quarta-feira, 21 de julho de 2010

A nova Burgman 150 da Suzuki: para Setembro



Para o modelo 2011 do scooter Burgman 150, que será lançado em setembro próximo, a Suzuki mudou algumas características no seu visual, incrementou-o com injeção eletrônica e adaptou-o às normas de emissões PROMOT 3.
No design, ele está bem parecido com o Smart 150, representada no Brasil pela Dafra Motos. A nova carenagem frontal avança por sobre o pára-lamas dianteiro, ocultando-o e proporcionado um desenho futurista.
O novo scooter recebeu um motor de 150 cc, um pouco maior do que o modelo anterior, de 125. Em centros urbanos, para a correria diária, esta é a moto perfeita: (super) econômica, prática e de fácil pilotagem. E não reclama do serviço.
Ainda não foi divulgado o preço. Aguardemos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Shadow VT 750 S: físico da Sportster, alma da Honda.

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Há, sem dúvida, o grupo de motociclistas aficcionados pela Honda Shadow (até mais pela 600 cc do que as demais, em se falando de Brasil). Isso, porque a Honda Shadow 600, até hoje, é tida como uma das customs com o melhor custo x benefício do país, ideal em viagens e bastante ágil no perímetro urbano.
Esse mesmo grupo, com certeza, iria curtir muito a presença da francesinha VT 750 S. Completamente diferente da "nossa" Shadow 750, a custom francesa tem o corpo sisudo da HD Sportster, mas com a alma sólida da Honda.


A Shadow VT 750 S tem o físico da Sportster 883, mas com alma da Honda.

O "S" é abreviatura para a palavra "Simple", isto é, "simples", mas que poderia muito bem derivar de "Sport". Para ela, foi adotada a filosofia minimalista da Harley-Davidson Sportster, onde qualidade e preço atrativo são combinações perfeitas - falando-se da Sportster 883, por exemplo -, resultando em uma motocicleta de muita eficácia. Outro fator é a presença de um único freio a disco na dianteira, sendo o freio traseiro de tambor.
A simplicidade pode ser observada também no painel, com um único "copo", onde está o velocímetro, odômetro digital (que conta com relógio e marcador de distâncias/"trip") e alguns indicadores, tais como: seta, neutro, nível de óleo, estado do sistema de injeção eletrônica, key code (relativo ao código de chave), farol alto, temperatura e indicador de reserva. Tudo num só lugar, para simplificar o sistema.

 O painel é simplificado, mas contém muitas informações.

Um detalhe interessante na transmissão: a Honda decidiu voltar no tempo e empregar, nessa motocicleta, correntes ao invés do eixo cardã. Sem sombra de dúvida, uma das ações para o barateamento da motocicleta.
Na parte inferior lateral do banco do passageiro, e presos ao quadro, a moto conta com ganchos em "u", específicos para amarração da "tralha" nas viagens. Algo que não é notado na Sportster.
Abaixo do banco e do lado esquerdo, há um pequeno compartimento para se guardar algumas chaves importantes, o suficiente para se ter numa viagem, principalmente, mais longa.
Preço? 6590 €, algo como, nos dias de hoje, R$ 15.272,00 (mas, não se iluda, pois não estamos contando com os impostos que nossos queridos governantes adoram não reduzir).

Em cima: ganchos para amarrar a "tralha" para as viagens. Embaixo,
o porta-ferramentas, encontrado abaixo do banco do piloto.

 Vistas laterais da Shadow VT 750 S

Fonte: Motomag.com
Fotos: Divulgação

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dicas de Pilotagem

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Segurança é tudo. Proteger sua vida e de seu passageiro, é segurança. Portanto, amigos, atenção redobrada quando sair para as ruas ou estradas brasucas. Sabemos que nossos motoristas, em sua maioria, não têm ou não dão atenção alguma ao trânsito, especialmente, onde há motociclistas. E, nós, em qualquer situação, é quem saímos lesados. As dicas são de um dos maiores fabricantes de motos do mundo, a Honda. Vamos a elas.

Uso correto dos equipamentos de segurança 

Para garantir a proteção no trânsito, desfrutando de todo o prazer de pilotar uma motocicleta, é necessário que o motociclista utilize equipamentos e vestuário adequados.
O capacete é essencial para a segurança do usuário e merece atenção redobrada quanto à sua conservação e qualidade. O cuidado começa na escolha do item: o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) é obrigatório, pois assegura que o produto realmente cumpre sua função, protegendo a cabeça do piloto e a do garupa, em caso de eventual acidente. O tamanho deve ser exato: confortável e ajustado o suficiente para não se mover com o vento e não incomodar o piloto. A viseira precisa estar sempre limpa e sem riscos. No lado externo, pode ser aplicado um produto que impede o acúmulo de água da chuva, enquanto, no lado de dentro, é aconselhável utilizar um antiembaçante. É obrigatório que o capacete tenha o adesivo reflexivo, que colabora para que o motociclista seja notado pelos outros veículos, principalmente à noite. Capacetes de cores claras facilitam ainda mais a visualização por outros motoristas. Caso o capacete apresente trincas, não há mais garantia de proteção.
Quando se utiliza capacete sem viseira, o uso dos óculos de proteção é também obrigatório para a segurança do piloto, e eles devem ser leves e flexíveis para não machucarem o rosto. A vestimenta também pode colaborar muito com a segurança durante a pilotagem: roupas de cor clara facilitam a visualização por outros condutores, principalmente no período noturno, e calças e jaquetas confeccionadas com tecido grosso aumentam a proteção. Capas de chuva também não devem ser esquecidas.
Calças de tecido resistente e com boca estreita evitam que os pés se prendam aos comandos, enquanto jaquetas, de preferência com zíper e com punhos justos, facilitam os movimentos. As luvas de couro proporcionam maior aderência das mãos às manoplas, sem perder a sensibilidade. A escolha dos calçados também merece atenção: saltos baixos que encaixem nos pedais e solas de borracha são os mais indicados.

