quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Inazuma 250: uma Suzuki bem comercial



A Suzuki promete dar trabalho, a partir de 2014, no mercado das médias cilindradas, com o lançamento da nova Inazuma 250.
Apesar do nome esquisito - que, do japonês para o português, nada mais é do que "relâmpago", ou a luz provocada pelo mesmo -, ela parece que vem trazer uma luz mais intensa no mercado das streets, que já está super aquecido. Concorrerá diretamente com a Yamaha Fazer 250, com a Dafra Next 250, com a Honda CB 300R e, talvez, até mesmo com a Honda CBR 250. Esta categoria responde 10% da movimentação no mercado motociclístico nacional.

Design

Tida como uma das características mais marcantes da Inazuma, o design lembra um pouco a naked B-King, também da Suzuki, que inclusive usa o mesmo motor de 1300 cc da famosíssima e velocíssima Hayabusa. Na Inazuma, o farol poligonal e os piscas dianteiros, posicionados nas aletas laterais do radiador, remetem
imediatamente à naked. As montadoras encontraram uma nova forma de chamar a atenção dos consumidores: motores pequenos, mas com visual semelhante às motocicletas com motores maiores é a nova estratégia. Vê-se, como exemplo, a nova mudança no visual geral das Hondas CG, que trazem um visual mais esportivo e dá a impressão de ter, ali, uma moto bem maior.
Outra aplicação na Inazuma, que a faz diferenciada e com jeito de grandona, são os escapes, posicionados lateralmente - um de cada lado -, cujo comprimento e largura aumentam essa impressão. Os traços esportivos ficam, especialmente, por conta do guidão encaixado na mesa e as rodas de liga leve com três pontas.

Conforto e Ciclística

O banco de espuma injetada foi feito em dois níveis, o que traz conforto para o piloto e também para o garupa. A posição de pilotagem garante uma ciclística agradável na Inazuma, pois o piloto - de estatura por volta de 1,70 m - fica levemente projetado para a frente, com suas pernas dobradas em um ângulo adequado.

Motor bicilíndrico

O motor de 248 cm³ é composto de dois cilindros, de comando simples no cabeçote, que chega a desenvolver por volta de 24,5 cv a 8.500 rpm e torque de 2,2 kgfm a 6.500 rpm. Não se confirmou, ainda, se estas serão as mesmas especificações para o mercado tupiniquim, mas, se for para tomar espaço da concorrência, é melhor que a japonesa se mantenha nesse nível. Para efeito de comparação, a Fazer 250, da Yamaha, desenvolve 21 cv de potência e 2,1 kgfm de torque nas mesmas rotações. Já a CB 250R, da Honda, vai um pouco mais: 27 cv de potência a 8.500 e 2,42 kgfm a 7.000 rpm.
Sua transmissão final é por corrente e o motor conta com 6 marchas, o que abre grande vantagem - em economia, especialmente - sobre as streets com cinco.

Sem ABS

Não se sabe porque, mas acredita-se que para não deixar o modelo muito caro, a Inazuma 250 não conta com freios ABS. Pode ser que a empresa mude de ideia e a traga para o Brasil com tal novidade, quem sabe? Assim, poderá superar a venda das concorrentes, e não só dar trabalho. O problema é que esta é uma moto pesada - 182 kg - e a falta de um freio mais eficiente pode acarretar alguns probleminhas ou, no mínimo, grandes sustos.

Painel

O painel da Inazuma possui um conta-giros central, que divide as luzes indicativas do lado esquerdo do
display digital à direita, de forma harmoniosa. Uma das novidades no painel é a "shift light", cuja finalidade é "informar" ao condutor a hora certa para a mudança de marcha, a fim de economizar combustível, além de um indicador de revisão. Por falar em combustível, o tanque da Inazuma é de 13,5 litros.

Concluindo

Parece mesmo se tratar de uma boa motocicleta, que irá trazer benefícios a quem adquiri-la. O que pega, na verdade, é a falta do freio ABS que, tomara, seja pensado e definido no Brasil - levando em consideração uma lei que irá obrigar os veículos saírem de fábrica já com essa característica. Em relação ao preço, ainda não se tem certeza, mas deverá girar em torno de 15 a 16 mil reais. Agora, é esperar pra ver.

Motoabraço.


Fotos: divulgação

Moto e Felicidade andam juntos?

