terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pedágio para motos: 67% é contra

Pagar pedágio quando a motocicleta utiliza menos de 1% da rodovia é, realmente, algo que pode deixar o motociclista contrariado. Além da chatice de ter que parar, pegar o dinheiro na carteira, que está no bolso (se estiver sob chuva, mais trabalho, ainda, devido à indumentária toda), tira e coloca luvas, ainda há a questão: que tipo de dano a moto causa no asfalto? Bom, esse é meu ponto de vista, o qual compartilho com os 67% de leitores que responderam à enquete do Louco por Motos:

Cobrar Pedágio de Motos: você acha correto?

24% dos visitantes disseram que sim, mas desde que fosse mais barato. Mais barato já é, e se for mexer no valor, ou se coloca uma taxa simbólica (ainda assim, teria a chatice de parar e pegar o dinheiro), ou não se cobra nada.
7% responderam que somente as motos de alta cilindrada, o que cairia no mesmo em relação à própria cobrança. Isso, porque tais motos, mesmo que mais pesadas que uma CG, não danificam nem 0,01% a mais de asfalto que as de menor motor. Portanto, não mudaria nada e só prejudicaria quem possui moto de maior cilindrada.
1% diz que teria que ser no mesmo valor que os carros. Não irei nem comentar a respeito, ok?
Finalmente, o grupo onde me enquadro, 67% responderam “Você ficou louco, mermão?”. A cobrança de pedágios para motociclistas não deveria ser aplicada, como acontece na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, onde a passagem de duas rodas é livre (concessionárias Auto Vias e Autoban) – e olhe que esta é considerada uma das melhores rodovias do país!



Então, por que algumas concessionárias cobram?

A explicação para tal é que o número de motos tem crescido cada vez mais e, com a frota nacional aumentando a cada ano, maior movimento os motoqueiros têm dado às rodovias. Então, muitas concessionárias passaram a cobrar pedágios de motociclistas, de uns anos pra cá. E isso não deve mudar.
No entanto, projetos de lei tramitam na Câmara dos Deputados com a proposta de isentar os veículos de duas rodas de pagarem pedágios nas rodovias federais. São elas: PL 6753/06, da ex-deputada Laura Carneiro; e PL 1410/11, do dep. Washington Reis (PMD-RJ). Já nas estaduais, vai depender de acordos com os seus respectivos governos.

Já que é aplicada, que tal evitar transtornos?

Uma sugestão para as concessionárias de pedágio, em relação ao atendimento aos motociclistas em trânsito, é criarem cabines adequadas aos motociclistas, o que pode também agilizar o processo e não segurar tanto o trânsito, quando ocorrer casos como a hipótese citada no início deste post.
O 'Sem Parar' é também uma boa opção pra o motociclista. Evita que fique parando em toda praça e deixa o trânsito fluir.


E você? O que pensa a respeito? Deixa seu coment. Valeu. Motoabraço.

Tipos de motocicletas: qual é o seu?

Fonte: How Stuff Works?

Qual é o seu tipo preferido de motocicleta? A seguir, vamos saber como são classificadas as motos que vemos rodando por aí. Depois de ler esse artigo, você pode até querer trocar a sua. Ou não. :)

Tipos de motos
As motocicletas apresentam muitos estilos diferentes, cada um oferecendo características de design e desempenho para acomodar condições de uso especificas. Vamos dar uma olhada nas categorias mais comuns de motocicletas. 

On Road
A expressão "on road" (na estrada) serve para definir todas aquelas motocicletas feitas para rodar onde tem asfalto, seja nas cidades, seja nas rodovias. Nesta categoria "master", vamos encontrar diversas subcategorias, como as customs, as streets, esportivas e outras. A expressão "on road" contrapõe-se à "off-road".

Esportivas "carenadas"
As esportivas são projetadas para altas velocidades e estradas com muitas curvas. Oferecem motores multicilíndricos para produzirem mais potência, quadros de liga de alumínio, suspensões rígidas para melhorar o manejo, pneus de alta aderência e freios potentes. Em vez de sentarem eretos, os pilotos de motos esportivas inclinam-se para frente sobre o tanque de gasolina para reduzir a resistência do vento. A carenagem existente neste tipo de moto possui múltiplas funções, todas elas relacionadas ao vento e à aerodinâmica, mas possuem também enorme influência na aparência da moto.
As motos esportivas são bastante utilizadas em campeonatos regionais, nacionais e mundiais de motociclismo (existem diversas outras categorias que também participam de competições). Nestes casos, elas têm modificados alguns de seus parâmetros, a fim de ajustarem-se aos regulamentos.
Kawasaki Z1000: esportiva carenada e nervosa!


