domingo, 16 de junho de 2024

COMBUSTÃO x ELÉTRICA - Será que COMPENSA TROCAR?

 COMBUSTÃO x ELÉTRICA - Será que COMPENSA TROCAR?


Salve, motors!

Há um tempinho venho prestando atenção não só ao mercado das motos elétricas, como também buscado saber mais alguma coisa sobre os pontos indesejados, uma vez que há relatos de economia de dinheiro de um lado, mas (muita) perda de tempo e autonomia de outro. Afinal, compensa trocar sua moto a combustão por uma elétrica? Leia, depois, decida.
Adiantando a coisa toda, as considerações a serem levadas são muitas, antes de decidir por trocar. Ou mesmo se essa será sua primeira experiência no mundo das duas rodas, deve também se atentar a alguns pontos e avaliá-los antes da compra. 

Fig. 1. Antes de comprar uma elétrica, ou trocar a sua a combustão por uma, alguns pontos
devem ser levados em consideração. Não se arrependa.


E mais uma coisa. Faça a si mesmo as seguintes perguntas: para quê eu quero uma moto elétrica? Só para ir e voltar do trabalho, para o uso no dia a dia, para o lazer, ou para trabalhar com ela? Serei paciente em respeitar os tempos necessariamente longos para carregar a bateria da moto? Estou ciente que ela deverá ser usada somente para trajetos curtos? E por aí vai. Mas, vamos lá!

Baixa autonomia

Se você perguntar ao proprietário de uma CG Titan 160 2024 o quanto ele consegue rodar com seu tanque de 16,1 litros, poderá receber como resposta um estonteante 640 quilômetros. E não é brincadeira. A moto, que faz quase 40 quilômetros com um litro, pode facilmente atingir essa autonomia, enquanto as melhores motos elétricas do mercado chegam a no máximo 100 quilômetros.

Fig. 2. CG Titan, da Honda. Até 600 km de autonomia e poucos reais para encher o tanque.


Portanto, a baixa autonomia ainda é um fantasma que assusta boa parte daqueles que pensam em usar uma moto elétrica, seja para o trabalho, seja para lazer. Os carros elétricos têm autonomias variadas, mas a média é de 250 quilômetros. Se você pensar bem, está também muito abaixo da média de autonomia de outros carros a combustão. Os carros de hoje podem rodar pelo menos 400 quilômetros dentro da cidade a partir do tanque cheio. Fora, vão a 500 ou mais. A autonomia é o mesmo fantasma enfrentado por quem possui um carro elétrico, especialmente, quando vai viajar. 

Fig. 3. Voltz EVS - autonomia de 120 quilômetros a uma média de 35 km/h. Velocidade máxima
de 120 km/h até que não é ruim, mas dura pouco tempo.




Fig. 4. Super Soco TC, da Megaletron Brava. Velocidade máxima de 75 km/h e autonomia de
no máximo 100 quilômetros.

A Voltz EVS - uma electric street que, particularmente e visualmente, acho bem bacaninha -, por exemplo, chega a no máximo 120 quilômetros de autonomia, muito aquém de sua concorrente a combustão. Isso, depois de ter passado longas 5 horas tendo suas baterias carregadas e a uma velocidade média de (por favor, não ria) 35 km/h. Passou disso, evidentemente, a autonomia cai proporcionalmente. 
Até que existem motos com autonomia e potência bem maiores, como a Zero SR, da Zero Motorcycles, que gera 113 cavalos e percorre até mais de 300 quilômetros de trecho. Mas, além de custar meros 21,5 mil dólares, não é comercializada no Brasil. 
Fig.5. Scooter Smartway, modelo Texas - essa é uma das que
mais fazem sucesso no Brasil. Barata e quebra o galho. Mas, só.



Tempo de recarga

Aqui é onde entra em cena a dona paciência. Se você for uma pessoa organizada, que cumpre fielmente com a tábua dos dez mandamentos, horários e sabe agendar bem seus compromissos, não deverá então ter problemas em se lembrar que, dependendo do modelo, são de 4 a 8 horas necessárias para uma recarga completa. Mas, meu motoamigo(a), se não for uma pessoa com essas características, acredito que você poderá ter problemas e acabar precisando empurrar sua moto, uma hora dessas. Pelo menos, à noite, é bom mantê-la plugada. 