Sabemos que a felicidade é algo que não nasce com ninguém. Mesmo porque, nascer já é um sacrifício, algo que traumatiza o ser humano para sempre. Por que você acha que todos nós temos nossos desencontros emocionais? Mas, isso não é assunto para agora.
A verdade é que, durante a vida, vivemos momentos que nos trazem aquela sensação indescritível, aquele prazer em sorrir e achar que somos privilegiados. É o mesmo que você estar viajando por uma estrada horrível e, de repente, surge um trecho cujos próximos 200 km são feitos de asfalto novo e pinturas idem, com ótima sinalização. Meu, tu vai sorrindo o tempo todo, pois o prazer de viajar aumenta.
Mas, no Reino Unido, foram além. Uma empresa de pesquisa daquele país, ICM Research, interpelou mais de 1500 pessoas, querendo saber delas qual atividade ou hobby que mais davam prazer. O resultado foi que a maioria citou "andar de moto" como a preferida.

Ao mesmo tempo, esta atividade está ligada às atividades externas, ou seja, que você pratica fora de sua casa ou de seu território, e andar de moto, além disso, traz também outras sensações intrínsecas ao ar livre: vento, sensação de frescor e liberdade, maneabilidade, paisagens diferentes e, por que não, adrenalina. Corroborando com essa pesquisa, houve também outra, que chegou à conclusão que, quem anda muito de moto, tem menor possibilidade de adquirir complicações cardiacas e tem maior poder de resposta, concentração e atenção no trânsito (fora, claro, os engraçadinhos de plantão, que não andam, mas abusam de suas motos e acabam parando em postes, árvores e veículos).
Bom pra nós, motociclistas por paixão, que já sabíamos disso, é uma ótima notícia. Se estiver triste por algum motivo, pegue sua moto e saia por aí, pra dar um rolê. Com certeza, voltará renovado pra casa.

Motoabraço.

domingo, 14 de julho de 2013

Honda PCX 150: novo scooter da Honda

Em março de 2010, falei aqui no blog sobre o PCX 125i, o scooter da Honda, que não tinha ainda nem previsão para lançamento no Brasil. Mas, a Honda fez diferente, e trouxe para as terras tupiniquins a versão 150 desse scooter, que promete fazer muita gente abraçar sua causa.


Com preço sugerido de R$ 7.990, esse scooter foi feito para aquelas pessoas que desejam um modelo mais sofisticado e com design diferenciado. Além disso, o PCX é também dotado de tecnologia de ponta, como o "Idling Stop System", sistema este que desliga o motor automaticamente em paradas rápidas, religando-o rapidamente ao puxar o acelerador. Por exemplo, quando paramos num semáforo e, se o motor ficar por  alguns segundos em estado "ocioso", é desligado, ajudando, assim, na economia de combustível; para religá-lo, basta acelerar o PCX. Segundo os especialistas da marca, com isso, é possível economizar até 5,5% a mais de combustível.

Motor e Câmbio
O PCX conta com um motor de 150 cm3, arrefecido a líquido, com poder para gerar 13,6 cavalos a 8.500 rpm e torque máximo de 1,41 kgfm a 5.250 rpm. A alimentação se dá por injeção eletrônica, o que faz com que esse scooter atinja tranquilamente os 120 km/h.
Dotado de sistema de câmbio CVT (V-Matic), o PCX faz a troca de marchas automaticamente. Tem boa retomada de aceleração, o que facilita a vida do condutor nos trechos urbanos - aliás, este é o terreno ideal do PCX 150.
Freios
O PCX já utiliza o sistema CBS (Combined Brake System), da Honda, o qual aciona ambos os freios da moto de forma sincronizada. Assim, quando se usa, por exemplo, o freio dianteiro, um percentual é transmitido também para o freio traseiro, fazendo com que haja maior segurança na hora de parar.
Praticidade
O PCX 150 tem um comportamento em vias urbanas que, se fôssemos resumir em uma só palavra, poderíamos dizer "praticidade". Oferece bastante conforto, especialmente, por seu banco largo e posição de pilotagem. Ao carona, também, tal conforto é compartilhado.