Naked
As motos nuas oferecem o desempenho das motos esportivas sem a estética, na maioria dos casos, sendo destituídas de toda a carenagem desnecessária. Como são geralmente produto de personalizadores de motos que buscam uma aparência de “guerreiro da estrada”, as motos depenadas também são chamados de streetfighters (lutadores de rua), especialmente na Europa.
Devido ao seu excelente desempenho nas cidades, tornou-se uma das queridinhas do público mais jovem, que vê nestas máquinas uma forma de fazer parte da "galera inflamada".

Suzuki Gladius 650: uma streetfighter potente.


Roadsters
Suas mais fortes características encontram-se na aceleração e na maneabilidade. São velozes e ágeis, devido, também, à falta de carenagens. São, praticamente, a mesma linha das nakeds, contudo, com motores mais fortes. A BMW é um estilo roadster, assim como, a Sportster 883, da Harley-Davidson, também é.

BMW r1200: uma roadster com pedigree.


Off-Road / Trail
As motocicletas off-road (também chamadas de "trails", ou motos para "trilhas") incluem as motos de motocross e as motos para estradas de terra - máquinas projetadas para lidar com saltos, saliências e outros obstáculos encontrados em circuitos de corrida fechados ou trilhas na floresta. As motocicletas off-road têm quadros mais estreitos e leves, maior distância livre do solo e sistemas de suspensão avançados. Elas também têm uma partida a pedal para reduzir o peso e os pneus com um padrão de banda de rodagem repleto de ressaltos para melhorar a tração. Como as motos off-road normalmente não vêm de fábrica com faróis, espelhos, buzina ou silenciador, elas são proibidas nas ruas. 

Yamaha XTZ 250: uma trail urbana.

Husqvarna TE 449: uma trilheira corajosa!



Big Trail
Uma categoria que mantém laços com as off-road, mas de uma forma distante, já que as "bigs" são motos para viagem, de preferência, no asfalto, apesar de rodarem também nas dificuldades trazidas pelas estradas de terra e terrenos acidentados. Dado o valor de uma big trail, hoje, é difícil algum piloto arriscar-se a colocar sua "diva" num terreno que, provavelmente, irá danificá-la. As big trails foram desenvolvidas com a intenção de oferecer conforto, segurança e velocidades satisfatórias, em médios e longos trechos. Além do mais, em termos tecnológicos, elas oferecem opções variadas, para necessidades e gostos diferentes.

Yamaha XT 1200Z Super Ténéré


Motard e Supermotard
A palavra quer dizer "motocicleta", em francês, mas aqui, como nos EUA, ela se refere a um tipo especial de moto, um tipo com características off-road, mas feita pra andar - e bem - no asfalto. São mais utilizadas em circuitos, porém, seu uso urbano é bastante comum, por possuir pneus lisos e suspensão diferenciada. As "super" diferenciam-se por sua cilindrada maior.
Motard 250 cc da Sundown.


GranTour (Granturismo)
Trata-se de uma categoria de motos de grande porte, as maiores que podemos encontrar no mercado. Todas elas ultrapassam as 1100 cilindradas, podendo chegar a 1800 cc, por exemplo. Seu maior trunfo está nas rodovias, onde ela tem poder absoluto, oferecendo conforto e segurança a níveis incomparáveis em relação até mesmo às big trails. Estas motos, além do motorzão e do aspecto gigantesco, podem conter: parabrisas aerodinâmicos, som com toca-CDs, entrada USB, ar-condicionado (com versão para ar quente) e, no caso específico de um dos modelos da Honda Goldwing, air bag e até capota para a proteção do piloto. Quer mais? Junte muito dinheiro e sinta você mesmo. (rsrs)

Honda Goldwing 1800L: imagine-se na estrada, pilotando-a...


Custom
As motos da categoria "custom" são feitas para priorizar mais o conforto do que a velocidade. No entanto, há aquelas que conseguem juntar as duas coisas. Também conhecida carinhosamente como "estradeiras", além do nível do banco ser baixo, possuem pedaleiras avançadas, o que permite ao piloto manter suas pernas esticadas, o que cansa menos. Convencionalmente, as motos deste tipo são desenhadas de forma clássica, preservando o visual das motos mais antigas. As Harley-Davidson e as Indians são exemplos vivos desta categoria.
Honda Shadow 750


Chopper 
Comumente confundidas com as customs, as choppers possuem características mais pessoais, pois são motocicletas modificadas ao gosto do proprietário e, geralmente, trabalhadas de forma artesanal. Suas principais características são: garfos longos, cores exuberantes, muito cromado e algumas não possuem freio dianteiro. O tanque costuma ser alto na frente e mais baixo próximo ao piloto, formando uma linha com o eixo da roda traseira. Algumas também possuem "hard tail" (ou "rabo seco"), por não usarem amortecedor traseiro.
Uma chopper construída com motor 1.450 cc da HD.


