segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CEMITÉRIO DE MOTOS: LUGAR PARA CRIATIVOS

E aí, motors?

Você já pensou em visitar um "cemitério de motos"? Então, é o lugar perfeito para aqueles de criatividade inquieta, capazes de olhar para alguns 'bagulhos' e perceber que pode ganhar muito com isso; ou mesmo exibir uma criação própria e exclusiva.

São vários os lugares com esse tipo de cemitério, onde motos são abandonadas por seus donos e por motivos diversos. Um deles é quando o proprietário não tem mais dinheiro para pagá-la ou mantê-la, e as financeiras tomam (geralmente, essas vão para leilão). Outro motivo, mais constante. é quando o proprietário não teve como pagar os impostos devidos e, então, órgãos de trânsito prendem o veículo e, como enchem de taxas, a pessoa acaba desistindo de pegá-la de volta.
Cemitério colombiano: mais de 7 mil motos catalogadas em 2014.

Na maioria das vezes, tais motos ficam quase que eternamente em pátios enormes, dividindo espaço com centenas ou milhares de outras, formando até um cenário pós-apocalíptico.

Um dos maiores cemitérios de moto conhecidos fica em Barranquilla, na Colômbia. Em 2014, eram contadas mais de 7 mil motos, na maioria em estado de calamidade pública, abandonadas ali pelos motivos já citados. Normalmente, são motos que ficaram no pátio da Secretaría Distrital de Movilidad (órgão semelhante ao "nosso" Detran), em Bogotá, por mais de cinco anos e, como não foram procuradas, são transferidas para o cemitério. E lá definham.
Cemitério de Barranquilla, na Colômbia.

Cemitério de Barranquilla, na Colômbia.

Cemitério de Barranquilla, na Colômbia.


Outro pátio de grandes proporções pode ser encontrado na Tailândia, com motos na mesma situação das do pátio colombiano. É lamentável ver tantas "preciosidades" largadas nesses locais - especialmente, para os apaixonados por motos, claro.
Pequeno "jardim" no cemitério tailandês

Na Tailândia, diversos são os modelos - dos mais raros aos mais comuns - encontrados.

Os mais criativos montam suas motos a partir de quadros originais.

Uma das peças a comprar é o quadro. A partir dele, você faz a sua moto.

Modelos mais "novos" também são encontrados para comprar na Tailândia.


E no Brasil? Há tais cemitérios?

No Brasil, não há oficialmente um cemitério de motos, mas sim ferros-velhos espalhados por diversas cidades, onde há de tudo: de fogões a carros, de carrinhos de bebê enferrujados a motocicletas. Além disso, os pátios das empresas de leilões também guardam verdadeiras relíquias (que só podem ser compradas como estão), e também os pátios dos Detrans da vida, onde muitas motos ficam até se desmancharem (e sem possibilidade de serem negociadas, completas ou em parte, até que vão para leilões).

Em Sorriso-MT, há um ferro-velho onde o interessado pode negociar essas partes, já que todo o "estoque" é prensado para ser vendido a empresas de reciclagem. Se conhece outros lugares assim no Brasil, deixe seu comentário. A gente agradece. :)

Cemitério em Sorriso-MT. Todo o material que existe aqui, é prensado.

É possível negociar algumas partes com o proprietário.

Tá bom, mas o que um cemitério tem a ver com criatividade?

Em um lugar como esse, se houver a oportunidade, é possível comprar peças de todos os tipos e montar sua própria motocicleta. Claro, isso dependerá da criatividade, paciência e de um pouco de dinheiro, mas normalmente resulta em algo legal.

Tudo bem, que nossa cultura tem um pé bastante atrás em relação a esse tipo de mercado, mas tem gente que até arrepia ao ver uma "chopper" ou uma cafe racer montada. E a criatividade pode ir além, dando vida a verdadeiras relíquias.
Uma Suzuki GT550 Cafe Racer: montada no Brasil, por brasileiros.

Uma boa dica é adquirir um bom quadro (por 20% do preço normal, ou menos), algumas peças ainda aproveitáveis (retrovisores, pedais, rodas, guidões, coroas, pinhões etc.) e começar a montar a sua máquina, com seu estilo e respeitando seus limites. Estilos retrôs são os mais buscados quando se faz uma moto DIY (Do It Youserlf, ou "Faça Você Mesmo", em português).

