quarta-feira, 30 de junho de 2010

De Goiânia a Joinville em 2 Rodas - Parte 3 (Final)

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Só para constar: o título certo, agora, não seria este e, sim, "De Curitiba a Goiânia", mas, como estamos dando continuidade à história de uma pequena viagem, mantive o título original.
Saímos no domingo (13) cedo de Curitiba, onde já estávamos desde quarta-feira. Havia uma indecisão por parte de alguns de nós, quanto a voltarmos pela BR-153 (ou seja, o mesmo roteiro "mais ou menos" pelo qual fomos para o sul) ou pela Via Anhanguera. A decisão final só foi tomada cinco minutos antes de partirmos. Bom para todo mundo. Você paga pouco pedágio (algo como R$ 2,10, divididos em três pedágios de R$ 0,70 cada) e tem uma rodovia muito, mas, muito melhor e mais segura.



As Shadows, no entanto, devido ao frio que passaram, à idade delas (10 anos) e às baterias paralelas, penaram para ligar. Tiveram que pegar no tranco, o que não é muito bom para esses motores. Mas, só isso, também. O domingo estava querendo mostrar sol, o que aos poucos foi acontecendo, graças à boa Natureza.
Nesse retorno, não contávamos mais com nosso amigo Xavier, que, por força maior, teve que retornar antes. No seu lugar, e trazendo sua Shadow, veio Sandro Enxada, também Forasteiro e compadre.
A minha Shadow, devido a alguns pequenos probleminhas, derramava óleo a cada parada para abastecer, mas, incrivelmente, não baixava a ponto de a toda hora ter que completar. Apesar disso, completei o cárter apenas uma vez, com cerca de meio litro e pronto. Foi o que me disseram: "se não fosse a Shadow, você não poderia arriscar-se a voltar." Obrigado, Shadow, obrigado, Honda.
Como o tempo estava muito bom e as rodovias em perfeito estado, nossa viagem de volta rendia muito mais. Trânsito tranquilo, visual 100%, tudo maravilha.
Nos hospedamos em um pequeno hotel na entrada de São Joaquim da Barra-SP, ainda a 200 km de Uberaba-MG. A intenção era chegarmos ao território mineiro, mas um dos nossos não mais conseguia pilotar à noite. Sem problemas, estávamos tranquilos quanto a isso. Este hotel, o qual não me lembro mais, tem preço bastante acessível e fica bem próximo ao trevo de acesso a São Joaquim. Após entrar no trevo, você o verá à sua esquerda, numa rua paralela à principal (onde você estará). Mas, é necessário avançar até um retorno mais à frente e retornar por essa ruazinha paralela, até chegar ao hotel. Você não vai se arrepender.
No dia seguinte, nossa viagem continuou bem, e chegamos em Goiânia cerca de 16 hs. Isso, porque passamos em Itumbiara, para que eu pudesse dar um "olá" ao meu velho.



Postei alguns fatos sobre essa viagem somente para compartilhar com os amigos motociclistas os momentos que nós, estradeiros, mais curtimos: momentos na estrada e algumas boas horas com nossos irmãos e amigos. Conhecer lugares e pessoas diferentes não faz de nossos espíritos "aventureiros", mas sim nos enche de conhecimento e sabedoria, além de grandes momentos de reflexão, especialmente, nos trechos. Você cresce com isso e se sente bem, pois a adrenalina está sempre na alta. Afinal, não é preciso chegar aos 270 km ou mais pra você se divertir - 110, 120 km são o suficiente para que você tenha toda a sua atenção voltada para a estrada, para a paisagem e tudo o que está à sua volta.
Espero que você faça sempre boas viagens e que tenha sempre amigos e irmãos para estarem junto com você, compartilhando o que há de melhor nessa vida, que é viver.

Um moto-abraço a todos e obrigado por acompanharem-me nesses 3 últimos posts.

2 comentários:

Wesley Marques disse...

Show de bola esse passeio de vocês. Abraços.

Mozart Forasteiro disse...

Valeu, Wesley. De verdade, qdo tiver oportunidade pra fazer um trecho maior e com estradas tão bonitas, não perca a chance. Motoabraço e fica na paz.