Características técnicas

Motor    153cm3, OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a líquido
Potência máxima    13,6 cv a 8.500 rpm
Torque máximo    1,41 kgf.m a 5.250 rpm
Diâmetro X Curso    58,0 x 57,9 mm
Alimentação    Injeção eletrônica de combustível PGM-FI
Relação de compressão    10,6 : 1
Sistema de lubrificação    Forçada, por bomba trocoidal
Sistema de Ignição    Eletrônica
Bateria    12V – 6 Ah
Farol (ALTO/BAIXO)    35/30W
Sistema de partida    Elétrica
Capacidade do tanque    5,9 litros 
Óleo do motor    0,9 litro (0,8 litro para troca)
Transmissão  Automática, tipo CVT (V-Matic)
Embreagem   Automática centrífuga (tipo seco)
Suspesão dianteira    Garfo telescópico com 100 mm de curso
Supensão traseira    Duplo-amortecido com 85 mm de curso
Freio dianteiro    Disco de 220 mm de diâmetro com cáliper de pistão duplo
Freio traseiro    A tambor com 130 mm de diâmetro
Pneu dianteiro    90/90-14 
Pneu traseiro   100/90-14 
Chassi   Monobloco (underbone)
Altura do assento    760 mm
Altura mínima do solo    140 mm
Dimensões (C x L x A)    1.917 mm x 738 mm x 1.094 mm
Entre-eixos    1315 mm
Peso seco    124 kg

terça-feira, 19 de março de 2013

TNT 1130 R, a evolução definitiva da Benelli



A Tornado Naked  TRE R, ou TNT 1130 R, é um dos maiores orgulhos da fábrica italiana Benelli, devido não só à tecnologia, mas o esmero aplicado em cada uma das partes dessa excelente máquina.
Essa linda cafe racer é capaz de atingir quase 260 km/h, uma velocidade bastante considerável, sem perder a ciclística, ou seja, ela se mantém firme no curso, mesmo desafiando certos limites. Seu motor de 1130 cm3 é um 3 cilindros em linha, 4 tempos, 12 válvulas (sendo 4 por cilindro) e refrigerado a líquido, que desenvolve incríveis 157,8 cv de potência a 10.200 rpm e tem um considerável torque de 12,2 kgmf a 8400 rpm. Ou seja, tem potência e força o suficiente pra deixar o camarada bastante satisfeito em cima dela. Com 6 marchas, a resposta do motor é bem mais eficaz, sem que, nas finais, o motor fique "pedindo" uma nova marcha, como se aparenta em certos modelos de motos, esportivas ou não.
Seu sistema de escape, com três saídas, segue precisamente as formas do motor, passando por baixo do chassi, até sair por debaixo do banco do passageiro, entre este e a placa, numa única saída compacta. Isso tornou-se um detalhe interessante na moto, quando vista por trás, pois lembra vagamente a turbina de um jato. Outro detalhe é que este escape possui também um catalisador, o que diminui em muito a emissão de gases danosos à atmosfera.
O sistema de amortecimento da TNT 1130 R é super eficiente, a última tecnologia aplicada às motos de velocidade. A suspensão dianteira é composta por garfo telescópico invertido com bengalas de 43 mm de diâmetro, totalmente ajustável, com curso de 120 mm. Já a suspensão traseira possui balança em treliça monoamortecida, totalmente ajustável, também com curso de 120 mm.
Para garantir a parada, a Benelli TNT 1130 R possui dois discos de 320 mm na dianteira, com pinças Brembo de 4 pistões, impulsionadas por bombas da mesma marca, e um disco único de 240 mm na traseira, com pinça de 2 pistões. O sistema de frenagem, em suma, é muito eficiente e garante mais segurança ao piloto.
O preço dessa gracinha, no Brasil, é que não parece ser tão atraente, pelo menos, para a maioria dos mortais. Enquanto, na Europa, ela sai por cerca de € 14.900, em terras tupiniquins sai por menos que R$ 80 mil, a versão "R", que é a suma deste post. Viva os impostos brasilis!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Dafra Next 250: uma ótima opção


