sábado, 7 de agosto de 2021

COMPARATIVO: YAMAHA FAZER 250 x HONDA CB 250F TWISTER

COMPARATIVO: YAMAHA FAZER 250 x HONDA CB 250F TWISTER

Salve, motors de todo o Brasil e também do exterior (por incrível que pareça, há brasileiros em outros países que acompanham este blog). Todos muito bem?

Este artigo traz uma boa comparação entre duas urbanas bastante vendidas aqui, nas terras tupiniquins: a Yamaha Fazer 250 e a Honda CB 250F Twister. Afinal, qual delas é melhor comprar*?



Design

Antes de mais nada, gostaria de salientar que "gosto é gosto e não se discute". Acho que todos nós temos isso como premissa, né? Apesar de muitos se esforçarem para te convencer ao contrário (ou ao gosto deles). 

Fig. 2. A linhas de design da Fazer
Olhando rapidamente, ambas seguem a mesma linha de design: naked, carenagens
pequenas, escape com o bojo mais largo, rodas de liga leve, pneus sem câmera e visual esportivo. E acho que é só. As diferenças passam a ser vistas ao se aproximar dessas motos e dar atenção aos detalhes.

Numa analogia meio esquisita, eu diria que a CB 250F está com 3 meses de academia, enquanto a Fazer 250 já tá se aproximando dos 12 meses. Ela é mais "bruta" do que a da Honda, dando até a impressão de ser uma moto de motor maior. Tanto que, em peso (seco), a Yamaha Fazer possui 12 kg a mais que a CB 250F


Fig. 3. Linhas de design da CB 250F Twister

- 149 kg contra 137 kg. A Yamaha, com comprimento de 2.015 mm, é ligeiramente mais estreita do que a CB 250F, que possui 2.065 mm (traduzidos em metros: 2,01 contra 2,06). Em termos de largura, a Fazer possui 770 mm, e a CB, 753 mm. Na altura, a Honda também "ganha", com seus 1.072 mm contra 1.070 mm da Yamaha. 

Motor

Agora, vem a parte mais desejada por todo motoqueiro: o coração da máquina, o motor. Ambas possuem 250 cc (para ser mais exato: 249,5 cc), porém, qual das duas leva a melhor, no final, contabilizando-se todas as características?

Fig. 4. Motor da Yamaha Fazer 250

Os dois modelos são bicombustíveis, ou seja, flex. Seus motores são monocilíndricos, 4 tempos, e utilizam comandos simples para controlar a abertura e o fechamento das válvulas de admissão e escape (SOHC). Enquanto a Yamaha é bivalvulada, a Honda conta com 4 válvulas: ou seja, enquanto Fazer possui resposta de torque mais rápida, a CB 250 conta com um melhor desempenho posterior. 

Fig. 5. Motor da CB 250F Twister


Em termos de potência e torque, de acordo com as características técnicas dessas motos, a CB 250F está ligeiramente à frente, como mostra a tabela a seguir:

Por esta tabela, é fácil deduzir qual das duas motos se dá melhor em velocidade final.

Por esta tabela, vimos que a CB 250F entrega mais potência e mais torque com menos giro de motor, o que pode ter um resultado significativo no final, tanto em velocidade quanto em economia.

Outro fator que influencia bastante neste tipo de resposta é o câmbio: enquanto a Fazer possui 5 marchas, a CB 250 conta com mais uma, dando mais "espaço" para o motor trabalhar e, consequentemente, melhor desempenho.

A capacidade do cárter não influencia, lógico, na velocidade ou no desempenho, contudo, conta na hora da troca. A Fazer usa somente 1,35 litro de óleo (recomendado: 10W-40), enquanto que o bojo da CB 250 é um pouco mais guloso: 1,8 litro (recomendado: 10W-30). 

Consumo

Agora, vem o mais interessante: apesar dos números, a CB 250F consome mais combustível do que a Fazer.  

Fig. 6. A Fazer é mais econômica do que a CB 250F

Enquanto a Honda, com sua capacidade para 16,5 litros de combustível, tem uma autonomia por volta de 400 km, a Yamaha chega aos 490 km, com um tanque de 14 litros. Isso quer dizer que a Fazer pode fazer 35 km/l, enquanto que a CB 250F, 25 km/l, se tiver uma média excelente.

