terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pedágio para motos: 67% é contra

Pagar pedágio quando a motocicleta utiliza menos de 1% da rodovia é, realmente, algo que pode deixar o motociclista contrariado. Além da chatice de ter que parar, pegar o dinheiro na carteira, que está no bolso (se estiver sob chuva, mais trabalho, ainda, devido à indumentária toda), tira e coloca luvas, ainda há a questão: que tipo de dano a moto causa no asfalto? Bom, esse é meu ponto de vista, o qual compartilho com os 67% de leitores que responderam à enquete do Louco por Motos:

Cobrar Pedágio de Motos: você acha correto?

24% dos visitantes disseram que sim, mas desde que fosse mais barato. Mais barato já é, e se for mexer no valor, ou se coloca uma taxa simbólica (ainda assim, teria a chatice de parar e pegar o dinheiro), ou não se cobra nada.
7% responderam que somente as motos de alta cilindrada, o que cairia no mesmo em relação à própria cobrança. Isso, porque tais motos, mesmo que mais pesadas que uma CG, não danificam nem 0,01% a mais de asfalto que as de menor motor. Portanto, não mudaria nada e só prejudicaria quem possui moto de maior cilindrada.
1% diz que teria que ser no mesmo valor que os carros. Não irei nem comentar a respeito, ok?
Finalmente, o grupo onde me enquadro, 67% responderam “Você ficou louco, mermão?”. A cobrança de pedágios para motociclistas não deveria ser aplicada, como acontece na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, onde a passagem de duas rodas é livre (concessionárias Auto Vias e Autoban) – e olhe que esta é considerada uma das melhores rodovias do país!



Então, por que algumas concessionárias cobram?

A explicação para tal é que o número de motos tem crescido cada vez mais e, com a frota nacional aumentando a cada ano, maior movimento os motoqueiros têm dado às rodovias. Então, muitas concessionárias passaram a cobrar pedágios de motociclistas, de uns anos pra cá. E isso não deve mudar.
No entanto, projetos de lei tramitam na Câmara dos Deputados com a proposta de isentar os veículos de duas rodas de pagarem pedágios nas rodovias federais. São elas: PL 6753/06, da ex-deputada Laura Carneiro; e PL 1410/11, do dep. Washington Reis (PMD-RJ). Já nas estaduais, vai depender de acordos com os seus respectivos governos.

Já que é aplicada, que tal evitar transtornos?

Uma sugestão para as concessionárias de pedágio, em relação ao atendimento aos motociclistas em trânsito, é criarem cabines adequadas aos motociclistas, o que pode também agilizar o processo e não segurar tanto o trânsito, quando ocorrer casos como a hipótese citada no início deste post.
O 'Sem Parar' é também uma boa opção pra o motociclista. Evita que fique parando em toda praça e deixa o trânsito fluir.


E você? O que pensa a respeito? Deixa seu coment. Valeu. Motoabraço.

Tipos de motocicletas: qual é o seu?

Fonte: How Stuff Works?

Qual é o seu tipo preferido de motocicleta? A seguir, vamos saber como são classificadas as motos que vemos rodando por aí. Depois de ler esse artigo, você pode até querer trocar a sua. Ou não. :)

Tipos de motos
As motocicletas apresentam muitos estilos diferentes, cada um oferecendo características de design e desempenho para acomodar condições de uso especificas. Vamos dar uma olhada nas categorias mais comuns de motocicletas. 

On Road
A expressão "on road" (na estrada) serve para definir todas aquelas motocicletas feitas para rodar onde tem asfalto, seja nas cidades, seja nas rodovias. Nesta categoria "master", vamos encontrar diversas subcategorias, como as customs, as streets, esportivas e outras. A expressão "on road" contrapõe-se à "off-road".