Ter um motor só esperando pelo quadro é bom, mas encontrar e comprar um que satisfaça suas necessidades também não é difícil, nem no Brasil. Aqui, o chato fica por conta da documentação, pois é necessário documentar a "nova" motocicleta, para não parar em outro pátio.

Portanto, se você é motociclista e criativo, não perca esse tipo de oportunidade, quando aparecer. Podem surgir, inclusive, bons negócios pra você.

No mais, motoabraço e paz nas ruas e estradas!

Créditos Fotos:
- Cemitério colombiano: Giovanny Escudero, El Heraldo.
- Cemitério tailandês: Sanook album
- Cemitério de Sorriso: MT Notícias Net
- Foto da Suzuki "montada": Eduardo Pantoja, Project Cars

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

TRIUMPH TIGER 800 2019: ÍCONE SOBRE DUAS RODAS


Salve, galera motociclista!!

Considerada um dos modelos mais procurados na Triumph, a bigtrail Tiger 800 ganhou fãs por todo o Brasil, devido a vários detalhes, entre eles, a beleza e a tecnologia empregada na moto.



O modelo 2019 chegou melhorado em ergonomia, segurança, conforto e economia, sem falar do aparato tecnológico, que são chaves importantes na hora de decidir pela compra de uma motocicleta, e esses itens têm de sobra na Tiger 800.

A primeira Tiger

A britânica Triumph é antiga. Ela completou seu centenário, oficialmente, em 2002, mas há rumores de que ela já era ativa, na produção de bicicletas, ainda no final do século XIX, com a chegada de um alemão na Inglaterra, naquela época: Siegfried Bettmanm.

Impressionado com o número de bicicletas na capital inglesa, Bettmann, que já era fabricante de máquinas de costura, resolveu inovar e melhorar a mobilidade dos britânicos, incorporando um pequeno motor (fabricado pela belga Minerva, de 2,25 hp) às suas bicicletas que, com o quadro reforçado, passaram a ganhar as ruas de Londres em 1902, com um modelo denominado “Nº 1” (Number One).

Este feito colocou a Triumph na lista de desejos daqueles que não queriam mais andar a pé ou depender dos transportes públicos. Após a Grande Depressão – considerado o mais longo período de recessão econômica do séc. XX -, e passando por momentos de grande dificuldade (quase precisando fechar as portas), a Triumph arriscou em colocar nas ruas um modelo mais popular, de 494 cc e que chamou de Modelo P. Custava apenas 42 Libras e, por isso, vendeu cerca de 20 mil unidades em um só ano.

Tiger 100. A moto mais veloz de sua época.

Somente em 1937, sob a direção de Jack Sangster, a Triumph lançaria um novo modelo que viria surpreender os fãs da marca: a Speed Twin, que veio a ser conhecida como Tiger 100. O que mais impressionava neste modelo era a velocidade que alcançava: 160 km/h. Segundo a própria Triumph, essa moto dominou o tópico ‘velocidade’ até a chegada da CB 750, da Honda, em 1969.

Tiger 800: ícone sobre duas rodas

A Triumph, hoje, é uma empresa mundialmente bem conceituada, isso não resta dúvida. 0 design e a tecnologia empregados atualmente em suas motocicletas são fatores que merecem prêmios.



Os seis modelos que compõem a família Tiger 800 são hoje verdadeiros ícones da categoria bigtrail - urbana e adventure. São eles:

 Tiger 800 XR – modelo de entrada, tem preço sugerido (no site) de R$ 43.190,00;

Tiger 800 XR

Tiger 800 XRx – um pouco mais robusta do que sua irmã XR, custa R$ 48.890,00;

Tiger 800 XRx

Tiger 800 XRx Low Seat – é a mesma XRx, porém, alguns milímetros mais baixa, e compartilha o mesmo preço;

Tiger 800 XR Low


Tiger 800 XRT – botões ergonômicos e joystick de 5 posições, é a top das XR. Preço sugerido de R$ 54.890,00;

Tiger 800 XRT


Tiger 800 XCx – esta é tecnologicamente mais equipada que as anteriores, como a presença dos modos de pilotagem, e custa R$ 51.390,00;

Tiger 800 XCx.


