segunda-feira, 24 de outubro de 2022

O fraco mercado das 400 e 500 cc no Brasil

O fraco mercado das 400 e 500 cc no Brasil

E aí, motociclista? Tudo bem com você?

Você já parou para pensar o quão fraco está nosso mercado de 400 e 500 cilindradas?

Motos de 150 a 200 cilindradas está muito bem servido, especialmente, pelas de 150 e 160, que são bastante utilizadas como meio de trabalho. E não tiro a razão disso estar acontecendo, dado à economia e também o baixo custo operacional destas motos. 

CG 160. Líder de vendas no mercado das pequenas

O mercado das motos de 300 cilindradas, apesar de mancar em alguns pontos, já possui uma boa gama de motos. Falando-se em trails, por exemplo, que temos? A Kawasaki Versys 300 é uma delas. Sua concorrente, a BMW 310 GS também veio preencher uma lacuna importante que havia - e ainda há - nesta categoria. Temos também a Honda XRE 300, que tem uma grande aceitação por parte do público, muito por conta da relação custo x benefício. 


BMW GS 310 (em cima) e Kawasaki Versys 300. Duas ótimas
opções de trails, mas com precinho salgado.


Saindo das trails e partindo para as nakeds e streets, no Brasil temos uma gama legal de motos na faixa das 300 cilindradas. Uma delas é a Honda CB 300R, que inclusive sofreu algumas importantes modificações no modelo 2023. A Yamaha tem sua MT-03, de 310 cc, que conquistou muitos pilotos, que migraram da Fazer 250 para ela. Uma ótima moto, excelente torque e velocidade final. 


Acima, a Honda CB 300R 2023, lançada na Índia.
Abaixo, a Yamaha MT-03, já disponível no Brasil.


A categoria das 250 cilindradas também está muito bem servida: desde a Yamaha Teneré 250, que deixou de ser fabricada em 2022 para dar lugar à nova Lander 250, à Suzuki V-Strom 250, eis um mercado que tem sido bem aceito há um bom tempo, mas é certo e dito entre os proprietários que, se seus motores tivessem 50 cilindradas a mais, seria perfeito. 

Yamaha Teneré 250. Fim de história em 2021.


Yamaha XTZ Lander 250. Remodelada, tirou a
Teneré da linha.

Suzuki V-Strom 250. Cara, mas uma 250 cilindrada de
responsa.


Já o mercado das 400 está capenga. Há pouco tempo, tínhamos a Honda Falcon 400, que começou a ser fabricada em 1999 e deixou as linhas de montagem em 2015. Além da Falcon, outra que fez fama nessa categoria foi a Honda CB 400, depois seguida pela CB 450 DX e a CBR 450. Todas já aposentadas pela fabricante. A Suzuki tem a DRZ 400, moto trail muito procurada para trilhas e motocross, mas também está deixando a linha de produção neste mês de agosto de 2022.

A CBR 450 SR foi um modelo de muito sucesso no início dos anos 90.

A CB 400 foi a queridinha do início dos anos 80, no Brasil.

A CB 450 DX foi para deixar os donos das 400 baratinados, de tão bonita,
além de 50 cilindradas a mais que sua antecessora.

Já a Royal Enfield trouxe para o mercado tupiniquim a Himalayan 400, uma trail vintage com visual retrô que tem conquistado o coração de alguns motociclistas brasileiros. E também contamos com a Suzuki Burgmann 400, mas é um outro estilo, já que se trata de um scooter. Um ótimo scooter, diga-se de passagem.

A Royal Enfield tem garantido sua fatia de mercado com a (estranha,
mas simpática) HImalayan 400 cc. 

Suzuki DRZ 400: nicho específico.


