantanosas e locais onde um motor de barco convencional não passaria), ao que tudo indica, também colaboraram para esta invenção da qual estamos lidando neste artigo. Se você prestar bem atenção, tanto carros quanto motos voadoras parecem ter procedência forte do "casamento" entre drones e hovercrafts.



Mas, vamos falar sobre as motos, sem mais delongas.

Os Modelos Atuais

Já chegando aos atuais modelos de motos-voadoras, já chamadas na Europa de hover-bikes, são veículos capazes de transportar (por enquanto) uma só pessoa, que é o piloto, e que podem ser controladas também por controle remoto (dependendo da marca e modelo), sem piloto algum em seu assento.

Algumas start-ups e empresas pouco conhecidas pelo público em geral, deram seus primeiros passos na produção e comercialização desse tipo de veículo. Alguns, inclusive, já estão disponíveis para compra - mas, se estiver interessado, espero que seja rico (ou doido) o bastante para poder ter o seu. 

Vamos conhecer algumas dessas maravilhas modernas.

HOVERSURF SCORPION 3

A Hoversurf, sitiada em Moscou (RU) e comandada pelo jovem empreendedor Alex Atamanov, é uma das empresas mais bem vistas em matéria de motos-voadoras, ou hoverbikes, como as chamam6.

Seu foco primário foi o transporte de passageiros, como o serviço de táxi aéreo por drone, mas a ideia foi além. Entre drones menores e veículos aéreos tripulados, com capacidade para duas ou mais pessoas, esta empresa apresentou a "moto-voadora" Hoversurf Scorpion 3 (ou S3) a uma galera bem abastada na MAKS21, a maior e mais famosa feira de aeronaves da Rússia. E já tem potenciais compradores na fila, entre eles, pobretões de Dubai. Inclusive, já foi testado pela polícia daquele emirado e, acredito que em pouco tempo estará ajudando a combater o crime e/ou controlar o trânsito naquela "modesta cidadezinha" [rsrs]. 

Fig. 9. Hoverbike S3 demonstrada na MAKS21, em Moscou.

Fig. 10. Hélices propulsoras da
Hoverbike
Sua "fuselagem" é de fibra de carbono. Com capacidade para uma só pessoa, o piloto, a S3 é na verdade um quadricóptero alimentado por baterias, que ainda se limita a altitude de no máximo 15 pés (ou 4,6 m), velocidade de até 69 km/h (46 mph) e tempo de voo entre 15 e 40 minutos, dependendo do peso do 
piloto ou carga que leva consigo (desconsiderando seu próprio peso, que é de 114 kg). Segundo a empresa fabricante, se não for utilizado o software limitador de altitude, a S3 pode alcançar até 305 m de altitude (ou 1.000 pés). Seu alcance é de 13 milhas, ou 21 km. A decolagem pode ser feita com o peso extra de até 104 kg, ou seja, para aqueles que passam desse peso, é melhor esquecer. Porém, a velocidade ainda é limitada, de qualquer forma7.

E se caso uma das hélices parar de funcionar em pleno voo? Conforme diz a própria Hoversurf, o sistema de segurança da hoverbike entra em ação automaticamente, no qual as outras hélices fornecem sustentação e a moto pousa automaticamente, sem a interferência humana.

No facebook oficial da empresa, a legenda de uma das fotos é (traduzida): "Todo mundo que uma moto voadora. Mas nem todos se atrevem a perseguir seus sonhos." E você, se atreveria?

Figs. 11 a 13. Hoverbike em ação.



Fig. 14. No lugar de guidão, duas manetes equipadas
com botões permitem pilotar a Scorpion 3

JETPACK SPEEDER

A Jetpack Aviation é uma empresa sitiada em Los Angeles, CA, nos EUA. Já é conhecida por (ainda) um seleto público, devido a produção e comercialização do Jetpack, um aparelho que, colocado nas costas tal qual uma mochila de paraquedas, leva a pessoa para os ares, literalmente. 

Fig. 15. O Jetpack pessoal tornou a empresa
mundialmente conhecida.

Atualmente em produção, a Speeder é considerada a primeira motocicleta voadora com propulsão a jato do mundo8. Mesmo assim, o site oficial já disponibiliza a pré-venda desta moto a jato.