Eletrônica et all

As partes elétricas - e tudo o que elas envolvem - dessas queridas urbanas não deixam a desejar, apesar das diferenças entre os modelos.

Fig. 7. Painel monocromático da Fazer

 Primeiramente, vamos comparar os painéis. O   painel nada mais é do que a forma com que a   moto tem para se comunicar com seu piloto,   pois a partir dele é que sabemos em que   velocidade estamos, quanto já rodamos   (odômetro), a quantos giros está o motor, se há   ou não combustível suficiente, entre outras   informações.

  Tanto a Honda quanto a Yamaha não deixaram de lado tais informações em seus painéis de Led. Contudo, na minha singela opinião, a CB 250F conta com um painel mais bonito, talvez, pelas cores aplicadas no fundo. O painel da Fazer é de fundo monocromático com os caracteres e marcadores em preto. Só não é pior porque a Yamaha trocou a sépia pelo cinza claro. O que difere - e achei até bacana pra caramba! - no painel da Fazer é o marcador de combustível, que simula um mostrador de ponteiro analógico.

Fig. 8. O painel da CB é mais chamativo.

Não tem jeito, em termos de faróis, os engenheiros de ambas as fabricantes não perderam a linha "transformers" que vem sendo aplicada em diversas motos, especialmente, as  esportivas e as urbanas que as "imitam". Para ornamentá-los melhor, eles são envoltos e sustentados por uma carenagem frontal, que acaba colaborando para o desenho final dos faróis. Enquanto a CB 250F Twister tomou emprestado o farol da Hornet 600, a Fazer parece ter mais originalidade. Ambas utilizam lâmpadas de Led, tantos nos faróis dianteiro e traseiro, como nas setas.


Fig. 9. Farol da Fazer

Fig. 10. Farol da CB 250F


As baterias são de 12V, contudo, a Fazer é de 6Ah, enquanto que a CB, 5Ah. No final, isso não faz grande diferença.

Aros e Freios

A Fazer vem equipada com os ótimos pneus Pirelli Sport Demon, nas medidas 100/80-17 na dianteira e 140/70-17 na traseira, ambos sem câmera, evidentemente. Os freios da Fazer são ABS, mas de disco simples, cada um. 

Já a CB 250F Twister vem também com pneus Pirelli, modelo Diablo Rosso, nas medidas 110/70-17 na dianteira e 140/70-17 na traseira, e assim como na Fazer, ambos são tubeless (sem câmera). Ambos os freios são ABS com acionamento hidráulico.

Preços

Conforme pesquisa, o preço básico sugerido pelos fabricantes dessas motos no lançamento delas era:

Yamaha Fazer 250            R$ 17.690,00 (ano/mod. 2021)

Honda CB 250F Twister    R$ 16.690,00 (ano/mod. 2021)


Conclusão

Não gosto (muito) de deixar minha opinião, mas, sinceridade... eu ficaria com a mais cara. Não por ser mais cara, ou por ser Yamaha, mas pelo conjunto da obra. Como não estou aqui para ser piloto de corrida, muito menos, dentro dos limites urbanos, a Fazer parece oferecer melhor pilotagem, ótima aderência, conforto (estável e bem semelhante em ambas) e, principalmente, melhor autonomia. 

Fica por sua conta a escolha, pois a briga Yamaha x Honda é eterna. Motoabraço e fiquem todos na paz.





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* As comparações foram feitas sobre motos "zero km", ambas modelo 2021, com todas as suas configurações de fábrica. 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Extreme Motorcycle: Ousadia, Loucura ou Muito Amor por Adrenalina?

Extreme Motors: Ousadia, Loucura ou Experiência?

Eu considero alguns esportes uma verdadeira arte. Quando se trata de motociclismo, além do maravilhoso balé mostrado no Moto GP, há por outro lado a criatividade e a coragem de alguns pilotos da categoria Xtreme Moto Sports, se é que posso chamar assim, incluindo neste contexto o Freestyle e X-Trial.

Conheçam alguns desses caras e, no final, assista ao vídeo (aqui mesmo no blog, ou clicando no link para o Youtube, no novo canal do Louco por Motos, o Motonews TV):

1. Toni Bou

Nascido Antoni Bou i Mena, em 1986, este espanhol é o nome mais reconhecido na categoria Trial Extreme. Com muita técnica e prática, ele salta entre rochas, troncos de árvores e outros locais nada convencionais. Foi campeão do FIM Trial World Championship entre os anos de 2007 e 2020, na categoria outdoor.