A Dafra sofreu bastante durante seu período de adaptação no mercado brasileiro. Motos davam problemas, era difícil conseguir peças de reposição, e a galera ficava a ver navios por algum tempo. Mas, como toda empresa séria, a Dafra não deixou por menos e foi atrás do prejuízo, fazendo novas alianças e, assim, conseguindo morder novamente sua fatia da pizza.
Tanque de 14,1 L: autonomia muito boa
Lançada em meados de 2012, em parceria com a empresa SYM Motors, de Taiwan, a Dafra Next 250 trouxe, além do preço camarada, boas novidades em sua estrutura e, especialmente, em seu motor de 25 cv e 249,4 cc. Entre as motocicletas dessa mesma cilindrada, ela parece ser a mais rápida. Outro aspecto que mudou muito, com a nova parceria da Dafra, foi a disponbilidade de peças, que acabou se tornando um dos maiores cuidados da empresa.
Com estilo diferente da Roadwin, também de 250 cc, mas carenada, a Next parece querer roubar o mercado de sua "irmã", que não teve lá muito sucesso nas vendas. A nova naked da Dafra tem, com certeza, feito a cabeça e mexido com o coração de muitos motociclistas, afinal, além de bonita, tem preço bastante acessível e, ainda por cima, é uma excelente motocicleta. Vamos aos "números".
Motor de 250 cc e 25 cv de potência
Possui motor monocilíndrico SOHC de 4 tempos, quadrivalvulado e refrigerado a água. Seu sistema de alimentação de combusível é por injeção eletrônica, o que garante à moto uma performance muito melhor e mais economia de combustível. O motor de 249,4 cc gera potência máxima de 25 cv a 7.500 rpm e torque máximo de 2,75 kgfm a 6.500 rpm. Aliado ao seu peso em ordem de marcha, por volta de 170 kg, pode-se dizer que ela é uma "motinha" bastante esperta.
Tanto nos centros urbanos, quanto na rodovia, em trechos mais curtos, a Dafra Next 250 mostra-se altamente capacitada, por ser também uma moto com ótimo índice de maneabilidade. Em termos de segurança, ela conta com freios a disco na traseira (220 mm) e também na dianteira (260 mm, duplo pistão). Usa pneus 110/70-17 na dianteira e 130/70-17 na traseira.
Banco do passageiro não muito confortável e suspensão dura
Uma das falhas encontradas, no entanto, foi em relação à amarração de bagagens: a Next não possui nenhum "ponto" de fixação ou amarração de elásticos, o que prejudica quem precisa carregar alguma coisa na garupa, como geralmente todo motociclista faz. Outra coisa não muito bem recebida nesta moto é a dureza do amortecedor traseiro: sofre o garupa, sofre o condutor, especialmente, em estradas danificadas.
Em termos de preço, a Dafra Next 250 tem altas vantagens: R$ 10.790,00, contra R$ 16.900 da Ninjinha 250, ou os R$ 15.490 da Honda CBR 250R.  Detalhe: a Dafra Next 250 foi consagrada a "Moto do Ano 2012" na categoria Street, escolhida pela Revista Quatro Rodas Motos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Kawasaki Ninja 300: concebida para ofuscar

O ano de 2013 já começa com uma grande novidade entre as pequenas esportivas, cujos motores rondam entre 250 e 300 cilindradas. A Kawasaki lançou no Brasil - agora, no finalzinho de 2012 - uma nova esportiva de 300 cc, pouco depois de ter lançado a 250 cc, que ficou conhecida como “Ninjinha” e já tinha conquistado um bom público. Segundo o próprio fabricante, a nova Ninja 300 foi concebida para ofuscar as demais motocicletas de sua categoria. Além do mais, ela foi especialmente projetada para atender às exigências do mercado brasileiro. Design agressivo e moderno, novas tecnologias e performance exclusiva fazem desta esportiva um modelo bastante desejado, não só aqui, em terras tupiniquins, como em todo o mundo.

Special Edition 
 A Ninja 300 conta com quatro cores, sendo uma Edição Especial (a Special Edition, como a “verdinha” que ilustra esta página e foi utilizada como modelo para o lançamento do concurso “Musa da Moto”, promovido pelo Jornal Moto News). Seus faróis duplos, o para-brisas , bem como suas rodas de liga leve são parte do conjunto que eleva esta maravilha da Kawasaki ao nível de uma verdadeira superesportiva, porém, em menor escala. Sem sombra de dúvidas, irá mexer bastante neste mercado, pois vem brigar diretamente com as Hondas CBR 250R e CB 300, com a Yamaha Fazer 250, com a Kasinski Comet GT 250R e, também, com a Dafra Roadwin 250. Contudo, a Ninja 300, que é, sim, uma bela atualização da Ninja 250, sai na frente, inclusive, na briga dos preços.

