quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

KTM Duke 390: montada no Brasil, mas com peças da Índia

Como muita gente diz, o brasileiro acha que é pobre, só acha. Sim, porque nós, tupiniquins, somos bombardeados com tantos impostos que nossos produtos acabam ficando entre os mais caros do mundo. Quem compra veículos – motos, carros e outros – sabe muito bem o que estou falando.

Vejamos: a austríaca KTM acaba de chegar ao país, depois de um acordo de parceria com a Dafra. Suas motos “de entrada”, a Duke 200 e a Duke 390, já estão sendo comercializadas no país e montadas em Manaus. Contudo, as peças – pelo menos, a maioria – vêm da Índia, o que acaba causando sobretaxamento até chegarmos ao preço final. Coisa de governo sem respeito ao consumidor, mas, infelizmente, é o que temos para o momento.




Já é um absurdo quando o produto é fabricado e montado em solo brasuca, pois as empresas têm que pagar tanta coisa para o famigerado governo, imagine quando esse produto precisa ter peças importadas para ser montado aqui? Além das taxas de importação e tudo mais, o governo ainda mantém suas taxas (com algumas alteraçõezinhas aqui e ali) convencionais sobre a comercialização deste produto.
Particularmente, acho isso uma falta de respeito muito grande com o cidadão, com o consumidor. Mas, vamos levando, uma hora, isso tem que mudar.

Sobre a moto

A Duke 390, uma das novidades para 2016 no setor motociclístico tupiniquim, é uma naked média de respeito. Com 44 cv de potência e motor monocilíndrico de 375 cm3, refrigerado a líquido, possui funcionamento que a relaciona às pistas de corrida, pois ele funciona muito bem nos giros mais altos (10.000 rpm). Sua velocidade é melhorada devido ao peso: 150 kg. O chassi em aço treliçado e a balança traseira em alumínio ajudaram nessa vantagem.



Ergonomicamente falando, a KTM Duke 390 também não deixa a desejar. Guidão possui altura ideal, que ocasiona mais conforto e posição de segurança ao piloto. O painel em LED traz informações de velocidade, distância (e tempo de viagem) percorrida, temperatura do líquido de arrefecimento e a marcha atual. O contagiros, também digital, possui uma lâmpada que indica a hora de mudar de marcha, quando necessário.

O tanque pode parecer grande, devido à capa que o protege, mas recebe até 11 litros de combustível. Por ser um motor que não bebe tanto, e para uma moto que “precisa” ser mesmo mais maneira, está de bom tamanho.



A KTM Duke 390 pode até pegar pelo desempenho, mas acaba sendo uma moto não tão agradável, se usada no cotidiano. Isso, até mesmo devido sua cor (laranja com preto, padrão KTM para a parte brasuca do planeta), agravado pelo assento, que é duro, e pelas pedaleiras curtas. Para fins de semana e viagens curtíssimas, além do território urbano, uma boa moto. Mas, pagar R$ 21.990 só pra fins de semana (e, ainda assim, rodar só por perto) é de se pensar duas vezes.




Motoabraço!  


Fotos: Divulgação

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Em que posso usar o WD-40?

Ótimo dia a todos vocês, motors!! Ressaca pós-Natal e pré-Virada de Ano é tudo de bom, não é? rsrs

Então, hoje quero falar de um produto que vemos em supermercados e nem sempre damos a devida atenção: o lubrificante spray de uso geral WD-40.
Tido como um "topa-tudo", esse spray da manutenção tem serventias além da lubrificação, como podemos conferir:

a. limpeza de contatos elétricos e eletrônicos: botões de start, pisca, farol, pólos da bateria etc. Atenção: não aplicar com a moto ligada (retire a chave do contato, se for necessário, aproveitando para lubrificar o orifício, também);

b. revitalização de plásticos e cromados: por não haver solventes em sua composição, não agride as partes sensíveis da motocicleta;

c. remoção de agentes danosos e grossos da pintura: piche, fezes de pássaros, manchas provocadas por líquidos etc., sem agredir a pintura;

d. remoção de graxa da corrente: permite remover, com facilidade, a graxa antiga (e já impregnada de pó e outras sujeiras) da corrente, além de lubrificá-la;

e. proteção contra ferrugem: função básica de todo lubrificante, pode ser aplicado em qualquer parte da moto, especialmente, nas partes ferrosas, as mais susceptíveis ao processo de oxidação;

f. eliminação da umidade: eliminar a umidade significa remover o excesso de água (o mínimo, que seja), de locais que podem ser oxidados (enferrujados). Por exemplo, em certas partes externas do motor, onde vão parafusos, pode acontecer de acumular água, enferrujando o local em torno do parafuso;

g. facilitação na retirada de parafusos e peças emperradas: a lubrificação e a eliminação da oxidação é que promovem essa facilitação.

