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segunda-feira, 21 de julho de 2025

As Tecnologias Embarcadas nas Novas Motocicletas

 Alguns modelos só faltam andar sozinhos


Salve, Motors!

Para nós, apaixonados por duas rodas, a evolução das motocicletas tem sido um espetáculo à parte! O que antes parecia coisa de filme de ficção científica ou exclusividade de carros de luxo, hoje já é realidade nas motos, tornando-as não

Fig. 1. As novas tecnologias vieram para trazer segu-
rança e facilitar a vida do piloto (imagem: IA)
apenas mais rápidas e modernas, mas, acima de tudo, muito mais seguras. De uns anos para cá, a tecnologia de ponta invadiu de vez o mundo das duas rodas, e a busca pelo progresso tecnológico é uma meta constante da indústria motociclística. Vamos mergulhar nessas inovações, desde as máquinas de média cilindrada até as superesportivas e touring de luxo!superesportiva Suzuki GSX-R 1000, que oferecia três mapas de gerenciamento do motor. Hoje, sistemas como os da Ducati Diavel e Multistrada não só alteram a entrega de potência e a resposta do acelerador, mas também a configuração dos freios ABS e do controle de tração. Essa tecnologia, que também existe em carros como o Fiat Punto T-Jet e a Audi RS4 Avant, permite adaptar a moto a diferentes condições de pilotagem ou preferências do piloto.

Suzuki "L7": a novidade do acelerador
sem cabo surgiu nela, em 2017

Inicialmente, o controle de tração era uma função secundária do ABS, usando os mesmos sensores para detectar derrapagens. A BMW foi pioneira com a R 1200R em 2005, chamando-o de controle automático de estabilidade. Atualmente, existem sistemas mais modernos, focados no desempenho em curvas, como os da Yamaha YZF R1, que permitem escolher o nível de atuação, ou o da Kawasaki Versys 1000, com três modos para diferentes pisos.

A Revolução Começou por Dentro: Injeção Eletrônica e Aceleradores Eletrônicos 

Pode parecer incrível, mas no início dos anos 2000, a injeção eletrônica de combustível ainda era rara nas motos. Felizmente, esse cenário mudou, e essa tecnologia pavimentou o caminho para muitas outras inovações. Em conjunto com os aceleradores eletrônicos (ride-by-wire), a injeção eletrônica permitiu um gerenciamento muito mais preciso do motor e da resposta do acelerador.

Fig. 3 - A Ducatti Multistrada 1200 usa o ride-by-wire.

Domando a Potência: Modos de Pilotagem 

Com a injeção eletrônica e o ride-by-wire, surgiram os modos de pilotagem. Uma das primeiras a adotar essa tecnologia para controlar a imensa potência foi a Suzuki GSX-R 1000.

Fig. 4. O esquema do CT em uma
esportiva, por exemplo.
Imagem: eritonmotos.wordpress.com
Segurança em Primeiro Lugar: Controle de Tração e Freios ABS

Os controles de tração surgiram primeiro nos carros, mas hoje são essenciais nas motos. Seu principal objetivo é evitar a derrapagem da roda traseira, seja em pisos escorregadios ou quando o piloto exagera na aceleração em curvas.

Os freios ABS (anti-travamento) são outra peça-chave na segurança, impedindo que as rodas travem em frenagens bruscas e mantendo o controle do veículo. A BMW K1 foi a primeira moto a ter ABS em 1988. Hoje, grande parte das motocicletas de grande porte, e até mesmo modelos de 250cc e 300cc como a Honda CB300R e Yamaha Fazer 250, oferecem o sistema. O sistema ABS evoluiu, com versões para uso esportivo (Honda CBR 1000RR) e até para estradas de terra (BMW R 1200GS). A Honda também introduziu o CBS (Combi Brake System), que distribui a frenagem entre as duas rodas, aumentando a estabilidade e segurança. Mais recentemente, o ABS em curvas tem sido implementado, uma evolução que ajuda a manter a estabilidade da moto durante frenagens inclinadas, adaptando a força de frenagem em cada roda para evitar travamentos e derrapagens.

Fig. 5. A beleza da CB1000RR é comparada à carga de tecnologia que leva.


Fig. 6. "Idling Stop", na PCX 150.
Eficiência e Conforto na Cidade: A função Start/Stop, ou Idling Stop como a Honda chama, é um recurso que desliga o motor em paradas mais longas (acima de 3 segundos), religando-o instantaneamente ao acelerar. Embora comum em carros importados para economia de combustível e redução de poluentes, nas motos ainda é raro, mas modelos como a scooter Honda PCX 150, SH 150i e ADV já contam com ela, prometendo até 50 km/l no exterior e contribuindo significativamente para a redução de emissões.