Caffe Racer
Categoria desenvolvida para corridas de curto percurso, que eram utilizadas por jovens ingleses e franceses, na década de 70, geralmente, entre uma cafeteria e outra, onde paravam para um "café". As motocicletas mais comuns eram as Triumph, Norton e BSA. Por considerarem as Nortons de melhor ciclísticas e as Triumph de melhor motor, os Rockers passaram a montar motores de Triumph em quadros de Nortons, surgindo assim as Triton, consideradas as Cafe Racers por excelência. Atualmente há Clubes e Clãs de Rockers e de apreciadores das Cafe Racers. São feitas Cafe Racers com os mais variados modelos de motocicletas de todos os fabricantes, inclusive com modelos modernos. Há um revival que trouxe à moda e tornou mais populares as Cafe Racers nos dias de hoje.
Uma Norton Cafe Racer atual


Scooter
Os scooters, que até os anos 80 eram conhecidos no Brasil por "vespas" ou "lambretas", ganharam roupagem e motores novos, mais atualizados, e também um público jovem e interessado em "novidades". Por serem altamente econômicos, caíram na simpatia de profissionais de todo gabarito, que usam o veículo para trabalhar e também para o lazer.
Scooter da Honda.


Ciclomotores
São motos de pequena cilindrada - até 50 cc, que alcançam no máximo 50 km/h e não exigem habilitação. Com a chegada dos scooters, esse tipo de moto é visto com pouca frequência, além de serem modelos mais antigos.
Ciclomotor 50 cc da Traxx.




Motoabraço!!


MANUTENÇÃO I: Baterias

Olá, motoamigos!! Daremos início a uma série, denominada Manutenção, na qual iremos discutir assuntos relacionados à manutenção de sua motocicleta, a fim de que ela possa continuar rodando na boa, sem dar trabalho.
Começaremos com o assunto bateria. Afinal, como funcionam? O que pode danificá-las? O que fazer pra manter a bateria em ordem?
Baterias comum (esq.) e selada para motos.

 


Como funcionam?
Partes de uma bateria.
As baterias são formadas, basicamente, de placas com cargas positiva e negativa, as quais geram energia (por "contato" entre as duas) utilizando, normalmente, ácido sulfúrico (H2SO4). No processo, o ácido sulfúrico dissocia-se, transferindo o sulfato (SO4) para as placas de chumbo (Pb) da bateria. Com isso, forma-se outro elemento, que é o sulfato de chumbo (PbSO4). O gás hidrogênio (H2) rouba o oxigênio do óxido de chumbo (PbO2) da placa positiva, formando água (H2O), que diminui a concentração ácida do eletrólito. A reação química gera a corrente elétrica, quando elétrons livres lentamente se reúnem nas placas negativas. Como se trata de um processo contínuo, o eletrólito irá se transformar em água pura e as placas serão cobertas de sulfatação (PbSO4), o que vai causando o fim da vída útil de sua bateria.

Bateria comum x selada
Bateria comum. Recarregada com
solução especial para baterias, ou
água destilada.
No mercado, hoje, há basicamente dois tipos de baterias: as comuns e as seladas. A bateria comum, como todos sabemos, é aquela em que necessita de manutenção com certa frequência, devido à decomposição/perda da solução ácida que faz o contato entre as placas. Com o tempo, a bateria vai perdendo a solução, o que faz com que seja necessário “recarregá-la”, com o risco de as placas “colarem”, se isso não for feito. Aí, é só outra nova, meu amigo, minha amiga. :) A recolocação de solução (água destilada também serve) é simples, pois a bateria “aberta” contém os orifícios pelos quais a solução é inserida. Tenha o cuidado, no entanto, de não deixar cair solução na pele, ou na roupa, ou em qualquer outro local que não possa ser comprometido. Tampe corretamente os orifícios, antes de reinstalar a bateria.
A bateria do tipo “selada” é mais nova (nem tão nova assim, claro) e, sem dúvida, é o tipo mais utilizado. Isso, porque tem vantagens extras sobre as baterias comuns, e uma delas á não precisar de manutenção. Veja bem, alguns modelos, não. Duram mais tempo, mas, se “zerar”, é outra. Já boa parte das seladas precisa, sim, de ser recarregada – mas, de forma elétrica, ligando-a, através de um carregador específico, na energia. Em cerca de 1 hora a bateria está pronta para uso.
Bateria selada. Recarregada através de um
carregador baterias.
De qualquer forma, ambas as baterias têm seu tempo de vida útil, assim como tudo na “vida”. Haverá um momento em que, mesmo recarregada, a bateria não vai mais funcionar. O jeito, então, é substituí-la por uma nova.