Portanto, a partir de agora, ao passar por uma prateleira do supermercado onde tem uma latinha de WD-40. pense duas vezes para não comprá-la. :)

Motoabraço.

PS:
1. Segundo o Wikipedia, WD-40 é uma marca registrada largamente utilizada em diversas áreas como óleo de penetração. Desenvolvido por Norm Larsen em 1953 para ser usado como eliminador d'água e anticorrosivo em circuitos elétricos.
2. Essa postagem é baseada numa do site Motorpress (www.motorpress.com.br) e não se trata de publicidade. A empresa acaba de ganhar uma propaganda free, mas, em nome dos motociclistas, não dela, mesma. :D 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

BMW S 1000 XR CHEGA AO BRASIL


Aqueles apaixonados por big trails que se preparem, pois acaba de descer em terras tupiniquins a BMW S 1000 XR, uma monstrinha linda e poderosa. Essa, sem dúvida, vai adorar rodar pelos rincões brasukas.



A versão brasileira vem completa, dotada dos equipamentos Touring e Dynamic. O primeiro é constituído por uma suspensão dinâmica eletrônica (Dynamic ESA), sistema de partida sem chave, sistema 'ready to GPS' (pronto para GPS), manoplas aquecidas, cavalete central e suportes para baú e maletas laterais. O Dynamic é um sistema que traz controle de tração e ABS com sensor de inclinação, controle de cruzeiro, "quick shifter", acionado para rápidas mudanças de marcha, entre outros mimos.


Seu motor, do tipo DOHC que gera 160 cavalos, possui torque de 11.4 kgf.m a 9250 rpm, com relação peso x potência de 1,34 kg/hp. Muito boa e potente. Seu câmbio vai até a sexta marcha, o que acaba colaborando para uma final mais descansada e livre, além de influenciar numa melhor autonomia.
Porém, uma motocicleta como esta, ainda, está no muro dos sonhos da maioria. Nas lojas, ela não sai por menos de R$ 71.900,00. 




Fotos: divulgação


PRODUÇÃO E VENDAS DE MOTOCICLETAS RECUAM 12% EM RELAÇÃO A SETEMBRO

Abraciclo
Conforme levantamento divulgado pela ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, saíram das fábricas 104.388 motocicletas em outubro, volume 12,1% inferior ao apresentado no mês anterior. Sob o mesmo período de 2014, a queda foi de 27,8%. No acumulado do ano, foram produzidas 1.137.103, o que corresponde a 174.020 unidades a menos que os primeiros dez meses do ano passado.
No atacado – vendas das fabricantes para as concessionárias – foram comercializadas 91.205 unidades, frente a 104.403 em setembro - recuo de 12,6%. Com relação a outubro do ano passado (129.146), a retração foi de 29,4%. De janeiro a outubro de 2015, as vendas totalizaram 1.050.282, menos 146.204 unidades que o registrado no acumulado de 2014.
Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam (Denatran), foram emplacadas 89.020 motocicletas no décimo mês do presente ano, significando quedas de 9,3% ante o volume de setembro (98.101) e de 26% em relação a outubro de 2014 (120.317).
No acumulado do varejo deste ano, foram comercializadas 1.036.416 motocicletas, ante 1.190.031 unidades em igual período de 2014, o que corresponde a uma retração de 12,9% nos negócios. Com o mesmo número de dias úteis, a média diária de vendas em outubro ficou em 4.239, 9,3% abaixo de setembro (4.671). Em relação à média diária do mesmo mês de 2014 (5.231), a retração foi de 19%.
As exportações somaram 10.959 motocicletas no mês passado, com alta de 12,5% em relação a setembro (9.740 unidades). Em comparação com o mesmo período de 2014 (7.107), as exportações evoluíram 54,2%. De janeiro a outubro foram exportadas 56.881 motocicletas, volume 27,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2014, que havia totalizado 78.648 unidades.
“Apesar do cenário atual, a chegada do verão, com o clima mais propício ao uso de veículos de duas rodas, além do pagamento do 13º salário, a expectativa é que haja um estímulo na demanda de motocicletas no final do ano”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.
Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas
Com 39 anos de história e 12 associadas, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares representa, no país, os interesses dos fabricantes de transporte em Duas Rodas, além de investir fortemente em ações que tenham por objetivo a busca pela paz no trânsito e pilotagem defensiva.
Representativa, a fabricação nacional de motocicletas – majoritariamente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM) – está entre as seis maiores do mundo. Já no segmento de bicicletas, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes geram aproximadamente 16 mil empregos diretos no PIM.
MOTOCICLETAS
BICICLETAS
Frota nacional: mais de 20 milhões
Frota nacional: mais de 70 milhões
Produção anual: cerca de 1,3 milhão
de unidades
Produção anual: acima de 4 milhões de unidades
6º maior produtor mundial
4º maior produtor mundial
Para conhecer mais sobre os trabalhos da ABRACICLO, acesse o site www.abraciclo.com.br. 