Fig. 1. Toni Bou. Fotos: MotorHome/Honda Racing

2. Adam Raga

Também espanhol, Adam Raga (nasc. 1982) coleciona 4 campeonatos indoor e outros 2 outdoor. Assim como Bou, o cara é um fera no Trial Extreme, saltando entre rochas e obstáculos impensáveis para motos. 

Fig. 2. Adam Raga. Fotos: Facebook

3. Blake Williams

Já o australiano Blake Williams, mais conhecido por Bilko, nascido em 1985, é um dos renomados pilotos na categoria Freestyle Motocross. Saltos nas alturas, whips, backflips, heart attacks, rulers e outras manobras são algumas que o cara é capaz de fazer sem dificuldades.

Fig. 3. Blake "Bilko" Williams. Fotos: site oficial

4. Marcelo Simões

Esse é outro campeão do Freestyle Motocross, estilo outdoor, que faz manobras radicalíssimas e, veja só, o cara é brasileiro. Isso mesmo! Ele é Pentacampeão Brasileiro de FMX e foi Campeão Mundial do FMX das Nações, ocorrido na Alemanha, em 2014.

Fig. 4. Marcelo Simões. Fotos: ESPN

5. Chris Birch

Agora, falamos de uma lenda. Chris Birch, piloto veterano e patrocinado pela KTM, é o cara que aparece, normalmente, nos vídeos institucionais da fabricante alemã. Tem uma grande habilidade com qualquer estilo de moto, mas mostra ser muito bom nas bigtrails da KTM, cuja categoria é denominada Hard Enduro

Fig. 5. Chris Birch. Fotos: divulgação KTM.

6. Takahisa Fujinami

Japonês, nascido em Janeiro de 1980, Fujinami é um dos mais fortes nomes nesta categoria de esportes. Participa de competições do gênero desde 1995 e já venceu, pelo menos, 6 campeonatos. É parceiro de Toni Bou, apresentando-se pela Honda Racing Team.

Fig. 6. Takahisa Fujinami. Fotos: divulgação.

A categoria Extreme é um outro nível no mundo do motociclismo esportivo. E não é para poucos. O motoca, além da coragem e da falta de medo em quebrar alguns ossos, precisa treinar exaustivamente, diariamente e saber que nenhum obstáculo é pequeno pra ele. Em outras palavras, jamais ele vai desrespeitar a máquina e a natureza das coisas. Senão, ou não se torna um extremer, ou vai ter um final infeliz.

FreeStyle

Como o próprio nome já diz, a categoria Free Style é de estilo motocross livre, ou seja, o
motoca sobe em sua moto e mostra o que de melhor sabe fazer. Isso inclui manobras de todas as formas e estilos, enquanto o piloto faz malabarismos sobre o assento.

O FreeStyle é dividido em Indoor e Outdoor, sendo este último mais comum, já que, por ser ao ar livre, muitos são os participantes que se organizam informalmente e começam suas demonstrações. Mas, claro, em meio às chamadas "zoeiras" há também eventos sérios e organizados em parcerias com empresas de forma legal e com apoio da polícia e do Corpo de Bombeiros. 

Fig. 7. Freestyle indoor, com Toni Bou. Foto: Dreamstime

Fig. 8. Motocross Freestyle Outdoor
O FreeStyle Indoor é realizado em ambientes fechados, como ginásios, nos quais os participantes saltam enormes rampas e fazem um show de malabarismo impressionante. 

Já no Outdoor, as apresentações são feitas em ambientes abertos, o que proporciona um leque maior de manobras.

Muitos nomes saíram e ainda saem destes estilos e, mais ainda, muitos se arriscam um patamar mais alto e vão para o Extreme Trail, por exemplo, que são stunts literalmente hard rock. É esse estilo que evidenciou Toni Bou, de quem já falamos aqui no início deste artigo.

De qualquer forma, além de elogiável, claro, o Extreme Trail necessita não só coragem, mas muito, muito treino, dedicação de tempo e esforço, além de experiência, para que se chegue ao patamar desses caras. Haja adrenalina!