Postura na pilotagem 

Manter uma postura correta é essencial ao bom desempenho do motociclista. Tanto uma motocicleta grande como uma pequena, em relação ao seu porte físico, favorecem uma postura incorreta, ocasionando tensionamento dos músculos e acionamento inadequado dos comandos de pé e mão.
Para pilotar com uma postura correta, a cabeça deve estar levemente levantada, pois pilotar com a cabeça abaixada diminui a visibilidade. O condutor deve sempre estar com a sua visão o mais adiante possível, para aumentar a capacidade de reação.
Manter a coluna ereta evita a fadiga e problemas posteriores com a coluna vertebral. Mantenha a cabeça sobre os ombros, não permita que a sua cabeça fique posicionada para frente.
É importante também lembrar dos ombros. Se ficam relaxados, você não terá problemas ao pilotar. Caso fiquem tensos, encolhidos, automaticamente suas mãos também ficarão, e você não conseguirá pilotar bem e de forma correta. Braços relaxados funcionarão como molas, ajustando a distância do tronco ao guidão. Se os ombros não estiverem sendo forçados e os braços não estiverem dobrados demais, sua posição estará certa.
As mãos devem segurar o centro das manoplas, deixando cerca de um centímetro de cada lado. Isso fará com que o acionamento dos comandos seja mais suave.
Os cotovelos devem ficar ligeiramente dobrados para dentro, funcionando como uma mola.
A posição dos quadris também é importante. Ao se sentar na moto, procure ficar o mais próximo possível do tanque de combustível e mover o guidão para a direita e para a esquerda.
Os joelhos não devem ser esquecidos. Eles devem pressionar levemente o tanque de combustível. Com isso, será mais fácil movimentar a parte superior do corpo.
Os pés devem estar paralelos ao chão, apontados para a frente. Preferencialmente, a ponta do pé direito deve tocar a alavanca do freio dianteiro e a ponta do pé esquerdo, a alavanca do câmbio. No caso de pessoas em que a estatura elevada ou o tipo de motocicleta não permita esse procedimento, recomendamos que se apoie as pontas dos pés nas pedaleiras, deixando-os mais próximos dos comandos e numa posição segura.

Transporte de passageiro na motocicleta 

Dicas como a utilização de equipamentos e vestuário adequados e a adoção de uma postura correta na pilotagem não se aplicam somente ao piloto. O passageiro, ou garupa, também deve permanecer atento a uma série de detalhes fundamentais para a sua segurança e o bom desempenho do veículo.
As primeiras medidas devem ser tomadas antes mesmo de a motocicleta entrar em movimento. Em decorrência dascaracterísticas de cada modelo e suas diferentes reações ao peso extra do garupa, é preciso estar atento às recomendações sobre os limites constantes no Manual do Proprietário.
Também é importante que a motocicleta esteja com as revisões em dia, de forma a garantir a durabilidade de seus componentes e mais segurança aos usuários. O condutor e o passageiro devem usar os equipamentos de segurança. No caso de um passageiro inexperiente, é importante que o piloto reserve alguns minutos para destacar as peculiaridades da condução de uma motocicleta, o que poderá evitar possíveis reações bruscas durante a pilotagem.
Chegada a hora de trafegar nas ruas, é importante que o garupa ajuste os pés nas pedaleiras traseiras assim que subir no veículo e se mantenha o mais próximo possível do condutor, com as duas pernas pressionando-o firmemente. Para manter a estabilidade do veículo durante a pilotagem, o passageiro tem de permanecer com seu ângulo de visão ao lado da cabeça do piloto, de forma que possa se antecipar às manobras e acompanhar os principais movimentos – inclusive as inclinações necessárias durante as curvas. Na frenagem da motocicleta, quando o corpo do garupa é projetado para a frente, é necessário que ele pressione as pernas no quadril do piloto, para que este não sofra a transferência de peso para os braços e perca o equilíbrio. Quando a motocicleta parar, o passageiro deve manter os pés nas pedaleiras traseiras avisando o piloto de que já está pronto para saltar. O passageiro deve descer primeiro, sempre pelo lado esquerdo da moto.

