quarta-feira, 11 de agosto de 2021

MOTOS VOADORAS: VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA O FUTURO?

Salve, irmãos motors!!! Tudo bem com todos vocês?

Este artigo prevê o futuro, que já está acontecendo, por incrível que pareça: Motos voadoras. E você, está preparado para este futuro?

A conquista das alturas

Há mais de um século, um renomado aeronauta, esportista e inventor brasileiro construiu e voou com o primeiro balão dirigível movido a gasolina do mundo, batizado como Nº 6. E fez sucesso! Seis anos depois, o mesmo homem dava uma demonstração de que o futuro estaria no ar: ele apresentava seu Oiseau de Proie (ou Ave de Rapina), mais conhecido como 14-Bis, a um público fervoroso em Paris, França1. O homem em questão nem precisa ser apresentado, não é? Trata-se de Santos Dumont que, para nós brasileiros e também para os europeus, foi o inventor do avião. Os norte-americanos, claro, não aceitam tal afirmativa, pois, para os mesmos, os inventores do avião foram os irmãos Wright. Mas, não cabe a mim, aqui, entrar nessa discussão. Se quiser saber mais sobre esse assunto, recomendo consultar outras fontes a respeito. 

Fig. 1. Nº 6, o primeiro balão dirigível do mundo, criado pelo
brasileiro Alberto Santos Dumont.

Fig. 2. Nesta fotografia de 1906, o famoso 14-Bis, o primeiro aeroplano que
realmente voou, nos testes em Paris.

O fato é que, após o bem sucedido voo de Dumont, o mundo já não seria mais o mesmo. O avanço da aeronáutica chegou a um ponto onde, hoje em dia, é possível cruzar todo o globo terrestre em questão de horas, e com muita segurança, usando-se aviões. E aviões muito, mas muito maiores que o 14-Bis. A isso, indiscutivelmente (sorry, americans!) devemos ao brasileiro Santos Dumont.

Dos Aviões aos Drones

Mesmo puxando sardinha para Dumont, haviam outros inventores extremamente loucos por saírem do chão e conquistarem o ar. Tanto que, em 1907, portanto, um ano após o primeiro voo do 14-Bis, os irmãos franceses Bréguet e Paul Cornu apresentavam seu protótipo de aeronave com hélices horizontais à Academia de Ciências da França, mas seu voo foi de apenas 20 segundos e somente a 50 centímetros do chão2. Mas, não passava disso. 

Fig. 3. Projeto dos irmãos Cornu. Sem sucesso.

Fig. 4. Paul Cornu em sua "flying bycicle"

Fig. 5. Motor Wankel, ou Rotor
Já no ano seguinte, 1908, viria a invenção que mudaria os rumos desta aeronave de decolagem vertical: o motor rotativo. Este motor conta com rotor, ao invés de pistões e bielas, tem dimensões menores que os motores convencionais e é capaz de gerar mais potência que estes. A "peça" foi inventada por Emil Berliner, porém, sem qualquer sucesso prático, naquela época. A não ser, claro, seu proveito por parte de outros inventores, que tentavam sucessivas vezes torná-lo realmente funcional, o que veio acontecer somente em 1938, quando o alemão Anton Flettner3, já munido com os rotores Wankel, desenvolveu e pôs para voar o FL-265. Em tempo: Felix H. Wankel4 (1902-1988), foi um engenheiro alemão que conseguiu, finalmente, dar vida útil aos rotores - tanto que, hoje em dia, os rotores também são conhecidos por "motores wankel". Wankel criou seu rotor em 1924, patenteando-o 9 anos depois. A partir disso, os helicópteros foram ganhando espaço aéreo, até chegarem ao que vemos hoje: helicópteros enormes, como também, pequenas aeronaves não tripuladas, ou VANTs (ou drones). 

 Antes que eu me esqueça, uma curiosidade: você sabia que os  helicópteros têm origem da ideia do giroscópio, um projeto de 1480 e  que foi idealizado por ninguém mais, ninguém menos que Leonardo  DaVinci? Pois é, o cara era fodão demais!!!

Fig. 6. Quase 600 anos nos separam da ideia de DaVinci
e as moto-voadoras.

Tudo bem, mas o que tudo isso tem a ver como motociclismo, pô?  Afinal, esse é um blog sobre motos e não sobre aviões e helicópteros.  Por favor, recorra novamente ao título desta postagem, sim? [rsrsrs] Chegaremos lá.

Dos Drones às Motos Voadoras (ou Aircraft Hovers)

Os VANTs (Veículos Aéreos Não-Tripulados), carinhosamente conhecidos por Drones (Zangões, em português), são hoje uma realidade que, há pouco mais de uma década era só imaginação de muita gente. Pequenas aeronaves capazes de não só voar controladamente por meio de um controle remoto, como também de filmar e fotografar com imagens em alta definição, bem como servir de armas letais de uso militar (infelizmente, caiu nisso também, como os aviões5 e os próprios helicópteros).

Fig. 7. Os drones são hoje uma realidade para uso
profissional e também de lazer.

Fig. 8. Modelo de Hovercraft
Como já haviam os hovercrafts, aqueles veículos aquáticos que, ao invés de serem impulsionados por uma ou mais hélices posicionadas abaixo da linha d'água, as mesmas são instaladas na popa do barco (que mais é um tipo de bote grande do que um barco), que o fazem avançar pela superfície (especialmente, em regiões pantanosas e locais onde um motor de barco convencional não passaria), ao que tudo indica, também colaboraram para esta invenção da qual estamos lidando neste artigo. Se você prestar bem atenção, tanto carros quanto motos voadoras parecem ter procedência forte do "casamento" entre drones e hovercrafts.



Mas, vamos falar sobre as motos, sem mais delongas.

Os Modelos Atuais

Já chegando aos atuais modelos de motos-voadoras, já chamadas na Europa de hover-bikes, são veículos capazes de transportar (por enquanto) uma só pessoa, que é o piloto, e que podem ser controladas também por controle remoto (dependendo da marca e modelo), sem piloto algum em seu assento.