Disponível em três versões - recreativa, comercial e militar -, a Speeder é impulsionada por turbinas a jato e integralmente estabilizada pelo sistema VTOL (Vertical Take off and Landing) e considerada pela empresa "a melhor aeronave pessoal já construída". E, por ser completamente estável, a empresa completa que "(...) significa que ela requer o mínimo de treinamento para ser pilotada". Sei não, hein... [rsrs]



Fig. 16 e 17. Visual altamente futurista, a Jetpack parece ter saído
da animação dos Jetsons.


De acordo com a fabricante, a Speeder por atingir uma velocidade de cerca de 150 mph (240 km/h) e voar a uma altitude de até 15 mil pés (ou 4.572 m)!! "Mas, não esperamos que muitos de nossos clientes precisem disso tudo", diz o site da empresa.

A versão recreativa deve ser dividida em dois modelos: UVS (Ultralight Version), que não requer licença específica de pilotagem, limitada a 5 galões (18,9 lts) de combustível e velocidade máxima de 60 mph (96,5 km/h). Já o modelo EVS (Experimental Version) "exigirá licença de piloto para voar e não terá restrições de combustível ou velocidade", segundo a fabricante, em seu site. O peso (seco) desta gracinha de 308 mil dólares é de 104 kg e pode carregar um piloto de até 110 kg (em torno disso).

A versão comercial, que pode ser convertida para uso militar, terá a missão principal de "salvar vidas", de acordo com a Jetpack Aviation. Esta versão pode ser pilotada ou operada remotamente, devendo ser utilizada em missões de procura e resgate, como também no transporte de cargas, cujo peso máximo não é informado no site, assim como seu preço.

Fig. 18. A Speeder em suas versões Militar (esq) e Comercial (dir).

Ambas as versões possuem autonomia para 20 a 30 minutos de voo, dependendo do peso que elas carregam consigo durante o voo. Em um voo não tripulado, evidentemente, o tempo e a distância percorridas são maiores.

LAZARETH LMV 496

Com certeza, assim como para mim, veio o nome de uma banda de rock dos anos 70 em sua mente, agora, confessa. [rsrs] Uma ótima banda de rock, diga-se de passagem, a qual ouço desde garoto, lá no interior, onde eu nasci.

Lazareth, entretanto, é o nome da empresa francesa sitiada em Annecy-le-Vieux, que leva o sobrenome de seu CEO, Ludovic Lazareth. 

A empresa é especializada em produzir veículos (para lá de) especiais, incluindo bikes, trikes (triciclos), motos, o exclusivíssimo Wazuma e pequenos carros (incluindo o Amphibie, que mais se parece uma miniatura de um Jeep '68, que pode ser usado em terra ou na água). São especialistas também em dotar modelos da Yamaha, por exemplo, de características exclusivas.

Fig. 19. Wazuma - seis rodas (3x2), não voa, mas possui alta tecnologia e valor altíssimo para nós,
pobres mortais: 200.000 €

Na Europa, especialmente na França, é comum ver nas ruas uma de suas criações, que a tornou mundialmente conhecida, que é o modelo LM 847, uma moto de quatro rodas, justapostas em dois conjuntos - um dianteiro e outro traseiro.

Fig. 20. Lazareth LM 847, a "mãe" que deu origem ao visual e outros detalhes na LMV 496

Mas, neste artigo, quero que você conheça o modelo que, em breve, estará disponível comercialmente (se é que, a esta altura já não esteja) para o mundo todo: LMV 496, sua moto voadora. 

Inspirada no visual da LM 847, esta motocicleta tem características de uma verdadeira muscle-motorbike, pelo tamanho e visual agressivo que ela possui. Apesar de serem parecidas (nas laterais e nas rodas de fibra de carbono), as diferenças entre ela e sua "mãe" começam a partir da motorização: a LMV 496 possui um motorzão de 1300 cv movido a querosene de avião, que gera 285 kgfm, porém, pode-se dizer que, infelizmente, ela possui autonomia para apenas 10 minutos de voo. Na terra (sim, ela é conversível), evidentemente, tem autonomia maior, mas não é informada pelo fabricante e, seu site9.