Baterias se descarregam sozinhas?
Sim, normalmente. A energia armazenada na bateria se perde a uma razão de 0,01 a 0,30 volt por mês, a uma temperatura ambiente de 25°C. Caso ela aumente, a bateria descarrega mais rápido. A 35°C, por exemplo, a bateria descarrega duas vezes mais rápido que a 25°C. Alguns acessórios instalados nas grandes motos drenam energia mesmo com a chave desligada. Relógios e a memória de computadores de bordo estão entre os mais comuns. Para checar a corrente de descarga desses componentes ou se há alguma pequena fuga de corrente, desconecte o fio positivo da bateria e meça com o multímetro a corrente de descarga. (por exemplo, na Falcon a fuga máxima especificada é 0,1mA). Na falta de um multímetro, coloque uma lâmpada pequena como as de painel. Se ela acender, mesmo fraca, pode estar havendo alguma fuga de corrente.
Um dos “macetes” que a gente aprende é colocar, no tripé de descanso, uma espécie de luva de borracha, que isola o terra e, assim, economiza energia. Na Shadow, esse truque se mostrou eficaz.
Regulador de voltagem, ou Retificador.

Atenção!! Caso o regulador de voltagem (retificador) de sua moto esteja com algum problema, inevitavelmente terá influência sobre a bateria, deixando que ela se descarregue sem parar. O retificador é que mantém a bateria carregada/carregando enquanto a moto está ligada.

Como medir a energia da bateria?
No caso das comuns, você pode medir a densidade da solução ácida, usando um densímetro. Em qualquer tipo de bateria, para conferir a voltagem, utilize um multímetro. Um outro teste: se sua moto for daquelas que os faróis ficam acesos só na chave, isto é, com o motor desligado, mantenha-a assim e faça a medida na bateria com o multímetro. Se marcar abaixo de 11,5V, é sinal que a bateria já precisa ser recarregada.
Nota: se sua moto não tiver essa característica, a alternativa é conectar uma lâmpada de farol na bateria e fazer o teste.

Eu mesmo posso recarregar a bateria?
Sim, claro. Existem, no mercado, diversos tipos de carregadores específicos para baterias, seja para automóveis, seja para motos. Veja os procedimentos, caso você tenha adquirido um carregador:
Carregador de baterias.
1) Retire as tampas da bateria.
2) Sempre coloque as garras do carregador primeiro na bateria. Depois ligue a corrente elétrica.
3) Carregue a bateria com 1/10 da capacidade nominal da bateria. (uma bateria de 7Ah deve ser carregada com 0,7Ah)
4) Teste a bateria com um multímetro ou com um densímetro até que a bateria atinja 100% da sua carga. Cuidado, pois carregar mais que o tempo necessário corrói as placas.
5) Adicione água destilada, caso o nível da solução esteja abaixo do máximo.

Se feitos todos os procedimentos corretamente e, no fim, a bateria não estiver boa, pode ser sinal de que ela precisa ser substituída.
Se a bateria não estiver segurando a carga, ou seja, mesmo depois de montada, ela ainda descarrega, é sinal de que não foi carregada o suficiente: nesses casos, é preciso que se faça a “carga lenta”, que pode demorar horas, até um dia inteiro. Se ainda for preciso repetir esse processo, desista e compre uma nova.

Na ativação de baterias novas
Após colocar a solução, uma bateria nova armazena cerca de 80% da sua carga. Deve-se carregá-la a “carga lenta” após sua ativação, para evitar que a bateria seja carregada pelo gerador da moto, que pode aquecer as placas.
Atenção ao comprar uma bateria: quanto mais tempo ela ficou estocada, menor será sua carga inicial. Por isso, prefira baterias com data de fabricação mais recente.

1) Teste o sistema de carga da moto e verifique possíveis fugas de corrente para ter certeza que o defeito é na bateria.
2) Remova a tampa do respiro da bateria.
3) Coloque a solução, que vem com a bateria, até o nível máximo.
4) Deixe a bateria descansar por 30 minutos. Balance-a gentilmente, para expulsar bolhas de ar. Se necessário, complete o nível com a solução eletrolítica. Não deve ser adicionada mais solução eletrolítica na bateria após essa etapa.
5) Carregue a bateria com uma carga equivalente à 1/10 da carga nominal, até que ela esteja com carga total. Se, durante a carga, o nível da solução abaixar, complete somente com água destilada.
6) Proteja os terminais da bateria com graxa ou vaselina. Conecte o tubo de respiro. Verifique se a ponta do tubo de respiro não está encostando na moto.