Algumas start-ups e empresas pouco conhecidas pelo público em geral, deram seus primeiros passos na produção e comercialização desse tipo de veículo. Alguns, inclusive, já estão disponíveis para compra - mas, se estiver interessado, espero que seja rico (ou doido) o bastante para poder ter o seu. 

Vamos conhecer algumas dessas maravilhas modernas.

HOVERSURF SCORPION 3

A Hoversurf, sitiada em Moscou (RU) e comandada pelo jovem empreendedor Alex Atamanov, é uma das empresas mais bem vistas em matéria de motos-voadoras, ou hoverbikes, como as chamam6.

Seu foco primário foi o transporte de passageiros, como o serviço de táxi aéreo por drone, mas a ideia foi além. Entre drones menores e veículos aéreos tripulados, com capacidade para duas ou mais pessoas, esta empresa apresentou a "moto-voadora" Hoversurf Scorpion 3 (ou S3) a uma galera bem abastada na MAKS21, a maior e mais famosa feira de aeronaves da Rússia. E já tem potenciais compradores na fila, entre eles, pobretões de Dubai. Inclusive, já foi testado pela polícia daquele emirado e, acredito que em pouco tempo estará ajudando a combater o crime e/ou controlar o trânsito naquela "modesta cidadezinha" [rsrs]. 

Fig. 9. Hoverbike S3 demonstrada na MAKS21, em Moscou.

Fig. 10. Hélices propulsoras da
Hoverbike
Sua "fuselagem" é de fibra de carbono. Com capacidade para uma só pessoa, o piloto, a S3 é na verdade um quadricóptero alimentado por baterias, que ainda se limita a altitude de no máximo 15 pés (ou 4,6 m), velocidade de até 69 km/h (46 mph) e tempo de voo entre 15 e 40 minutos, dependendo do peso do 
piloto ou carga que leva consigo (desconsiderando seu próprio peso, que é de 114 kg). Segundo a empresa fabricante, se não for utilizado o software limitador de altitude, a S3 pode alcançar até 305 m de altitude (ou 1.000 pés). Seu alcance é de 13 milhas, ou 21 km. A decolagem pode ser feita com o peso extra de até 104 kg, ou seja, para aqueles que passam desse peso, é melhor esquecer. Porém, a velocidade ainda é limitada, de qualquer forma7.

E se caso uma das hélices parar de funcionar em pleno voo? Conforme diz a própria Hoversurf, o sistema de segurança da hoverbike entra em ação automaticamente, no qual as outras hélices fornecem sustentação e a moto pousa automaticamente, sem a interferência humana.

No facebook oficial da empresa, a legenda de uma das fotos é (traduzida): "Todo mundo que uma moto voadora. Mas nem todos se atrevem a perseguir seus sonhos." E você, se atreveria?

Figs. 11 a 13. Hoverbike em ação.



Fig. 14. No lugar de guidão, duas manetes equipadas
com botões permitem pilotar a Scorpion 3

JETPACK SPEEDER

A Jetpack Aviation é uma empresa sitiada em Los Angeles, CA, nos EUA. Já é conhecida por (ainda) um seleto público, devido a produção e comercialização do Jetpack, um aparelho que, colocado nas costas tal qual uma mochila de paraquedas, leva a pessoa para os ares, literalmente. 

Fig. 15. O Jetpack pessoal tornou a empresa
mundialmente conhecida.

Atualmente em produção, a Speeder é considerada a primeira motocicleta voadora com propulsão a jato do mundo8. Mesmo assim, o site oficial já disponibiliza a pré-venda desta moto a jato.

Disponível em três versões - recreativa, comercial e militar -, a Speeder é impulsionada por turbinas a jato e integralmente estabilizada pelo sistema VTOL (Vertical Take off and Landing) e considerada pela empresa "a melhor aeronave pessoal já construída". E, por ser completamente estável, a empresa completa que "(...) significa que ela requer o mínimo de treinamento para ser pilotada". Sei não, hein... [rsrs]



Fig. 16 e 17. Visual altamente futurista, a Jetpack parece ter saído
da animação dos Jetsons.


De acordo com a fabricante, a Speeder por atingir uma velocidade de cerca de 150 mph (240 km/h) e voar a uma altitude de até 15 mil pés (ou 4.572 m)!! "Mas, não esperamos que muitos de nossos clientes precisem disso tudo", diz o site da empresa.

A versão recreativa deve ser dividida em dois modelos: UVS (Ultralight Version), que não requer licença específica de pilotagem, limitada a 5 galões (18,9 lts) de combustível e velocidade máxima de 60 mph (96,5 km/h). Já o modelo EVS (Experimental Version) "exigirá licença de piloto para voar e não terá restrições de combustível ou velocidade", segundo a fabricante, em seu site. O peso (seco) desta gracinha de 308 mil dólares é de 104 kg e pode carregar um piloto de até 110 kg (em torno disso).

A versão comercial, que pode ser convertida para uso militar, terá a missão principal de "salvar vidas", de acordo com a Jetpack Aviation. Esta versão pode ser pilotada ou operada remotamente, devendo ser utilizada em missões de procura e resgate, como também no transporte de cargas, cujo peso máximo não é informado no site, assim como seu preço.

Fig. 18. A Speeder em suas versões Militar (esq) e Comercial (dir).

Ambas as versões possuem autonomia para 20 a 30 minutos de voo, dependendo do peso que elas carregam consigo durante o voo. Em um voo não tripulado, evidentemente, o tempo e a distância percorridas são maiores.

LAZARETH LMV 496

Com certeza, assim como para mim, veio o nome de uma banda de rock dos anos 70 em sua mente, agora, confessa. [rsrs] Uma ótima banda de rock, diga-se de passagem, a qual ouço desde garoto, lá no interior, onde eu nasci.