Assista ao vídeo:



sábado, 20 de fevereiro de 2021

8 Dicas para Cuidar Bem de sua Moto

 8 Dicas para cuidar bem de sua moto

E aí, pessoal, tudo muito bem com vocês?

Essa postagem é para lembrar-lhes de que cuidar da moto, não só mantém a variação normal de seu valor venal, como também traz mais satisfação aos olhos de quem a vê, inclusive, os seus!

Então, vamos lá para essas dicas:


1. Lave-a com mais frequência

Muitos pensam: "ah, vou lavar a moto agora, para daqui a pouco passar em uma poça d'água e ela se sujar novamente". Ou: "lavo a moto agora, chove em meia hora." Realmente, há inconvenientes em certas épocas do ano, mas, assim mesmo, manter a moto limpa faz com que, não só visualmente, mas os próprios componentes dela, mecânicos e elétricos, fiquem livres de sujeiras e resíduos que, ou desgastam peças, ou corroem contatos. A lavagem frequente também mantém a integridade da pintura de sua moto, mas preste atenção no que o lavador irá usar como "produto". Não é qualquer coisa que se joga no tanque ou no motor. Esperto com isso, ok? 

2. Mantenha a corrente ajustada

A corrente é um item que, normalmente, a maioria só se lembra quando ela sai ou arrebenta. É
altamente recomendado que confira o estado da corrente a cada 15 dias, dependendo da "idade" do trio corrente x coroa x peão e de sua média diária de quilometragem. O tempo de rodagem, o clima e a sujeira colaboram para afrouxar a corrente e isso é um fator contínuo. Ajuste-a frequentemente. Mantê-la limpa e frequentemente lubrificada é outro fator muitíssimo importante para sua vida útil: portanto, a cada semana, dê uma passadinha de graxa ou óleo lubrificante na corrente, e tá de boa.


3. Microlimpeza no chicote, plugs e contectores

O "chicote" é todo o complexo de fiação de sua moto e os plugs e conectores são geralmente aquelas

Fig. 3. Chicote da XR 200

pecinhas nas extremidades dos fios que fazem a conexão com algum componente elétrico da moto, como o CDI, por exemplo. Motos mais rodadas começam a apresentar maus contatos justamente por não terem tido um tratamento específico desses componentes. Quando se faz uma revisão na fiação e os conectores são limpos e tratados com anticorrosivos (com WD40, que é ótimo), passa-se um bom tempo sem problemas sérios na parte elétrica. Antes de uma viagem longa, é altamente recomendado que se faça isso.

4. Pneus não calibrados, ossos quebrados

Cara, andar com pneus murchos ou extremamente cheios é o ó do borogodó! Manter os pneus no nível
correto de calibração, além de ajudar na autonomia da moto, garante maior segurança em curvas e em altas, além de manter a integridade das peças e até porcas e parafusos. Sem falar, na vida útil dos pneus, que têm na calibragem cerca de 60% de importância. O problema de pneus fora da calibragem ideal também podem causar acidentes, seja por perda de controle ou por estourarem ou rasgarem, ao passar em um buraco, por exemplo, em alta velocidade. Confira no manual, ou mesmo no quadro de sua moto, o nível de calibragem ideal para cada pneu, ok? E isso nos leva a outro item...

5. Pneus novos garantem os seus ...

Meu irmão, outra coisa que garante vida melhor à sua motoca são os pneus em si, e não só sua calibragem. Rodar com pneus ruins, sejam carecas, riscados ou recauchutados, é pedir pra cair, né, maninho? Além da multa que você pode ganhar, que hoje está na casa dos R$ 190 por pneu. Creio que, para riscados, seja a mesma coisa. Já os recauchutados entra, junto com os demais, no item segurança. Sim, alguns são bons e possuem certa "procedência" ("da borracharia do seu Karlones, é confiável!"), mas não têm garantia alguma de manter-se confiável a partir dos 60 km/h, meu amigo. Besteira teimar.