SCOOTERS DE 3 RODAS: POR QUE NÃO?

Na Europa, e também no Japão, é muito comum encontrarmos nas ruas scooters com três rodas. Está certo que os pavimentos lá são muito superiores e bem mais cuidados do que os daqui, contudo, dados os modelos atuais dessas pequenas espertas de três rodas e suas características, seriam veículos até bem ajustáveis aos buracos brasukas revestidos com massa asfáltica.
Fig. 1. Metrópolis, scooter three-wheel da Peugeot.

Os modelos mais conhecidos são da Piaggio (a precursora desses trikes), da Peugeot e, mais recentemente, da Yamaha. A Piaggio, inclusive, entrou com um processo judicial contra as duas últimas, acusando-as de terem copiado seu modelo, o MP3. A Peugeot lançou no mercado o Metropolis e a Yamaha lançou o Tricity. Olhando as fotos, notamos que são, sim, muito semelhantes. Talvez, tenha faltado um pouco mais de ânimo aos designers da japonesa e da outra italiana pra construírem projetos com diferenças mais notáveis.
Fig. 2. MP3, da Piaggio, o "original".

Fig. 3. MP3, da italiana Piaggio

Houve boatos que o modelo da Yamaha, o Tricity, seria importado a partir de 2015, ao salgado preço de R$ 30 mil. Salgado e bem próximo ao scooter Burgman 600, da Suzuki, já que o motor do trike é de apenas 125 cc. Decepcionante, né? Já a Piaggio tem modelo com 500 cc, custando quase 10 mil euros, lá. Aqui, no Brasil, ela não seria vendida por menos de 50 mil reais. Nem a pau, Juvenal! O Metropolis, da Peugeot, de 400 cc, custa em torno de 7,5 mil Euros. Isso vezes 4,21 (cotação de hoje, dia 11/12/15), daria em torno de R$ 31.500,00, sem os impostos e taxas de importação.


Figs. 4 e 5. Tricity, da Yamaha. Motor 125 cc.

Não é fácil descobrir, portanto, por que não dá pra importar tais brinquedinhos, por enquanto. Não seria pra qualquer brasuka - como muitos 'boys toys' aqui não são, né? - e, quem poderia pagar tal valor, normalmente, vai querer algo mais potente, eu imagino.
Mas, que o Brasil consiga superar a crise e valorizar sua moeda. Assim, teremos abertura para novas e melhores coisas lá de fora.

O3GEN, um conceito ousado da Yamaha


Apresentado no Motor Show 2015 de Bangkok, na Índia, o O3GEN chamou a atenção do público, devido, primeiramente, ao seu visual futurista, parecendo ter saído de filmes como "Star Wars".
Ainda não tem preço, claro, pois se trata de um conceito dos engenheiros da Yamaha, mas poderá, quem sabe um dia, estar rodando nas ruas bem pavimentadas do futuro... esperemos que por aqui, também.



Figs. 6, 7 e 8. Conceito da Yamaha, o O3GEN: futurista.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

R1 PARA VETERANOS NIPÔNICOS

A Yamaha lançou, no primeiro dia do mês de dezembro, uma motocicleta voltada a um público muito específico: os pilotos de motovelocidade.
A nova YZF-R1 é uma versão menos carregada da R1M, que estava sendo descaracterizada por seus proprietários a fim de adaptarem-na aos propósitos de corrida. Ou seja, os donos mandavam substituir componentes caros e feitos exclusivamente para a R1M, tirando sua originalidade, em nome do prazer de pilotar competitivamente.
Yamaha YZF-R1 "stock": para pilotos.