Lazareth, entretanto, é o nome da empresa francesa sitiada em Annecy-le-Vieux, que leva o sobrenome de seu CEO, Ludovic Lazareth. 

A empresa é especializada em produzir veículos (para lá de) especiais, incluindo bikes, trikes (triciclos), motos, o exclusivíssimo Wazuma e pequenos carros (incluindo o Amphibie, que mais se parece uma miniatura de um Jeep '68, que pode ser usado em terra ou na água). São especialistas também em dotar modelos da Yamaha, por exemplo, de características exclusivas.

Fig. 19. Wazuma - seis rodas (3x2), não voa, mas possui alta tecnologia e valor altíssimo para nós,
pobres mortais: 200.000 €

Na Europa, especialmente na França, é comum ver nas ruas uma de suas criações, que a tornou mundialmente conhecida, que é o modelo LM 847, uma moto de quatro rodas, justapostas em dois conjuntos - um dianteiro e outro traseiro.

Fig. 20. Lazareth LM 847, a "mãe" que deu origem ao visual e outros detalhes na LMV 496

Mas, neste artigo, quero que você conheça o modelo que, em breve, estará disponível comercialmente (se é que, a esta altura já não esteja) para o mundo todo: LMV 496, sua moto voadora. 

Inspirada no visual da LM 847, esta motocicleta tem características de uma verdadeira muscle-motorbike, pelo tamanho e visual agressivo que ela possui. Apesar de serem parecidas (nas laterais e nas rodas de fibra de carbono), as diferenças entre ela e sua "mãe" começam a partir da motorização: a LMV 496 possui um motorzão de 1300 cv movido a querosene de avião, que gera 285 kgfm, porém, pode-se dizer que, infelizmente, ela possui autonomia para apenas 10 minutos de voo. Na terra (sim, ela é conversível), evidentemente, tem autonomia maior, mas não é informada pelo fabricante e, seu site9.

Fig. 21. Criatura e criador: a LMV 496 ao lado de Ludovic Lazareth

Sua posição de pilotagem e a direção leve proporcionam uma grande aderência e, juntando-se isso à suspensão desenvolvida pela TFX Suspension Technology, a deixa uma moto de grande estabilidade nas curvas. Sem falar, claro, no conjunto de quatro rodas (2x2). Seu sistema de frenagem é um dos pontos fortes, sistema este desenvolvido pela própria Lazareth e aplicado a todos os seus veículos.

Além das informações padrões em motocicletas de alta tecnologia, o painel de instrumentos da LMV 496 fornece dados de voo ao piloto, como: velocidade de cruzeiro, altitude, potência atual das turbinas, entre outras informações.

Fig. 22. A LMV 489 tem visual muito parecido com o da LM 847, inclusive, e principalmente, nos dois conjuntos
de duas rodas cada.

E, afinal, como ela voa, sendo que ela serve tanto para a terra como para o ar? Teoricamente, o conceito é simples: no pressionar de um botão (com ela parada e com os "tripés" acionados), cada uma de suas rodas muda da posição vertical para a horizontal, evidenciando suas quatro turbinas, uma em cada roda, que dão a ela a propulsão necessária para o voo. Logicamente, há muito mais detalhes em torno disso, mas não tenho essa informação extra.

Fig. 23. Para voar, as rodas são suspensas e postas na horizontal, e cada uma dispõe uma turbina, a qual sustentará a moto no ar.

A maior parte do material do "corpo" da LMV é feito em Carbono Kevlar - leve e altamente resistente. 

Para quem quiser adquirir uma destas, primeiro: deve morar na Europa, pois no Brasil (hehe) não há lei que permita utilizarmos, ainda, esse tipo de veículo. Ela é produzida e homologada conforme a legislação francesa e, além do mais, tem edição limitada: apenas 5 modelos são produzidas e, assim mesmo, sob encomenda. 

Fig. 24. Note os tripés acionados, para que as rodas sejam suspensas e as turbinas possam entrar em ação.

E então, qual dessas você escolheria pra chamar de sua? Deixe aí nos comentários.

É, galera, o mundo mudou muito e, de agora em diante, mudanças mais radicais serão vistas, especialmente, no que tange a veículos e tecnologia. Não só em motos, como também em diversos outros tipos de transportes, como temos acompanhado nas notícias do mundo inteiro. Quando adolescente, lá pelos anos 80, já se falavam em "carros voadores", mas a única forma de tirarmos alguma ideia disso era assistindo ao Jetsons. Não pensávamos em motos voadoras, como estas que acabamos de ler a respeito, pois parecia ser uma ideia fora de contexto. Mas, a tecnologia parece estar nos mostrando que teremos muita coisa "doida" pela frente. Quem viver, verá. Motoabraço!





Fontes:
1. Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_Dumont - acessado em 11/08/2021)
2. Site Adslatin (https://adslatin.com/quem-inventou-o-helicoptero/ - acessado em 11/08/2021)
3. Idem.
4. Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_Wankel e https://pt.wikipedia.org/wiki/Felix_Wankel - acessados em 11/08/2021)
5. Há relatos que Santos Dumont não teria ficado feliz com sua invenção que, em pouco tempo, acabaria se tornando também uma arma de guerra. Dumont faleceu em Julho de 1932, vítima de uma gravata: sim, ele teria se enforcado com sua própria gravata num quarto do Grand Hotel La Plage, em Guarujá. Há controvérsias a respeito disso, também. Mais informações, consultar a Wikipedia ou outros documentos a respeito.
6. http://www.hoversurf.com
7. Evtol (https://evtol.news/hoversurf-scorpion/ - acesso em 11/08/2021)
8. JetPack Aviation (http://www.jetpackaviation.com - acesso em 11/08/2021)
9. Lazareth Auto Moto (http://www.lazareth.fr)
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Fontes secundárias de algumas imagens: 
http://www.museuvirtualsantosdumont.com.br/n-6.html
http://gyroscope.nl/html/background.html

sábado, 7 de agosto de 2021

COMPARATIVO: YAMAHA FAZER 250 x HONDA CB 250F TWISTER

COMPARATIVO: YAMAHA FAZER 250 x HONDA CB 250F TWISTER

Salve, motors de todo o Brasil e também do exterior (por incrível que pareça, há brasileiros em outros países que acompanham este blog). Todos muito bem?

