segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Seguro de Moto: é possível fazer?

Meus caros, há muito tempo o mercado motociclístico sofre a duras penas quando o assunto é seguro. Boa parte das seguradoras nem se arriscam a fazê-lo. Por que? Vejamos.

Maior risco
É sabido que o risco que corremos, enquanto estamos sobre uma moto, é muito grande, mesmo que tenhamos toda a atenção do mundo. Isso, porque muitos são os motoristas que não respeitam motociclistas e não estão nem aí para as consequências de um acidente, por mais leve que seja. A moto, por ser tão desprotegida, em quedas de média gravidade já podem sofrer diversas avarias, o que, no caso de motores médios a grandes, já geram um custo elevado para a seguradora.

Manobras arriscadas
Muitos são os motociclistas que se arriscam tremendamente no trânsito. Sua forma de pilotar vai contra todos os princípios básicos de segurança e também do código de trânsito. Para as seguradoras, essa "linguagem" na forma de pilotar já é um bom motivo para não indenizar o sinistro, caso seja provado que o condutor acidentou-se devido a má pilotagem da motocicleta, ou por ter se arriscado demais em uma situação que exigiria outra atitude.

Facilidade de roubo
Motos, por seu tamanho, especialmente, as de menor cilindrada, são fáceis objetos de roubo. Os caras, sabemos muito bem, são artistas e, na hora de roubar uma moto, esteja ela parada ou em trânsito, com o condutor em cima e tudo mais, o fazem num piscar de olhos. Para se ter uma ideia, em São Paulo, as seguradoras preferem - mesmo assim, com restrições - assegurar uma moto esportiva que rode somente nos track days de fins de semana, do que aquelas que rodam diariamente pelas ruas da maior cidade do país. Mesmo assim, a preços exorbitantes. Para determinados casos (e modelos), o preço de um seguro para motos pode alcançar os R$ 10 mil, facilmente.

Imagem capturada da câmera da vitima, que filmou a ação do bandido.



Prejuízo
As situações em que o piloto também expõe sua vida ao perigo, como manobras arriscadas, os próprios acidentes e roubos, trazem ainda mais transtorno para todos os lados. Para as seguradoras, arcar com esses tipos de sinistros não é compensativo, haja vista o número de pessoas que não acabam bem ao final de um fato desses. Está certo que não é culpa do dono da moto, mas, infelizmente, as estatísticas não dão outra alternativa às seguradoras, que acabam "ficando  no prejuízo".

Motos pequenas x Motos grandes
Há discriminação, sim, quando o assunto é a cilindrada da moto. Mas, essa discriminação tem um motivo, que é simplesmente o fator "compensação para o ladrão". Por exemplo: roubar uma motocicleta de maior cilindrada exigirá mais experiência do meliante, que pode se arrebentar todo na próxima esquina; portanto, uma moto de menor cilindrada, como as de 125 a 250 cc, é mais fácil de ser conduzida e terá suas peças vendidas no mercado negro mais rapidamente. As grandes são mais "sob encomenda". O mais irônico nisso tudo é que pode haver um amigo seu, companheiro de rodagem, que pode encomendar uma peça (sem contar a ninguém) de forma "especial" e alguém da turma acabar sendo a vítima deste pedido. Portanto, amigos, cuidado na hora de comprar peças para sua moto. Os pilotos de motos menores - motoboys, então, devido à cobrança que há por parte das empresas quanto à rapidez nas entregas - estão sempre com pressa, arriscando sua vida e a de terceiros. Para as seguradoras, os resultados dessas combinações não são pontos positivos para assegurar a motocicleta.

De qualquer forma, quando se consegue fazer o seguro de uma moto, não sai por menos de R$ 2 mil - isso, se a moto não for de uso constante e já com um motor de 600 cc a 800 cc. Abaixo disso, é praticamente impossível conseguir assegurar o bem; acima, fica muito caro e pode ser que não seja tão compensativo, no final das contas.

Minha opinião é que as seguradoras façam uma espécie de "concessionário de seguros", sob a forma de uma joint-venture, a fim de darem conta do recado. A preços justos nas mensalidades e modificações nos contratos (em relação a carros de passeio, caminhões etc), dada a quantidade de motociclistas nas ruas, poderia ser mais fácil conseguir um número maior de clientes e, consequentemente, ficar de bom tamanho para ambos os lados.

Mas, enquanto você não consegue um bom seguro para sua moto, procure instalar um alarme ou, de preferência, um com rastreador GPS. Pelo menos, se agir rapidamente com a polícia, terá tempo de encontrar sua motoca antes que os caras a desmanchem. Boa sorte e fique atento!

Motoabraço