Postura correta no trânsito, estratégias de condução e técnicas de frenagem 

A segurança do motociclista no trânsito, a decisão e a execução de uma manobra com perícia exigem mais raciocínio que habilidade. A concentração ao pilotar, associada ao conhecimento sobre técnicas de condução, possibilita ao motociclista antever situações de risco e tomar decisões conscientes.
Entre as orientações mais importantes aos motociclistas estão observar e pesquisar o ambiente, o caminho a ser percorrido, para captar possíveis fatores de perigo, e, sobretudo, ao tomar a decisão da manobra a ser realizada, ser rápido e firme dentro dos limites de velocidade. Além de antecipar a situação e prever as consequências de uma falha, é essencial respeitar os limites impostos pela própria motocicleta. Assim como qualquer veículo, a motocicleta não para imediatamente, fazendo com que o piloto necessite de tempo e distância adequados para uma frenagem segura.
É importante que o motociclista esteja atento ao tempo de reação, que é o tempo que se leva entre observar o potencial risco e o acionamento do comando, somado à distância de frenagem até a parada total do veículo. Exemplificando: a 100 km/h, se o tempo de reação for de 0,5 s, a distância percorrida até que haja alguma reação é de aproximadamente 14 m. Some-se a isso a distância para parada total, que aumenta proporcionalmente à velocidade. Os freios devem ser acionados simultaneamente, numa proporção maior para o dianteiro do que para o traseiro, de forma progressiva, e, quanto maior a velocidade, maior deverá ser o percentual de uso do freio dianteiro em relação ao traseiro. Os pneus bem calibrados e com a banda de rodagem em bom estado ajudam a manter o atrito com o solo e o equilíbrio. Caso os pneus escorreguem, libere o acionamento e volte a usá-lo mais progressivamente na sequência. Pastilhas e lonas de freio também devem estar dentro dos limites recomendados pelo manual do proprietário da motocicleta.

Terrenos com ondulações e buracos 

Para enfrentar ondulações ou superfícies irregulares e evitar um possível choque, o motociclista deve levantar-se sobre as pedaleiras, já que os pés e as mãos do piloto são as únicas áreas de seu corpo em contato com a moto, segurar firme no guidão, ficar com os joelhos relaxados junto ao tanque e manter pulsos e braços prontos para receber o choque.
Em caso de terrenos com buracos, por exemplo, o motociclista também deve contar com a grande maneabilidade da motocicleta, característica importante e que favorece a mudança rápida da trajetória, auxiliando na segurança do piloto.

Pneus e rodas 

Usar pneus em perfeitas condições garante um deslocamento seguro. Por isso, antes da pilotagem, é aconselhável conferir se a calibragem está de acordo com as especificações do Manual do Proprietário. Se for trafegar com garupa, por exemplo, o pneu traseiro deve receber pressão maior, especificada no Manual do Proprietário, para compensar o peso extra. Outra dica é observar a presença de objetos presos, como cacos de vidro e pedras, e verificar se algum raio da roda está quebrado, pois pode perfurar a câmara de ar.

Pilotagem noturna 

Pilotar à noite exige atenção redobrada, não só pela visão reduzida (cerca de 1/6, em comparação com a visualização durante o dia), mas também pela alteração na noção de profundidade e pelo ofuscamento causado pelos faróis de outros veículos. Para passar por mais essa situação de forma segura, as primeiras providências a serem tomadas são reduzir a velocidade e ser o primeiro a utilizar a luz baixa, pois, em geral, o veículo no sentido contrário fará o mesmo.
Outra dica é semicerrar os olhos para adaptar a visão mais rapidamente à falta de luz que segue o ofuscamento ou não olhar diretamente para os faróis dos veículos que vêm na pista oposta. Mantenha sempre a viseira ou os óculos de proteção limpos e livres de riscos, pois a incidência dos faróis contrários tende a piorar a visibilidade nesses casos.

Óleo e combustível 

Para manter o bom funcionamento do motor, é recomendada a verificação diária do nível do óleo lubrificante do motor. Se estiver abaixo do nível recomendado, deve-se preencher ou efetuar a troca completa, conforme a necessidade, sempre seguindo os procedimentos descritos no Manual do Proprietário. Lembre-se também de verificar o nível do líquido de arrefecimento, caso a motocicleta seja dotada de sistema de arrefecimento líquido. É importante verificar se o combustível está chegando normalmente ao carburador ou corpo de injeção.

Pilotagem em condições adversas 

Conhecer as técnicas de pilotagem segura e empregá-las no momento certo pode fazer a diferença na hora de enfrentar uma forte chuva ou mesmo durante a noite. É imprescindível que o motociclista saiba como reagir diante de situações de trânsito que não dependem dele, como, por exemplo, condições desfavoráveis da pista ou do clima. Conhecer as técnicas, ter precisão nos movimentos, cautela e concentração são fatores importantes para que ele pilote com segurança durante a noite ou em terrenos irregulares.
Ao pilotar sob chuva, por exemplo, o motociclista deve ter consciência de que o atrito do pneu com o solo diminui pela metade. Isso significa que o espaço necessário para parar duplica, sendo aconselhável reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança em relação a outros veículos. Ainda é essencial redobrar os cuidados no início da chuva, momento em que a pista fica mais lisa, em razão da poeira e do óleo misturados à água, que formam uma película escorregadia. Outra dica é aguardar, se possível, o tempo necessário para que a chuva “lave” a pista, melhorando, assim, as condições de atrito entre o pneu e o solo.

Luzes e sistema elétrico 

Durante a inspeção, é importante observar se todas as luzes (de freio, piscas, lanterna, farol e painel) estão funcionando. Qualquer problema em um desses equipamentos é considerado infração média, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, com penalidade na carteira de habilitação e multa.