 Tiger 800 XCA – assentos aquecidos são alguns dos itens que acompanham esse modelo top de linha, que custa R$ 55.890,00.

A dirigibilidade nessas motos é algo surpreendente. Nas rodovias em boas condições, é como estar conduzindo uma orquestra sinfônica, ou tocando um rock pesado, dependendo da pegada que você tiver.



O Motor da Tiger

Todos os modelos compartilham o mesmo DOHC tricilíndrico em linha de 800 cilindradas, com 95 cv de potência a 9.250 rpm. Com torque de 79 Nm @ 7.850 rpm, trata-se de uma moto de grande força e condizente com seu porte.

O motor para os seis modelos é o mesmo.


Possui sistema de aceleração ride-by-wire, que suaviza a entrega de potência e a resposta do acelerador é muito mais rápida. Apesar de ser um motorzão, é econômico, chegando a fazer 27,4 km/l. Por falar nisso, o tanque é de 19 litros, o que pode chegar até 520 km de autonomia.

Com refrigeração a líquido, 12 válvulas, a Tiger 800 é uma moto potente e que permite ao piloto mais expert usar de seus atributos seguramente.

As XCs são excelentes off-road.

Computador de bordo

As Tigers são dotadas de um computador de bordo bastante funcional em seu painel, que indicam: velocidade, tacometria, posição da marcha, medidor de combustível, indicador de serviço, temperatura ambiente e relógio.

O painel TTF não está presente na versão XR.

Nos modelos XRx, XCT, XCx e XCA há mais funcionalidades, tais como: tempo de viagem, velocidade média, consumo médio de combustível, consumo instantâneo e autonomia.
Esses três modelos contam ainda com mapas diferenciados de aceleração:

- Rain map: ajusta a aceleração em solos molhados ou escorregadios;

- Road map: modo padrão, linear e perfeito para as condições diárias normais;

- Sport map: dá uma resposta mais clara e ágil, retirando a necessidade de aceleração;

- Off-Road map: resposta ideal para terrenos irregulares ou pistas de terra.

Todos os modelos contam com o TTC (Controle de Tração Triumph), sistema que previne o giro inesperado da roda traseira, ao cortar o torque do motor para evitar a perda de aderência com o solo. Motos de alto torque sem esse sistema costumam dar uns tombinhos bestas em seus pilotos e mexendo nos bolsos.

O TTC possui 3 configurações: ROAD, otimizado para boas estradas e rodovias; OFF-ROAD, para terrenos off-road; e OFF, sistema desligado para uso urbano.

Para completar, com exceção da XR, os modelos são equipadas com o Cruise Control, o piloto automático, que é um sistema que permite uma condução mais confortável, ao mesmo tempo em que gera um bom consumo de combustível.


O Cruise Control é também conhecido por "piloto automático"


Sobre o painel, com exceção do modelo XR, os demais vêm equipados com o TTF, cuja tela assemelha-se à dos smartphones. As informações são vistas em ótima resolução e tamanho ideal para o piloto.


Conclusão

Com suas rodas de aros largos – 19” na XR e na XRx Low, e 21” nos demais modelos -, e altura perfeita, é uma motocicleta feita para proporcionar ótimo desempenho off-road e conforto nas longas viagens. O conjunto da obra dá essa resposta.
Rodas Aro 19" na XR e na Low, e 21" nas demais.
A Triumph preocupou-se no quesito ergonomia, o que traz ao piloto a sensação de estar realmente dominando a máquina, mas, ao mesmo tempo, é ela quem o tem. Uma relação íntima de sinergia entre ambos.

Motoabraço!


Tiger 800: uma das melhores bigtrails do Brasil.


quarta-feira, 11 de julho de 2018

SEM REFORÇO: YAMAHA TÉNÉRÉ 250 TEM QUADRO COMPROMETIDO

Problema na fabricação compromete estrutura

E aí, galera motociclista? Todo mundo muito bem? Que legal!
Esse artigo trata de um problema que afeta alguns modelos de moto, mas, na Yamaha Ténéré 250 a coisa parece ser mais séria. O fato é que a parte traseira do quadro desse modelo, sobre a qual está o banco, por problema de fabricação - deve ser para "baixar custos" -, é feito de um material tubular muito fino para o propósito da motocicleta.