Esportivas "carenadas"
As esportivas são projetadas para altas velocidades e estradas com muitas curvas. Oferecem motores multicilíndricos para produzirem mais potência, quadros de liga de alumínio, suspensões rígidas para melhorar o manejo, pneus de alta aderência e freios potentes. Em vez de sentarem eretos, os pilotos de motos esportivas inclinam-se para frente sobre o tanque de gasolina para reduzir a resistência do vento. A carenagem existente neste tipo de moto possui múltiplas funções, todas elas relacionadas ao vento e à aerodinâmica, mas possuem também enorme influência na aparência da moto.
As motos esportivas são bastante utilizadas em campeonatos regionais, nacionais e mundiais de motociclismo (existem diversas outras categorias que também participam de competições). Nestes casos, elas têm modificados alguns de seus parâmetros, a fim de ajustarem-se aos regulamentos.
Kawasaki Z1000: esportiva carenada e nervosa!


Naked
As motos nuas oferecem o desempenho das motos esportivas sem a estética, na maioria dos casos, sendo destituídas de toda a carenagem desnecessária. Como são geralmente produto de personalizadores de motos que buscam uma aparência de “guerreiro da estrada”, as motos depenadas também são chamados de streetfighters (lutadores de rua), especialmente na Europa.
Devido ao seu excelente desempenho nas cidades, tornou-se uma das queridinhas do público mais jovem, que vê nestas máquinas uma forma de fazer parte da "galera inflamada".

Suzuki Gladius 650: uma streetfighter potente.


Roadsters
Suas mais fortes características encontram-se na aceleração e na maneabilidade. São velozes e ágeis, devido, também, à falta de carenagens. São, praticamente, a mesma linha das nakeds, contudo, com motores mais fortes. A BMW é um estilo roadster, assim como, a Sportster 883, da Harley-Davidson, também é.

BMW r1200: uma roadster com pedigree.


Off-Road / Trail
As motocicletas off-road (também chamadas de "trails", ou motos para "trilhas") incluem as motos de motocross e as motos para estradas de terra - máquinas projetadas para lidar com saltos, saliências e outros obstáculos encontrados em circuitos de corrida fechados ou trilhas na floresta. As motocicletas off-road têm quadros mais estreitos e leves, maior distância livre do solo e sistemas de suspensão avançados. Elas também têm uma partida a pedal para reduzir o peso e os pneus com um padrão de banda de rodagem repleto de ressaltos para melhorar a tração. Como as motos off-road normalmente não vêm de fábrica com faróis, espelhos, buzina ou silenciador, elas são proibidas nas ruas. 

Yamaha XTZ 250: uma trail urbana.

Husqvarna TE 449: uma trilheira corajosa!



Big Trail
Uma categoria que mantém laços com as off-road, mas de uma forma distante, já que as "bigs" são motos para viagem, de preferência, no asfalto, apesar de rodarem também nas dificuldades trazidas pelas estradas de terra e terrenos acidentados. Dado o valor de uma big trail, hoje, é difícil algum piloto arriscar-se a colocar sua "diva" num terreno que, provavelmente, irá danificá-la. As big trails foram desenvolvidas com a intenção de oferecer conforto, segurança e velocidades satisfatórias, em médios e longos trechos. Além do mais, em termos tecnológicos, elas oferecem opções variadas, para necessidades e gostos diferentes.

Yamaha XT 1200Z Super Ténéré


Motard e Supermotard
A palavra quer dizer "motocicleta", em francês, mas aqui, como nos EUA, ela se refere a um tipo especial de moto, um tipo com características off-road, mas feita pra andar - e bem - no asfalto. São mais utilizadas em circuitos, porém, seu uso urbano é bastante comum, por possuir pneus lisos e suspensão diferenciada. As "super" diferenciam-se por sua cilindrada maior.
Motard 250 cc da Sundown.


GranTour (Granturismo)
Trata-se de uma categoria de motos de grande porte, as maiores que podemos encontrar no mercado. Todas elas ultrapassam as 1100 cilindradas, podendo chegar a 1800 cc, por exemplo. Seu maior trunfo está nas rodovias, onde ela tem poder absoluto, oferecendo conforto e segurança a níveis incomparáveis em relação até mesmo às big trails. Estas motos, além do motorzão e do aspecto gigantesco, podem conter: parabrisas aerodinâmicos, som com toca-CDs, entrada USB, ar-condicionado (com versão para ar quente) e, no caso específico de um dos modelos da Honda Goldwing, air bag e até capota para a proteção do piloto. Quer mais? Junte muito dinheiro e sinta você mesmo. (rsrs)

Honda Goldwing 1800L: imagine-se na estrada, pilotando-a...