Este artigo traz uma boa comparação entre duas urbanas bastante vendidas aqui, nas terras tupiniquins: a Yamaha Fazer 250 e a Honda CB 250F Twister. Afinal, qual delas é melhor comprar*?



Design

Antes de mais nada, gostaria de salientar que "gosto é gosto e não se discute". Acho que todos nós temos isso como premissa, né? Apesar de muitos se esforçarem para te convencer ao contrário (ou ao gosto deles). 

Fig. 2. A linhas de design da Fazer
Olhando rapidamente, ambas seguem a mesma linha de design: naked, carenagens
pequenas, escape com o bojo mais largo, rodas de liga leve, pneus sem câmera e visual esportivo. E acho que é só. As diferenças passam a ser vistas ao se aproximar dessas motos e dar atenção aos detalhes.

Numa analogia meio esquisita, eu diria que a CB 250F está com 3 meses de academia, enquanto a Fazer 250 já tá se aproximando dos 12 meses. Ela é mais "bruta" do que a da Honda, dando até a impressão de ser uma moto de motor maior. Tanto que, em peso (seco), a Yamaha Fazer possui 12 kg a mais que a CB 250F


Fig. 3. Linhas de design da CB 250F Twister

- 149 kg contra 137 kg. A Yamaha, com comprimento de 2.015 mm, é ligeiramente mais estreita do que a CB 250F, que possui 2.065 mm (traduzidos em metros: 2,01 contra 2,06). Em termos de largura, a Fazer possui 770 mm, e a CB, 753 mm. Na altura, a Honda também "ganha", com seus 1.072 mm contra 1.070 mm da Yamaha. 

Motor

Agora, vem a parte mais desejada por todo motoqueiro: o coração da máquina, o motor. Ambas possuem 250 cc (para ser mais exato: 249,5 cc), porém, qual das duas leva a melhor, no final, contabilizando-se todas as características?

Fig. 4. Motor da Yamaha Fazer 250

Os dois modelos são bicombustíveis, ou seja, flex. Seus motores são monocilíndricos, 4 tempos, e utilizam comandos simples para controlar a abertura e o fechamento das válvulas de admissão e escape (SOHC). Enquanto a Yamaha é bivalvulada, a Honda conta com 4 válvulas: ou seja, enquanto Fazer possui resposta de torque mais rápida, a CB 250 conta com um melhor desempenho posterior. 

Fig. 5. Motor da CB 250F Twister


Em termos de potência e torque, de acordo com as características técnicas dessas motos, a CB 250F está ligeiramente à frente, como mostra a tabela a seguir:

Por esta tabela, é fácil deduzir qual das duas motos se dá melhor em velocidade final.

Por esta tabela, vimos que a CB 250F entrega mais potência e mais torque com menos giro de motor, o que pode ter um resultado significativo no final, tanto em velocidade quanto em economia.

Outro fator que influencia bastante neste tipo de resposta é o câmbio: enquanto a Fazer possui 5 marchas, a CB 250 conta com mais uma, dando mais "espaço" para o motor trabalhar e, consequentemente, melhor desempenho.

A capacidade do cárter não influencia, lógico, na velocidade ou no desempenho, contudo, conta na hora da troca. A Fazer usa somente 1,35 litro de óleo (recomendado: 10W-40), enquanto que o bojo da CB 250 é um pouco mais guloso: 1,8 litro (recomendado: 10W-30). 

Consumo

Agora, vem o mais interessante: apesar dos números, a CB 250F consome mais combustível do que a Fazer.  

Fig. 6. A Fazer é mais econômica do que a CB 250F

Enquanto a Honda, com sua capacidade para 16,5 litros de combustível, tem uma autonomia por volta de 400 km, a Yamaha chega aos 490 km, com um tanque de 14 litros. Isso quer dizer que a Fazer pode fazer 35 km/l, enquanto que a CB 250F, 25 km/l, se tiver uma média excelente.

Eletrônica et all

As partes elétricas - e tudo o que elas envolvem - dessas queridas urbanas não deixam a desejar, apesar das diferenças entre os modelos.

Fig. 7. Painel monocromático da Fazer

 Primeiramente, vamos comparar os painéis. O   painel nada mais é do que a forma com que a   moto tem para se comunicar com seu piloto,   pois a partir dele é que sabemos em que   velocidade estamos, quanto já rodamos   (odômetro), a quantos giros está o motor, se há   ou não combustível suficiente, entre outras   informações.

  Tanto a Honda quanto a Yamaha não deixaram de lado tais informações em seus painéis de Led. Contudo, na minha singela opinião, a CB 250F conta com um painel mais bonito, talvez, pelas cores aplicadas no fundo. O painel da Fazer é de fundo monocromático com os caracteres e marcadores em preto. Só não é pior porque a Yamaha trocou a sépia pelo cinza claro. O que difere - e achei até bacana pra caramba! - no painel da Fazer é o marcador de combustível, que simula um mostrador de ponteiro analógico.

Fig. 8. O painel da CB é mais chamativo.

Não tem jeito, em termos de faróis, os engenheiros de ambas as fabricantes não perderam a linha "transformers" que vem sendo aplicada em diversas motos, especialmente, as  esportivas e as urbanas que as "imitam". Para ornamentá-los melhor, eles são envoltos e sustentados por uma carenagem frontal, que acaba colaborando para o desenho final dos faróis. Enquanto a CB 250F Twister tomou emprestado o farol da Hornet 600, a Fazer parece ter mais originalidade. Ambas utilizam lâmpadas de Led, tantos nos faróis dianteiro e traseiro, como nas setas.


