sexta-feira, 13 de maio de 2011

Kzuki, Jialing, Loncin, Zongshen... Invasão chinesa no Brasil

----------------------------------------------------------------
Ultimamente, temos visto uma invasão não só de produtos de pequeno porte, como também de automóveis e motocicletas oriundos de terras chinesas. Marcas de nomes engraçados, às vezes, difíceis de se lembrar, vão surgindo em forma de montadoras e revendedoras dessas marcas. E, nas ruas, a invasão continua, já que hoje é muito comum nos depararmos com as chinesinhas. Isso é sinal de boa aceitação, senão, de preços compatíveis com a realidade do bolso do brasileiro (pelo menos, da maioria). Em se tratando de concorrência, ótimo, porque isso faz baratear também os custos das marcas mais famosas, se elas não pretenderem entrar em colapso. Mas, e em termos de manutenção? É fácil encontrar peças de reposição por aqui? A revenda é garantida? Essas motos são realmente boas? Foi o que o Louco por Motos tentou descobrir.

Kzuki Motos
A Kzuki chegou ao mercado brasileiro por volta de 2009 trazendo, primeiramente, minimotos, motos off-road e quadriciclos, entre 50 e 250 cc. Mais recentemente, a marca trouxe para as terras tupiniquins modelos urbanos para o dia a dia, com 150 cc, e esportivas de 250 cc. De acordo com os comentários de clientes dessa marca, tratam-se de motos ágeis e econômicas, perfeitas para os trechos urbanos. Seus modelos esportivos puxam muito da Kawasaki e, suas customs, rebuscam o classicismo das Harleys maiores (mas, acabam pecando, devido, evidentemente, às proporções). Ainda de acordo com proprietários de algumas destas marcas, se as motos trouxerem algum problema de fábrica, a assistência é garantida e, se for o caso, trocam a peça na hora. Isso quer dizer que a marca preocupa-se com seu cliente. O problema é que sua rede não é lá tão grande, o que dificulta para aqueles que desejam comprar uma Kzuki, mas mora longe de uma concessionária. Em todo o estado de São Paulo, , por exemplo, há um representante na cidade de Americana. No Espírito Santo, apenas um em Venda Nova dos Imigrantes. Mas, é em Minas Gerais que a Kzuki conta com mais representantes: Belo Horizonte, Pará de Minas, Manhuaçu, Itaúna, Betim, Contagem, Passos, Conselheiro Lafayete, Alfenas, Conceição do Mato Dentro, Uberlândia, Ouro Preto, Bom Despacho, Caratinga e Paraopeba (informações tiradas do próprio site). Se você não mora ou está longe de uma dessas localidades, não pense em comprar uma moto a qual não terá assistência na hora que realmente precisar.

Modelos mais recentes da Kzuki no Brasil. Motores de 150 a 250 cc,
feitos especialmente para trechos urbanos.

Loncin Motos
A Loncin é quem fornece a tecnologia e as peças para a montagem das novas Amazonas (leia sobre as antigas Amazonas clicando aqui), no Brasil. Além de ter comprado os direitos do uso do nome, a Loncin fez algumas modificações necessárias para que a Amazonas pudesse acompanhar o mercado e tornar-se mais competitiva. E está fazendo sucesso. A marca é representada pela AME Amazonas. Outra moto que a Loncin trouxe para o mercado tupiniquim, e que já enfrentava o chão mexicano, foi um modelo de 600 cc, novidade até mesmo para o mercado chinês, que costuma trabalhar em cilindradas menores. A moto, do tipo naked, promete dar trabalho para marcas de mais renome, haja vista a economia que os motores chineses proporcionam. Para se ter ideia, o modelo LX250h, de 250 cc e que roda no México, faz 40 km com apenas um litro de gasolina (há de se considerar, também, que por incrível que pareça, a gasolina mexicana é melhor do que a nossa, fator este que influencia muito no consumo e na performance dos motores). Não foi encontradas informações a respeito da assistência técnica para essa marca no Brasil, apesar de haver representantes oficiais da Amazonas em: Curitiba-PR, Vitória da Conquista-BA, Taguatinga-DF, Uberlândia-MG, Parnaíba e Teresina-PI, Belém-PA, Formosa-GO, Santos-SP, Volta Redonda-RJ e outras localidades. Assim mesmo, cai no mesmo problema da Kzuki, isto é, falta muito ainda para a marca prestar serviços em grande parte do país.
Modelo de 250 cc da Loncin: econômica, bonita, mas, com assistência
técnica ainda a desejar, em termos de localização.
Zongshen
A CR Zongshen já chegou fazendo barulho, mas em silêncio. É que, numa negociação sem a necessidade de holofotes, a chinesa negociou com a Kasinski, adquirindo 100% do capital da brasileira. Desde 2009, os proprietários de kasinskis estão, na verdade, sobre motores com carimbos chineses, mesmo que ainda fabricados no Brasil. Hoje, a Kasinski conta com diversos pontos de serviços e assistência técnica e, até onde é sabido, a marca tem respeitado seu consumidor, mesmo porque precisava ter seu naco de participação no mercado de duas rodas. No entanto, a Zongshen traz para nosso país a sua própria marca adesivada no tanque, pelo menos, por enquanto. Talvez, em algum tempo, ou a Kasinski muda de nome, ou a Zongshen adaptará seu nome para a marca brasileira.
A ZS 250 GS é promessa da Zongshen para o mercado brasileiro.
Modelo de 600 cc, bem semelhante à GTR 600 da Kasinski