Mas a partir do momento que você procura uma moto esportiva ou mesmo custom, vê que esse mercado está mesmo desatualizado. No Japão e na China, por exemplo, é possível encontrar ótimas customs de 400 a 500 cilindradas, como a Honda Shadow 400 e a Benda BD 500. Não dá pra entender a Honda, que tirou do nosso mercado a famosíssima e forte Shadow 600, nos trouxe uma "delicada" Shadow 750 e jamais pensou em alimentar o mercado brasileiro com a de 400 cilindradas, que só é encontrada no Japão e outros poucos países asiáticos. 


Acima, a saudosa Shadow 600. Embaixo, a Shadow 750, que a substituiu.


Já a BD500 não parece nem dar sinal de que chegará até aqui. A nova cruiser da Benda desenvolve potência máxima de 55 cv a 10.000 rpm e ainda não tem valor divulgado. É dona de uma beleza singular, é barata e com certeza faria sucesso por aqui. 

Benda Eagle 400 cc. Só na China.

Quer conhecer uma Honda Shadow 400 cc? No Japão é possível encontrar.

A própria Honda possui motos entre 300 e 400 cc que não estão no Brasil e bem que poderiam ser trazidas pra cá. A nova CB 300F é um exemplo disso. Aqui no blog Louco por Motos há uma matéria sobre ela. Para acessá-la, clique aqui. Na Ásia, a Honda tem a CB 350, uma moto indiana com estilo retrô e que faria grandes fãs aqui no Brasil, e a CB 200X, que tem seu visual inspirado na CB 500 X.

Honda CB 300F. Lançada na Índia e sem previsão para o Brasil.

Nos Estados Unidos, a Honda Rebel 500 é uma ótima opção para trechos urbanos e rodovias. Moto bonita, motor de responsa e não só teria grande aceitação em terras tupiniquins, como já tem uma galera por aí reclamando à Honda, para que a marca traga o modelo para o Brasil. Que ela tome cuidado, porque uma fabricante chinesa, a Xiang Shuai, já produziu sua cópia da Rebel 500, ao lançar o modelo Cangyun XS500 pela metade do preço. A Xiang Shuai já é famosa por lançar modelos copiados da Harley-Davidson e, por ser nova, tem ganhado destaque no mercado chinês. Em breve, quem sabe, a marca não chegue por aqui?

Enquanto a Honda põe nas ruas americanas a sua Rebel 500...

... a Xiang Shuai faz uma cópia mais parruda dela e a coloca nas ruas chinesas.

A Honda (ela, de novo) lançou também em terras indianas a Hornet 2.0, ou Hornet 200R, com motor de 200 cc e, provavelmente, a substituta da CB Twister. Ainda não há data certa para o lançamento deste modelo aqui no Brasil.

Olha aí a filhinha da Hornet, a Hornet 2.0. Mas, ainda não tem no BR.

E a Yamaha? No Japão, ela tinha os modelos SR 400 e SR 500, ambas lançadas em 1978. A de 500 cc foi aposentada em 1999. Então, em 2021, o modelo SR 400 foi também aposentado depois de 43 anos. No Brasil, a maioria dos motociclistas nem ouviu falar sobre este modelo, com certeza. 

A Kawasaki é uma marca mais conhecida por suas motocicletas esportivas, com certeza. A Ninja é seu principal mote. Tanto que tem disponível a versão da Ninja 400 KRT no Brasil, uma média esportiva bastante competitiva e que mexe com o mercado da MT-03 da Yamaha. 

A Ninja 400 é para agitar um pouco mais as pistas para a MT-03.

Mesmo contando com um ou outro modelo na média das 400 cc, ainda falta muito para esse mercado no Brasil, especialmente, para motos trail para passeios e customizadas. Com a esperança de a Honda trazer as novas CB 300 para cá, é bem provável que outros fabricantes abrirão mais os olhos. 

Você acha que o mercado de motos de 400 cilindradas está bem servido no Brasil? Deixe aí nos comentários sua opinião a respeito, ok? 

Motoabraço e valeu!

sábado, 27 de agosto de 2022

COMPARATIVO: Kawasaki Versys 300 x Honda XRE 300

COMPARATIVO: Kawasaki Versys 300 x Honda XRE 300



Salve, motociclista! Tudo bem com você?