Cuidados no manuseio
As baterias contêm elementos que podem trazer certos transtornos, por isso, é recomendado alguns cuidados em seu manuseio. Veja:

1) Gases potencialmente explosivos (oxigênio e hidrogênio)

-Não fume, não produza chamas ou faíscas próximo a baterias.
-Antes de dar carga em baterias convencionais, retire as tampas.
-Só dê carga em locais ventilados.
-Se a bateria ficar quente durante a carga, suspenda o processo e espere a bateria esfriar. O calor estraga as placas e a bateria pode explodir.
-Esteja certo que o tubo de respiro da bateria está desobstruído e sem dobras.

2) Ácido sulfúrico: extremamente corrosivo

-Sempre use óculos de proteção, luvas e roupas protetoras.
-Lave qualquer respingo de ácido com água e sabão.
-Em caso de ingestão, beba grandes quantidades de leite ou água com leite de magnésia, óleo vegetal ou ovos batidos. Procure ajuda médica.
-Em caso de contato com os olhos, lave com água corrente durante vários minutos e procure ajuda médica.
-Retorne sua bateria usada para a loja onde você comprou. Eles são obrigados por lei a receber a bateria e destiná-la para reciclagem. Baterias contêm chumbo e ácidos que podem contaminar o meio ambiente.

Mantenha baterias fora do alcance de crianças.

Alguns componentes elétricos podem ser danificados caso os terminais da bateria ou conectores sejam ligados ou desligados com a ignição ligada e houver presença de corrente elétrica.

Remoção: Desacople primeiro o cabo negativo da bateria, depois o cabo positivo.
Instalação: Acople primeiro o cabo positivo, depois o negativo.



Galera, espero ter colaborado um pouco mais para que você conheça melhor sua moto. A todos, motoabraço!

Agradecimentos: 

Duas Rodas Motociclismo

Enduro HP

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Tem uma 50tinha?? Placa e CNH, meu amigo!

Aos proprietários de ciclomotores, aqueles que possuem em torno de 50 cc, como a Traxx Sky 50 Plus, ou a Shineray Super Smart 50 cc, um aviso: desde meados do ano passado, tornou-se obrigatório, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, estes veículos possuírem placa e, para não ficar por menos, o piloto deverá estar devidamente habilitado na categoria "A".
A decisão, claro, vem afetar milhares de usuários de ciclomotores do país, e parece ter uma única função: arrecadar. Se não for isso, o que mais pode ser? Afinal, estamos em um país de terceiro mundo e categoria, mas em "primeiro mundo", em se tratando de abusar do cidadão, corrupção, violência etc.
De qualquer forma, aos que ainda não sabiam da "novidade", é bom procurarem o Detran mais próximo e atualizar sua vida de piloto. Quanto antes, melhor. As blitzes estão aí pra levarem seu veículo diretamente para o pátio e tomar seu dinheirinho suado.



Atenção: a "novidade" já tem alguns meses e este post só foi publicado a fim de lembrar os proprietários de ciclomotores a irem atrás de seus papéis. Motoabraço!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

KTM Duke 390: montada no Brasil, mas com peças da Índia

Como muita gente diz, o brasileiro acha que é pobre, só acha. Sim, porque nós, tupiniquins, somos bombardeados com tantos impostos que nossos produtos acabam ficando entre os mais caros do mundo. Quem compra veículos – motos, carros e outros – sabe muito bem o que estou falando.

Vejamos: a austríaca KTM acaba de chegar ao país, depois de um acordo de parceria com a Dafra. Suas motos “de entrada”, a Duke 200 e a Duke 390, já estão sendo comercializadas no país e montadas em Manaus. Contudo, as peças – pelo menos, a maioria – vêm da Índia, o que acaba causando sobretaxamento até chegarmos ao preço final. Coisa de governo sem respeito ao consumidor, mas, infelizmente, é o que temos para o momento.




Já é um absurdo quando o produto é fabricado e montado em solo brasuca, pois as empresas têm que pagar tanta coisa para o famigerado governo, imagine quando esse produto precisa ter peças importadas para ser montado aqui? Além das taxas de importação e tudo mais, o governo ainda mantém suas taxas (com algumas alteraçõezinhas aqui e ali) convencionais sobre a comercialização deste produto.
Particularmente, acho isso uma falta de respeito muito grande com o cidadão, com o consumidor. Mas, vamos levando, uma hora, isso tem que mudar.