Fig. 7. Câmbio DCT, da Honda

Outra inovação que veio dos carros é o câmbio de dupla embreagem (DCT). Atualmente, a Honda é a principal usuária em motos, como na scooter X-ADV 750. O DCT possui duas embreagens que operam alternadamente, uma para marchas ímpares e outra para pares, resultando em trocas de marcha quase imperceptíveis e extremamente rápidas.

Pilotagem Otimizada: Suspensão Dinâmica e Controle de Estabilidade 

A tecnologia também chegou às suspensões! A BMW foi pioneira com o ESA (Eletronic Suspension Adjustment) e, mais tarde, com o Dynamic Damping Control (DDC) em 2012. O DDC, presente em motos como a S 1000 RR HP4 e a nova R 1200GS, usa sensores para verificar as condições do pavimento, ajustando as suspensões em tempo real. A Ducati Multistrada 1200S tem um sistema similar, o Skyhook. Essas suspensões eletrônicas se ajustam automaticamente ao terreno ou estilo de pilotagem, melhorando conforto e estabilidade em qualquer situação.
Fig. 8. Esquema do DDC, da R1200 GS


Fig. 9. A Multistrada usa o seu Shyhook


A mais recente novidade vinda dos carros para as motos é o controle de estabilidade (MSC - Motorcycle Stability Control). A KTM 1190 Adventure de 2014 foi uma das primeiras a incorporá-lo. Baseado no ABS da Bosch, o MSC aprimora o funcionamento dos freios ABS, controle de tração e freios combinados para atuar em conjunto, inclusive com a moto inclinada em curvas. Sensores medem a velocidade de giro das rodas e, crucialmente, o ângulo de inclinação (lean angle) e de rotação (pitch angle) da moto, garantindo uma frenagem mais eficaz e segura nessa situação crítica.

Fig. 10. KTM 1190 Adventure 2014 - A pioneira do MSC = estbilidade.


Conforto, Conveniência e Futuro: Airbag, Centrais Multimídia e Sistemas de Assistência Avançada Pode acreditar, até airbag já existe em motos! Embora ainda seja raro, a luxuosa Honda Gold Wing conta com o sistema desde 2007. Uma central eletrônica analisa dados de desaceleração, e a bolsa inflável é acionada em apenas 0,15 segundo em colisões frontais, protegendo o piloto.

Fig. 11. Parece sacanagem, mas é real: a Goldwing, da Honda, vem equipada com air-bag. Foto: motomais.motosport

Fig. 12. Será que protege, mesmo? Testes disseram que sim.


Fig. 13. Painel TFT da Triumph 1200
No quesito conectividade, os painéis das motos ganharam telas de TFT (Thin Film Transistor), semelhantes às dos smartphones. Desde modelos menores como a Honda CB 250F Twister até bigtrails modernas como a Triumph Tiger 1200, a tecnologia está presente. A evolução continua, com painéis personalizáveis, telas touch e a capacidade de espelhar o smartphone, funcionando como verdadeiras centrais multimídia. A nova geração da Honda Gold Wing foi a primeira moto do mundo a incorporar o Apple CarPlay, permitindo controlar funções do iPhone diretamente pelos comandos da moto, com som potente e chamadas via intercomunicador no capacete. Outras motos de luxo, como Harley-Davidson e BMW, permitem conexão Bluetooth para mensagens e música. Para a segurança do piloto, a Honda inclusive bloqueia a função touch screen enquanto a moto está em movimento, e oferece o Smartphone Voice Control System (HSVCS) para controlar chamadas e mensagens por comando de voz, mantendo as mãos no guidão e os olhos na estrada.