Vamos a mais um comparativo de motos aqui no blog. Desta vez, foram selecionadas as pequenas trails Versys 300, da Kawasaki, e XRE 300, da Honda.

São duas motocicletas realmente muito bonitas e versáteis em trechos urbanos, mas que deixam a desejar em alguns pontos, claro, mesmo porque, seus motores foram preparados para situações mais leves, e não estradas ou terrenos muito brutos, especialmente, se estiver com garupa.



Começando pelos motores

Ambas vêm com motor DOHC 4 tempos, 4 válvulas por cilindro e levam o número 300 pra indicar suas cilindradas, mas não se engane logo de cara. Enquanto a Versys possui reais 296 cm3 distribuídos em seu bicilíndrico, a XRE da Honda vem com 291,6 cm3 em seu motor de um cilindro só. Motores bicilíndricos fornecem à moto uma melhor estabilidade, pois vibram menos, exigem giros menores e costumam ser mais econômicos.

Os tipos de cárter são: semiúmido na Versys, que fornece uma lubrificação forçada e é comum nas motos da Kawasaki, e úmido na XRE, tipo de lubrificação mais comumente encontrado nas motocicletas.




Apesar dos cilindros da Versys serem menores que o da XRE (62 mm contra 79 mm), ela oferece um tanto considerável a mais de potência: 40 cv contra 25,6 cv da XRE a 7500 RPM. A XRE só fornece um torque um pouco maior, de 2,8 kgf.m a 6000 RPM contra 2,6 kgf.m a 10000 RPM da Versys. 

Enquanto a Versys 300 conta com câmbio de 6 marchas, a XRE vai bem com sua cinco. Ambas possuem embreagens multidisco banhadas a óleo, mas a Versys ainda conta com o sistema deslizante, que oferece uma troca de marchas mais suave. Elas compartilham também o sistema de transmissão por corrente.

Painel da XRE 300 2022

Novidade na Kawasaki Versys.

Suspensão e pneus

As suspensões dianteiras das duas se diferem um pouco. São telescópicas mas, enquanto a da Versys tem curso de 130 mm, a da XRE é de 245 mm. As suspensões traseiras também são levemente diferentes: a XRE é de 225 mm e a Versys é de 148 mm, com regulagem.

Os freios dianteiro e traseiro são ABS, lembrando que o dianteiro da XRE tem três pistões, contra dois da Versys. Os pneus da XRE têm as seguintes medidas: dianteiro 90/90-21 e traseiro, 120/80-18.  A Versys tem seu pneu dianteiro 100/90-19 e o traseiro, 130/80-17.




Consumo

Em relação ao assento, a XRE apresenta maior altura: 860 mm contra 845 da Versys. Porém, em altura geral, a Versys vence o páreo: 1390 mm contra 1181 mm da XRE.

A Versys ganha também em capacidade de tanque de combustível. São 17 litros contra 12,4 da XRE. Porém, a Honda ganha em economia: enquanto ela faz média de 30 km/l, a da Kawa faz 24,5 km/l. No final, entretanto, com tanque cheio a vantagem volta para a Versys, com autonomia de 415 km, enquanto a XRE alcança 372 km. Ambas são bicombustível.



Preço. A parte mais arrepiante. Os valores foram consultados nos respectivos sites - Honda e Kwasaki - e correspondem ao mês de agosto de 2022. A XRE modelo Adventure está com preço sugerido de R$ 23.670,00 e a Versys é sugerida a R$ 33.810,00. 




Comente aí embaixo sua opinião a respeito dessas duas motos. Você possui alguma delas? E se não, sendo sua praia, você compraria qual dos modelos? 

Motoabraço e até o próximo post.


Link para assistir no Youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=wmmLDuK0WsI








domingo, 14 de agosto de 2022

A HONDA APRESENTA SUAS NOVAS CB300

 A HONDA APRESENTA SUAS NOVAS CB300

Salve, motors!