Fig. 21. Criatura e criador: a LMV 496 ao lado de Ludovic Lazareth

Sua posição de pilotagem e a direção leve proporcionam uma grande aderência e, juntando-se isso à suspensão desenvolvida pela TFX Suspension Technology, a deixa uma moto de grande estabilidade nas curvas. Sem falar, claro, no conjunto de quatro rodas (2x2). Seu sistema de frenagem é um dos pontos fortes, sistema este desenvolvido pela própria Lazareth e aplicado a todos os seus veículos.

Além das informações padrões em motocicletas de alta tecnologia, o painel de instrumentos da LMV 496 fornece dados de voo ao piloto, como: velocidade de cruzeiro, altitude, potência atual das turbinas, entre outras informações.

Fig. 22. A LMV 489 tem visual muito parecido com o da LM 847, inclusive, e principalmente, nos dois conjuntos
de duas rodas cada.

E, afinal, como ela voa, sendo que ela serve tanto para a terra como para o ar? Teoricamente, o conceito é simples: no pressionar de um botão (com ela parada e com os "tripés" acionados), cada uma de suas rodas muda da posição vertical para a horizontal, evidenciando suas quatro turbinas, uma em cada roda, que dão a ela a propulsão necessária para o voo. Logicamente, há muito mais detalhes em torno disso, mas não tenho essa informação extra.

Fig. 23. Para voar, as rodas são suspensas e postas na horizontal, e cada uma dispõe uma turbina, a qual sustentará a moto no ar.

A maior parte do material do "corpo" da LMV é feito em Carbono Kevlar - leve e altamente resistente. 

Para quem quiser adquirir uma destas, primeiro: deve morar na Europa, pois no Brasil (hehe) não há lei que permita utilizarmos, ainda, esse tipo de veículo. Ela é produzida e homologada conforme a legislação francesa e, além do mais, tem edição limitada: apenas 5 modelos são produzidas e, assim mesmo, sob encomenda. 

Fig. 24. Note os tripés acionados, para que as rodas sejam suspensas e as turbinas possam entrar em ação.

E então, qual dessas você escolheria pra chamar de sua? Deixe aí nos comentários.

É, galera, o mundo mudou muito e, de agora em diante, mudanças mais radicais serão vistas, especialmente, no que tange a veículos e tecnologia. Não só em motos, como também em diversos outros tipos de transportes, como temos acompanhado nas notícias do mundo inteiro. Quando adolescente, lá pelos anos 80, já se falavam em "carros voadores", mas a única forma de tirarmos alguma ideia disso era assistindo ao Jetsons. Não pensávamos em motos voadoras, como estas que acabamos de ler a respeito, pois parecia ser uma ideia fora de contexto. Mas, a tecnologia parece estar nos mostrando que teremos muita coisa "doida" pela frente. Quem viver, verá. Motoabraço!





Fontes:
1. Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_Dumont - acessado em 11/08/2021)
2. Site Adslatin (https://adslatin.com/quem-inventou-o-helicoptero/ - acessado em 11/08/2021)
3. Idem.
4. Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_Wankel e https://pt.wikipedia.org/wiki/Felix_Wankel - acessados em 11/08/2021)
5. Há relatos que Santos Dumont não teria ficado feliz com sua invenção que, em pouco tempo, acabaria se tornando também uma arma de guerra. Dumont faleceu em Julho de 1932, vítima de uma gravata: sim, ele teria se enforcado com sua própria gravata num quarto do Grand Hotel La Plage, em Guarujá. Há controvérsias a respeito disso, também. Mais informações, consultar a Wikipedia ou outros documentos a respeito.
6. http://www.hoversurf.com
7. Evtol (https://evtol.news/hoversurf-scorpion/ - acesso em 11/08/2021)
8. JetPack Aviation (http://www.jetpackaviation.com - acesso em 11/08/2021)
9. Lazareth Auto Moto (http://www.lazareth.fr)
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Fontes secundárias de algumas imagens: 
http://www.museuvirtualsantosdumont.com.br/n-6.html
http://gyroscope.nl/html/background.html

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