Fig. 6. A média de 5 horas para carregar uma bateria completamente pode se tornar um
transtorno para determinadas pessoas ou em determinadas situações.


E, convenientemente, faça um favor a si mesmo: por questão de segurança, jamais compre bateria ou carregador sem procedência! Da mesma forma que acidentes acontecem com celulares e carregadores sem qualidade, o mesmo pode ocorrer no caso de qualquer veículo elétrico. Recado dado, vamos ao próximo ponto.

Cuidado com a Lei!

O Novo Código de Trânsito Brasileiro prevê que condutores de motos elétricas devem estar
habilitados e suas motos, devidamente emplacadas. Veja só o que rola:
Para motos elétricas que atingem máxima de 50 km/h:
  • o piloto deve estar munido da ACC, que é a Autorização para Conduzir Ciclomotores;
  • o veículo deve ser emplacado;

  • o piloto deve seguir as Leis de Trânsito normalmente, e isso implica na questão do uso das calçadas, que é expressamente proibido pelo CTB;
  • o piloto deve usar capacete.
Para motos elétricas que passam dos 50 km/h, todas as opções anteriores, exceto a primeira, que é a necessidade da CNH categoria "A", da mesma forma que para as motos convencionais.

Preço alto

Muita gente se assusta ao procurar uma moto elétrica para comprar. Não estou falando dos ciclomotores, já que alguns modelos têm preços adequados, mas das motos cujos pilotos precisam ter a "A" nos docs. Enquanto, no Brasil, o preço sugerido de uma Voltz EVS 2022 é de R$ 20.390,00 (e a versão com duas baterias está R$ 24.990), a de uma CG Titan 2024 está sugerido em R$ 17.100,00. O scooter EV1 Sport 2022 vcom duas baterias tem preço sugerido de R$ 19.790, enquanto a Bizz 125 2024 está sendo sugerida a R$ 14.610. O preço de sugestão, lembrando, é o preço de fábrica, e não está incluído o frete e nem a comissão da concessionária. Portanto, o preço final depende da região em que a moto será comprada.
Fig. 7. Ultraviolette F77 - 323 quilômetros de autonomia, 170 de velocidade
máxima e pouco menos de R$ 40.000. Mas, na Índia.



Já viu o preço da bateria?

Se você já teve a curiosidade de pesquisar o preço das baterias das elétricas, o que achou? Particularmente, acho que, por enquanto, é um preço amargo. Dependendo do modelo, como a EVS de uma bateria da Voltz, o cliente poderá pagar em torno de R$ 3.900 e até R$ 4.600 na de duas baterias. Tá bom assim ou quer que carregue mais? 
E toda bateria recarregável possui uma vida útil, que é contada em ciclos de carga. A cada carga completa dela, é um ciclo a menos. As baterias da Voltz saem de fábrica garantidas para 3.000 ciclos. Portanto, passou de 3 mil carregamentos completos, ela já começa a ficar cada vez mais fraquinha.

E aí? Tomou sua decisão?

Motoabraço e até a próxima.


sábado, 1 de junho de 2024

Minha MOTO ficou SUBMERSA no ALAGAMENTO. E agora?

 Minha MOTO ficou SUBMERSA no ALAGAMENTO. E agora?


Saudações motors!! 


Infelizmente, sabemos que enchentes são ocorrências frequentes em diversas cidades do país e que podem trazer não só transtornos como também se transformar em uma tragédia. Mas, não é sobre a tragédia em si que quero falar aqui, mas sim, das consequências para quem teve seu veículo - no caso dessa matéria, principalmente, motos - literalmente afogado no alagamento. O que acontece a um veículo após um alagamento? O que é danificado na moto? Ela voltará a rodar? Vale a pena consertar? É o que vamos ver nesse artigo.



Nunca tente dar partida!

A primeira grande recomendação dos mecânicos é: NUNCA TENTE DAR PARTIDA após a moto passar por um alagamento! 

Saiba que todos os componentes, especialmente, os eletrônicos e os de metal, externa e principalmente internamente, foram comprometidos não só pela água, como também pela sujeira, e qualquer solavanco que o motor tiver, as peças estarão altamente comprometidas.

Lave, mas não ligue, e leve ao mecânico!