Por uns quatro anos, desde que foi lançada em 2009, a CB 300 protagonizou o que seria um erro de engenharia por parte da Honda. O cabeçote costumava rachar devido à relação tamanho da vela x espaço no cabeçote. Mas isso são águas passadas e, desde o modelo 2013, a coisa foi refeita e a moto tem entregado bons resultados aos seus donos.


Já os modelos 2022 e 2023 prometem muito. A CB 300R 2022, lançada na Europa em junho passado, está completamente reformulada e não lembra em nada suas antecessoras. Ela ganhou atualização no motor, o garfo agora é Showa e possui embreagem deslizante, entre outras mudanças.

 O motor de quatro cilindros de 286 cc tem agora 31 cv a 9000 rpm e 2,76 kgfm de torque a 7.750 rpm. O modelo 2015, por exemplo, contava com 291 cc e produzia potência de 26,5 cv a 7.500 rpm. O torque de ambos se comparam. No final das contas, o novo motor acaba em vantagem por usar uma tecnologia melhor, até mesmo em economia. A refrigeração é líquida. 

O câmbio possui 6 marchas e a embreagem é assistida e deslizante. A embreagem deslizante (também conhecida como limitador de torque traseiro) possui um mecanismo de roda livre integrado, cujo principal ação é diminuir os efeitos da frenagem do motor em desaceleração. Evitam o excesso de rotação do motor e saltos da roda traseira (ou ruído), especialmente sob frenagem brusca¹. Em outras palavras, ela evita que a roda traseira trave em reduções rápidas e sequenciais, quando a moto está em alta velocidade e/ou com o giro alto.

Seu estilo agora é puro naked, o que conferiu à CB 300R um visual bem street racing. A amortecedor traseiro possui cinco níveis de ajuste de pré-carga e o garfo dianteiro, da marca Showa, é invertido e garante grande absorção de impacto, oferecendo maior segurança.

Em relação à linha da roda traseira, o banco ficou mais afastado para o centro da moto, ao passo que foi feita uma extensão no paralama traseiro, até a placa. Não é o tipo de moto que se instala um baú, nem pensar. 

O preço da CB 300R na Europa está na casa de 4.900 Euros que, convertidos hoje (dia 14/08/22), daria quase R$ 26.000. Vindo para o Brasil, porque virá em breve, prepare-se para desembolsar algo como uns 30 a 32 mil. 

O modelo 2023 - CB 300F

Enquanto isso, na Índia, a Honda apresentou o novo modelo da CB, com estilo streetfigghter, a CB 300F. 



Sem data para desembarcar em terras tupiniquins, a 300F é uma versão menor da CB 500F, e a Honda pretende entrar em luta direta com as rivais BMW GS 310R e a KTM 290 Duke. Pra aguentar esse páreo, a Honda deve saber o que está fazendo.



O modelo está equipado com o novo motor SOHC de 293 cc, refrigerado a óleo, de quatro válvulas que rende 24,5 cv de potência a 7.500 rpm e um torque de 2,61 kgfm @ 5.500 rpm. E vem acoplado ao câmbio manual, de seis marchas e uma embreagem deslizante.


As rodas de liga leve possuem 17 polegadas, garfos dianteiros invertidos, além de suspensão traseira 
de cinco níveis. Os freios são sustentatos por dois discos simples, um traseiro e outro dianteiro e são ABS. 

Além do mais, a moto conta com controle de tração, conjunto óptico 100% em LED, painel digital, tanque de combustível para 14 litros, painel completo, contando com tecnologia de controle de voz do smartphone da Honda, no modelo Deluxe Pro.

Na Índia, essa moto é encontrada a INR 225.900 (rúpias indianas), que no Brasil equivale a pouco mais de R$ 14.400,00. É, mas não vá se empolgando, porque, além de não ter data de vir para o Brasil, importá-la não sairia por menos de R$ 30 mil. 

Comente aí o que você achou dos novos modelos da CB 300. Motoabraço e até o próximo
artigo.