Fig. 9. Farol da Fazer

Fig. 10. Farol da CB 250F


As baterias são de 12V, contudo, a Fazer é de 6Ah, enquanto que a CB, 5Ah. No final, isso não faz grande diferença.

Aros e Freios

A Fazer vem equipada com os ótimos pneus Pirelli Sport Demon, nas medidas 100/80-17 na dianteira e 140/70-17 na traseira, ambos sem câmera, evidentemente. Os freios da Fazer são ABS, mas de disco simples, cada um. 

Já a CB 250F Twister vem também com pneus Pirelli, modelo Diablo Rosso, nas medidas 110/70-17 na dianteira e 140/70-17 na traseira, e assim como na Fazer, ambos são tubeless (sem câmera). Ambos os freios são ABS com acionamento hidráulico.

Preços

Conforme pesquisa, o preço básico sugerido pelos fabricantes dessas motos no lançamento delas era:

Yamaha Fazer 250            R$ 17.690,00 (ano/mod. 2021)

Honda CB 250F Twister    R$ 16.690,00 (ano/mod. 2021)


Conclusão

Não gosto (muito) de deixar minha opinião, mas, sinceridade... eu ficaria com a mais cara. Não por ser mais cara, ou por ser Yamaha, mas pelo conjunto da obra. Como não estou aqui para ser piloto de corrida, muito menos, dentro dos limites urbanos, a Fazer parece oferecer melhor pilotagem, ótima aderência, conforto (estável e bem semelhante em ambas) e, principalmente, melhor autonomia. 

Fica por sua conta a escolha, pois a briga Yamaha x Honda é eterna. Motoabraço e fiquem todos na paz.





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* As comparações foram feitas sobre motos "zero km", ambas modelo 2021, com todas as suas configurações de fábrica. 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Extreme Motorcycle: Ousadia, Loucura ou Muito Amor por Adrenalina?

Extreme Motors: Ousadia, Loucura ou Experiência?

Eu considero alguns esportes uma verdadeira arte. Quando se trata de motociclismo, além do maravilhoso balé mostrado no Moto GP, há por outro lado a criatividade e a coragem de alguns pilotos da categoria Xtreme Moto Sports, se é que posso chamar assim, incluindo neste contexto o Freestyle e X-Trial.

Conheçam alguns desses caras e, no final, assista ao vídeo (aqui mesmo no blog, ou clicando no link para o Youtube, no novo canal do Louco por Motos, o Motonews TV):

1. Toni Bou

Nascido Antoni Bou i Mena, em 1986, este espanhol é o nome mais reconhecido na categoria Trial Extreme. Com muita técnica e prática, ele salta entre rochas, troncos de árvores e outros locais nada convencionais. Foi campeão do FIM Trial World Championship entre os anos de 2007 e 2020, na categoria outdoor.

Fig. 1. Toni Bou. Fotos: MotorHome/Honda Racing

2. Adam Raga

Também espanhol, Adam Raga (nasc. 1982) coleciona 4 campeonatos indoor e outros 2 outdoor. Assim como Bou, o cara é um fera no Trial Extreme, saltando entre rochas e obstáculos impensáveis para motos. 

Fig. 2. Adam Raga. Fotos: Facebook

3. Blake Williams

Já o australiano Blake Williams, mais conhecido por Bilko, nascido em 1985, é um dos renomados pilotos na categoria Freestyle Motocross. Saltos nas alturas, whips, backflips, heart attacks, rulers e outras manobras são algumas que o cara é capaz de fazer sem dificuldades.

Fig. 3. Blake "Bilko" Williams. Fotos: site oficial

4. Marcelo Simões

Esse é outro campeão do Freestyle Motocross, estilo outdoor, que faz manobras radicalíssimas e, veja só, o cara é brasileiro. Isso mesmo! Ele é Pentacampeão Brasileiro de FMX e foi Campeão Mundial do FMX das Nações, ocorrido na Alemanha, em 2014.

Fig. 4. Marcelo Simões. Fotos: ESPN

5. Chris Birch

Agora, falamos de uma lenda. Chris Birch, piloto veterano e patrocinado pela KTM, é o cara que aparece, normalmente, nos vídeos institucionais da fabricante alemã. Tem uma grande habilidade com qualquer estilo de moto, mas mostra ser muito bom nas bigtrails da KTM, cuja categoria é denominada Hard Enduro

Fig. 5. Chris Birch. Fotos: divulgação KTM.

6. Takahisa Fujinami

Japonês, nascido em Janeiro de 1980, Fujinami é um dos mais fortes nomes nesta categoria de esportes. Participa de competições do gênero desde 1995 e já venceu, pelo menos, 6 campeonatos. É parceiro de Toni Bou, apresentando-se pela Honda Racing Team.

Fig. 6. Takahisa Fujinami. Fotos: divulgação.

A categoria Extreme é um outro nível no mundo do motociclismo esportivo. E não é para poucos. O motoca, além da coragem e da falta de medo em quebrar alguns ossos, precisa treinar exaustivamente, diariamente e saber que nenhum obstáculo é pequeno pra ele. Em outras palavras, jamais ele vai desrespeitar a máquina e a natureza das coisas. Senão, ou não se torna um extremer, ou vai ter um final infeliz.

FreeStyle

Como o próprio nome já diz, a categoria Free Style é de estilo motocross livre, ou seja, o
motoca sobe em sua moto e mostra o que de melhor sabe fazer. Isso inclui manobras de todas as formas e estilos, enquanto o piloto faz malabarismos sobre o assento.

O FreeStyle é dividido em Indoor e Outdoor, sendo este último mais comum, já que, por ser ao ar livre, muitos são os participantes que se organizam informalmente e começam suas demonstrações. Mas, claro, em meio às chamadas "zoeiras" há também eventos sérios e organizados em parcerias com empresas de forma legal e com apoio da polícia e do Corpo de Bombeiros. 