Motor 
O motor da Ninja 300 é bicilíndrico e tem câmbio de 6 velocidades. Possui 296 cilindradas reais e desenvolve 39 cv de potência a 11.000 RPM, contra os anteriores 33 cv da de 250 cilindradas. Segundo o engenheiro chefe da Kawasaki, Kunihiro Tanaka, em entrevista ao portal G1, “(...) a maioria das pequenas esportivas são motos pequenas com cara de grandes. No caso da Ninja 300, é uma moto grande que foi diminuída, uma verdadeira esportiva”. E, nisso, ele tem razão, porque a nova Ninja 300 é, praticamente, uma escala diminuída das superesportivas ZX-10R e ZX-14R, ambas da marca japonesa. E não parou aí: itens eletrônicos e mecânicos baseados nas grandes também foram redesenhados para se ajustarem ao novo motor de 300 cilindradas.

Segurança e conforto 
Como importante item de segurança, a Ninja 300 traz um sistema que evita o travamento da roda traseira em reduções bruscas de marcha - graças a um sistema chamado de “slipper clutch”, conhecido no Brasil como “embreagem antiblocante ou antideslizante” -, assistente de embreagem e freios ABS. Este dispositivo de freios é opcional e aumenta cerca de 2 mil reais no preço final, mas, a versão com ABS ainda conta com grafismos diferenciados em sua pintura. Para adaptar-se bem aos terrenos irregulares de países como o Brasil, onde o asfalto, convenhamos, não é lá dos melhores, especialmente, em trechos urbanos, a Kawasaki trabalhou sistematicamente na suspensão e no chassi da nova Ninjinha. Em suma, graças aos nossos terrenos, a empresa recalibrou os amortecedores e redesenhou todo o sistema de suspensão, a fim de que pudesse levar ao consumidor uma motocicleta que não primasse somente pelo belo visual, ou pela velocidade, mas também pela segurança e conforto que ela deve proporcionar ao piloto.

Injeção e desempenho 
Alimentada por injeção eletrônica, Ninja 300 tem capacidade para 17 litros em seu tanque de combustível, o que lhe rende cerca de 350 km de autonomia. Sem garupa ou peso extra, ela pode fazer facilmente 21 km/l. Isso se deve, especialmente, às novas válvulas de aceleração duplas, tecnologia herdada de suas irmãs ZX maiores. Elas permitem combustão mais eficiente, elevam o desempenho geral do motor e, assim, gera economia de combustível (há versões somente a gasolina). Os pistões também são itens que influenciam no desempenho da moto. No caso da Ninjinha 300, eles estão mais leves, com topo plano, o que reduz o peso final. O revestimento de cada pistão é em alumínio, o que o torna ainda mais durável. Junto com os pistões, ajudam também no desempenho: a composição dos cilindros (de alumínio fundido, ficou mais leve) e das juntas, bem como o escapamento, com duas saídas em uma. Ele está mais comprido e com diâmetro maior do que sua antecessora, a 250, com silenciador mais curto e mais eficiente.

Instrumentos e tecnologia 
O painel de instrumentos não foge ao estilo esportivo, contudo, traz bastante modernidade em seu design e também em suas funções. Trata-se de um painel com mix de analógico (como o conta-giros) e digital, em LCD de multifunções: velocímetro, relógio, nível de combustível, parciais, odômetro e modo de pilotagem econômica. As luzes em LED garantem maior visibilidade durante a noite. A Kawasaki Ninja 300 tem preço sugerido de R$ 17.990,00 para o modelo convencional e de R$ 19.990,00 para o modelo com ABS. Em relação à sua concorrente mais barata, que é a Dafra Roadwin 250, a diferença é de cerca de 65%; em relação à CBR 250R, da Honda, essa diferença fica em torno de 25% (o preço sugerido da Honda é de R$ 15.490,00). Contudo, o consumidor tem que ter na cabeça de que está levando para casa uma moto mais nova, tecnologicamente, e com 50 cc e um pouco de potência a mais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Louco por Motos lança jornal impresso em GO

Goiânia, agora, conta com um novo informativo sobre o mundo das motos. O primeiro informativo em formato de jornal, totalmente colorido e em papel couchê: Jornal Moto News.

Abaixo, uma amostra da primeira edição. Em novembro, tem mais.

Campanha política

Caros amigos e leitores do Louco por Motos.

Nestes últimos meses, tenho trabalhado acirradamente na campanha eleitoral, como redator em uma agência de marketing político, além de estar envolvido com o lançamento de um jornal especializado em motociclismo em Goiânia - sua versão eletrônica é apresentada no post seguinte. 
Por isso, os posts têm sido mais escassos, contudo, após a campanha política, estaremos postando novidades muito bacanas sobre o mundo maravilhoso das duas rodas.
Obrigado a todos pela compreensão e um motoabraço.