Fig. 5 Interior de um tanque de combustível após
anos de uso e gasolina suja

6. Limpeza do tanque de combustível

Quando for fazer uma revisão bacana na motoca, principalmente se já passou dos 60 mil km, veja com seu mecânico para limpar não só os bicos de injeção ou o carburador, como também o interior do tanque de combustível. Isso é bom ser feito, já que a qualidade do combustível nos postos tupiniquins é, em boa parte, altamente duvidosa. Uma limpeza bem feita garante que novos abastecimentos, mesmo os feitos em postos honestos, sejam melhor aproveitados, já que as impurezas do tanque, que escapam para o sistema de injeção ou para o carburador, são removidas antes que possam sair. Verá que tanto a autonomia quanto a performance da moto mudam. 

7. Itens Originais

Muitas são as situações em que o dono da moto prefere colocar uma peça de segunda linha à original.
Uma delas, é a financeira. Mesmo que, no mercado, existam peças de boa qualidade - e, se precisar, procure por elas -, a peça legítima da marca sempre tem maior garantia e, realmente, é melhor. Motos com muitas peças "paralelas" acabam perdendo o valor consideravelmente, quando revendidas. Só de se falar "é tudo originalzinho", dá até mais gosto, concorda? 

8. Rode "na manha"

Meus amigos, eu vejo algumas coisas que os caras fazem com suas motos, quando não preparadas para tal, que me deixam altamente perplexo. Tudo bem, que a moto não seja minha, o cara faz o que quiser, mas, sinceramente, vocês não têm dó quando veem os caras abusando do motor e também da sorte, não? Eu sinto. Principalmente, me desculpe, da moto. Se ela não é preparada para altos giros, velocidade excessiva em trechos urbanos, abuso de marcha até ela "gritar de dor", amigo, melhor respeitar os limites dela. Assim, você não a desvaloriza tanto na hora da venda. É chato ter que dizer para o comprador "o motor dela tá 'zero', com garantia de 3 meses...". Ah, tá. Valeu.

No mais, é isso, galera. Algumas pequenas dicas como essa são valiosas na hora de valorizar sua motoca. Fiquem na paz e motoabraço!






NMAX 160 ABS: O (TOTALMENTE) NOVO SCOOTER DA YAMAHA

 NMAX 160 ABS: O (TOTALMENTE) NOVO SCOOTER DA YAMAHA


Fala, galera, tudo bem com vocês? Espero que sim, claro!

A Yamaha entrou 2021 com novidades pra lá de incríveis no setor motociclístico, tanto nas esportivas, como também nas outras categorias, inclusive, na urbana.



Exemplo disso é o renovado (e realmente novo!) Yamaha NMax 160 ABS, o scooter mais potente da categoria, segundo o fabricante. 

Com motor VVA de 160 cc, em testes mostrou potência e segurança, pontuando muito bem nesses dois quesitos, em relação a outros scooters do mesmo patamar.

Seu design é moderno e sofisticado e ele ainda conta com tecnologias exclusivas, como o cilindro em DiASil, que melhora a eficiência do motor, e o comando de válvulas variável (VVA), que garante maior desempenho e melhor autonomia. 



O novo NMax é dotado de ABS em ambas as rodas que, combinadas ao novo chassi, proporciona uma segurança acima do que se conhece nessa categoria. O chassi do NMax 160 ABS, além do novo desenho, ficou mais rígido, influenciando na estabilidade e, consequentemente, deixou a pilotagem mais confiante.


Como resultado, obteve-se maior espaço para os pés do piloto, além de ter colaborado para trazer uma melhor sensação de controle, graças também às alterações nas barras superiores.

Outros itens que foram alterados para dar mais segurança e conforto na pilotagem no NMax 160 foram as suspensões. Elas foram recalibradas e os amortecedores traseiros, bem como o garfo dianteiro, conseguem dar mais equilíbrio e firmeza na condução.

As rodas, ambas de 13 polegadas, possuem ligas mais leves e de geração mais nova, sendo que a dianteira suporta pneu sem câmera de 110/70 e a traseira, de 130/70. Isso trouxe um ar de scooter mais esportiva, ao mesmo tempo que oferece contato maior com a superfície.

Os freios ABS são de série e os discos medem 230 mm de diâmetro, grandes o bastante para o tamanho do scooter, mas de grande funcionalidade. O NMax é pioneiro, em sua categoria,  no sistema antitravamento nas duas rodas como itens de série. 