Fig. 14. A Ducatti, com seu ACC, mais uma vez
mostra que está rodando junto com a tecnologia
O futuro já está chegando com o Controle Adaptativo de Velocidade (ACC) e outros Sistemas Avançados de Assistência ao Piloto (ARAS). A Ducati anunciou que introduziria radares e ACC até 2020, semelhante aos carros de luxo como o Mercedes Classe A. Nas motos, o sistema deve principalmente alertar o motociclista sobre o risco de colisão com outros veículos, sem interferir ativamente na pilotagem. O ARAS inclui radares traseiros que identificam veículos no "ponto cego" ou se aproximando em alta velocidade por trás, e um radar frontal que gerencia o ACC, mantendo uma distância definida do veículo à frente e alertando sobre riscos de colisão por distração. Há também sistemas de auxílio ao motorista, com alertas de ponto cego e frenagem automática de emergência em algumas motos touring e adventure. A Honda está testando um novo sistema de piloto automático que promete antecipar e evitar acidentes antes mesmo que o piloto perceba o risco. Além disso, o piloto automático já está presente em algumas motos, como as premium, onde pode ser ativado a partir de 35 km/h, permitindo manter a velocidade sem usar o acelerador.

Além do Asfalto e Outras Maravilhas: A tecnologia de ponta chegou também aos pneus, com compostos mais avançados que oferecem maior aderência em diversas superfícies. Inspiradas nas motos de corrida, projetos já incluem elementos aerodinâmicos ativos, como asas e defletores, que se ajustam à velocidade para aumentar a estabilidade e melhorar a aderência. E para o futuro, projetos como o Safe Swarm™ e o Smartphone as a Brain™ da Honda visam conectar veículos a outros veículos e à infraestrutura em tempo real, alertando, por exemplo, um carro sobre a aproximação de uma moto em um cruzamento, mesmo sem visibilidade direta. Até a capacidade da moto de se equilibrar sozinha em baixas velocidades ou parada já é uma realidade em testes, como o Honda Riding Assist, útil no tráfego intenso.

A Tecnologia Ajuda, Mas a Peça Fundamental é Você! É inegável que toda essa tecnologia embarcada nas motocicletas modernas é um avanço espetacular para a segurança, eficiência e prazer de pilotar. No entanto, é crucial lembrar que, por mais sofisticadas que as motos sejam, a "pecinha" fundamental no guidão é quem a comanda. Muitas vezes, motociclistas abusam da velocidade e subestimam os riscos, contando demais com a tecnologia para evitar acidentes. A velocidade incompatível com as vias e a falta de sensibilidade ou habilidade podem anular os benefícios desses sistemas.

Acidentes não são causados pelas motos, mas por nós, humanos. Por isso, o uso consciente e prudente de toda essa tecnologia é essencial. Saber que a moto a 160 km/h pode parecer estar a 100 km/h em um modelo confortável e silencioso é um alerta importante. Fazer uma frenagem de emergência a 120 km/h exige percorrer 33,3 metros em um segundo apenas para reagir, sem contar a distância de parada. O ABS ajuda, mas não faz milagres se não houver espaço suficiente para atuar.

A tecnologia está aí para nos auxiliar, para melhorar a experiência e a segurança, mas a responsabilidade e a prudência do piloto são insubstituíveis. Vamos desacelerar nosso dia a dia e aproveitar a estrada com inteligência e segurança!

Motoabraço!

quinta-feira, 20 de março de 2025

SUZUKI V-STROM 1050 – Força, Energia e Liberdade Sobre Duas Rodas


Explore Sem Limites

Seja qual for o destino da sua jornada, a V-Strom 1050 está pronta para acompanhá-lo. Combinando resistência, agilidade e controle, essa big trail foi projetada para levar você aonde quiser, sem fronteiras.

O DNA de Uma Nova Geração de Big Trails

Inspirada na lendária DR-Z Desert e na icônica DR-BIG, a V-Strom 1050 traz um design renovado que reforça sua identidade aventureira. O bico característico da Suzuki agora está ainda mais agressivo, refletindo sua herança off-road com um toque moderno. Cada detalhe foi pensado para garantir robustez, segurança e durabilidade, proporcionando uma experiência única em suas viagens.

Fig. 1. Inspiração vem da DR-Z Desert e da DR-BIG


Design e Engenharia Pensados Para o Melhor Desempenho

O farol empilhado verticalmente combina estética e funcionalidade, garantindo excelente iluminação tanto à frente quanto nas laterais. O guidão cônico de alumínio, o acabamento em bronze das tampas do motor e o corpo em preto reforçam o estilo off-road, além de manterem a estrutura leve e resistente a terrenos irregulares.

Motor V-Twin Poderoso e Envolvente

O motor V-twin DOHC de 1.037 cm³ e 90° entrega torque linear robusto em médias rotações e uma potência expressiva em altas. O som característico do V-twin e a nota do escape tornam a pilotagem ainda mais prazerosa. Além disso, seu design compacto permite um chassi mais estreito e um centro de gravidade mais baixo, melhorando a dirigibilidade.