Quer dar ao menos uma lavadinha nela pra tirar o excesso? Ótimo, até bom que você mesmo já poderá observar os sinais dos danos externos. Não precisa, claro, ser aquela lavada que você daria para sair num fim de semana, mas pelo menos, tirar o "grosso" da lama, é até bom. Mesmo lavadinha, não experimente dar a partida na moto!

Transporte sua moto até seu mecânico/oficina de confiança em um reboque apropriado, claro, para que não tenha danos maiores. De uma coisa você pode estar tremendamente certo: não é nada simples recuperar um veiculo de enchente, seja ele de quatro, duas, ou mais rodas. E você vai entender porquê. Ah, só mais uma coisa: a não ser que você entenda muito bem de mecânica, não tente fazer isso em casa e por conta própria. 

Como ficam os componentes elétricos?

Como um dos mais afetados pela água e pela sujeira, está todo o sistema elétrico, desde a bateria até o chicote, dos conectores aos seletores no guidão, e se a moto for equipada com alta tecnologia, painéis TFT, sensores, enfim, tudo o que envolve fios, resistores, capacitores, processadores e o que mais houver em placas de circuitos eletrônicos, sinto muito em dizer, já era.

Veja alguns dos problemas mas sérios:

1. Calço hidráulico. Quando o nível da água fica acima da entrada do filtro de ar e entra pela
câmara de combustão, isso pode "apagar" o motor. Tentar dar partida novamente, pode comprimir a água, forçando biela, pistão e outras partes móveis do motor. Se a moto "morrer" devido a excesso de água, o melhor é empurrá-la até um lugar seguro e esperar por socorro.

2. Água no escapamento. Além da entrada para o filtro de ar, a água pode entrar para o motor também pelo escapamento. Se a moto ficar debaixo d'água, é mais do que certo disso ter acontecido. E, meu amigo, tudo quanto é local "aberto" dentro do cilindro, inclusive o que tiver de espaço ainda no cárter (reservatório) do óleo, encherá de água. E, lembre-se, não é somente água: tem também muita sujeira trazida por ela. Há lama dentro do motor da moto, portanto, jamais tente ligá-la, muito menos, no tranco, caso ache que o problema está "só" na bateria. Mesmo que a água não tenha sido tanta, a ponto de cobrir o motor, mas só o escapamento, há o risco de oxidar e danificar o catalisador, causando maiores prejuízos.



3. Curto-circuito. O sistema elétrico da moto é uma das partes mais sensíveis e não convive muito bem com a água. É claro que não estou falando daquela água que você usa para lavar sua moto no final de semana, ou da chuva que a gente costuma pegar, mas água mesmo! Água de enchente, que engole tudo que tem pela frente. Durante enchentes, os circuitos podem ser fechados pela água, causando curtos e danificando módulos e componentes eletrônicos, especialmente, nestas motos modernas. Quanto mais tempo debaixo d'água, pior para a moto de modo geral. 



O fato é que, ninguém pensa em desligar os polos da bateria quando para a moto ao chegar em casa ou no trabalho. Aliás, isso seria inviável. Portanto, a partir do momento em que ela está com seus polos ligados, certos componentes que dependem dela, como o reloginho do seu painel e outros componentes eletrônicos e tecnológicos, estão fazendo uso dela. No entanto, não é conveniente desligar a bateria. Sendo assim, onde estiver passando eletricidade será o primeiro lugar a ser corroído. O zinabre, efeito de coloração azul-esverdeada, é muito comum devido aos componentes de cobre. Solução? Trocar tudo. Pelo menos, a parte afetada.



4. CDI (Ignição por Descarga Capacitiva). Nas motos carburadas, o CDI pode ser afetado pela água. É um componente crítico para a ignição do motor, e sua falha pode resultar em problemas de partida e desempenho. Devido ao material do CDI, bem como sua parte eletrônica, após algumas horas ou, pior, dias debaixo d'água ele estará tomado pelo zinabre e, com certeza, invalidado. É só outro.



5 - Freios e câmbio. Em casos complexos como os de uma enchente, o sistema de freios de uma moto podem ficar severamente comprometidos. As pastilhas de freio podem absorver muita água e, a partir de então, não serem mais eficazes nas frenagens. O fluido de freio é higroscópico, o que significa que ele absorve umidade ao longo do tempo. Se a moto ficar submersa, o fluido pode ser contaminado com água, o que prejudica não só as frenagens, como também os componentes internos da pinça, devido a oxidação e partículas de sujeira. Se, porventura, venha ainda a utilizar a moto e não fizer uma manutenção decente no sistema de freios, poderá comprometer o disco, uma vez que a sujeira restante vai, aos poucos, riscando e danificando o disco de freio.