Sobre a moto

A Duke 390, uma das novidades para 2016 no setor motociclístico tupiniquim, é uma naked média de respeito. Com 44 cv de potência e motor monocilíndrico de 375 cm3, refrigerado a líquido, possui funcionamento que a relaciona às pistas de corrida, pois ele funciona muito bem nos giros mais altos (10.000 rpm). Sua velocidade é melhorada devido ao peso: 150 kg. O chassi em aço treliçado e a balança traseira em alumínio ajudaram nessa vantagem.



Ergonomicamente falando, a KTM Duke 390 também não deixa a desejar. Guidão possui altura ideal, que ocasiona mais conforto e posição de segurança ao piloto. O painel em LED traz informações de velocidade, distância (e tempo de viagem) percorrida, temperatura do líquido de arrefecimento e a marcha atual. O contagiros, também digital, possui uma lâmpada que indica a hora de mudar de marcha, quando necessário.

O tanque pode parecer grande, devido à capa que o protege, mas recebe até 11 litros de combustível. Por ser um motor que não bebe tanto, e para uma moto que “precisa” ser mesmo mais maneira, está de bom tamanho.



A KTM Duke 390 pode até pegar pelo desempenho, mas acaba sendo uma moto não tão agradável, se usada no cotidiano. Isso, até mesmo devido sua cor (laranja com preto, padrão KTM para a parte brasuca do planeta), agravado pelo assento, que é duro, e pelas pedaleiras curtas. Para fins de semana e viagens curtíssimas, além do território urbano, uma boa moto. Mas, pagar R$ 21.990 só pra fins de semana (e, ainda assim, rodar só por perto) é de se pensar duas vezes.




Motoabraço!  


Fotos: Divulgação

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Em que posso usar o WD-40?

Ótimo dia a todos vocês, motors!! Ressaca pós-Natal e pré-Virada de Ano é tudo de bom, não é? rsrs

Então, hoje quero falar de um produto que vemos em supermercados e nem sempre damos a devida atenção: o lubrificante spray de uso geral WD-40.
Tido como um "topa-tudo", esse spray da manutenção tem serventias além da lubrificação, como podemos conferir:

a. limpeza de contatos elétricos e eletrônicos: botões de start, pisca, farol, pólos da bateria etc. Atenção: não aplicar com a moto ligada (retire a chave do contato, se for necessário, aproveitando para lubrificar o orifício, também);

b. revitalização de plásticos e cromados: por não haver solventes em sua composição, não agride as partes sensíveis da motocicleta;

c. remoção de agentes danosos e grossos da pintura: piche, fezes de pássaros, manchas provocadas por líquidos etc., sem agredir a pintura;

d. remoção de graxa da corrente: permite remover, com facilidade, a graxa antiga (e já impregnada de pó e outras sujeiras) da corrente, além de lubrificá-la;

e. proteção contra ferrugem: função básica de todo lubrificante, pode ser aplicado em qualquer parte da moto, especialmente, nas partes ferrosas, as mais susceptíveis ao processo de oxidação;

f. eliminação da umidade: eliminar a umidade significa remover o excesso de água (o mínimo, que seja), de locais que podem ser oxidados (enferrujados). Por exemplo, em certas partes externas do motor, onde vão parafusos, pode acontecer de acumular água, enferrujando o local em torno do parafuso;

g. facilitação na retirada de parafusos e peças emperradas: a lubrificação e a eliminação da oxidação é que promovem essa facilitação.

Portanto, a partir de agora, ao passar por uma prateleira do supermercado onde tem uma latinha de WD-40. pense duas vezes para não comprá-la. :)

Motoabraço.

PS:
1. Segundo o Wikipedia, WD-40 é uma marca registrada largamente utilizada em diversas áreas como óleo de penetração. Desenvolvido por Norm Larsen em 1953 para ser usado como eliminador d'água e anticorrosivo em circuitos elétricos.
2. Essa postagem é baseada numa do site Motorpress (www.motorpress.com.br) e não se trata de publicidade. A empresa acaba de ganhar uma propaganda free, mas, em nome dos motociclistas, não dela, mesma. :D 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

BMW S 1000 XR CHEGA AO BRASIL


Aqueles apaixonados por big trails que se preparem, pois acaba de descer em terras tupiniquins a BMW S 1000 XR, uma monstrinha linda e poderosa. Essa, sem dúvida, vai adorar rodar pelos rincões brasukas.