Pilotagem de motocicletas no trânsito urbano 

Para garantir a tranquilidade e a segurança, assim como o motorista, o motociclista também deve ter sempre a atenção voltada à condução. É imprescindível que o motociclista saiba como reagir diante das mais diversas e inesperadas situações no trânsito urbano. Conhecer as técnicas, ter precisão nos movimentos, cautela e concentração são fatores importantes para a pilotagem com segurança.
Além de usar o vestuário correto e com cores claras, com a finalidade de manter-se sempre visível, o motociclista deve evitar permanecer nos chamados pontos cegos (ou ângulo morto), que são os locais onde o motorista não consegue enxergar a motocicleta, mesmo com a ajuda do espelho retrovisor.
Sempre sinalize a manobra que será realizada, pois isso permite que os motoristas e outros motociclistas antecipem uma reação para evitar acidentes. As manobras devem ser feitas da forma mais segura possível. Verifique com atenção o pavimento à sua frente, assim é possível observar o caminho e ter mais tempo hábil para tomar decisões.
A capacidade de decisão também é fundamental para uma condução segura, já que, no trânsito, se enfrentam situações diferentes a cada instante e é preciso estar preparado para elas. Numa ultrapassagem, por exemplo, ao decidir fazer a manobra, ela deve ser executada com firmeza e rapidez, nos limites de velocidade. Já em cruzamentos, deve-se diminuir a velocidade e redobrar a atenção, mesmo se estiver na preferencial.
Nunca exceda as suas habilidades ou a capacidade de sua motocicleta, pois isso pode aumentar as chances de imprevistos. É importante manter uma velocidade condizente com o percurso e o pavimento e usar a técnica de condução adequada para o local, o momento e as condições do trânsito.

Freios 

Os sistemas de freios têm de estar devidamente regulados e lubrificados. Se o freio for hidráulico, deve-se ainda verificar semanalmente o nível do fluido, que, se estiver abaixo do mínimo estipulado, pode sinalizar vazamento ou desgaste excessivo da pastilha.

Filtros de óleo e de ar 

Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo e para a limpeza do filtro de ar. Para não comprometer a lubrificação do motor, o primeiro deve ser limpo ou substituído de acordo com a tabela de manutenção do Manual do Proprietário de cada modelo. Já o filtro de ar, por reter muitas impurezas, tem de ser limpo periodicamente (e substituído quando necessário) para evitar desgaste prematuro dos anéis e cilindros do motor. Se o mesmo for de espuma, é necessário lavar com querosene e reaplicar óleo específico ou de motor, espremendo para tirar o excesso.


Comandos e cabos 

As folgas dos pedais dos freios dianteiro e traseiro, bem como a da alavanca da embreagem, devem estar reguladas com a medida média de 20 mm. Também é importante fazer o check-up da regulagem e lubrificação dos cabos de embreagem, do acelerador e do sistema de freios.

Derrapagens 

Ao passar por esse tipo de situação, o motociclista deve reagir com rapidez e de forma adequada, mantendo as rodas girando e a aceleração constante. Como último recurso, caso a velocidade esteja baixa ao derrapar, o motociclista pode utilizar o pé como apoio para endireitar a moto. Entretanto, a melhor maneira de controlar uma derrapagem é evitá-la, reduzindo a velocidade ao passar por um local desconhecido.

Bateria 

No caso de bateria não selada, é necessário verificar o nível da água e conferir se os terminais estão oxidados, limpando-os, posteriormente, com uma escova e com uma solução de água e vinagre.
Para ter certeza de uma viagem segura, é importante que todos esses cuidados em relação a cada componente da motocicleta sejam observados e que o motociclista leve consigo um kit extra, composto de jogo básico de ferramentas, câmara de ar, lâmpada de farol e da lanterna traseira, para o caso de qualquer imprevisto. É importante lembrar que, sempre que surgirem dúvidas, o melhor a fazer é consultar o Manual do Proprietário ou a Rede de Concessionárias Honda.

Corrente 

Para que o sistema de corrente, coroa e pinhão não seja prejudicado após a utilização em estradas de terra, ele deve ser lavado e lubrificado. Caso esteja solto ou tensionado, basta ajustar a folga de acordo com as especificações descritas no Manual do Proprietário.

Boa sorte!

Tabela de Nível de Ruído e Marcha Lenta - HONDA

Olá, pessoal. Neste post, encontra-se a tabela com os níveis de ruído aceitáveis para motocicletas Honda. Em breve, e de acordo com a disponibilidade, colocarei as tabelas de outras marcas, também. Clique na imagem para conferi-la em tamanho maior e, se desejar, imprimi-la. Moto-abraços.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nova ZX-14: mais Ninja do que nunca!

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Injeção digital, freios ABS, cores exclusivas e... mais Ninja do que nunca! Assim surge a nova Kawasaki ZX-14, uma 1400 cc de tirar o fôlego de qualquer racing-biker.
A nova ZX-14 tem lançamento marcado no Brasil para o segundo semestre e com mercado e preço compatíveis com o da Suzuki Hayabusa, sua maior concorrente. O valor desta está estimado em R$ 61.200,00 contra os R$ 61.990,00 sugeridos pela Kawasaki.