Custom
As motos da categoria "custom" são feitas para priorizar mais o conforto do que a velocidade. No entanto, há aquelas que conseguem juntar as duas coisas. Também conhecida carinhosamente como "estradeiras", além do nível do banco ser baixo, possuem pedaleiras avançadas, o que permite ao piloto manter suas pernas esticadas, o que cansa menos. Convencionalmente, as motos deste tipo são desenhadas de forma clássica, preservando o visual das motos mais antigas. As Harley-Davidson e as Indians são exemplos vivos desta categoria.
Honda Shadow 750


Chopper 
Comumente confundidas com as customs, as choppers possuem características mais pessoais, pois são motocicletas modificadas ao gosto do proprietário e, geralmente, trabalhadas de forma artesanal. Suas principais características são: garfos longos, cores exuberantes, muito cromado e algumas não possuem freio dianteiro. O tanque costuma ser alto na frente e mais baixo próximo ao piloto, formando uma linha com o eixo da roda traseira. Algumas também possuem "hard tail" (ou "rabo seco"), por não usarem amortecedor traseiro.
Uma chopper construída com motor 1.450 cc da HD.


Caffe Racer
Categoria desenvolvida para corridas de curto percurso, que eram utilizadas por jovens ingleses e franceses, na década de 70, geralmente, entre uma cafeteria e outra, onde paravam para um "café". As motocicletas mais comuns eram as Triumph, Norton e BSA. Por considerarem as Nortons de melhor ciclísticas e as Triumph de melhor motor, os Rockers passaram a montar motores de Triumph em quadros de Nortons, surgindo assim as Triton, consideradas as Cafe Racers por excelência. Atualmente há Clubes e Clãs de Rockers e de apreciadores das Cafe Racers. São feitas Cafe Racers com os mais variados modelos de motocicletas de todos os fabricantes, inclusive com modelos modernos. Há um revival que trouxe à moda e tornou mais populares as Cafe Racers nos dias de hoje.
Uma Norton Cafe Racer atual


Scooter
Os scooters, que até os anos 80 eram conhecidos no Brasil por "vespas" ou "lambretas", ganharam roupagem e motores novos, mais atualizados, e também um público jovem e interessado em "novidades". Por serem altamente econômicos, caíram na simpatia de profissionais de todo gabarito, que usam o veículo para trabalhar e também para o lazer.
Scooter da Honda.


Ciclomotores
São motos de pequena cilindrada - até 50 cc, que alcançam no máximo 50 km/h e não exigem habilitação. Com a chegada dos scooters, esse tipo de moto é visto com pouca frequência, além de serem modelos mais antigos.
Ciclomotor 50 cc da Traxx.




Motoabraço!!


MANUTENÇÃO I: Baterias

Olá, motoamigos!! Daremos início a uma série, denominada Manutenção, na qual iremos discutir assuntos relacionados à manutenção de sua motocicleta, a fim de que ela possa continuar rodando na boa, sem dar trabalho.
Começaremos com o assunto bateria. Afinal, como funcionam? O que pode danificá-las? O que fazer pra manter a bateria em ordem?
Baterias comum (esq.) e selada para motos.

 


Como funcionam?
Partes de uma bateria.
As baterias são formadas, basicamente, de placas com cargas positiva e negativa, as quais geram energia (por "contato" entre as duas) utilizando, normalmente, ácido sulfúrico (H2SO4). No processo, o ácido sulfúrico dissocia-se, transferindo o sulfato (SO4) para as placas de chumbo (Pb) da bateria. Com isso, forma-se outro elemento, que é o sulfato de chumbo (PbSO4). O gás hidrogênio (H2) rouba o oxigênio do óxido de chumbo (PbO2) da placa positiva, formando água (H2O), que diminui a concentração ácida do eletrólito. A reação química gera a corrente elétrica, quando elétrons livres lentamente se reúnem nas placas negativas. Como se trata de um processo contínuo, o eletrólito irá se transformar em água pura e as placas serão cobertas de sulfatação (PbSO4), o que vai causando o fim da vída útil de sua bateria.