A versão brasileira vem completa, dotada dos equipamentos Touring e Dynamic. O primeiro é constituído por uma suspensão dinâmica eletrônica (Dynamic ESA), sistema de partida sem chave, sistema 'ready to GPS' (pronto para GPS), manoplas aquecidas, cavalete central e suportes para baú e maletas laterais. O Dynamic é um sistema que traz controle de tração e ABS com sensor de inclinação, controle de cruzeiro, "quick shifter", acionado para rápidas mudanças de marcha, entre outros mimos.


Seu motor, do tipo DOHC que gera 160 cavalos, possui torque de 11.4 kgf.m a 9250 rpm, com relação peso x potência de 1,34 kg/hp. Muito boa e potente. Seu câmbio vai até a sexta marcha, o que acaba colaborando para uma final mais descansada e livre, além de influenciar numa melhor autonomia.
Porém, uma motocicleta como esta, ainda, está no muro dos sonhos da maioria. Nas lojas, ela não sai por menos de R$ 71.900,00. 




Fotos: divulgação


PRODUÇÃO E VENDAS DE MOTOCICLETAS RECUAM 12% EM RELAÇÃO A SETEMBRO

Abraciclo
Conforme levantamento divulgado pela ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, saíram das fábricas 104.388 motocicletas em outubro, volume 12,1% inferior ao apresentado no mês anterior. Sob o mesmo período de 2014, a queda foi de 27,8%. No acumulado do ano, foram produzidas 1.137.103, o que corresponde a 174.020 unidades a menos que os primeiros dez meses do ano passado.
No atacado – vendas das fabricantes para as concessionárias – foram comercializadas 91.205 unidades, frente a 104.403 em setembro - recuo de 12,6%. Com relação a outubro do ano passado (129.146), a retração foi de 29,4%. De janeiro a outubro de 2015, as vendas totalizaram 1.050.282, menos 146.204 unidades que o registrado no acumulado de 2014.
Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam (Denatran), foram emplacadas 89.020 motocicletas no décimo mês do presente ano, significando quedas de 9,3% ante o volume de setembro (98.101) e de 26% em relação a outubro de 2014 (120.317).
No acumulado do varejo deste ano, foram comercializadas 1.036.416 motocicletas, ante 1.190.031 unidades em igual período de 2014, o que corresponde a uma retração de 12,9% nos negócios. Com o mesmo número de dias úteis, a média diária de vendas em outubro ficou em 4.239, 9,3% abaixo de setembro (4.671). Em relação à média diária do mesmo mês de 2014 (5.231), a retração foi de 19%.
As exportações somaram 10.959 motocicletas no mês passado, com alta de 12,5% em relação a setembro (9.740 unidades). Em comparação com o mesmo período de 2014 (7.107), as exportações evoluíram 54,2%. De janeiro a outubro foram exportadas 56.881 motocicletas, volume 27,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2014, que havia totalizado 78.648 unidades.
“Apesar do cenário atual, a chegada do verão, com o clima mais propício ao uso de veículos de duas rodas, além do pagamento do 13º salário, a expectativa é que haja um estímulo na demanda de motocicletas no final do ano”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.
Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas
Com 39 anos de história e 12 associadas, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares representa, no país, os interesses dos fabricantes de transporte em Duas Rodas, além de investir fortemente em ações que tenham por objetivo a busca pela paz no trânsito e pilotagem defensiva.
Representativa, a fabricação nacional de motocicletas – majoritariamente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM) – está entre as seis maiores do mundo. Já no segmento de bicicletas, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes geram aproximadamente 16 mil empregos diretos no PIM.
MOTOCICLETAS
BICICLETAS
Frota nacional: mais de 20 milhões
Frota nacional: mais de 70 milhões
Produção anual: cerca de 1,3 milhão
de unidades
Produção anual: acima de 4 milhões de unidades
6º maior produtor mundial
4º maior produtor mundial
Para conhecer mais sobre os trabalhos da ABRACICLO, acesse o site www.abraciclo.com.br. 

SCOOTERS DE 3 RODAS: POR QUE NÃO?

Na Europa, e também no Japão, é muito comum encontrarmos nas ruas scooters com três rodas. Está certo que os pavimentos lá são muito superiores e bem mais cuidados do que os daqui, contudo, dados os modelos atuais dessas pequenas espertas de três rodas e suas características, seriam veículos até bem ajustáveis aos buracos brasukas revestidos com massa asfáltica.
Fig. 1. Metrópolis, scooter three-wheel da Peugeot.

Os modelos mais conhecidos são da Piaggio (a precursora desses trikes), da Peugeot e, mais recentemente, da Yamaha. A Piaggio, inclusive, entrou com um processo judicial contra as duas últimas, acusando-as de terem copiado seu modelo, o MP3. A Peugeot lançou no mercado o Metropolis e a Yamaha lançou o Tricity. Olhando as fotos, notamos que são, sim, muito semelhantes. Talvez, tenha faltado um pouco mais de ânimo aos designers da japonesa e da outra italiana pra construírem projetos com diferenças mais notáveis.
Fig. 2. MP3, da Piaggio, o "original".