Fig. 2. Motor V-Twin DPHC 1037 cm3


Transmissão Precisa e Confortável

A transmissão de seis marchas recebeu ajustes que aprimoram a experiência de pilotagem. A primeira marcha agora proporciona transições mais suaves até a quinta, tornando a aceleração mais ágil e o controle mais preciso. A sexta marcha foi otimizada para oferecer mais conforto em velocidades de cruzeiro.

Fig. 3. Transmissão precisa


Tecnologia Que Eleva a Experiência

  • SCAS (Sistema de Embreagem Assistida): Reduz o esforço na alavanca da embreagem e melhora a suavidade nas reduções de marcha.
  • Suzuki Dual Spark: Cada cilindro possui duas velas de irídio para uma combustão mais eficiente e uma resposta linear do acelerador.
  • Válvulas de Escape de Sódio: Ajudam a dissipar calor, melhorando a durabilidade do motor.
  • Pistões Forjados: Mais leves e resistentes, otimizam a performance e a longevidade.
  • Aceleradores Eletrônicos: Controle preciso do acelerador para uma pilotagem mais estável.
  • Sistema de Escape Ajustado: Som marcante e conformidade com os padrões Euro5 sem comprometer a potência.
Fig. 4. Aceleração eletrônica

Fig. 5. Tecnologia Dual Spark

Fig. 6. Sistema de exaustão ajustado


Inteligência e Segurança ao Seu Alcance

A V-Strom 1050 vem equipada com o Suzuki Intelligent Ride System (SIRS), um conjunto de sistemas eletrônicos que tornam a pilotagem mais previsível, segura e confortável, seja na estrada ou fora dela.

Recursos de Assistência

  • Controle de Tração Suzuki (STCS): Três modos ajustáveis para diferentes condições de pilotagem.
  • Freio ABS em Curvas: Mantém a tração mesmo inclinado, ajudando na estabilidade durante curvas.
  • Controle de Cruzeiro: Reduz a fadiga em viagens longas, mantendo a velocidade constante.
  • Suzuki Drive Mode Selector (SDMS): Três modos de potência adaptáveis ao seu estilo de pilotagem.
  • Controle de Subida: Aciona automaticamente o freio traseiro em aclives, evitando recuos indesejados.
  • Controle de Carga: Ajusta a frenagem conforme o peso transportado.
  • Controle de Inclinação: Mantém a segurança mesmo em descidas íngremes.
  • Ride-By-Wire: Comandos do acelerador mais precisos e progressivos.
  • Easy Start System: Partida facilitada com um toque, sem necessidade de apertar a embreagem.
  • Assistente de Baixa Rotação: Mantém a estabilidade do motor em baixas velocidades.
Fig. 7. Assistente de baixa rotação ajuda a manter a estabilidade do motor em baixas velocidades.

Fig. 8. Controle de Cruzeiro, Controle de Subida, Controle de Carga... essa moto é show!


Pronta Para Aventuras Além do Asfalto

Com ajustes específicos para terrenos irregulares, a V-Strom 1050 oferece um desempenho excepcional em cascalho e terra. Seu chassi foi desenvolvido para garantir maior equilíbrio, estabilidade e conforto em diferentes terrenos. Entre os aprimoramentos, destacam-se:

  • Distância entre eixos 40 mm maior para mais estabilidade.
  • Suspensão com maior curso (170 mm na frente e 168 mm atrás).
  • Guidão mais largo (+20 mm em cada lado) para melhor controle.
Fig. 9. Desempenho excepcional em diferentes terrenos


Estrutura Leve e Resistente

O chassi de alumínio combina rigidez e flexibilidade na medida certa, garantindo resistência sem comprometer a agilidade. O design atualizado dos trilhos do assento melhora a absorção de impactos em superfícies acidentadas, proporcionando um passeio mais confortável e seguro.

Fig. 10. Estrutura leve e resistente


Conforto e Ergonomia

  • Suspensão KYB: Amortecedores dianteiros e traseiros ajustáveis para melhor adaptação ao terreno.
  • Freios Tokico de Alto Desempenho: Com discos flutuantes de 310 mm e ABS integrado.
  • Para-brisas Ajustável: Reduz ruídos e turbulências, melhorando o conforto em viagens longas.
  • Guidão Cônico de Alumínio: Mais confortável e ergonômico, melhora a dirigibilidade.
  • Assento Confortável: Altura ajustável e design anatômico para reduzir a fadiga em viagens.
  • Rodas e Pneus Preparados para Aventura: Pneus Bridgestone BATTLAX ADVENTURE A41 garantem aderência e estabilidade.