Bateria comum x selada
Bateria comum. Recarregada com
solução especial para baterias, ou
água destilada.
No mercado, hoje, há basicamente dois tipos de baterias: as comuns e as seladas. A bateria comum, como todos sabemos, é aquela em que necessita de manutenção com certa frequência, devido à decomposição/perda da solução ácida que faz o contato entre as placas. Com o tempo, a bateria vai perdendo a solução, o que faz com que seja necessário “recarregá-la”, com o risco de as placas “colarem”, se isso não for feito. Aí, é só outra nova, meu amigo, minha amiga. :) A recolocação de solução (água destilada também serve) é simples, pois a bateria “aberta” contém os orifícios pelos quais a solução é inserida. Tenha o cuidado, no entanto, de não deixar cair solução na pele, ou na roupa, ou em qualquer outro local que não possa ser comprometido. Tampe corretamente os orifícios, antes de reinstalar a bateria.
A bateria do tipo “selada” é mais nova (nem tão nova assim, claro) e, sem dúvida, é o tipo mais utilizado. Isso, porque tem vantagens extras sobre as baterias comuns, e uma delas á não precisar de manutenção. Veja bem, alguns modelos, não. Duram mais tempo, mas, se “zerar”, é outra. Já boa parte das seladas precisa, sim, de ser recarregada – mas, de forma elétrica, ligando-a, através de um carregador específico, na energia. Em cerca de 1 hora a bateria está pronta para uso.
Bateria selada. Recarregada através de um
carregador baterias.
De qualquer forma, ambas as baterias têm seu tempo de vida útil, assim como tudo na “vida”. Haverá um momento em que, mesmo recarregada, a bateria não vai mais funcionar. O jeito, então, é substituí-la por uma nova.

Baterias se descarregam sozinhas?
Sim, normalmente. A energia armazenada na bateria se perde a uma razão de 0,01 a 0,30 volt por mês, a uma temperatura ambiente de 25°C. Caso ela aumente, a bateria descarrega mais rápido. A 35°C, por exemplo, a bateria descarrega duas vezes mais rápido que a 25°C. Alguns acessórios instalados nas grandes motos drenam energia mesmo com a chave desligada. Relógios e a memória de computadores de bordo estão entre os mais comuns. Para checar a corrente de descarga desses componentes ou se há alguma pequena fuga de corrente, desconecte o fio positivo da bateria e meça com o multímetro a corrente de descarga. (por exemplo, na Falcon a fuga máxima especificada é 0,1mA). Na falta de um multímetro, coloque uma lâmpada pequena como as de painel. Se ela acender, mesmo fraca, pode estar havendo alguma fuga de corrente.
Um dos “macetes” que a gente aprende é colocar, no tripé de descanso, uma espécie de luva de borracha, que isola o terra e, assim, economiza energia. Na Shadow, esse truque se mostrou eficaz.
Regulador de voltagem, ou Retificador.

Atenção!! Caso o regulador de voltagem (retificador) de sua moto esteja com algum problema, inevitavelmente terá influência sobre a bateria, deixando que ela se descarregue sem parar. O retificador é que mantém a bateria carregada/carregando enquanto a moto está ligada.

Como medir a energia da bateria?
No caso das comuns, você pode medir a densidade da solução ácida, usando um densímetro. Em qualquer tipo de bateria, para conferir a voltagem, utilize um multímetro. Um outro teste: se sua moto for daquelas que os faróis ficam acesos só na chave, isto é, com o motor desligado, mantenha-a assim e faça a medida na bateria com o multímetro. Se marcar abaixo de 11,5V, é sinal que a bateria já precisa ser recarregada.
Nota: se sua moto não tiver essa característica, a alternativa é conectar uma lâmpada de farol na bateria e fazer o teste.