No manual, diz que a carga máxima permitida para a Ténéré é de 159 kg. Bom, a moto, em ordem de marcha* pesa 151 kg. Isso quer dizer que, duas pessoas na média de 70 kg, mais uma ocasional bagagem que chegue a 10 kg ou pouco mais, podem comprometer a estrutura da moto e, pior, sujeitos a um acidente de proporções inimagináveis.
O baú - e o que se carrega dentro dele - é um dos responsáveis por
dar mais peso à traseira da moto.

Erro da Yamaha

Não diria só erro, mas acho que até mesmo negligência em relação aos proprietários desse modelo. Não custava nada à Yamaha fazer um quadro mais espesso e reforçado, com tubulação dupla, por exemplo, a fim de garantir maior durabilidade da peça. Afinal, expor o motociclista e seu/sua passageiro(a) a uma condição tão perigosa quanto essa, chega ao absurdo. Fica, aqui, a dica para a Yamaha: aumentar a espessura ou duplicar o tubo, o que não onera muito e nem precisa deixar a moto mais cara. Afinal, pra vocês, fabricantes de motocicletas, quando vale a vida de uma pessoa? Será que menos que esse pequeno investimento?

Como saber se o quadro está comprometido?

O tubo, que tem originalmente o formato retangular (mas, não reto, já que "acompanha" o desenho da moto), parte do centro da moto, próximo à parte inferior da mola, e se estende até o final da garupa, debaixo do banco. Ilumine o local e faça uma procura visual em qualquer trincado suspeito. Para confirmar, passe o dedo, a fim de sentir alguma alteração. Se achar, corra a um soldador ou profissional especializado para consertar.

Tem solução?

Sim, tem. E a solução pode ficar entre R$ 149,90 a R$ 180,00, dependendo a marca e de onde se compra. Trata-se de uma peça chamada reforço de quadro, e que pode ser encontrado em diversas lojas, físicas ou virtuais, dentre elas, o Mercado Livre.
Para instalá-la não dá muito trabalho, mas é recomendado que você leve sua moto até uma oficina para isso ser feito.





*Ordem de marcha é quando a moto está com o tanque cheio, bem como todos os líquidos completos e pneus bem calibrados.

LOUCO POR MOTOS, ANO X

Louco por Motos entra em seu décimo ano


Em 2008, alone in the dark*, me veio à ideia sobre por que não escrever sobre motociclismo, já que este é meu estilo de vida desde meus tenros 11 anos de idade, quando ganhei minha primeira "duas rodas motorizada", uma Garelli Katia 50. Um show... de barulhenta (rsrs). Desde 2006, quando passei a ser membro de um grande motoclube brasileiro, a paixão pelas motos e pelo motociclismo ganhou ainda mais força e, somado ao meu gosto por escrever, foi então que resolvi dar início a este blog.

Durante o caminho, que não é nada fácil, fui aprendendo cada vez mais com os leitores e seguidores do Louco por Motos, assim como, na vivência diária com gente envolvida com o motociclismo. E isso traz certa alegria, conforto e orgulho pra mim, pois, tornaram-se todos meus companheiros de rotina, de vida, de kms rodados e de viagens inesquecíveis.

Eu e meu amigo Chuck (à direita), em 2012.
Foi nesse meio tempo que também tive a honra de conhecer um dos caras mais gente fina e irmão pra vida toda, e que me deu muito suporte técnico, por assim dizer, tanto nas postagens do blog como nos artigos do Jornal Motonews, um jornal bimestral e impresso que eu mantive por 1 ano e 4 meses aqui na cidade de Goiânia-GO, mas que hoje está disponível no Issuu e também no Facebook (com mais de 2 mil seguidores). Charles "Chuck" Saedt também fez parte e foi colete fechado do "meu" motoclube, até que um acidente fatal, no interior do Mato Grosso, o tirou de nosso convívio. E isso quase me fez desistir do blog, pois fiquei meio perdido, sem saber com quem contar, a partir de então. Mas, acho que ele deve ter me puxado a orelha, e foi quando resolvi que manter o blog seria até mesmo uma forma de homenagear meu brother. E assim continuei.