A Kawasaki tem investido em lançamentos de uns tempos pra cá e, especialmente, tem os trazido para terras tupiniquins, já que o nosso mercado de esportivas tem crescido vertiginosamente. Além de ter trazido a Ninja 250 e enchido os olhos de fãs das 1100 cc, a marca trouxe também a ER-6n, de 600 cc, querendo abocanhar o nicho de motociclistas que desejam partir para as médias e altas cilindradas. Depois, trouxe a ZX-6R, também do mesmo porte, e a ZX-10R, uma superbike de 1000 cc.



Pura Potência
Essa nova hiperesportiva da Kawasaki possui injeção digital (DFI), ou seja, cada pingo de combustível é minuciosamente controlado por um micro-chip, que não deixa passar nem mais, nem menos do que o necessário para determinada velocidade. Em resposta, o piloto tem mais potência e mais economia.
A ZX-14 ultrapassa os 300 km/h e deixa suas irmãs a ver britinhas. Seu motor de quatro cilindros possui nada menos que 1352 cm³, desenvolvendo 193 cv a 9.500 rpm. Devido ao sistema de indução de ar, o motor da ZX-14 ainda ganha mais 10 cv em altas velocidades, alcançando invejáveis 203 cv de potência máxima. Tem torque máximo de 15,7 kgfm a 7.500 rpm, o que é de arrepiar qualquer piloto. Só para efeito de comparação, segundo o fabricante, em uma prova de arrancada, é possível deixar uma Ferrari Enzo levando britinhas no capô.





Estrutura
O quadro é feito em alumínio, a suspensão dianteira é invertida e tem tubos de 43 mm com 116,8 mm de curso. Na traseira, o curso do monoamortecedor é de 121,9 mm. O painel em LCD tem indicador de marchas e até shift-light, além de computador de bordo, com marcadores analógicos de velocidades em milhas e quilômetros por hora, bem como o conta-giros. Na hora de parar o conjunto, os freios são a disco com pinça radial: na dianteira um duplo disco de 310 mm e um disco simples de 250 mm na traseira fecha o pacote. Se isso não bastasse, a ZX-14 ainda conta com sistema antitravamento, ABS.



As cores do modelo 2010 são exclusivas: Metallic Spark Black (dourado e preto) e Candy Persymmon Red (vermelho).
Tudo nesta moto foi desenhado para cortar o vento com a maior precisão possível, eliminando ao máximo a resistência do ar. Com essa estrutura é que a ZX-14 consegue alguns quilômetros a mais, bom, sem falar de sua já famosíssima marca Kawasaki, que poderia muito bem ser traduzida para Velocidade.
Um detalhe chama a atenção: é possível, assim como na Hayabusa, cobrir ou descobrir o banco do passageiro com uma tampa apropriada. Com essa tampa, a moto assume um ar de monoposto, onde somente o piloto tem vez. Essa é sua cara mais esportiva, mas, ao garupa, a moto oferece conforto, tanto em perímetro urbano, como na estrada.





Com certeza, é uma máquina que fará muitos corações brasileiros baterem mais rápido, de tanta adrenalina. Muito cuidado, porém, deve-se ter, primeiro, devido à quantidade de motoristas "mais ou menos" que temos nas ruas e, segundo, justamente por causa do asfalto de má qualidade que insiste em cobrir as estradas brasileiras. Tomando-se esses cuidados, o resto deixa que o vento faz.

Fotos: Divulgação
Fonte: UOL

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Kawasaki investe mais em sua produção no Brasil

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A notícia é boa, principalmente, para os fãs da marca. A Kawasaki sempre foi tida como fabricante de motos de alta velocidade, mas desde a abertura comercial e dos primórdios da globalização, vimos que não só de velocidade vive a marca japonesa, mas também de ótimas motocicletas para outros terrenos. Hoje, no Brasil, a Kawasaki destaca-se em 8º lugar no ranking de emplacamentos, com um acumulado de 3.530 unidades vendidas entre janeiro e maio de 2010.
 A KLX 125 é uma das trails que poderão ser fabricadas no Brasil.

O Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (30), projeto de ampliação, atualização e diversificação de sua produção da marca verde no pólo industrial. De acordo com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), os investimentos são da ordem de R$ 124,4 milhões. Isso é um indicador de que poderemos ter boas novidades e grandes produções, futuramente. E há também a possibilidade de serem produzidas motocicletas com menor cilindrada. A previsão é de ampliação na produção de motos entre 110 cc e 450 cc e acima desta também. Os números do projeto mostram que, na faixa entre 110 cc e 450 cc, a expectativa é de fabricar entre 7.000 e 20.000 unidades nos próximos três anos, mas, de forma gradual.


 D-Tracker é outra motocicleta trail de 125 cc que poderá ser 
comercializada aqui. 

Há também rumores de que as novas Ninja 400 e ER-4n, além da KLX 125 e da D-Tracker 125, equipadas com injeção eletrônica, passem a ser produzidas por aqui, também.
Para a Honda, que parece estar deixando de lado o mercado das 400 cilindradas, é uma derrota, pois é um nicho bastante requisitado, ainda, mesmo porque, são motocicletas que trafegam muito bem dentro das cidades, assim como são ótimas em viagens médias e longas. Para os motociclistas que têm preferência pela categoria, uma ótima notícia.

A ER-4n: 400 cc e 48 cv de potência. Lembra a CB300R, da Honda.