O novo modelo não conta com retrovisores, garupa, faróis e nem suporte para placa, tão direcionado é seu uso, desde sua concepção. A esse tipo de versão, dá-se a alcunha de "stock".
Ah, e não adianta sacudir as esperanças, pois ela não poderá ser vendida: 1) no Brasil, pelo menos, muito por enquanto; e 2) para qualquer pessoa, já que será feita uma pré-seleção dos candidatos... no Japão. O valor? 1.944.000 ienes, ou R$ 59.268,11.

Yamaha R1M: componentes caros, que fazem jus ao seu preço.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Scooter Aventureira da Honda

Olá, pessoal! Tudo bem com todos?

Muito se tem feito para conquistar os fãs de scooters pelo mundo. E a Honda não fica atrás. Na Itália, durante o Salão de Milão (EICMA 2015), foi apresentada ao público a City Adventure.


Não há, ainda, as informações inerentes a esta motoca, pois ainda é um conceito (certo de entrar no mercado, ao que parece) mas ela deve ter entre 500 e 600 e poucas cilindradas, já que disputará mercado com a Yamaha T-Max 530 e a BMW C 650 Sport, principalmente.
De qualquer forma, é uma scooter que conta com freio a disco duplo, possui um estilo esportivo e off-road, ao mesmo tempo, e terá todos os requisitos para uma motocicleta de grande porte mixado ao conforto tradicional dos scooters.
Não se tem ainda data para lançamento comercial, muito menos, por aqui, no Brasil, mas tomara que a Honda engrene rápido nesse mercado, pois há outras bastante interessadas. E vendendo, o que é melhor! É o caso da Dafra, com sua Citycom 300 e, mais recentemente, apesar do precinho salgado, a Maxsym 400.Ambas têm tido uma aceitação até razoavelmente considerável no mercado brasileiro.

Conceito da City Adventure. 
BMW 650 Sport.

Yamaha T-Max 530 cc.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Honda CB 500X: boa de curvas, retas, urbanas e estradas

Personas muy camaradas, como están? :) Espero que todos estejam bem.

Esse post é sobre uma motoca que tá caindo no gosto de alguns motociclistas, especialmente, aqueles que estão migrando para uma cilindrada maior: a Honda CB 500X.
Ela é uma moto de design inspirado nas suas irmãs mais velhas, VF 1200 e na NC 700X, com um visual meio cruiser, meio naked, com porte de gente graúda.



Motor 

Seu motor de 470 cc, DOHC bicilíndrico e de 4 tempos, com refrigeração líquida, gera uma potência de 50,4 cv a 8500 rpm, e tem um torque máximo de 4,55 kgf.m a 7000 rpm. Com seu câmbio de 6 velocidades, desempenha um papel fundamental na economia de combustível. Com esses números, a CB500X só poderia mesmo ter uma excelente performance, tanto em trechos urbanos como nas estradas.

Combustível e Óleo

O tanque da CB500X tem capacidade para 17 litros, sendo 2,8 lts para a reserva. Em testes na estrada, a CB500X fez até 30 km/l, o que podemos tirar daí uma média de 25 km/l, aos 100 km/h. Isso lhe dá uma autonomia de mais de 420 km. 
O cárter tem capacidade para 3,2 litros, sendo que, normalmente, o proprietário irá gastar 2,7 litros quando não envolver troca do filtro.

Posição e pilotagem

O banco da CB 500X proporciona ergonomia e conforto, já que piloto e garupa ficam em uma posição elevada e natural, favorecendo as manobras mais emergentes, devido à liberdade de movimentos que se tem.

Suspensão e Freios

A CB500X foi desenhada para dar uma grande panorâmica ao piloto, especialmente, nas estradas abertas. Além disso, ela oferece também um controle muito grande por parte do piloto, para que ele não perca a confiança hora nenhuma.
A segurança da suspensão começa com a dianteira, com seu garfo telescópico de 140 mm de curso e traseira com o Pro-link de 118 mm.
Os freios são a disco, ABS com 320 mm na dianteira e 240 na traseira.

Preço

Não se pode dizer que a CB500X seja uma moto cara, no Brasil. Sua faixa de preço antecede os R$ 30 mil e, pelo que ela oferece, está dentro dos limites. O que a ajuda, no entanto, é o alto valor que o dólar atualmente apresenta, o que deixa as importadas mais caras.