O câmbio também fica comprometido, claro, uma vez que a parte, digamos, funcional dele fica dentro da carcaça do motor. Algumas motocicletas possuem reservatório para o óleo do câmbio separado, mas a maioria dos modelos usa o mesmo óleo do motor, portanto, é interessante observar que, em um grande alagamento, tanto as de cárteres separados, quando e cárter único, serão severamente afetadas pela água, já que, inevitavelmente, ela entrará no motor. O mecânico terá que desmontar e limpar tudo, até tirar toda a água excedente e secar o máximo o interior do motor. 



Quanto às demais peças, como eixos, engrenagens, rolamentos e outros devem ser limpos e examinados para ver se não sofreram desgastes.

6 . Tanque de combustível. Se a água atingiu o bocal do tanque, com certeza será
necessário fazer uma limpeza extrema no tanque. Isso porque a água facilmente entra pelo respiro do tanque e, aí, em dúvida contaminará seu interior. 

7. Rolamentos das rodas. Tem coisas que a gente não costuma dar muita atenção, somente quando a moto trava do nada e, vamos ver, é um dos rolamentos, não é? Pois é, em caso de alagamento, não pense em reutilizar os rolamentos. Melhor não. Mesmo que passem por um processo de limpeza extrema, pode acontecer de terem sobrado partículas, ou que elas já tenham danificado algumas esferas e comprometer a rodagem.

Esses são apenas alguns dos problemas que podem comprometer sua moto - e por que não dizer, seu carro - quando eles são colocados à prova de um grande alagamento. E, então, o que fazer?

Compensa arrumar?

Essa, sem dúvida, é uma pergunta que perturba muito a mente do proprietário que teve sua moto engolida por água. E a resposta é: depende. Depende de um monte de fatores, como:

1. Valor venal da moto x Valor do conserto. Não fica nada barato, e isso é fato. A troca de vários componentes, além da mão-de-obra, pode ultrapassar até o valor venal de sua moto,
na situação em que ela se encontra. E, só do comprador sonhar que ela tenha passado por um alagamento, seu valor já diminui violentamente, mesmo estando arrumadinha. Às vezes, é melhor vendê-la ao ferro velho do que tentar outra alternativa. Claro, se você a colocou no seguro, não tem muito com o que se preocupar.

2. Valor sentimental. Bom, isso não se discute, afinal, é moto de família, ou ela tem uma história que nenhuma outra moto deu etc. Se a pessoa achar que vale a pena restaurá-la, nem que seja para deixá-la na sala de casa para trazer de volta os bons momentos, que mal há em Mauá, certo? 

3. Nível de estrago. Se você teve sorte e sua moto não foi tão afetada nas partes mais comprometedoras, pode ser que compense recuperá-la. Nem sempre tudo está perdido. Se a água não entrou nos sistemas todos e/ou foi possível fazer toda a limpeza de forma eficaz, não há o porquê de não consertar a motoca e continuar sendo feliz com ela, concorda?

De qualquer forma, não tente bancar o entendedor, ou por causa de alguns reais a mais, não levando a um mecânico especializado - não vá a qualquer aventureiro também, não. Sua moto é um bem precioso e merece sua atenção. 

E não é só nas enchentes...

Sinto muito, amigos, mas não é só nas enchentes que estamos sujeitos a praticamente perder nossas motocicletas, não. O recado vai principalmente aqueles que, durante chuvas

fortes, se aventuram ao desafiar as enxurradas. Além de trazer muito entulho e objetos cortantes, as enxurradas enganam muito, sendo que algumas derrubam facilmente a moto e o piloto. Se não conseguir, poderá fazer alguma bagunça na pinça de freio, arranhar o disco, entrar água pelo escapamento e, se for mais alta, até entrar pelos suspiros que há na moto. Se deixar ela apagar contra uma enxurrada, pior ainda. Quer um conselho? Não enfrente enxurradas. Pare sua moto, tenha paciência, que a chuva vai passar. 