Fig. 11. Preparados para aventuras

Fig. 12. Ignição ainda mais ágil e fácil

Fig. 13. Parabrisas ajustável

Tecnologia e Conectividade

O painel TFT colorido de 5 polegadas exibe informações essenciais de forma clara e intuitiva. O sistema também conta com modos de exibição diurno e noturno, além de alertas programáveis.

Os interruptores ergonômicos no guidão facilitam o acesso às funções sem tirar as mãos do controle. Para maior comodidade, a moto inclui porta USB no painel e uma tomada 12V sob o assento para carregar dispositivos.

Fig. 14. O que dizer desse Full TFT?


Iluminação Full LED

Os faróis empilhados proporcionam um visual marcante e melhor visibilidade. Luzes de posição, piscas e lanterna traseira também utilizam tecnologia LED, garantindo mais segurança e durabilidade.

Preço e Disponibilidade

No site oficial da Suzuki, a V-Strom 1050 tem preço sugerido de R$ 74.850,00 (sem frete). No entanto, nas concessionárias, o valor final fica entre R$ 82.000 e R$ 85.000, dependendo da região e dos serviços adicionais.

Fig. 15. Segurança é palavra-chave na V-Strom 1050

Fig. 16. Imagine sendo esta sua visão.

Fig. 17. SCAS - Sistema de Embreagem Assistida


Conclusão

Se você busca uma motocicleta versátil, potente e equipada com tecnologia de ponta para explorar qualquer estrada – ou fora dela –, a Suzuki V-Strom 1050 é uma escolha imbatível. Combinando desempenho, conforto e inovação, ela transforma cada viagem em uma experiência inesquecível.

Motoabraço e até o próximo artigo! Valeu!

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

TRIUMPH TIGER 800 2019: ÍCONE SOBRE DUAS RODAS


Salve, galera motociclista!!

Considerada um dos modelos mais procurados na Triumph, a bigtrail Tiger 800 ganhou fãs por todo o Brasil, devido a vários detalhes, entre eles, a beleza e a tecnologia empregada na moto.



O modelo 2019 chegou melhorado em ergonomia, segurança, conforto e economia, sem falar do aparato tecnológico, que são chaves importantes na hora de decidir pela compra de uma motocicleta, e esses itens têm de sobra na Tiger 800.

A primeira Tiger

A britânica Triumph é antiga. Ela completou seu centenário, oficialmente, em 2002, mas há rumores de que ela já era ativa, na produção de bicicletas, ainda no final do século XIX, com a chegada de um alemão na Inglaterra, naquela época: Siegfried Bettmanm.

Impressionado com o número de bicicletas na capital inglesa, Bettmann, que já era fabricante de máquinas de costura, resolveu inovar e melhorar a mobilidade dos britânicos, incorporando um pequeno motor (fabricado pela belga Minerva, de 2,25 hp) às suas bicicletas que, com o quadro reforçado, passaram a ganhar as ruas de Londres em 1902, com um modelo denominado “Nº 1” (Number One).

Este feito colocou a Triumph na lista de desejos daqueles que não queriam mais andar a pé ou depender dos transportes públicos. Após a Grande Depressão – considerado o mais longo período de recessão econômica do séc. XX -, e passando por momentos de grande dificuldade (quase precisando fechar as portas), a Triumph arriscou em colocar nas ruas um modelo mais popular, de 494 cc e que chamou de Modelo P. Custava apenas 42 Libras e, por isso, vendeu cerca de 20 mil unidades em um só ano.

Tiger 100. A moto mais veloz de sua época.

Somente em 1937, sob a direção de Jack Sangster, a Triumph lançaria um novo modelo que viria surpreender os fãs da marca: a Speed Twin, que veio a ser conhecida como Tiger 100. O que mais impressionava neste modelo era a velocidade que alcançava: 160 km/h. Segundo a própria Triumph, essa moto dominou o tópico ‘velocidade’ até a chegada da CB 750, da Honda, em 1969.

Tiger 800: ícone sobre duas rodas

A Triumph, hoje, é uma empresa mundialmente bem conceituada, isso não resta dúvida. 0 design e a tecnologia empregados atualmente em suas motocicletas são fatores que merecem prêmios.