Está aí uma excelente escolha! Uma motocicleta bonita, boa de estrada, boa na cidade e também manjadora de boas curvas. A relação custo x benefício está na faixa aceitável e o proprietário terá uma moto bem atual por muito tempo.

Motoabraço e boa sorte!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

HONDA SH300i, ótima opção de economia

Divulgação.

Boa tarde, pessoal! Uma das boas novas, esse ano, é a chegada da nova Honda SH300i, um scooter que vem para disputar um mercado crescente em terras tupiniquins, que é o das 300 cc deste segmento. E vai disputar de forma acirrada com os modelos Citycom 300 e 400 da Dafra, bem como, especialmente, por causa do preço, com a Burgman 400, da Suzuki. Enquanto isso, a Yamaha parece dormir no ponto, para não tentar cobrir a faixa que resta na categoria e trazer mais opções para o Brasil.
A previsão é que o modelo seja comercializado entre R$ 18 mil e R$ 20 mil, mas veja só o que estará sendo pago:
- Freios a disco com C-ABS. Projetado para não travar, o Combined-AntilockBreakingSystem traz mais segurança aos ocupantes do scooter, evitando travamento dos freios e consequente descontrole. O SH300i vem equipado com dois freios, um na dianteira e outro na traseira. A manete direita serve para acionar o feio dianteiro, e a esquerda, ambos, de forma equilibrada e suave.
Divulgação.

- Motor e agilidade. O motor do SH300i é quadrivalvulado, tem arrefecimento líquido e possui 279,5 cc, que (ao menos, a versão europeia) produz algo como 29 cv de potência. Aqui, no Brasil, parece que será na casa dos 25 cv. Devido ao seu peso (169 kg), combinado com seu tamanho e estrutura, é bem ágil nas curvas e ganha velocidade com facilidade.
- No painel, não existe a caixa de chave. Isso mesmo, o scooter é ligado somente com a aproximação da chave, até 2 metros de distância. Bacana, né? Esse sistema é chamado de Smart Key, adotado pela Honda para este modelo, que inclusive permite também destravar e abrir o banco.
Divulgação.

- Economia. Segundo o fabricante, o SH300i tem autonomia de 250 km, ou seja, algo em torno de 27,5 km/l. 
- Câmbio automático, do tipo CVT, com transmissão final feita por correia dentada. 
- Design atual. Para-brisa alto, rodas de 16', farol em LED, fixado em uma semicarenagem junto ao guidão, dão uma vista bonita na parte dianteira do scooter. A parte traseira tem também linhas elegantes e com boa visualização das lanternas traseiras, que também são em LED. Como em praticamente todo scooter, o compartimento, de 35 litros, fica debaixo do assento, para guardar objetos e/ou o capacete.
Divulgação.

Que seja bem-vindo, então, o Honda SH300i, que nos foi apresentada recentemente, no Salão Duas Rodas, em São Paulo. Vai fazer bonito nas ruas brasucas.

Motoabraço.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

E A HONDA RESSUSCITA... A TWISTER 250!

Desespero. Essa deve ser a palavra correta para definir o estado de um fabricante de motocicletas, quando ele ressuscita um modelo com motor até menor do que seu sucessor. Este é o caso, pelo menos, da Honda, que tira a CB300R das concessionárias para dar lugar ao "Lázaro" das médias cilindradas, a Twister 250.



Novidade

Apresentada esta semana durante o Salão Duas Rodas, em São Paulo, a CB 250 Twister vem
renovada e com peito para enfrentar suas concorrentes, coisa que sua sucessora-antecessora não conseguiu. Seu motor de 249,5 cm3 pode gerar cerca de 22,6 cv com etanol e 22,4 cv com gasolina a 7.500 rpm. São "apenas" 4 cavalos que, segundo o fabricante, não são percebidos, já que a Twister é bem mais leve até mesmo que sua versão anterior.
Mesmo que a CB300R tenha tido mais saída que a Fazer 250 (dados do primeiro semestre de 2015, segundo o site UOL, foram 14.504 unidades da primeira contra 8.384 da segunda), ela acabou sendo "tirada da reta" devido a dois fatores em especial. Ver a respeito em Por que a Honda CBR 300 sai de linha? Dados da Abraciclo (Associação Brasileira de Ciclomotores) informam que a Honda produziu, em 2015, 22.119 unidades entre as duas versões da CB300, enquanto que a Yamaha produziu apenas 12.032 Fazers. Até mesmo na proporção produção x venda, a Honda ganhou, com 34,5% contra 30% da Yamaha. Agora, com a nova CB Twister, a Honda quer mordiscar mais um grande pedaço de um dos mercados mais concorridos do mundo. Sem querer tirar o mérito da Fazer, se a Yamaha dormir no ponto, isso acontecerá com facilidade.
Devido ao seu peso, a Twister só terá ABS como opcional, e por módicos R$ 1.500,00! Ou seja, será difícil ver uma equipada com tal tecnologia.