Então, é isso, meus motoamigos e motoamigas. Qualquer sugestão será bem-vinda nos comentários. 

Motoabraço e até a próxima.






Fontes:

https://mobilidade.estadao.com.br/mobilidade-com-seguranca/cinco-razoes-para-nao-atravessar-uma-enchente-de-moto/

http://www.canalrevistamotoescola.com/2019/04/motos-e-enchente-nao-combinam.html

https://oficinabrasil.com.br/noticia/motos-e-servicos/cambio-de-motocicleta-nao-e-um-bicho-de-sete-cabecas-parte-1

https://www.youtube.com/watch?v=13_WKZK6n10&list=LL&index=4

https://www.sistemampa.com.br/noticias/moto-5-dicas-para-nunca-atravessar-uma-enchente/








domingo, 31 de março de 2024

Motos que talvez você não conheça. E nem conhecerá.

 Motos que talvez você não conheça. E nem conhecerá.


Salve, Motors! 

O Salão de Tokyo 2024 foi uma coisa de louco. Além das marcas já internacionalmente conhecias, mostrou também motos que poucos brasileiros conhecem. 

MUTT Motorcycles

A Mutt está sitiada em Birmingham, Inglaterra, o lar histórico da fabricação de motocicletas e o berço do heavy metal. Uma conexão com o passado industrial e a herança criativa da cidade moldou a identidade e inspirou as motos da Mutt, segundo o CEO da empresa. Combinando estilo clássico, construção sólida e boa potência, são motos que costumam agradar os menos exigentes com velocidade, mas que gostem de um bom passeio.

A Mutt não fabrica motos de alta cilindrada. Seus sete modelos são divididos em apenas duas cilindradas: 125 e 250. No Salão de Tóquio, Japão, foram apresentados todos os seus modelos, com destaque para a Sabbath 250 e a DRK-01, apelidada de "Black Metal of Bimingham". Conte aí qual sua opinião sobre o visual dessas meninas que, por sinal, não têm nem pretensão em vir para o Brasil.

Fig. 1. Mutt DRK 250cc

Fig. 2. Mutt Sabbath 250cc

URAL Motorcycles

Originária do Japão, a URAL possui não só um catálogo de motocicletas diferenciadas pra ca**te, como também um público bem peculiar. As motos, na verdade, são todas equipadas com sidecar. Sim, no melhor estilo II Guerra Mundial, se me permitem dizer.

Os modelos apresentados no Salão de Tóquio confirmaram a identidade da marca japonesa, que não vê mercado satisfatório no ocidente, e se limita somente na ilha nipônica. Nem para a Europa, a não ser por pedidos especiais, ela é encontrada.

Seus modelos são chamados de Gear Up 2024 (algo como "prepara-se para 2024", traduzindo a expressão em inglês) e a mais "em conta" custa somente ¥ 3.421.000 (Três milhões, quatrocentos e vinte e um mil ienes), com impostos incluídos (lá no Japão, ok?), o que corresponde a R$ 11.3363,50. Encararia, se viesse para o Brasil? Eu, particularmente e definitivamente, não.

Se bem que um dos modelos apresentados, Gear Up Expedition, talvez desse para encarar.

Fig. 3. Ural Gear Up 2024. Tem gente que gosta...

Fig. 4. De longe, até parece... mas, não é (bonita)

Fig. 5. O modelo Gear Up Expedition


Gowow ORI

A chinesa Gowow (lê-se gôuáu) é uma startup fundada em 2021 com a missão de colocar no mercado motos elétricas de qualidade. Em setembro de 2022, a empresa lançou a Gowow Ori, sua elétrica com jeitão de off-road.

Seu motor atinge 9kw de pico e consome cerca de 0,12 Watts/hora, além de atingir rapidinho os 100 km/h. A bateria demora 3,5 hs para ser carregada completamente. No site, ela está cotada a US$ 6.500, ou R$ 32.598,00. Será que é esse precinho amargo para uma elétrica que não permite que ela venha para o Brasil e se fique com a bateria colada ainda na concessionária? Sinceramente, para nós, tupiniquins, está fora de órbita, esse preção. Temos motos muito melhores por muito menos.

Fig. 6. Gowow Ori

Fig. 7. Por mais de 32 mil reais, temos melhores, não temos?