Algumas das edições em formato eletrônico disponíveis no Issuu.com

Com o passar dos anos, o blog foi crescendo, ganhando novas visitas e também novos assinantes do Feed, o que vai trazendo ânimo e incentivo. E, isso, tenho que agradecer a vocês! Espero que o Louco por Motos possa continuar colaborando com o motociclismo em seus artigos e, para isso, empenharei ao máximo, enquanto tiver saúde!

A nova logo continuará por todo esse ano, em comemoração ao ano 10 do blog.



Um motoabraço a todos! Muito obrigado!!







*(trad.) "sozinho no escuro"

sábado, 7 de julho de 2018

MOTOR TEM TEMPO DE VIDA ÚTIL: MITO OU VERDADE?

E aí, galera motociclista? Vamos para mais um artigo importantíssimo sobre os cuidados a se ter com a moto.
Fig. 1. Partes de um motor de moto.

Vida útil

Motor tem vida útil? Pra começar, tudo o que vemos e tocamos, de certa forma, tem vida útil. Um dia, até mesmo uma rocha, vai se tornar pó. E isso não é diferente com motores, especialmente, por serem feitos de materiais desgastantes, como os metais e outros componentes utilizados em sua estrutura.
Desde o momento em que o veículo - qualquer um - é retirado da fábrica, ele passa a sofrer mínimos, mas reais desgastes. Todas as peças em atrito com qualquer outra, ou com o ambiente, passam a sofrer ínfimos danos, que sejam, mas que com o tempo tendem a aumentar, tanto em frequência, como em força e/ou o desgaste em si.
Fig. 2. Desgaste - pequeno e natural - de uma bronzina.

Sendo assim, partes como a culatra - ou "tampa de cilindro", como é também conhecida -, os cilindros, os pistões, a biela, o virabrequim, velas e válvulas, enfim, todos os componentes que trabalham em conjunto para o motor funcionar, vão aos poucos sofrendo tais danos e, se não houver a manutenção devida, a tendência é que, uma hora, o motor pare de vez.

O que danifica mais a moto?

Não é preciso ser especialista pra saber que, o que mais prejudica a motocicleta, em geral, além da falta de manutenção, são fatores extras, que nem sempre dependem da vontade do dono:
- Asfalto/estradas ruins: são os maiores responsáveis por danos na suspensão, afrouxamento de parafusos, empeno de peças de ferro, desgastes das partes de borracha, entre outros. O chacoalhar que terrenos acidentados provoca é muito negativo para todas as partes do motor. São também responsáveis por quedas, que podem trazer prejuízos materiais e pessoais irrecuperáveis;
Fig. 3. Asfaltos ruins são responsáveis por quebras e quedas.

- Combustível de baixa qualidade: todo combustível suspeito deve ser evitado. Se já é muito ruim termos que abastecer nossas motos - a gasolina - com 27% de álcool, imagina se esse combustível estiver "batizado". O acúmulo de sujeira, conforme o período no qual se abasteceu com aquele combustível ruim, vai sendo gerado no fundo do tanque e repassado para o sistema de alimentação, o que gera fraca combustão e falha no motor. Isso, sem contar as micropartículas que vão sendo depositadas em outras partes da engenhoca, ocasionando ranhuras e posterior necessidade de retífica.
- Troca de marchas forçada: galera, o motor não foi feito para esticar ou antecipar a marcha em demasia. O ato de se trocar marchas está relacionado à capacidade de compressão do motor, o que quer dizer que, sob muita ou pouca pressão, ele não trabalha de forma ordenada, como deve ser. Isso pode diminuir a capacidade motriz, com o tempo.
Fig. 4. Engrenagem de um câmbio de 6 marchas.