Mozart.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Yamaha: FZ 16 pode ser aposta para 2013

Anunciada há algum tempo, a Yamaha FZ 16 é uma moto projetada para o trecho urbano, mas com características visuais de moto esportiva de alta cilindrada. Há quem diz que é "sucata" vinda lá de fora, mas, é de se saber que ela faz muito sucesso em outros países, em especial, na Índia, onde ela é fabricada.
Com visual bastante arrojado e, como disse, esportivo, a FZ 16 nerm parece, à primeira vista, possuir um motor de 150 cc. Segundo o site Bike Advice, a FZ 16 muda o conceito de street bike, com seu estilo ousado, forte e agressivo.

Realmente, olhando-a rapidamente, qualquer pessoa se indaga se ela não seria, ao menos, uam 250 cc. Mas, ao prestar mais atenção aos detalhes e, especialmente, ao motor, verá que ela tem, mesmo, 150 cc, mas satisfaz bem o piloto, pela agilidade e fácil manobrabilidade.
Seu tanque, com capacidade para 14 litros, na verdade, fica oculto por um "tanque" falso, que lhe dá impressão de moto maior. Seu consumo fica em torno de 40 km/l na cidade (+/- 80 km/h) e 50 km/l na rodovia (+/- 100 km/h). Para aumentar ainda mais a sensação de moto grande, seus pneus são mais largos do que os de suas concorrentes de mesma cilindrada: 140 mm na traseira e 100 mm na dianteira; seu escapamento, para completar, é um tubo de 1,5 m, curto e esportivo.
Mas, calma lá! Estamos falando de um motor com 153 cm­³, torque de 13,6 kgf.m (a 6000 rpm) e que pode atingir por volta dos 115 km/h.

Na Índia, ela ainda é fabricada com alimentação carburada. Não há informações se, vindo para terras tupiniquins, ela terá modificado seu sistema de alimentação. É esperar mais um pouco, para ver os anúncios relacionados.
Contudo, que se tem, ainda, é uma conversa, séria, mas uma conversa, Não temos nada confirmado, ainda, a respeito de sua vinda. Mas, com certeza, seria uma moto perfeita para se trafegar na cidade com uma elegância a mais, porque, convenhamos, pode não ser uma moto de competição, mas é bem bonita.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CBR 400R: o retorno?

No Japão, a Honda está anunciando (ou fazendo barulho) a volta da CBR 400R, uma moto que fez muito sucesso aqui no Brasil, até por volta dos anos 90. 
Essa moto, vindo para o nosso país, com certeza, vai chamar a atenção da velha guarda, bem como, dos novos baianos. Isso, porque falta potência entre nossas 250 e 600 cc (desculpem-me os proprietários das 500 cc, não estou querendo "tirá-los", mas que está faltando opção, isso está). E, em termos de preço, sem dúvida, virá com valor bem competitivo.
O negócio, por enquanto, é aguardar o lançamento e as novidades a respeito desse retorno. 

Motoabraço.

Brasília Motocapital: evento cada vez maior


O evento motociclístico Motocapital, realizado pela 9ª vez, em Brasília-DF, deixou um saldo bastante positivo, não só de visitantes, como também das programações, que encantaram o público.
Só de motoclubes participantes, esse ano, foram 1200, do Brasil e estrangeiros, também! Houve a presença de representantes do LAMA (Latin America Motorcycle Association), que possui o maior número de integrantes do mundo inteiro.
Entre as visitas, somaram cerca de 304 mil pessoas circulando pela Granja do Torto, local onde a festa é realizada todos os anos. Das bandas que lá tocaram esse ano, destacam-se Raimundos e Velhas Virgens. Foram cinco dias de muito rock, muita gente bacana (e "louca", também), e muita moto linda rodando. Para se ter ideia da "globalização" do evento, houve a presença do sr. Playboy Hugh Hefner, dono e fundador da revista e do império das mulheres nuas, que, inclusive, foi quem deu a nota para a Garota Devassa deste ano, Juliana Salles.
Uma novidade, nesta nona edição, foi a presença de uma unidade móvel do Hemocentro, onde vários participantes puderam colaborar com a doação do melhor sangue que pode existir: o de um motociclista.
Devido ao sucesso, um dos organizadores do evento, Marco Portinho, já anuncia a primeira edição do Rio Motocapital, que ocorrerá em março de 2013 no Rio de Janeiro.
Parabéns aos organizadores do Brasília Motocapital. Motoabraço e até lá.

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...