Fig. 7. Freestyle indoor, com Toni Bou. Foto: Dreamstime

Fig. 8. Motocross Freestyle Outdoor
O FreeStyle Indoor é realizado em ambientes fechados, como ginásios, nos quais os participantes saltam enormes rampas e fazem um show de malabarismo impressionante. 

Já no Outdoor, as apresentações são feitas em ambientes abertos, o que proporciona um leque maior de manobras.

Muitos nomes saíram e ainda saem destes estilos e, mais ainda, muitos se arriscam um patamar mais alto e vão para o Extreme Trail, por exemplo, que são stunts literalmente hard rock. É esse estilo que evidenciou Toni Bou, de quem já falamos aqui no início deste artigo.

De qualquer forma, além de elogiável, claro, o Extreme Trail necessita não só coragem, mas muito, muito treino, dedicação de tempo e esforço, além de experiência, para que se chegue ao patamar desses caras. Haja adrenalina!


Assista ao vídeo:



sábado, 20 de fevereiro de 2021

8 Dicas para Cuidar Bem de sua Moto

 8 Dicas para cuidar bem de sua moto

E aí, pessoal, tudo muito bem com vocês?

Essa postagem é para lembrar-lhes de que cuidar da moto, não só mantém a variação normal de seu valor venal, como também traz mais satisfação aos olhos de quem a vê, inclusive, os seus!

Então, vamos lá para essas dicas:


1. Lave-a com mais frequência

Muitos pensam: "ah, vou lavar a moto agora, para daqui a pouco passar em uma poça d'água e ela se sujar novamente". Ou: "lavo a moto agora, chove em meia hora." Realmente, há inconvenientes em certas épocas do ano, mas, assim mesmo, manter a moto limpa faz com que, não só visualmente, mas os próprios componentes dela, mecânicos e elétricos, fiquem livres de sujeiras e resíduos que, ou desgastam peças, ou corroem contatos. A lavagem frequente também mantém a integridade da pintura de sua moto, mas preste atenção no que o lavador irá usar como "produto". Não é qualquer coisa que se joga no tanque ou no motor. Esperto com isso, ok? 

2. Mantenha a corrente ajustada

A corrente é um item que, normalmente, a maioria só se lembra quando ela sai ou arrebenta. É
altamente recomendado que confira o estado da corrente a cada 15 dias, dependendo da "idade" do trio corrente x coroa x peão e de sua média diária de quilometragem. O tempo de rodagem, o clima e a sujeira colaboram para afrouxar a corrente e isso é um fator contínuo. Ajuste-a frequentemente. Mantê-la limpa e frequentemente lubrificada é outro fator muitíssimo importante para sua vida útil: portanto, a cada semana, dê uma passadinha de graxa ou óleo lubrificante na corrente, e tá de boa.


3. Microlimpeza no chicote, plugs e contectores

O "chicote" é todo o complexo de fiação de sua moto e os plugs e conectores são geralmente aquelas

Fig. 3. Chicote da XR 200

pecinhas nas extremidades dos fios que fazem a conexão com algum componente elétrico da moto, como o CDI, por exemplo. Motos mais rodadas começam a apresentar maus contatos justamente por não terem tido um tratamento específico desses componentes. Quando se faz uma revisão na fiação e os conectores são limpos e tratados com anticorrosivos (com WD40, que é ótimo), passa-se um bom tempo sem problemas sérios na parte elétrica. Antes de uma viagem longa, é altamente recomendado que se faça isso.

4. Pneus não calibrados, ossos quebrados

Cara, andar com pneus murchos ou extremamente cheios é o ó do borogodó! Manter os pneus no nível
correto de calibração, além de ajudar na autonomia da moto, garante maior segurança em curvas e em altas, além de manter a integridade das peças e até porcas e parafusos. Sem falar, na vida útil dos pneus, que têm na calibragem cerca de 60% de importância. O problema de pneus fora da calibragem ideal também podem causar acidentes, seja por perda de controle ou por estourarem ou rasgarem, ao passar em um buraco, por exemplo, em alta velocidade. Confira no manual, ou mesmo no quadro de sua moto, o nível de calibragem ideal para cada pneu, ok? E isso nos leva a outro item...

5. Pneus novos garantem os seus ...

Meu irmão, outra coisa que garante vida melhor à sua motoca são os pneus em si, e não só sua calibragem. Rodar com pneus ruins, sejam carecas, riscados ou recauchutados, é pedir pra cair, né, maninho? Além da multa que você pode ganhar, que hoje está na casa dos R$ 190 por pneu. Creio que, para riscados, seja a mesma coisa. Já os recauchutados entra, junto com os demais, no item segurança. Sim, alguns são bons e possuem certa "procedência" ("da borracharia do seu Karlones, é confiável!"), mas não têm garantia alguma de manter-se confiável a partir dos 60 km/h, meu amigo. Besteira teimar.

Fig. 5 Interior de um tanque de combustível após
anos de uso e gasolina suja

6. Limpeza do tanque de combustível

Quando for fazer uma revisão bacana na motoca, principalmente se já passou dos 60 mil km, veja com seu mecânico para limpar não só os bicos de injeção ou o carburador, como também o interior do tanque de combustível. Isso é bom ser feito, já que a qualidade do combustível nos postos tupiniquins é, em boa parte, altamente duvidosa. Uma limpeza bem feita garante que novos abastecimentos, mesmo os feitos em postos honestos, sejam melhor aproveitados, já que as impurezas do tanque, que escapam para o sistema de injeção ou para o carburador, são removidas antes que possam sair. Verá que tanto a autonomia quanto a performance da moto mudam. 