A chave é do tipo Smart Key, tecnologia empregada em chaves onde basta apertar um botão para que o
motor dê a partida. Outra novidade neste sentido, é o sistema Stop & Start, que desliga o motor quando está parado em um semáforo, por exemplo. Ao acelerar para sair, o motor é automaticamente religado. Esse sistema ajuda na redução do consumo de combustível e a emissão de poluentes. 


E por falar em consumo de combustível, o tanque de 7,1 litros da NMax garante uma autonomia de, no
mínimo, 250 km, fora a reserva.

Motor

A Yamaha trouxe uma novidade para o NMax 160 ABS: motor modificado e mais completo. Agora dotado de cilindro, cabeçote, pistão, biela e outras partes de um motor maior, oferece muito melhor desempenho e agilidade, com respostas rápidas aos comandos. Ele é do tipo
SOHC, 4 válvulas, 4 tempos e refrigeração líquida. Também oferece potência de 15,2 cv a 8.000 rpm, um bom número para a categoria. Para se ter uma ideia, a PCX 150, da Honda, gera 13,2 cv a 8.500 rpm.

A Yamaha está oferecendo o maior prazo de garantia do mercado dessa categoria: 4 anos! 

Preço

Particularmente, achei o preço meio salgadinho, mas como esse mercado é tendencioso, talvez esteja em um patamar quase aceitável: R$ 14.990,00, sem contar o frete para a região. Só para efeito de comparação, a guerreira Titan 160, que aguenta muito mais o tranco, está na faixa de R$ 12 mil. 









domingo, 20 de dezembro de 2020

AS 10 MOTOS (COMERCIAIS) MAIS BONITAS DO MUNDO!

As 10 Motos (Comerciais) mais Bonitas do Mundo!


E aí, pessoal?! Desta vez, uma postagem diferente, acompanhada de vídeo, que pode ser assistido aqui mesmo no blog, ou pelo Youtube, no canal Motonews TV.

Não foi fácil, mas a partir de pesquisas na web, e com base nos sites Jornal do Carro/O Estadão, Alba.com.br e RideApart.com, o Louco por Motos / Jornal Motonews acabou mexendo um pouco e selecionando as 10 motos mais bonitas do mundo, apresentadas a seguir.

10ª - Yamaha FYZ-R1

A número 10 de nossa lista é a Yamaha FYZ-R1, famosa desde seu surgimento, em 1997. Não poderia faltar, já que é uma moto de responsa e até hoje é objeto de desejo, não importa a idade dela, tanto por causa do motor que tem, pela sua potência, seu grito, como também pelo seu visual esportivo. Já é uma clássica, né?
Motorzão de mil cilindradas, gerando potência de 182 cv e torque considerado médio alto para essas motos, que é de 11,8 kgfm. 298 km/h é a velocidade máxima da R1.
Hoje, o preço estimado desta moto está na casa dos 52 mil reais.


10ª colocada: Yamaza FZY-R1



9ª - KTM 1290 Superduke

A número 09 da lista é a KTM 1290 Superduke. Sem dúvida, um visual arrojadíssimo, moderno e bonito de se ver. Tem uma pegada de muscle moto, de chassi reforçado e futurista.

Possui motor de 1.301 cc, potência de 177 cv e 14,3 de torque. Já bem mais alto que a da R1, só pra efeito de comparação. Bom, a velocidade máxima da KTM também é maior: 300 km/h. Uma linda moto, por sinal.

9ª colocada: KTM 1290 Superduke

8ª - Yamaha MT-10

Yamaha MT-10. Ainda não foi lançada no Brasil, mas já dá pra ter ideia do quão bonita esta motocicleta aparecerá por aqui. Foi muito difícil escolher entre ela e a Tracer 900 (também da Yamaha), que também é um motão, mas esta acabou vencendo. Olha só que moto! Motor de 998 cc gera potência de 160 cv e torque de 11,3 kgfm. Sua velocidade máxima limita-se a 245 km/h. Tá bom, né?

8º lugar. Yamaha MT-10, não disponível no Brasil, ainda.


7ª - Triumph Tiger Explorer 1200 Desert Edition

A nossa escolha de número sete, como não poderia deixar de ser, foi a Triumph Tiger Explorer 1200 Desert Edition. Tem porte, tem atenção por onde chega, anda bem nas estradas, tem tecnologia de sobra, enfim... Não podia faltar na lista, essa motoca com motor de 1.215 cc, gerando 141 cv nas estradas da vida, com torque de 12,4 kgfm. Muito bom! 