Fig. 3. MP3, da italiana Piaggio

Houve boatos que o modelo da Yamaha, o Tricity, seria importado a partir de 2015, ao salgado preço de R$ 30 mil. Salgado e bem próximo ao scooter Burgman 600, da Suzuki, já que o motor do trike é de apenas 125 cc. Decepcionante, né? Já a Piaggio tem modelo com 500 cc, custando quase 10 mil euros, lá. Aqui, no Brasil, ela não seria vendida por menos de 50 mil reais. Nem a pau, Juvenal! O Metropolis, da Peugeot, de 400 cc, custa em torno de 7,5 mil Euros. Isso vezes 4,21 (cotação de hoje, dia 11/12/15), daria em torno de R$ 31.500,00, sem os impostos e taxas de importação.


Figs. 4 e 5. Tricity, da Yamaha. Motor 125 cc.

Não é fácil descobrir, portanto, por que não dá pra importar tais brinquedinhos, por enquanto. Não seria pra qualquer brasuka - como muitos 'boys toys' aqui não são, né? - e, quem poderia pagar tal valor, normalmente, vai querer algo mais potente, eu imagino.
Mas, que o Brasil consiga superar a crise e valorizar sua moeda. Assim, teremos abertura para novas e melhores coisas lá de fora.

O3GEN, um conceito ousado da Yamaha


Apresentado no Motor Show 2015 de Bangkok, na Índia, o O3GEN chamou a atenção do público, devido, primeiramente, ao seu visual futurista, parecendo ter saído de filmes como "Star Wars".
Ainda não tem preço, claro, pois se trata de um conceito dos engenheiros da Yamaha, mas poderá, quem sabe um dia, estar rodando nas ruas bem pavimentadas do futuro... esperemos que por aqui, também.



Figs. 6, 7 e 8. Conceito da Yamaha, o O3GEN: futurista.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

R1 PARA VETERANOS NIPÔNICOS

A Yamaha lançou, no primeiro dia do mês de dezembro, uma motocicleta voltada a um público muito específico: os pilotos de motovelocidade.
A nova YZF-R1 é uma versão menos carregada da R1M, que estava sendo descaracterizada por seus proprietários a fim de adaptarem-na aos propósitos de corrida. Ou seja, os donos mandavam substituir componentes caros e feitos exclusivamente para a R1M, tirando sua originalidade, em nome do prazer de pilotar competitivamente.
Yamaha YZF-R1 "stock": para pilotos.


O novo modelo não conta com retrovisores, garupa, faróis e nem suporte para placa, tão direcionado é seu uso, desde sua concepção. A esse tipo de versão, dá-se a alcunha de "stock".
Ah, e não adianta sacudir as esperanças, pois ela não poderá ser vendida: 1) no Brasil, pelo menos, muito por enquanto; e 2) para qualquer pessoa, já que será feita uma pré-seleção dos candidatos... no Japão. O valor? 1.944.000 ienes, ou R$ 59.268,11.

Yamaha R1M: componentes caros, que fazem jus ao seu preço.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Scooter Aventureira da Honda

Olá, pessoal! Tudo bem com todos?

Muito se tem feito para conquistar os fãs de scooters pelo mundo. E a Honda não fica atrás. Na Itália, durante o Salão de Milão (EICMA 2015), foi apresentada ao público a City Adventure.


Não há, ainda, as informações inerentes a esta motoca, pois ainda é um conceito (certo de entrar no mercado, ao que parece) mas ela deve ter entre 500 e 600 e poucas cilindradas, já que disputará mercado com a Yamaha T-Max 530 e a BMW C 650 Sport, principalmente.
De qualquer forma, é uma scooter que conta com freio a disco duplo, possui um estilo esportivo e off-road, ao mesmo tempo, e terá todos os requisitos para uma motocicleta de grande porte mixado ao conforto tradicional dos scooters.
Não se tem ainda data para lançamento comercial, muito menos, por aqui, no Brasil, mas tomara que a Honda engrene rápido nesse mercado, pois há outras bastante interessadas. E vendendo, o que é melhor! É o caso da Dafra, com sua Citycom 300 e, mais recentemente, apesar do precinho salgado, a Maxsym 400.Ambas têm tido uma aceitação até razoavelmente considerável no mercado brasileiro.

Conceito da City Adventure. 
BMW 650 Sport.

Yamaha T-Max 530 cc.


Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...