  A Ninja 400: mercado garantido.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

De Goiânia a Joinville em 2 Rodas - Parte 3 (Final)

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Só para constar: o título certo, agora, não seria este e, sim, "De Curitiba a Goiânia", mas, como estamos dando continuidade à história de uma pequena viagem, mantive o título original.
Saímos no domingo (13) cedo de Curitiba, onde já estávamos desde quarta-feira. Havia uma indecisão por parte de alguns de nós, quanto a voltarmos pela BR-153 (ou seja, o mesmo roteiro "mais ou menos" pelo qual fomos para o sul) ou pela Via Anhanguera. A decisão final só foi tomada cinco minutos antes de partirmos. Bom para todo mundo. Você paga pouco pedágio (algo como R$ 2,10, divididos em três pedágios de R$ 0,70 cada) e tem uma rodovia muito, mas, muito melhor e mais segura.



As Shadows, no entanto, devido ao frio que passaram, à idade delas (10 anos) e às baterias paralelas, penaram para ligar. Tiveram que pegar no tranco, o que não é muito bom para esses motores. Mas, só isso, também. O domingo estava querendo mostrar sol, o que aos poucos foi acontecendo, graças à boa Natureza.
Nesse retorno, não contávamos mais com nosso amigo Xavier, que, por força maior, teve que retornar antes. No seu lugar, e trazendo sua Shadow, veio Sandro Enxada, também Forasteiro e compadre.
A minha Shadow, devido a alguns pequenos probleminhas, derramava óleo a cada parada para abastecer, mas, incrivelmente, não baixava a ponto de a toda hora ter que completar. Apesar disso, completei o cárter apenas uma vez, com cerca de meio litro e pronto. Foi o que me disseram: "se não fosse a Shadow, você não poderia arriscar-se a voltar." Obrigado, Shadow, obrigado, Honda.
Como o tempo estava muito bom e as rodovias em perfeito estado, nossa viagem de volta rendia muito mais. Trânsito tranquilo, visual 100%, tudo maravilha.
Nos hospedamos em um pequeno hotel na entrada de São Joaquim da Barra-SP, ainda a 200 km de Uberaba-MG. A intenção era chegarmos ao território mineiro, mas um dos nossos não mais conseguia pilotar à noite. Sem problemas, estávamos tranquilos quanto a isso. Este hotel, o qual não me lembro mais, tem preço bastante acessível e fica bem próximo ao trevo de acesso a São Joaquim. Após entrar no trevo, você o verá à sua esquerda, numa rua paralela à principal (onde você estará). Mas, é necessário avançar até um retorno mais à frente e retornar por essa ruazinha paralela, até chegar ao hotel. Você não vai se arrepender.
No dia seguinte, nossa viagem continuou bem, e chegamos em Goiânia cerca de 16 hs. Isso, porque passamos em Itumbiara, para que eu pudesse dar um "olá" ao meu velho.



Postei alguns fatos sobre essa viagem somente para compartilhar com os amigos motociclistas os momentos que nós, estradeiros, mais curtimos: momentos na estrada e algumas boas horas com nossos irmãos e amigos. Conhecer lugares e pessoas diferentes não faz de nossos espíritos "aventureiros", mas sim nos enche de conhecimento e sabedoria, além de grandes momentos de reflexão, especialmente, nos trechos. Você cresce com isso e se sente bem, pois a adrenalina está sempre na alta. Afinal, não é preciso chegar aos 270 km ou mais pra você se divertir - 110, 120 km são o suficiente para que você tenha toda a sua atenção voltada para a estrada, para a paisagem e tudo o que está à sua volta.
Espero que você faça sempre boas viagens e que tenha sempre amigos e irmãos para estarem junto com você, compartilhando o que há de melhor nessa vida, que é viver.

Um moto-abraço a todos e obrigado por acompanharem-me nesses 3 últimos posts.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

De Goiânia a Joinville em 2 Rodas - Parte 2

Em Joinville e São Francisco do Sul

Em Joinville, fica outra facção da sede do Forasteiro's Motoclube. A sede principal fica em Curitiba. Depois de chegarmos à capital paranaense e passarmos a noite por lá (aliás, estamos gratos ao nosso irmão Ademir, que nos cedeu sua paciência, atenção e casa para nos hospedar), partimos no sábado cedo para Joinville, num trem que reuniu 21 motocicletas. Forasteiros na estrada, rumo a Santa Catarina.
 Forasteiros a caminho de Joinville-SC.

 Sede da facção catarinense do Forasteiro's M.C. Joinville

Chegamos ainda na parte da manhã e fomos direto para nossa sede que, por sinal, está muito bem estruturada e confortável até por demais. Aproveito, aqui, para parabenizar também aos irmãos catarinenses pela bela sede e agradecer pela honrosa recepção.
Na parte da tarde, depois de um merecido descanso (já que havíamos chegado de uma viagem de mil e poucos quilômetros no dia anterior), nos dirigimos em peso à praça do Mercado Central de Joinville, a fim de conhecer o movimento, ver as lindas catarinenses e, claro, tomar umas geladas, pois o tempo estava perfeito para isso.

 Nossas "garotas" em frente à sede de Joinville. Prontas para mais uma estradinha.

 Forasteiros na praça do Mercado de Joinville: eu, Peter, Boca, Ademir,
Márcio, Rafael e Alexandre.