7. Itens Originais

Muitas são as situações em que o dono da moto prefere colocar uma peça de segunda linha à original.
Uma delas, é a financeira. Mesmo que, no mercado, existam peças de boa qualidade - e, se precisar, procure por elas -, a peça legítima da marca sempre tem maior garantia e, realmente, é melhor. Motos com muitas peças "paralelas" acabam perdendo o valor consideravelmente, quando revendidas. Só de se falar "é tudo originalzinho", dá até mais gosto, concorda? 

8. Rode "na manha"

Meus amigos, eu vejo algumas coisas que os caras fazem com suas motos, quando não preparadas para tal, que me deixam altamente perplexo. Tudo bem, que a moto não seja minha, o cara faz o que quiser, mas, sinceramente, vocês não têm dó quando veem os caras abusando do motor e também da sorte, não? Eu sinto. Principalmente, me desculpe, da moto. Se ela não é preparada para altos giros, velocidade excessiva em trechos urbanos, abuso de marcha até ela "gritar de dor", amigo, melhor respeitar os limites dela. Assim, você não a desvaloriza tanto na hora da venda. É chato ter que dizer para o comprador "o motor dela tá 'zero', com garantia de 3 meses...". Ah, tá. Valeu.

No mais, é isso, galera. Algumas pequenas dicas como essa são valiosas na hora de valorizar sua motoca. Fiquem na paz e motoabraço!






NMAX 160 ABS: O (TOTALMENTE) NOVO SCOOTER DA YAMAHA

 NMAX 160 ABS: O (TOTALMENTE) NOVO SCOOTER DA YAMAHA


Fala, galera, tudo bem com vocês? Espero que sim, claro!

A Yamaha entrou 2021 com novidades pra lá de incríveis no setor motociclístico, tanto nas esportivas, como também nas outras categorias, inclusive, na urbana.



Exemplo disso é o renovado (e realmente novo!) Yamaha NMax 160 ABS, o scooter mais potente da categoria, segundo o fabricante. 

Com motor VVA de 160 cc, em testes mostrou potência e segurança, pontuando muito bem nesses dois quesitos, em relação a outros scooters do mesmo patamar.

Seu design é moderno e sofisticado e ele ainda conta com tecnologias exclusivas, como o cilindro em DiASil, que melhora a eficiência do motor, e o comando de válvulas variável (VVA), que garante maior desempenho e melhor autonomia. 



O novo NMax é dotado de ABS em ambas as rodas que, combinadas ao novo chassi, proporciona uma segurança acima do que se conhece nessa categoria. O chassi do NMax 160 ABS, além do novo desenho, ficou mais rígido, influenciando na estabilidade e, consequentemente, deixou a pilotagem mais confiante.


Como resultado, obteve-se maior espaço para os pés do piloto, além de ter colaborado para trazer uma melhor sensação de controle, graças também às alterações nas barras superiores.

Outros itens que foram alterados para dar mais segurança e conforto na pilotagem no NMax 160 foram as suspensões. Elas foram recalibradas e os amortecedores traseiros, bem como o garfo dianteiro, conseguem dar mais equilíbrio e firmeza na condução.

As rodas, ambas de 13 polegadas, possuem ligas mais leves e de geração mais nova, sendo que a dianteira suporta pneu sem câmera de 110/70 e a traseira, de 130/70. Isso trouxe um ar de scooter mais esportiva, ao mesmo tempo que oferece contato maior com a superfície.

Os freios ABS são de série e os discos medem 230 mm de diâmetro, grandes o bastante para o tamanho do scooter, mas de grande funcionalidade. O NMax é pioneiro, em sua categoria,  no sistema antitravamento nas duas rodas como itens de série. 


A chave é do tipo Smart Key, tecnologia empregada em chaves onde basta apertar um botão para que o
motor dê a partida. Outra novidade neste sentido, é o sistema Stop & Start, que desliga o motor quando está parado em um semáforo, por exemplo. Ao acelerar para sair, o motor é automaticamente religado. Esse sistema ajuda na redução do consumo de combustível e a emissão de poluentes. 


E por falar em consumo de combustível, o tanque de 7,1 litros da NMax garante uma autonomia de, no
mínimo, 250 km, fora a reserva.

Motor

A Yamaha trouxe uma novidade para o NMax 160 ABS: motor modificado e mais completo. Agora dotado de cilindro, cabeçote, pistão, biela e outras partes de um motor maior, oferece muito melhor desempenho e agilidade, com respostas rápidas aos comandos. Ele é do tipo
SOHC, 4 válvulas, 4 tempos e refrigeração líquida. Também oferece potência de 15,2 cv a 8.000 rpm, um bom número para a categoria. Para se ter uma ideia, a PCX 150, da Honda, gera 13,2 cv a 8.500 rpm.

A Yamaha está oferecendo o maior prazo de garantia do mercado dessa categoria: 4 anos! 

Preço

Particularmente, achei o preço meio salgadinho, mas como esse mercado é tendencioso, talvez esteja em um patamar quase aceitável: R$ 14.990,00, sem contar o frete para a região. Só para efeito de comparação, a guerreira Titan 160, que aguenta muito mais o tranco, está na faixa de R$ 12 mil. 









domingo, 20 de dezembro de 2020

AS 10 MOTOS (COMERCIAIS) MAIS BONITAS DO MUNDO!

As 10 Motos (Comerciais) mais Bonitas do Mundo!


E aí, pessoal?! Desta vez, uma postagem diferente, acompanhada de vídeo, que pode ser assistido aqui mesmo no blog, ou pelo Youtube, no canal Motonews TV.

Não foi fácil, mas a partir de pesquisas na web, e com base nos sites Jornal do Carro/O Estadão, Alba.com.br e RideApart.com, o Louco por Motos / Jornal Motonews acabou mexendo um pouco e selecionando as 10 motos mais bonitas do mundo, apresentadas a seguir.