NICOT Motorcycles

Com sede em Chongqing, China, a Nicot é uma fabricante de motos off-road, ou "dirt", como se distinguem seus produtos.Ela produz as "pit bikes", que são motos de 125 a 190 cc (nominativos, não reais), as "dirties", com variações de 230, 250, 300 e 450 cc. Além das motos, a Nicot também fabrica algumas elétricas, como motos pequenas e patinetes.

Apesar de não ter representante na maior parte do planeta, a empresa mantém um programa de distribuição global. Isso quer dizer que, se você estiver interessado, pode adquirir um dos modelos pelo próprio site. Se quiser dar uma olhada depois, é só clicar aqui.

Fig. 8. Nicot 125P

Fig. 9. Nicot 300XT


BRIXTON Motorcycles

A Brixton Motorcycles é uma fabricante inglesa de motos que lembram a Royal Enfield. As motos aprensentam - e são! - ser bastante fortes e potentes.

Seus modelos são as Cromwell de 125, 250 e 1200 cc; as Felsberg de 125 e 250 cc; as Crossfire de 125 e também de 500 cc; além dos modelos conceituais Layback (elétrica) e Storr 500 (que mais parece ter sido baseada em um filme de Mad Max). Há outros modelos, também, de 125 e 250 cc.

A marca atua bastante na Ásia e na Europa e em breve estará disponível nos Estados Unidos, mas, por aqui, ainda nada. Só se algum investidor se interessar pela marca e, claro, se a marca se interessar pelo Brasil.

Fig. 10. Brixton Cromwell 250 

Fig. 11. Brixton Cromwell 1200



Fig. 12. Felsberg 250


Comente aí sobre a que você mais gostou e seria legal a marca aportar aqui em terras tupiniquins.

Valeu! Motoabraço!



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Fontes:

https://muttmotorcycles.com/pages/mutt-motorcycles-bikes

https://www.ural-jp.com/#home-2024

https://www.gowow.com/

https://www.nicotmoto.com/pt/service

https://www.brixton-motorcycles.com/

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

5 Motos PROMETIDAS para 2024 no Brasil + Bonus

Salve, motors!

Sempre que chega o fim de algum ano, a gente fica se perguntando quais as novidades para o ano seguinte, geralmente. É por isso que uni minha própria curiosidade com a tarefa que tenho em trazer informações pra galera que lê esse blog, e fiz um compilado de alguns modelos que estão prometidos para chegar em 2024 em território tupiniquim.  Confira!

1 - Bajaj Chitak Elétrica

Desde que a Bajaj chegou ao Brasil, em dezembro de 2021, ela tem rebolado em um mercado já tomado por motos, digamos, mais clássicas, como as da Honda, da Yamaha e, até mesmo da Dafra, entre tantas outras, mas tem conseguido colocar seus modelos Dominar nas ruas. De forma lenta e gradual, mas tem. 

Agora, ela está trazendo outro de seus modelos, a pequena scooter elétrica Chitak. Ela tem uma aparência vintage, que lembra muito as Vespas dos anos 1960. 

Na Índia, país natal da marca, a Chitak é vendida em duas versões, ambas alimentadas por uma bateria de 2,9 kWh. A versão Premium tem uma autonomia de 108 km, enquanto que a Urbane chega aos 113 km. Em termos de velocidade máxima, a Premium atinge 63 km/h e sua irmã, 73 km/h. 

Aqui no Brasil, ainda não se confirmou qual das duas versões virá, ou se ambas, e nem mesmo divulgou-se o preço. Em Delhi, capital indiana, a Premium tem preço sugerido de 120 mil rúpias, o que equivale a R$ 6.965,00 no câmbio de hoje. A versão Urbane básica, sem o sistema TecPac, que otimiza a moto, é sugerida no site por 115 mil rúpias.

2 - Royal Enfield Himalayan 450

O brasileiro ainda não se acostumou muito com a Royal Enfield, mesmo porque ela não é encontrada em todas cidades brasileiras. Pelo menos, não ainda. Mas, onde ela aportou, sem dúvida chamou a atenção com suas motocicletas com pegada vintage. 

No caso da Himalayan, que aqui já roda com seu motor de 411 cc, além do visual retrô, aparenta ser resistente, e tem conquistado o gosto de alguns aventueiros de fim de semana. "Só não conte com alta velocidade, pois ela mal passa dos 110 km", disse certa vez Bressan, um conhecido morador de Brasília, DF, apaixonado pela Himalayan. "Tenho duas.", completou ele.