Desenho e segurança

Ela parece ter vindo do ventre da CB500 F, tamanha semelhança. Suas aletas laterais avançadas, a
carenagem, a máscara do farol, enfim, são algumas características da Twister que trazem a lembrança. O banco possui dois níveis, o que é muito bom, tanto para o piloto quanto para quem está na garupa. Mais conforto e segurança são pontos importantes.
Outro ponto legal em termos de segurança está em um detalhe na lanterna traseira, que é uma lanterna com lente cristalina, situada na parte superior da lanterna traseira e composta por duas filas de LED, a qual permite maior visibilidade de quem vem atrás, especialmente, veículos mais altos, como camionetes e caminhões.
À primeira vista, enquanto desligado, o painel tem um display semelhante à tela de um monitor LED também desligado. Mas, ao ser ligado, surpreende o proprietário por ser bem completo e bonito. Em
ergonomia, a Honda pensou no usuário "hard", ou seja, aquele que utiliza a moto todos os dias, não importa qual sua finalidade. Possui guidão levemente mais alto - 78,4 mm -, a espuma do banco é mais densa, especialmente, na altura da região lombar do piloto; o garupa pode contar com espaço um pouco maior em sua área e também com o apoio de alumínio lateral, para segurar-se.
A CB Twister 250 traz de volta as 6 marchas, o que colabora para um motor mais descansado nas altas. A sexta marcha é como um "over-drive", que permite a moto trafegar a 100 km/h com o motor a apenas 6200 rpm. Isso se dá graças ao seu motor menor, que aceita também e muito bem os altos giros. Na pista da Honda, o piloto de testes conseguiu marcar no painel 149 km/h, em 6ª marcha e a 9.000 giros.

Pilotagem

Devido ao seu chassi, a moto apresenta uma rigidez positiva, ela "gruda" no asfalto, o que garante agilidade e precisão nas curvas. Em pistas irregulares, sua suspensão traseira de mola dupla, com 108
mm de curso, mostra-se suave e constante. Seu sistema de freios conta com dois discos - o dianteiro, com 276 mm, e o traseiro, com 220 mm de diâmetro - bastante eficientes (sem falar do ABS).

A expectativa da Honda é grande, em relação a este modelo. E, ao que parece, seguindo a CG Titan 160, que também deve bombar, a fabricante ficará satisfeita. Prevista para estar nas lojas ainda este ano, será comercializada pelo preço sugerido de R$ 13.050,00.

Levanta-te, Lázaro!




POR QUE A HONDA CB300R SAI DE LINHA?

Olá, loucos por motos!! Tudo belezão com todo mundo?

Então, essa post é rapidinha, uma espécie de prefácio para a próxima postagem.

Nestas imagens, vê-se que pouquíssimas mudanças foram aplicadas
de um ano para outro, na CB300R. Ao longo dos 7 anos e nada de
muito novo, a Honda deixará o já lançado projeto na gaveta, de novo.

Muitos se perguntam porque é que a Honda tirou a CB 300 da linha de produção, já que prometia tanto e tão pouco ficou à disposição nas concessionárias (apenas 7 anos).
Na categoria street, a CB 300 não fez vexame. Liderou vendas durante um bom tempo, enquanto disputava o mercado acirrado dessas pequenas-médias, que inclui a Yamaha Fazer 250 e também a Dafra Next 250.
Entretanto, dois problemas surgiram (e acho que o segundo, mais sério, foi o que fez a Honda bater o martelo). Um deles está relacionado ao visual da CB 300R, que sofreu levíssimas modificações durante os 7 anos de existência, resultando em "cansaço visual" e também mecânico. O outro ponto a ser considerado, é que a Honda não conseguiu, com esta moto, adaptar-se à segunda fase do Promot/2016. O Promot, para quem não sabe, é um programa mundial de redução de emissões de poluentes aplicado sobre motocicletas e afins.
Dados esses parâmetros, a Honda decidiu, então, retirar uma motocicleta que poderia, sim, ter ganhado mais atenção e ter sido melhorada.

Motoabraço!

Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...