A cidade de Joinville, apesar dos problemas com as enchentes desse ano, é uma cidade bastante acolhedora, bonita e conta com um clima mais ameno do que o de Curitiba, que fica no alto das serras. Joinville tem uma mistura da brisa que vem do mar e do friozinho das serras em volta da cidade, tornando-a temperada e ótima para se rodar de motos. Há, porém, um anteposto a isso: é uma cidade onde se chove muito, mas, naqueles quatro dias que ficaríamos por lá, não vimos uma gota sequer. Graças à boa Natureza, que ama os motociclistas.

São Chico
No domingo pela manhã, partimos com mais alguns irmãos Forastas para São Francisco do Sul, também chamado de São Chico ou, simplesmente, Enseada. O lugar, como podem ver nas fotos, é magnífico. Almoçamos em um restaurante muito bom, situado na orla da praia, e que não é careiro (pelo menos, fora de temporada). O valor da refeição é de R$ 16,00/kg, e você come deliciosos frutos do mar, além de peixes maravilhosos. Vale experimentar, por ali, os pratos com Tainha.

Chegada em São Chico do Sul.

Em São Francisco do Sul, fica o Museu Nacional do Mar, com embarcações originais de todo o país, várias delas configurando alguns dos mais expressivos barcos tradicionais em todo o mundo. Jangadas, saveiros, canoas, cúteres, botes, traineiras e baleeiras são alguns deles. Organizado por temas, o Museu Nacional do Mar contextualiza história e uso das peças em exposição. Um lugar que guarda a história da navegação brasileira e que você tem que conhecer.

Seu Valdir e o Filé de Espada
Não sei se você conhece ou mesmo gosta de peixe: mas, depois da carne do Pirarucu, não conheço nada mais gostoso do que o filé do peixe Espada. É de virar os olhos, de tão bom!
Nossos irmãos de Joinville - Mutley, Boca e Gordinho - nos levaram, já na segunda-feira, para conhecer os pratos do restaurante do "seu" Valdir, um velho conhecido deles. O restaurante é simples, temático e tem uma das comidas mais gostosas que já pude experimentar. Sem exageros.

 Eu, seu Valdir, Márcio, Boca (em pé), Wilson, Xavier e Watts: rango e atendimento de primeira!

O restaurante fica no Morro do Amaral, à beira do braço do mar, com uma panorâmica de dar inveja àqueles que vivem no meio do caos urbano. Em meio à simplicidade, "seu" Valdir e sua esposa vivem com uma tranquilidade privilegiada, sem contudo perder o conforto e a segurança. E, melhor ainda, na beirinha do mar.

 Hora sagrada é a hora do rango...

Além do Espada, foi-nos servido também uma maravilhosa porção de carne de siri, sem a mistura "econômica" que os bares e restaurantes, principalmente, no interior do país, têm costume de servir. Eles têm a péssima e desrespeitosa mania de misturarem farinha à carne, antes de servi-la na "casquinha". Péssimo hábito, hein? Será que vale tanto a pena, assim, enganar os clientes??
Mas, no restaurante do seu Valdir, honestidade tem significado. Não deixe de conhecer, quando for a Joinville. Fica no Morro do Amaral.

Watts, Xavier e eu, às margens do braço do mar, no "terreiro" do
restaurante no Morro do Amaral.

Na terça-feira, a volta para Curitiba foi tranquila, também, sem chuva, sem frio, sem muito movimento. Como o mundo é muito pequeno, numa das paradas na estrada, fomos encontrados por nosso amigo Marcelo Lucas, que acabou sendo fotografado com os Forastas goianos. Abraço, amigo Lucas! A gente se esbarra nessas estradas, qualquer dia desses, novamente.

Nosso amigo Lucas (à direita), nos encontrou na rodovia entre Joinville
e Curitiba.

Frio, Chuva, planos desfeitos
Para não dizer que não sentimos frio, a quarta-feira curitibana amanheceu fria e com uma garoinha insistente. Talvez, porque, na noite anterior, recebemos uma desagradável notícia que, somada ao clima, veio também modificar um pouco nossos planos. A irmã de um de nossos irmãos de Goiânia, falecera em um acidente automobilístico em Goiás, e ele teve que retornar às pressas. A força foi dada por outro irmão Forasteiro, Alexandre, que conseguiu uma passagem de última hora para nosso brother Xavier.  Aproveitando, gostaria de prestar minhas sinceras condolências à família, que não merecia passar pelo que estão passando. Mas, do destino nada sabemos, não é mesmo?
Entre ficar e retornar à Goiânia, ficamos sem ação, confesso. Não fosse pelo próprio Xavier que, por telefone, pediu-nos para continuar a jornada e curtir também por ele, não teríamos ficado. Mesmo assim, não foi a mesma coisa. O irmão - e ex-diretor da facção Goiás - Enxada teve que pegar um ônibus rumo ao sul, para nos ajudar a trazer de volta a Shadow de Xavier. Tudo certo e depois de curtirmos um pouco mais a estadia, saímos de Curitiba já no domingo pela manhã, dia 13 de junho, de volta pra casa. Mas, essa última parte será contada depois.

Mais algumas fotos:

Fachadas de São Chico do Sul.