Não deixe de seguir este blog no canal Motonews TV, beleza? 

Versão em vídeo:


 

Se preferir assistir no Youtube, clique aqui.








Links:

https://carros.ig.com.br/motos/2022-01-24/honda-lanca-linha-2022-de-sua-naked-cb300r.html?Foto3

¹ https://motornet.com.br/noticia/guia-sobre-a-embreagem-deslizante

https://carros.ig.com.br/motos/2022-08-10/honda-lanca-nova-geracao-da-cb300f-com-estilo-mais-esportivo.html?

sábado, 2 de julho de 2022

Elétricas, a sensação do momento. Mas, quais as vantagens e desvantagens?

Elétricas, a sensação do momento. Mas, quais as vantagens e desvantagens?

Salve, motors! Tudo bem com vocês?

Bom, a febre do momento são as scooters e motos elétricas. No Brasil, então, tornou-se quase uma obrigação da maioria dos que tem veículos - e até mesmo, moto que bebe mais do que o dono - optar por alternativas que deem uma diminuída no orçamento de casa. 



De quebra, pode-se dizer que as scooters e motos elétricas trazem, sim, muita economia no final do mês, já que enfrentamos preços abusivos nas bombas de combustíveis, especialmente, se o proprietário a usa  com mais frequência para ir trabalhar.

Mas sempre há o outro lado da moeda. Sempre existe a parte que te faz pensar o quão compensa investir na economia, sabendo, claro, que há boas chances das contas caírem bem, no final da soma.

As vantagens

Silenciosa


O ruído emitido pelo motor elétrico é incomparavelmente menor do que o de combustão. O único barulho que se ouve, quando ela está em movimento, vem do atrito dos pneus com o asfalto. Nesse trânsito caótico e barulhento, nada melhor que colaborar na diminuição da poluição sonora, não? 

Respeito ao meio-ambiente

A preferência e consequente expansão dos motores elétricos, tanto dos veículos de quatro rodas quanto dos de duas, é de suma importância ao meio-ambiente, pelo simples fato de não queimar combustíveis fósseis e, consequentemente, não emitir poluentes no ar. A preservação ambiental é algo que temos que nos preocupar desde sempre.

Pilotagem confortável

A sensação de leveza que essas pequenas elétricas proporcionam partem, a princípio do


motor que, movido à bateria, não possui componentes mecânicos que ficam se tocando a todo instante, gerando o tremido das motos a combustão. Como a maioria possui câmbio automático e elétrico, basta à pessoa acelerar e não titubear, e pronto. Fácil demais.

Fácil de pilotar

As scooters, por si, já são veículos muito fáceis de pilotar, mas no caso das elétricas, isso é elevado a um nível maior, devido a fatores como o câmbio automático, leveza e dimensões. As motos não se diferem muito, principalmente, na questão do tipo de câmbio, mas também são mais leves. São um pouco mais altars, porém, nada que meta medo em um iniciante, por exemplo. 

Economia

O fator economia - e nem sempre, beleza - é o que mais chama a atenção do propenso comprador. Com o preço dos combustíveis beirando à insanidade, ter um veículo que ao menos o leve e o traga do trabalho é mais que justificável. Porém, não há como dizer com precisão que você vá economiar "x" reais no final do mês, pois muitas variáveis determinam essa quantia, que vão desde os modelos de scooter ou moto, até o valor cobrado no Kw/hora da concessionária de energia de seu Estado. No entanto, você nunca vai gastar com energia o que gasta com o combustível, disso pode estar certo.




Manutenção barata

Os valores que hoje pagamos na manutenção das nossas motocas não estão moleza, não é?


Peças caras, mão-de-obra ídem, sem falar na constância de tarefas, como a troca de óleo. Esse último item, então, não faz parte da rotina dos proprietários de veículos elétricos. Exige menos presença nas oficinas e a mão-de-obra é mais barata, bem como, algumas peças e acessórios. O imposto também é outro item que desonera os custos com o veículo, por ser mais baixo.