Os seis modelos que compõem a família Tiger 800 são hoje verdadeiros ícones da categoria bigtrail - urbana e adventure. São eles:

 Tiger 800 XR – modelo de entrada, tem preço sugerido (no site) de R$ 43.190,00;

Tiger 800 XR

Tiger 800 XRx – um pouco mais robusta do que sua irmã XR, custa R$ 48.890,00;

Tiger 800 XRx

Tiger 800 XRx Low Seat – é a mesma XRx, porém, alguns milímetros mais baixa, e compartilha o mesmo preço;

Tiger 800 XR Low


Tiger 800 XRT – botões ergonômicos e joystick de 5 posições, é a top das XR. Preço sugerido de R$ 54.890,00;

Tiger 800 XRT


Tiger 800 XCx – esta é tecnologicamente mais equipada que as anteriores, como a presença dos modos de pilotagem, e custa R$ 51.390,00;

Tiger 800 XCx.


 Tiger 800 XCA – assentos aquecidos são alguns dos itens que acompanham esse modelo top de linha, que custa R$ 55.890,00.

A dirigibilidade nessas motos é algo surpreendente. Nas rodovias em boas condições, é como estar conduzindo uma orquestra sinfônica, ou tocando um rock pesado, dependendo da pegada que você tiver.



O Motor da Tiger

Todos os modelos compartilham o mesmo DOHC tricilíndrico em linha de 800 cilindradas, com 95 cv de potência a 9.250 rpm. Com torque de 79 Nm @ 7.850 rpm, trata-se de uma moto de grande força e condizente com seu porte.

O motor para os seis modelos é o mesmo.


Possui sistema de aceleração ride-by-wire, que suaviza a entrega de potência e a resposta do acelerador é muito mais rápida. Apesar de ser um motorzão, é econômico, chegando a fazer 27,4 km/l. Por falar nisso, o tanque é de 19 litros, o que pode chegar até 520 km de autonomia.

Com refrigeração a líquido, 12 válvulas, a Tiger 800 é uma moto potente e que permite ao piloto mais expert usar de seus atributos seguramente.

As XCs são excelentes off-road.

Computador de bordo

As Tigers são dotadas de um computador de bordo bastante funcional em seu painel, que indicam: velocidade, tacometria, posição da marcha, medidor de combustível, indicador de serviço, temperatura ambiente e relógio.

O painel TTF não está presente na versão XR.

Nos modelos XRx, XCT, XCx e XCA há mais funcionalidades, tais como: tempo de viagem, velocidade média, consumo médio de combustível, consumo instantâneo e autonomia.
Esses três modelos contam ainda com mapas diferenciados de aceleração:

- Rain map: ajusta a aceleração em solos molhados ou escorregadios;

- Road map: modo padrão, linear e perfeito para as condições diárias normais;

- Sport map: dá uma resposta mais clara e ágil, retirando a necessidade de aceleração;

- Off-Road map: resposta ideal para terrenos irregulares ou pistas de terra.

Todos os modelos contam com o TTC (Controle de Tração Triumph), sistema que previne o giro inesperado da roda traseira, ao cortar o torque do motor para evitar a perda de aderência com o solo. Motos de alto torque sem esse sistema costumam dar uns tombinhos bestas em seus pilotos e mexendo nos bolsos.

O TTC possui 3 configurações: ROAD, otimizado para boas estradas e rodovias; OFF-ROAD, para terrenos off-road; e OFF, sistema desligado para uso urbano.

Para completar, com exceção da XR, os modelos são equipadas com o Cruise Control, o piloto automático, que é um sistema que permite uma condução mais confortável, ao mesmo tempo em que gera um bom consumo de combustível.


O Cruise Control é também conhecido por "piloto automático"


Sobre o painel, com exceção do modelo XR, os demais vêm equipados com o TTF, cuja tela assemelha-se à dos smartphones. As informações são vistas em ótima resolução e tamanho ideal para o piloto.


Conclusão

Com suas rodas de aros largos – 19” na XR e na XRx Low, e 21” nos demais modelos -, e altura perfeita, é uma motocicleta feita para proporcionar ótimo desempenho off-road e conforto nas longas viagens. O conjunto da obra dá essa resposta.
Rodas Aro 19" na XR e na Low, e 21" nas demais.
A Triumph preocupou-se no quesito ergonomia, o que traz ao piloto a sensação de estar realmente dominando a máquina, mas, ao mesmo tempo, é ela quem o tem. Uma relação íntima de sinergia entre ambos.

Motoabraço!


Tiger 800: uma das melhores bigtrails do Brasil.


Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...