Boca (SC), Alexandre (PR), Márcio e eu (GO).
Moto-abraço a todos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

De Goiânia a Joinville em 2 Rodas - Parte 1

Joinville fica cerca de 1330 km de Goiânia, tirando a média obtida entre duas diferentes rotas: pela BR-153, passando por Frutal-MG, e pela Via Anhanguera, passando por Americana-SP.
No dia 03 de junho de 2010, eu e mais quatro irmãos de motoclube partimos rumo ao sul. Sem pressa, e em velocidade cruzeiro entre 110-120 km, formamos um trem com três Shadow 600, uma Tornado 250 cc e uma Harley-Davidson Sportster 883.
 Da esquerda para a direita: eu (o blogueiro que vos escreve), Márcio, Xavier,
Watts e Wilson. Nesta foto, já nos encontrávamos em Joinville-SC.

Nossas "garotas": asfalto ruim, elas reclamam, mesmo.

Na ida, decidimos ir pela BR-153, pois o que sabíamos era que a distância era menor e que economizaríamos por volta de 200 km. O fato de dizerem também que a rodovia estava muito boa pesou na decisão - aliás, eu mesmo havia passado por ela em fevereiro deste ano, e estava tudo perfeito. Para carros, vale dizer.
Mal passamos o trevo de acesso ao Prata, tivemos que parar, devido ao conserto que estão fazendo na rodovia. Foram mais de 60 minutos de espera, mas, até aí tudo bem, já que não tínhamos pressa em chegar.
Alguns quilômetros depois, o primeiro problema, devido a trepidações causadas pelas ranhuras, ondulações e imperfeições do asfalto: alguns pertences pessoais do diretor regional dos Forasteiros (facção Goiânia, à qual pertenço) foram jogados em algum lugar fora do asfalto, já que retornamos para tentar encontrá-los e não tivemos sucesso.
 Watts, Wilson, Márcio e eu esperando a liberação da pista para continuarmos
a viagem. Foto: Xavier.

Pouco depois, não muito longe dali, mas já depois de Frutal, problema em uma das Shadow: o parafuso que firma o pedal de câmbio soltou-se, também devido aos problemas da pista, e sumiu do mapa. A sorte é que nosso irmão Wilson, que a pilotava, percebeu a tempo de evitar um problema muito maior, já que o pedal, que estava seguro apenas pela haste, poderia atingir o asfalto, ficar preso e causar um acidente, além de tudo. Mais uma vez parados, Xavier e eu fomos até Frutal, em pleno feriado de quinta-feira (03), procurar um parafuso que servisse para prender o pedal. Problema resolvido, uma hora e poucos minutos depois, continuamos a estrada.
 Parafuso de sustentação do pedal do câmbio soltou-se com as trepidações
que ocorrem na BR-153 (trecho mineiro).
 
No dia seguinte, outro problema surgiu com outra Shadow devido às trepidações da 153, que foi percebido poucos quilômetros antes de entrarmos no estado do Paraná: o lado esquerdo do suporte do alforje se partiu, de forma a perder o pedaço do mesmo. Mas, não houve problema maior: apenas o amarramos devidamente, para que a bolsa não pegasse no pneu.
Devido a tantos atrasos em um só dia, especialmente, no primeiro, fizemos pouso na cidade de Lins-SP, no  Hotel dos Viajantes, situado na rua Olavo Bilac, 870, Centro. Muito bem recebidos, preços super accessíveis, com café da manhã incluso. Vão por mim: sem luxo, mas com tudo o que nós estradeiros precisamos.
 Pausa para foto do blogueiro que vos escreve e sua "garota de estrada".

O dia amanheceu um pouco frio e com neblina fraca. Mesmo assim, prosseguimos. À medida que descíamos para o estado do Paraná, desciam, também, a temperatura, a névoa e a garoa. Querem saber? Às vezes, dá vontade de parar e esperar aquele frio todo passar, mas, daí, começa a vir a vontade de chegar e tomar alguma coisa bem quente, como uma bela dose de whisky ou vodka, por exemplo (rsrsrs).
Quanto aos pedágios: particularmente, sou a favor da privatização das rodovias, mesmo porque, os governos que entram e saem nunca fazem a devida manutenção, o que seria de sua obrigação. Mas, daí cobrar preços absurdos de motociclistas, é outro assunto. Começamos a pagar, nos primeiros dois ou três pedágios, apenas R$ 0,65. Depois desses, passamos a pagar R$ 1,30, R$ 2,80, R$ 3,60 e, por fim, na altura de Jacarezinho-PR, você vai pagar pouco mais de R$ 6,00!! Não quero afirmar que tem algo errado nisso, mas que cheira a sujeira, isso é indiscutível. Como é possível, a não ser por abuso e ganância, cobrarem um valor tão absurdo desses por uma motocicleta, que não danifica a rodovia nem 5% do que um automóvel médio faz? Comente algo, se quiser, pois eu já estou indignado com isso desde que passei por lá.
Pedágio em Jacarezinho, vindo pela BR-153: simples abuso? Roubo? Estupidez?

Chegamos a Curitiba, já para encontrar alguns de nossos irmãos forasteiros, por volta das 18h30, sob chuva de média monta, um frio de dar nó nos dedos (cerca de 4 graus, tirando a sensação térmica, que sobre uma motocicleta em movimento, é bem abaixo disso).
O dia seguinte guardava surpresas para nós. E isso será contado depois, em um novo post. Moto-abraços a todos. Valeu!

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...