As desvantagens

Vamos, agora, olhar por outro prisma: as desvantagens em se ter uma scooter ou moto elétrica - que não são muitas, afinal.

O lado negativo do silêncio

Se por um lado o silêncio é uma das vantagens das elétricas, por outro pode trazer algumas consequências desagradáveis, por mais irônico que isso pareça. Mas, o barulho produzido


pelos motores a combustível acaba sendo um alerta para pedestres e motoristas, já que indica a presença de uma moto ou scooter por perto. Os motores elétricos, pelo contrário, não dão esse aviso.

Baixa velocidade

Os acostumados a andarem "no doze" podem sentir uma certa agonia, numa elétrica. A potência delas não bate com as scooters e motos atuais, apesar de alguns modelos de motos elétricas já serem um pouco mais velozes, mas não se comparam às movidas a combustíveis.

Autonomia

As elétricas, com os modelos que o mercado dispõe, pelo menos, foram desenhadas estritamente para uso urbano. Não rola irmos de uma cidade a outra, já que a automonia média dos modelos é de apenas 50 km. Portanto, viajar, a não ser que seja bem próximo e você conte com uma bateria sobressalente, é algo impensável. 




Chuva

A maioria dos modelos de motos e scooters elétricas não são chegadas a chuvas mais fortes. Testes feitos por alguns conhecedores e curiosos mostraram que a água que vem tanto de cima como das poças formadas no trecho, podem afetar temporariamente o funcionamento do veículo. Chuvas fracas, nem tanto, mas viu que o tempo tá feio demais, melhor procurar um lugar seguro.

Foto: https://scootereletricagoiania.com.br/


Atualizando: há diferentes fatores que podem ou não limitar scooters e motos nas chuvas. E alguns cuidados devem ser tomados. Tenha em mente que elas são resistentes às chuvas, mas não imunes ao aguaceiro. Como disse antes, chuvas torrenciais não rolam, até mesmo pela quantidade de água que acumula e fica empoçada e um tanto quanto suja - imagine isso entrando no compartimento da bateria. Então, evitar as poças d'água é imprescindível. Há veículos com níveis maiores e menores de proteção contra a água, mas todos eles possuem um nível de resistência à água. Não fosse assim, como é que faríamos para lavá-las, não é?

Tudo o que vamos fazer tem seus prós e contras. No caso das scooters e motos elétricas, a primeira pergunta para o interessado em comprar uma é: "Qual será a utilidade de uma elétrica pra mim?". Se é somente para ir e voltar do trabalho, se é para passeio ou somente mostrar para as pessoas que é "uma pessoa ligada à ecologia". 

Versão em vídeo:




Se preferir assistir no Youtube:  Clique aqui.



Motoabraço e até o próximo post.




Fontes:

https://e-motors.mobi/blog/scooter-eletrica-o-que-e-vantagens/

https://scootereletricagoiania.com.br/sem-categoria/quanto-custa-carregar-uma-scooter-eletrica-aprenda-a-calcular/






quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

JORNAL MOTONEWS: O LOUCO POR MOTOS "DE BOLSO""

Salve, motors!!!

Um tempo atrás, tive a oportunidade de editar e publicar um jornal impresso, chamado Motonews. Infelizmente, devido principalmente ao custo de cada publicação e a dificuldade em conseguir patrocínio naquela época, tive que abandonar o projeto, ficando somente com este blog - que, graças a Deus, tem dado certo - e com a página no Facebook, também intitulada Jornal Motonews.

Agora, resolvi casar blog e jornal, trazendo para o público motociclista uma versão em PDF, que você pode manter em seu celular e ler quando quiser. 

Caso seja de seu interesse, baixe o PDF no link abaixo e tenha o Louco por Motos "de bolso", ou seja, em seu celular ou tablet.

BAIXAR O PDF DO MOTONEWS



Em breve, novidades e gratificações aos leitores mais bacanas do Brasil!

Motoabraço e muito obrigado!

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...