7ª posição. Triumph Tiger Explorer 1200 Desert Edition


6ª - BMW K1600 GTL


Em sexto lugar, com muito respeito, vem a sra BMW K1600 GTL. Uma touring de respeito. Motorzão de 1649 cc, gerando uma potência de 160 cv (bem maior do que a CVO da Harley) e torque de 17,8 kgfm. Valorzinho dessa lindinha, final de 2020: 131.950 reais!

A BMW K1600 GTL ficou com o 6º lugar.


5ª - Harley Davidson DeLuxe

Quem vem em quinto lugar é a DeLuxe, da Harley Davidson. Moto de estilo clássico, cores lindamente pensadas, ela traduz a essência do nostálgico misturada à liberdade de pilotar uma moto. Além de ser muito bonita, colabora também seu respeitoso motor de 1.746 cc, cuja potência curiosamente não é divulgada pela harley, mas pode crer que não é das menores.

Em 5º lugar, a Harley Davidson DeLuxe.



4ª - Kawasaki H2 Carbon

Em quarto lugar, a Kawasaki H2 Carbon. Moto de pedigree forte, com histórias fantásticas nas pistas, acabou pegando o coração da galera que curte velocidade. A moto realmente é linda. Desgin moderníssimo, futurista, detentora de um motor de 998 cc, capaz de gerar uma potência de até 215 cv e torque de 13,6 kgfm. Assim, chega fácil aos 350 km/h...

Uma curiosidade a respeito da versão carbon: a Yamaha disponibilizou somente 120 unidades para essa Special Edition. Apenas uma foi comprada no Brasil. Foi você? :)


4º lugar. Kawasaki H2 Carbon


3ª - MV Agusta Brutale 1000 Serie Oro

Em terceiro lugar, vem a brutal MV Agusta Brutale 1000 Serie Oro. Um show de moto, inclusive já encontrada em terras tupiniquins. Mas, numa primeira investida, foram produzidas apenas 300 unidades no Brasil. Seu motor é um quatro cilindros de 998 cc, produzindo potência máxima de 212 cv e torque de 11,9 kgfm. Em testes, chegou atingir os 300 km/h.


3ª posição ficou para a italiana MV Agusta Brutale



2ª - Ducati Streetfighter V4

Em segundo lugar, outra fera europeia, a Ducati Streetfighter V4. O que dizer dessa maravilha saída da união do design e da engenharia mecânica, com motor de 1.103 cc, produzindo 217 cv de potência e torque de 12,6 kgfm? Além de ser um motão, que alcança aí seus 270 km/h de boa, tem um design realmente lindo, sofisticado pra caramba e modernaço!


A também italiana Ducati Streetfighter faturou o 2º lugar de
moto mais bonita do ano, segundo os sites pesquisados.


1ª - Harley Davidson Ultra Limited CVO

Em primeiro lugar... Tchan tchan tchan... A senhora das senhoras, com muito respeito: Harley Davidson Ultra Limited CVO. Que senhora mais linda! Merece nosso respeito e este primeiro lugar, que não é bem nessa ordem, mas... Motorzinho de 1.923 cc, tem potência mediana, de 95 cv, mas torque de respeito, que é o que importa mais para esse tipo de moto: 17,3 kgfm. Não tem velocidade alta demais, se comparada a outros modelos que vimos aqui, mas ela passa dos 200 km/h. Além de oferecer um conforto em viagens que é uma coisa incrível.

O primeiro lugar de moto mais bonita do mundo 2020 ficou
para a Harley Davidson Ultra Limited CVO

Então é isso, galera! Comentem, digam o que acharam dessa lista, se concordam ou não, enfim... Eu, particularmente, teria pensado em outras motocas para colocar no lugar de algumas aí, talvez, até mesmo o primeiro lugar, mas tudo bem. 

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Versão completa em vídeo, no Youtube. Não esqueça do "like", ok? Valeu!

(clique em qualquer um dos botões para acessar diretamente os vídeos no Youtube)










Valeuzão e um motoabraço!

terça-feira, 3 de novembro de 2020

FILTRO DE COMBUSTÍVEL: QUANDO É NECESSÁRIO TROCAR?

Filtro de Combustível: quando é necessário trocar?