Eu mesmo posso recarregar a bateria?
Sim, claro. Existem, no mercado, diversos tipos de carregadores específicos para baterias, seja para automóveis, seja para motos. Veja os procedimentos, caso você tenha adquirido um carregador:
Carregador de baterias.
1) Retire as tampas da bateria.
2) Sempre coloque as garras do carregador primeiro na bateria. Depois ligue a corrente elétrica.
3) Carregue a bateria com 1/10 da capacidade nominal da bateria. (uma bateria de 7Ah deve ser carregada com 0,7Ah)
4) Teste a bateria com um multímetro ou com um densímetro até que a bateria atinja 100% da sua carga. Cuidado, pois carregar mais que o tempo necessário corrói as placas.
5) Adicione água destilada, caso o nível da solução esteja abaixo do máximo.

Se feitos todos os procedimentos corretamente e, no fim, a bateria não estiver boa, pode ser sinal de que ela precisa ser substituída.
Se a bateria não estiver segurando a carga, ou seja, mesmo depois de montada, ela ainda descarrega, é sinal de que não foi carregada o suficiente: nesses casos, é preciso que se faça a “carga lenta”, que pode demorar horas, até um dia inteiro. Se ainda for preciso repetir esse processo, desista e compre uma nova.

Na ativação de baterias novas
Após colocar a solução, uma bateria nova armazena cerca de 80% da sua carga. Deve-se carregá-la a “carga lenta” após sua ativação, para evitar que a bateria seja carregada pelo gerador da moto, que pode aquecer as placas.
Atenção ao comprar uma bateria: quanto mais tempo ela ficou estocada, menor será sua carga inicial. Por isso, prefira baterias com data de fabricação mais recente.

1) Teste o sistema de carga da moto e verifique possíveis fugas de corrente para ter certeza que o defeito é na bateria.
2) Remova a tampa do respiro da bateria.
3) Coloque a solução, que vem com a bateria, até o nível máximo.
4) Deixe a bateria descansar por 30 minutos. Balance-a gentilmente, para expulsar bolhas de ar. Se necessário, complete o nível com a solução eletrolítica. Não deve ser adicionada mais solução eletrolítica na bateria após essa etapa.
5) Carregue a bateria com uma carga equivalente à 1/10 da carga nominal, até que ela esteja com carga total. Se, durante a carga, o nível da solução abaixar, complete somente com água destilada.
6) Proteja os terminais da bateria com graxa ou vaselina. Conecte o tubo de respiro. Verifique se a ponta do tubo de respiro não está encostando na moto.

Cuidados no manuseio
As baterias contêm elementos que podem trazer certos transtornos, por isso, é recomendado alguns cuidados em seu manuseio. Veja:

1) Gases potencialmente explosivos (oxigênio e hidrogênio)

-Não fume, não produza chamas ou faíscas próximo a baterias.
-Antes de dar carga em baterias convencionais, retire as tampas.
-Só dê carga em locais ventilados.
-Se a bateria ficar quente durante a carga, suspenda o processo e espere a bateria esfriar. O calor estraga as placas e a bateria pode explodir.
-Esteja certo que o tubo de respiro da bateria está desobstruído e sem dobras.

2) Ácido sulfúrico: extremamente corrosivo

-Sempre use óculos de proteção, luvas e roupas protetoras.
-Lave qualquer respingo de ácido com água e sabão.
-Em caso de ingestão, beba grandes quantidades de leite ou água com leite de magnésia, óleo vegetal ou ovos batidos. Procure ajuda médica.
-Em caso de contato com os olhos, lave com água corrente durante vários minutos e procure ajuda médica.
-Retorne sua bateria usada para a loja onde você comprou. Eles são obrigados por lei a receber a bateria e destiná-la para reciclagem. Baterias contêm chumbo e ácidos que podem contaminar o meio ambiente.

Mantenha baterias fora do alcance de crianças.

Alguns componentes elétricos podem ser danificados caso os terminais da bateria ou conectores sejam ligados ou desligados com a ignição ligada e houver presença de corrente elétrica.

Remoção: Desacople primeiro o cabo negativo da bateria, depois o cabo positivo.
Instalação: Acople primeiro o cabo positivo, depois o negativo.



Galera, espero ter colaborado um pouco mais para que você conheça melhor sua moto. A todos, motoabraço!

Agradecimentos: 

Duas Rodas Motociclismo

Enduro HP

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Tem uma 50tinha?? Placa e CNH, meu amigo!