Fig. 5. Use o óleo com as especificações certas da sua moto.
- Óleo baixo ou falta de óleo: meus amigos!!!! Eis aqui um item de extrema importância na vida útil do motor de sua moto! Rodar com óleo "do meio pra baixo" é quase a mesma coisa que estar sem óleo no cárter. Quando o óleo é jogado para cima, a quantidade exata é enviada para que as peças sejam lubrificadas. E esse óleo é jogado pela pressão causada dentro do motor. Então, se há pouco óleo, irá subir uma quantidade insuficiente para a lubrificação exata, o que estará sendo terrível para o motor: ele esquentará com mais facilidade, haverá maior desgaste e passará a queimar o óleo, ao
invés de aproveitar o pouco que tem. Deixar o óleo chegar ao nível mínimo, ou faltar, é melhor empurrar a moto desligada até uma loja apropriada e completar o cárter. Outro fator importante: use sempre e somente o óleo com especificações elegidas para sua moto. Na dúvida, consulte o manual da mesma, ou pesquise no Google, ok?
- Peças paralelas: muito cuidado! Concordo que uma peça original, geralmente, adquirida em concessionárias, pode custar os olhos da cara, às vezes. Mas, por um lado, acaba sendo o caro que sai barato, pois o contrário estamos fartos de conhecer, não é mesmo? Pois é, peça paralela "tem que ter origem", me desculpem o trocadilho. Há casos em que uma peça paralela tenha sido produto de assalto e com final ruim para o dono da moto. Mas, há também empresas especializadas em fabricar peças similares, o que é estritamente legal. Temos que, contudo, manter os olhos abertos para os "especializados em copiar a cópia", que geralmente empregam material de terceira categoria e, conforme a peça, pode comprometer a segurança de quem está na moto. É aquele negócio: barato demais, desconfie.

Dicas para aumentar a vida útil do motor

Eis algumas dicas para lhe orientar e aumentar a vida útil do motor de sua moto:
1. Evitar abusos: a não ser que você seja integrante de um grupo de "motoshow man", ou participe de competições radicais, e que sua moto seja especialmente preparada para tal, procure não abusar da moto - andando em uma roda a cada semáforo que parar; fazendo zerinhos; acelerar bruscamente e com frequência; fazer trilhas com motos sem estrutura para o tipo de terreno; saltar rampas ou morretes... -, pois cada uma tem estrutura e engenharia apropriada para aquela situação ou terreno.
2. De olho no óleo: o óleo, como disse anteriormente, é um componente que não pode faltar ou estar sempre baixo. E, saiba, completar o óleo nem sempre é a solução. O correto é trocar todo o líquido regularmente - de acordo com o que diz no manual da motocicleta -, assim como, pelo menos, alternando uma vez a cada troca, o filtro específico. Ponha na sua cabeça: o motor pode funcionar apenas com o cheiro do combustível, mas sem óleo, ele vai fundir rapidinho.
3. Check-up geral: quando voltar de uma viagem, faça o possível para levar a "moça" ao médico. Nem que seja somente para um check-up. Viagens longas, especialmente, podem trazer alguns parafusos soltos, algum cabo pronto para arrebentar etc. Na parte elétrica, podem haver fios com mau contato, o que também prejudicam o funcionamento da moto.
4. Gaste mais, mas rode melhor: cuidado, mais uma vez, com peças baratas e mecânicos quebra-galhos, que vão lhe cobrar "só um cafezinho". Se vai fazer uma manutenção em sua moto, incluindo mecânica e elétrica, faça com quem entenda e tenha tempo de mercado, seja reconhecido. Mesmo assim, vá atrás de referências (por experiência própria, uma Shadow que tive ficou mais de 30 dias com um mecânico e, mesmo assim, tive problemas em uma viagem que fiz, logo que tirei ela da oficina. Detalhe: eu a havia deixado lá justamente para corrigir o problema que tive, durante a viagem). Portanto, trate-a como sua melhor companhia e não pense duas vezes em levá-la para um lugar confiável.

No mais, seja sempre prudente e precavido(a). Não é nada bom ficar a pé. :) Motoabraços!

Saiba mais em:
- Antes de pegar a estrada
- Dicas de pilotagem

quinta-feira, 5 de julho de 2018

MOTO COMPARATIVO: BMW G310 R x YAMAHA MT-03

Alô, motors!!!

De volta com mais um comparativo, desta vez, de duas motos de uma categoria que vem crescendo vertiginosamente, que é a das nakeds na faixa das 300 cilindradas.
Então, pus na roda a BMW G310 R e a Yamaha MT-03, duas excelentes motocicletas, com diferenças pequenas entre uma e outra.