Para 2024, a Royal Enfield promete a versão mais potente da Himalayan, que agora virá com 50 cilindradas e também uns bons cavalos a mais: enquanto que a Himalayan 400 - que, na verdade, possui um motor de 411 cc - oferece potência de 24,5 cv a 6500 rpm, a de 450 cc fornece 40,02 cv a 8.000 rpm. A diferença é notável, no final. O torque oferecido pela nova Himalayan é 4,07 kgfm contra 3,26 da atual. 

A Royal não especificou a data, mas alguns apostam em abril ou maio.

3 - Honda Hornet 750

A Hornet 600, sem dúvida alguma, caiu no gosto do brasileiro. Quem possui, ou já possuiu uma, sabe do que estou falando. É uma motocicleta ágil no trânsito e uma bala nas estradas. Sem falar que é muito bonita (há quem não ache, sei disso também). 

Bom, a novidade é que a Honda promete trazer alguns modelos e, mesmo sem confirmar nada, pode ser que a irmã maior, de 750 cilindradas, revista e renovada, para o Brasil. O modelo já está no mercado exterior há mais de um ano e tem feito sucesso por lá. 

A naked vem equipada com motozão de 755 cm³ e com um visual mais moderno e bruto. A potência máxima da nova Hornet, 91 cv, é cerca de 12% menor na comparação com o modelo anterior, no entanto o torque máximo é 17% maior. Nesta equação é necessário incluir também a importante redução de peso do modelo atual, cerca de 10 quilos mais leve, o que define o caráter ágil da novidade, a troca da brutalidade por eficiência dinâmica, e muito mais. Iluminação LED, painel TFT também fazem parte do pacote.

4 - BMW R 1300 GS

A nova big trail da BMW parece ser uma das primeiras a desembarcar por aqui, no ano que vem, e pelo jeito, logo no início, quando a fábrica disse que irá montar o modelo no Brasil. Estou falando da novíssima R 1300 GS. Atualmente, o carro-chefe da marca neste segmento é a R 1250 GS, que em breve deverá sair de linha.

A BMW R 1300 GS 2024 é alimentada por um boxer de 1.300 cm³ e arrefecimento líquido. Ele produz uma potência declarada de 145 cv a 7.750 rpm, e 14,5 kgfm de torque a 6.500 rpm. A velocidade máxima é declarada como 200 km/h, e o tempo de 0 a 100 km/h é listado como 3,39 segundos.

Mesmo que ainda não tenha sido informado oficialmente, podemos esperar um valor acima dos R$ 130 mil para este modelo, já que a R 1250 GS Premium está disponível no site por R$ 112.500,00 à vista (preço atualizado em 27/12/2023).

5 - Kawasaki Eliminator 450

A Eliminator 450 se destaca com um motor de 451 cm³, proporcionando um desempenho impressionante tanto em trajetos urbanos quanto em aventuras nas estradas. O design arrojado e contemporâneo da moto reflete a essência da marca japonesa, oferecendo uma fusão harmoniosa entre tradição e modernidade.



Seu motor é derivado da Ninja 400 e teve o quadro projetado especificamente para ele, isto é: a Eliminator 450 tem um quadro exclusivo para "chamar de seu".

Aqui, no Louco por Motos, há um artigo completo falando sobre a Eliminator e a possibilidade de ela vir ao Brasil. Para saber mais, clique neste link.

6 – Royal Enfield Super Meteor 650 (bônus)

Acho que, por essa, você não esperava. A Royal Enfield já informou que irá trazer para cá a Super Meteor 650, uma custom de arrepiar os pelos do braço.


“Troncuda”, ela faz presença com seu motor
twin e roupagem estradeira. A marca parece que vai trazer outro modelo, a Shotgun 650, uma motocicleta de personalidade e identidade próprias. Poderá chamar a atenção da galera mais jovem, com seu monobanco, isto é, ela não tem espaço para passageiro. Mas, para viajar, assim como sua irmã Super Meteor, é proporciona um prazer imenso.

Assim que as novidades forem chegando, vou vos atualizando. Motoabraço e até a próxima. Em breve, este artigo estará disponível também no Youtube.


Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...