Aos proprietários de ciclomotores, aqueles que possuem em torno de 50 cc, como a Traxx Sky 50 Plus, ou a Shineray Super Smart 50 cc, um aviso: desde meados do ano passado, tornou-se obrigatório, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, estes veículos possuírem placa e, para não ficar por menos, o piloto deverá estar devidamente habilitado na categoria "A".
A decisão, claro, vem afetar milhares de usuários de ciclomotores do país, e parece ter uma única função: arrecadar. Se não for isso, o que mais pode ser? Afinal, estamos em um país de terceiro mundo e categoria, mas em "primeiro mundo", em se tratando de abusar do cidadão, corrupção, violência etc.
De qualquer forma, aos que ainda não sabiam da "novidade", é bom procurarem o Detran mais próximo e atualizar sua vida de piloto. Quanto antes, melhor. As blitzes estão aí pra levarem seu veículo diretamente para o pátio e tomar seu dinheirinho suado.



Atenção: a "novidade" já tem alguns meses e este post só foi publicado a fim de lembrar os proprietários de ciclomotores a irem atrás de seus papéis. Motoabraço!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

KTM Duke 390: montada no Brasil, mas com peças da Índia

Como muita gente diz, o brasileiro acha que é pobre, só acha. Sim, porque nós, tupiniquins, somos bombardeados com tantos impostos que nossos produtos acabam ficando entre os mais caros do mundo. Quem compra veículos – motos, carros e outros – sabe muito bem o que estou falando.

Vejamos: a austríaca KTM acaba de chegar ao país, depois de um acordo de parceria com a Dafra. Suas motos “de entrada”, a Duke 200 e a Duke 390, já estão sendo comercializadas no país e montadas em Manaus. Contudo, as peças – pelo menos, a maioria – vêm da Índia, o que acaba causando sobretaxamento até chegarmos ao preço final. Coisa de governo sem respeito ao consumidor, mas, infelizmente, é o que temos para o momento.




Já é um absurdo quando o produto é fabricado e montado em solo brasuca, pois as empresas têm que pagar tanta coisa para o famigerado governo, imagine quando esse produto precisa ter peças importadas para ser montado aqui? Além das taxas de importação e tudo mais, o governo ainda mantém suas taxas (com algumas alteraçõezinhas aqui e ali) convencionais sobre a comercialização deste produto.
Particularmente, acho isso uma falta de respeito muito grande com o cidadão, com o consumidor. Mas, vamos levando, uma hora, isso tem que mudar.

Sobre a moto

A Duke 390, uma das novidades para 2016 no setor motociclístico tupiniquim, é uma naked média de respeito. Com 44 cv de potência e motor monocilíndrico de 375 cm3, refrigerado a líquido, possui funcionamento que a relaciona às pistas de corrida, pois ele funciona muito bem nos giros mais altos (10.000 rpm). Sua velocidade é melhorada devido ao peso: 150 kg. O chassi em aço treliçado e a balança traseira em alumínio ajudaram nessa vantagem.



Ergonomicamente falando, a KTM Duke 390 também não deixa a desejar. Guidão possui altura ideal, que ocasiona mais conforto e posição de segurança ao piloto. O painel em LED traz informações de velocidade, distância (e tempo de viagem) percorrida, temperatura do líquido de arrefecimento e a marcha atual. O contagiros, também digital, possui uma lâmpada que indica a hora de mudar de marcha, quando necessário.

O tanque pode parecer grande, devido à capa que o protege, mas recebe até 11 litros de combustível. Por ser um motor que não bebe tanto, e para uma moto que “precisa” ser mesmo mais maneira, está de bom tamanho.



A KTM Duke 390 pode até pegar pelo desempenho, mas acaba sendo uma moto não tão agradável, se usada no cotidiano. Isso, até mesmo devido sua cor (laranja com preto, padrão KTM para a parte brasuca do planeta), agravado pelo assento, que é duro, e pelas pedaleiras curtas. Para fins de semana e viagens curtíssimas, além do território urbano, uma boa moto. Mas, pagar R$ 21.990 só pra fins de semana (e, ainda assim, rodar só por perto) é de se pensar duas vezes.




Motoabraço!  


Fotos: Divulgação