sexta-feira, 29 de maio de 2015

ACIDENTE: Por que não evitar?

Galera, sei que o assunto parece estar esgotado, massante, mas, na verdade, não pode deixar de ser dito, discutido, comentado e, sempre que possível, recheado de alertas.
Certa vez, li em algum lugar que as mortes são necessárias, pois seriam uma espécie de controle da natureza sobre a proliferação dos seres vivos. Todos eles, afinal, não existem só seres humanos sobre o planeta, correto?
Contudo, estes últimos têm morrido, não só por causas naturais, mas por diversos outros fatores, que vão desde a violência entre seres iguais, até acidentes de carro e moto. Muita coisa poderia ser evitada e muito sofrimento poderia nem ter existido.
Hoje, o Brasil soma cerca de 12 mil mortes de motociclistas/ano. Teoricamente, 1.000 pessoas estão morrendo por mês, sobre suas motos, e isso é um número tremendamente alto.
Campanhas são lançadas, multas são criadas e aplicadas, preços de seguros vão lá onde está JC, leis que a gente não consegue engolir são sancionadas, enfim, todo um universo de coisas é engenhado por causa dos acidentes motociclísticos e suas consequências. Além da tristeza para a família, traz também transtornos e prejuízos para terceiros, bem como, a administração pública.

Acidente. É possível evitá-lo?

Segundo estimativas da Cetesp, "os fatores humanos estiveram presentes na quase totalidade (98,6%) dos acidentes fatais investigados", envolvendo tanto terceiros como o próprio motociclista. Isso quer dizer, meus co-motociclistas, que nós é que temos que procurar pilotar com (muito) mais atenção, mesmo que não sejamos os culpados pelo acidente. Enquanto temos um capacete para proteger o coco e o peito como parabrisas, e qualquer coisa a partir de 40 km/h já é um risco, quem está num carro, ou em outro veículo maior, geralmente não tem problema algum. Têm, claro, seus próprios riscos, mas na maioria dos acidentes envolvendo motos, quem leva a pior é quem está sobre uma.
É possível, portanto, evitarmos acidentes. Estejamos sempre de olho no máximo de detalhes, entre os milhares que existem nas ruas e estradas, especialmente, nos trechos urbanos.
A velocidade é um dos vetores de maior risco. Dentro da cidade, em qualquer situação de emergência, em alta velocidade o piloto não possui muitos recursos, a não ser frear e rezar para não bater. Geralmente, a "reza" não ajuda. O que ajuda, é você, piloto, ter consciência entre espaço, tempo e velocidade. Tendo ideia do quão um está relacionado ao outro, já garante uma boa porcentagem de tempo de vida pra você. Das rodovias, estamos vendo cada vez mais vídeos com acidentes motociclísticos, e na maior parte das vezes o motociclista está em altíssima velocidade e... errado! Vemos muito, também, dentro das cidades, onde não só velocidade acima do limite, como também desrespeito às leis de trânsito e da vida, vários testemunhos em vídeo, onde milhares morrem ou se tornam dependentes para o resto de suas vidas.
Outra coisa que não combina - nem a pau, Juvenal! - com motos é a bebida alcoólica. Não falo um, ou dois copinhos, mas chapar o melão e sair por aí, achando que é o Batman ou o Tom Cruise, nas cenas de Missão Impossível. Meus amigos e amigas, isso definitivamente não funciona e pode acabar com sua vida. Evite sempre que possível, sim?
No mais, é ter olhos em todos os lugares do corpo, atenção a tudo e a todos ao seu redor, nunca desviar a atenção para qualquer outro ponto a não ser o próprio trânsito e o caminho que você está, e como está, percorrendo.
Bom, de minha parte, adoro rodar de moto por aí, especialmente, com altas quilometragens, mas quero tanto chegar ao meu destino, como voltar para o meu ponto de saída, porque, além de tudo, intenciono, daqui a 10, 20 anos, ainda poder viajar, com outra moto (ou não), mas com o mesmo entusiasmo que tenho desde moleque, nos meus tenros 11 anos, ainda sobre uma Katia T-50, da Garelli.

Boa sorte e motoabraço!