10ª - Yamaha FYZ-R1

A número 10 de nossa lista é a Yamaha FYZ-R1, famosa desde seu surgimento, em 1997. Não poderia faltar, já que é uma moto de responsa e até hoje é objeto de desejo, não importa a idade dela, tanto por causa do motor que tem, pela sua potência, seu grito, como também pelo seu visual esportivo. Já é uma clássica, né?
Motorzão de mil cilindradas, gerando potência de 182 cv e torque considerado médio alto para essas motos, que é de 11,8 kgfm. 298 km/h é a velocidade máxima da R1.
Hoje, o preço estimado desta moto está na casa dos 52 mil reais.


10ª colocada: Yamaza FZY-R1



9ª - KTM 1290 Superduke

A número 09 da lista é a KTM 1290 Superduke. Sem dúvida, um visual arrojadíssimo, moderno e bonito de se ver. Tem uma pegada de muscle moto, de chassi reforçado e futurista.

Possui motor de 1.301 cc, potência de 177 cv e 14,3 de torque. Já bem mais alto que a da R1, só pra efeito de comparação. Bom, a velocidade máxima da KTM também é maior: 300 km/h. Uma linda moto, por sinal.

9ª colocada: KTM 1290 Superduke

8ª - Yamaha MT-10

Yamaha MT-10. Ainda não foi lançada no Brasil, mas já dá pra ter ideia do quão bonita esta motocicleta aparecerá por aqui. Foi muito difícil escolher entre ela e a Tracer 900 (também da Yamaha), que também é um motão, mas esta acabou vencendo. Olha só que moto! Motor de 998 cc gera potência de 160 cv e torque de 11,3 kgfm. Sua velocidade máxima limita-se a 245 km/h. Tá bom, né?

8º lugar. Yamaha MT-10, não disponível no Brasil, ainda.


7ª - Triumph Tiger Explorer 1200 Desert Edition

A nossa escolha de número sete, como não poderia deixar de ser, foi a Triumph Tiger Explorer 1200 Desert Edition. Tem porte, tem atenção por onde chega, anda bem nas estradas, tem tecnologia de sobra, enfim... Não podia faltar na lista, essa motoca com motor de 1.215 cc, gerando 141 cv nas estradas da vida, com torque de 12,4 kgfm. Muito bom! 

7ª posição. Triumph Tiger Explorer 1200 Desert Edition


6ª - BMW K1600 GTL


Em sexto lugar, com muito respeito, vem a sra BMW K1600 GTL. Uma touring de respeito. Motorzão de 1649 cc, gerando uma potência de 160 cv (bem maior do que a CVO da Harley) e torque de 17,8 kgfm. Valorzinho dessa lindinha, final de 2020: 131.950 reais!

A BMW K1600 GTL ficou com o 6º lugar.


5ª - Harley Davidson DeLuxe

Quem vem em quinto lugar é a DeLuxe, da Harley Davidson. Moto de estilo clássico, cores lindamente pensadas, ela traduz a essência do nostálgico misturada à liberdade de pilotar uma moto. Além de ser muito bonita, colabora também seu respeitoso motor de 1.746 cc, cuja potência curiosamente não é divulgada pela harley, mas pode crer que não é das menores.

Em 5º lugar, a Harley Davidson DeLuxe.



4ª - Kawasaki H2 Carbon

Em quarto lugar, a Kawasaki H2 Carbon. Moto de pedigree forte, com histórias fantásticas nas pistas, acabou pegando o coração da galera que curte velocidade. A moto realmente é linda. Desgin moderníssimo, futurista, detentora de um motor de 998 cc, capaz de gerar uma potência de até 215 cv e torque de 13,6 kgfm. Assim, chega fácil aos 350 km/h...

Uma curiosidade a respeito da versão carbon: a Yamaha disponibilizou somente 120 unidades para essa Special Edition. Apenas uma foi comprada no Brasil. Foi você? :)


4º lugar. Kawasaki H2 Carbon


3ª - MV Agusta Brutale 1000 Serie Oro

Em terceiro lugar, vem a brutal MV Agusta Brutale 1000 Serie Oro. Um show de moto, inclusive já encontrada em terras tupiniquins. Mas, numa primeira investida, foram produzidas apenas 300 unidades no Brasil. Seu motor é um quatro cilindros de 998 cc, produzindo potência máxima de 212 cv e torque de 11,9 kgfm. Em testes, chegou atingir os 300 km/h.


3ª posição ficou para a italiana MV Agusta Brutale



2ª - Ducati Streetfighter V4

Em segundo lugar, outra fera europeia, a Ducati Streetfighter V4. O que dizer dessa maravilha saída da união do design e da engenharia mecânica, com motor de 1.103 cc, produzindo 217 cv de potência e torque de 12,6 kgfm? Além de ser um motão, que alcança aí seus 270 km/h de boa, tem um design realmente lindo, sofisticado pra caramba e modernaço!


A também italiana Ducati Streetfighter faturou o 2º lugar de
moto mais bonita do ano, segundo os sites pesquisados.


1ª - Harley Davidson Ultra Limited CVO

Em primeiro lugar... Tchan tchan tchan... A senhora das senhoras, com muito respeito: Harley Davidson Ultra Limited CVO. Que senhora mais linda! Merece nosso respeito e este primeiro lugar, que não é bem nessa ordem, mas... Motorzinho de 1.923 cc, tem potência mediana, de 95 cv, mas torque de respeito, que é o que importa mais para esse tipo de moto: 17,3 kgfm. Não tem velocidade alta demais, se comparada a outros modelos que vimos aqui, mas ela passa dos 200 km/h. Além de oferecer um conforto em viagens que é uma coisa incrível.

O primeiro lugar de moto mais bonita do mundo 2020 ficou
para a Harley Davidson Ultra Limited CVO

Então é isso, galera! Comentem, digam o que acharam dessa lista, se concordam ou não, enfim... Eu, particularmente, teria pensado em outras motocas para colocar no lugar de algumas aí, talvez, até mesmo o primeiro lugar, mas tudo bem. 

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Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...