Design

Vamos começar pela aparência geral. A moto da BMW tem uma pegada roadster, com acabamento urbano e contemporâneo, não primando muito por detalhes no desenho do tanque ou das faixas adesivas. A carenagem lateral, onde está impresso o "R" na BMW, cobre o radiador, ao mesmo tempo que direciona o ar para a peça, o que ajuda no condicionamento da temperatura. Já na MT-03, essa carenagem não existe e o radiador torna-se visível, mas, nada que atrapalhe na performance da moto. Os desenhos do tanque, da carenagem de farol e o protetor do cárter tiveram mais preocupação por parte dos engenheiros da Yamaha, que pensaram certamente num layout mais futurista e visual esportivo. Se é a primeira impressão que fica, eis que a MT-03 parece impressionar mais.

BMW G310 R


YAMAHA MT-03

Dimensões

A G310 R é levemente mais curta e compacta, com um entre-eixos de 1.374 mm, contra 1.390 mm da MT-03. Em termos de comprimento total, a MT-03 possui 2,09 mts, enquanto a BMW, 2,05 mts. Em altura, a BMW fica um pouquinho acima, com 1,08 mt, e a Yamaha com 1,03 mt. Também no assento, a Yamaha é 0,05 mt mais baixa, medindo 780 mm contra 785 mm da BMW.
As capacidades dos respectivos tanques também são diferentes. Enquanto a G310 R tem capacidade para 11 litros de gasolina, sendo 1 litro de reserva, a MT-03 possui capacidade maior, de 14 litros, sendo 3 para a reserva. Em consumo de combustível, a MT-03 pode variar entre 16 e 22 km/l - a média, então, é de 19 km/l. A G310 R pode chegar a incríveis 30,6 km/litro!!!!! Nessa questão, tão importante nos dias de hoje, a BMW ganha disparada!
Em ordem de marcha, seus pesos são: 158,5 kg da BMW e 168 kg da Yamaha.



Motores

Vamos à parte, talvez, mais interessante de um comparativo. Quem sai na frente e quem fica pra trás? Em termos de motor, há números que fazem a diferença entre uma moto e outra.
A BMW G310 R possui um monocilíndrico de 313 cm³ que gera até 34 cv de potência a 9.200 rpm e torque de 2,85 kgf.m a 7.500 rpm. Já a MT-03 é dotada de 321 cm³ em dois cilindros, que geram 42 cv de potência a 10.000 rpm e torque de 3,01 kgf.m a 9.000 rpm. A BMW que nos desculpe, mas a Yamaha sai e chega melhor, nesse quesito.


Motor da MT-03: bicilíndrico, 321 cc e 42 cv.

Motor da G310 R: monocilíndrico de 313 cc e 34 cv de potência.

Consumo e autonomia [editado e atualizado]

Falando-se em autonomia, isto é, quantos quilômetros cada uma delas percorre com o tanque cheio, levando-se em conta seus consumos médios, não se diferem tanto: a Yamaha MT-03, com seu tanque de 14 litros, tem uma autonomia de aproximadamente 280 km, enquanto que a BMW G310R, com um tanque para 11 litros, chega aos 290 km. Portanto, por litro a BMW faz mais, chegando à média de 26 km/l contra 20,8 km/k da MT-03. 

Preços [atualizados em 12/12/21]

É lógico que, no final das contas, pesa também na escolha do modelo o valor que tem que ser pago, não é? Mas, antes disso, veja este outro comparativo:

Preço médio do seguro (Zero KM)* - G310 R       = R$ 1.815,00
                                                             MT-03        = R$ 1.990,00

(* Preços de seguros variam conforme seguradora, corretor, cidade, idade e sexo do piloto principal, entre outros parâmetros).

Devido a diferenças em impostos de cada estado, fica difícil saber o valor do IPVA mais a licença dos modelos.

O preço sugerido da MT-03 é de R$ 25.490,00; já a da G310 R é de 21.900,00.

No mais, um forte abraço, motors! Espero ter ajudado na decisão. :)

Galeria de fotos:










quarta-feira, 9 de maio de 2018

DICAS DE SEGURANÇA EM CURVAS (+ VÍDEO) by HONDA


E aí, motors!?!

Quero compartilhar aqui no blog um vídeo recebido da Honda, no qual há dicas importantíssimas ao fazer curvas, especialmente, nas rodovias.

Motoabraço!



Quem leva a melhor? Bajaj DOMINAR 400 ou Kawasaki NINJA 400? Comparativo.

Salve, Motors!  Mais uma vez, o Louco por Motos traz um comparativo que, para muita gente, é bom saber antes de investir - mais, ou menos ...