E aí, motors?? Tudo bem com vocês?

São muitos os proprietários de motocicletas que se esquecem ou não dão muita atenção a um item muitíssimo importante de sua moto: o filtro de combustível.



Amigos, infelizmente vivemos em um país onde a qualidade do combustível é duvidosa em


grande parte dos postos de abastecimento. Sempre tem aqueles que, visando somente ao lucro, misturam o combustível a outros elementos que nem temos ideia do que se tratam. Sem falar que poucos são os que fazem a devida manutenção e limpeza de seus tanques e, com o tempo, o combustível armazenado vai deixando resíduos no fundo, que acabam por ser transferidos para outro tanque, o da sua moto. E isso também é válido para este último, que pelo mesmo motivo, acumulam resíduos que passam pelo sistema de alimentação da motocicleta, trazendo problemas ao motor e prejuízos ao proprietário.

Portanto, para amenizar esses problemas, é altamente recomendado que o filtro de combustível tenha uma atenção especial do motociclista.

Filtro padrão de polietileno.


Para que serve o filtro de combustível?

Como o próprio nome diz, o filtro é um componente que faz parte do sistema de alimentação do motor e é localizado entre o tanque e o motor - nas motos carburadas, ele fica entre o registro de combustível e o carburador; já nas injetadas, entre a bomba de combustível e os bicos injetores. O filtro tem a função de segurar ou diminuir drasticamente a passagem de impurezas para o carburador (em motores carburados) ou para os bicos de injeção (para motores de injeção eletrônica).  Tais impurezas podem ser: poeira, micro detritos, resíduos e até mesmo água. 

Como é constituído o filtro de combustível?

O filtro da moto é fabricado em polietileno, normalmente em formato cilíndrico e dotado de materiais em seu interior que têm a função de filtrar, ou seja, segurar e impedir que os resíduos continuem o caminho até o motor por meio de uma mangueira. 

Há também os filtros esportivos, normalmente em metal e mais resistentes.

Filtro esportivo em metal


Como saber se o filtro está ruim?

Os principais sintomas que indicam que o filtro está pedindo socorro:

1 - falha no motor ao acelerar a moto, especialmente, nas retomadas de velocidade;

2 - dificuldade no arranque, ou seja, ao sair com a moto, você nota que o motor dá aquela "engasgada";

3 - sua moto está consumindo mais do que o costume.

É recomendado, no entanto, que ao fazer a revisão de sua moto, ou a qualquer hora que queira dar uma passadinha na oficina de sua preferência, solicitar ao mecânico que faça uma verificação no filtro, pois ele pode identificar facilmente a necessidade de troca. Visualmente, como a maioria dos filtros é na cor branca, você mesmo poderá conferir isso, pois, se sujo, ele vai ganhando uma coloração ocre à medida que vai ficando cada vez mais sujo. 

Você mesmo pode fazer a troca do filtro.


Como fazer a troca do filtro?

Você mesmo pode fazer a troca do filtro de combustível de sua moto, caso ache melhor. Para isso:

1 - Compre o filtro de combustível adequado ao modelo de sua moto, bem como, duas abraçadeiras. Verifique também se as mangueirinhas que se conectam ao filtro estão em boas condições, ou seja, não estejam ressecadas e/ou trincadas;

2 - Desparafuse as abraçadeiras que estão no local e retire as mangueiras que prendem o atual filtro;

3 - Coloque as abraçadeiras novas em cada uma das mangueiras e, então, as conecte ao novo filtro;

4 - Reposicione as abraçadeiras nos bicos do novo filtro e aperte novamente os parafusos.

Simples, assim. Mas, caso fique em dúvida, melhor levar a um mecânico, que além de fazer isso rapidinho, ele poderá conferir se os demais elementos estão também em boas condições.

Quando fazer a troca do filtro de combustível?

Conforme a maioria dos manuais de proprietários, é aconselhável fazer essa troca a cada 10 mil quilômetros rodados. Contudo, como vimos no início deste artigo, há fatores que podem adiantar o processo de sujeira. Portanto, atenção aos sintomas que a moto pode apresentar.


No mais, seja feliz. Antes de viajar, por exemplo, dentre outras coisas, verifique se o filtro de combustível de sua moto está ok. 


Motoabraço e até a próxima!

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