Jialing
A marca já é conhecida por nós por meio da Traxx, que importa a tecnologia chinesa e aplica nas motocicletas que comercializam por aqui. Em termos de assistência técnica, a Jialing ainda engatinha no Brasil, já que as revendas Traxx ainda não se dissiparam tanto por aqui. Em relação às Traxx, infelizmente, devo dizer que boa parte de seus proprietários tem reclamado bastante: as motos de 250 cc, por exemplo, em menos de um ano apresentam problemas graves, como quebra espontânea do escape (normalmente, na posição da solda de emenda), ruídos excessivos, enfim, não a acham tão confiável. De fato, isso não é um problema só da Traxx, mas, de muitas marcas orientais. Há quem diga que são produtos descartáveis - realmente, é difícil imaginar uma dessas motos funcionando bem daqui a 10, 12 anos, como funcionam as Hondas e Yamahas da vida.
Jialing 600 cc: será que dará trabalho ao mercado ou ao proprietário?
A invasão chinesa ainda se completa com outras marcas (no Brasil, já são 30, ao todo): Guangdong, Shineray, Zhejiang, Chituma e Panyu são algumas delas. Esperemos, contudo, qualidade e não quantidade, porque, sabe-se bem, o Brasil é um lugar de contrastes: ao mesmo tempo que exige qualidade, não oferece tanta (é só notar a situação das nossas avenidas, ruas, rodovias e outras vias).

17 comentários:

osmar disse...

Boa noite! Mozart! é guri as motos chinesas são lindas super atraentes mas e a qualidade?? plástico quebra,borracha se desmancha,fraca de potencia,valor de revenda? tenho amigo que abandonou uma FYM 250 no fundo do quintal!!esperamos que essas vem com mais qualidade né?
muito boa sua matéria,Parabéns!

Mozart Forasteiro disse...

Certamente, Osmar, é algo como "dar tiro no escuro", pois o que nos parece é que países como a China fazem produtos para compra e uso rápido, por isso, são bem mais baratos. Eu também não compraria uma moto de qualquer marca dessas, mas, mais por questão de gosto pessoal, mesmo. Sem falar, que minha religião estradeira não permite eu pilotar esportivas. :) Brincadeirinha. Abraço e volte sempre.

Anônimo disse...

Evidente que preço e qualidade são inversamente proporcionais, mas considero que segurança vem em primeiro, segundo potência, independentemente se vai ter valor de revenda ou não, se tiver os dois primeiros: tá valendo!!!

Mario Antonio Domenegheti disse...

Olá pessoal!!! Sou um tiozão de 57 anos e gosto muito de motos. Acabei achando este site pois fico pesquisando motos que tenham um índice mínimo de roubo/furto, até porque não é só o patrimônio, dependendo da moto, a vida fica em risco. Tive uma Tornado que comprei nova, fiquei 5 anos com ela e só tive um indício de ser perseguido mas tive a felicidade de escapar. Vendi a moto e alguns meses depois uma grande oportunidade apareceu uma Twister, não é bem o estilo que gosto mas preço e estado excelente, abracei! Resumo: 1 ano depois, me tomaram a moto. Bem, agora não quero nada que tenha que arriscar a pele. Fico vendo se a chinezada tem algo acima de 250cc e que seja do estilo da tornado, falcon, xtz lander. Mas parece que nessa proposta de moto eles não investem! Como tá fazendo falta minha motoneta!!!!!!!

Anônimo disse...

Comprei uma kzuki 50cc para meu filho e a mesma possui um defeito de fábrica, folga na direção. Desmontei para ver o que estava acontecendo e percebi uma folga entre o quadro e o porta esferas superior e inferior. peguei um canivete de medidas,tipo lâminas, e medi uma folga de 0,3mm entre o quadro e a tal peça. Esta folga somente é percebida quando se anda em terrenos irregulas, tipo calçamento. Acredito que com o tempo esse defeito possa abilongar o tubo do quadro podendo até mesmo interfirir na extrutura da moto, visto a vibração que o mesmo proporciona. Estou muito insatisfeito porque paguei o equivalente a R$ 600,00 para refazer a tal peça e eliminar o problema. OBS: Por se uma peça que acomoda as esferas, tipo rolamento, a mesma somente pode ser fabricada em torno cnc o que aumenta o custo de resolução do problema.
Obrigado, e espero ter contribuido com essa informação.

Anônimo disse...

Pessoal onde posso encontrar a 600cc para comprar no RS??????
Aguardo retorno ..ricardochu25@hotmail.com

Anônimo disse...

pessoal alguem ja viu ou andou em uma D72 250da kzuki queria saber se ela e boa por a aparencia e demais.obrigado.

Joadson Tupinamba disse...

Alguem sabe informar se a loncin lx650 já está a venda no Brasil??? Tive pesquisando referencias sobre a moto e ao que parece é uma boa moto!!! Devido ao apadrinhamento da BMW que sem sombra de duvidas é um show!!!!

Anônimo disse...

Comprem motos japonesas. Essas são de fato filé. Tem muita Honda 500 ou 750 Four da década de 70 rodando bonito e fazendo charme com seu ronco potente nos escapamentos 4x1. Motos chinesas nem sonhando, pois é zica na certa.

Lucio Mauro Maculan Maculan disse...

bom dia eu tenho uma kzuki D72 250. uso todo o fim de semana .Moto forte muito boa e conomica ate agora nao deu problema estou satisfeito com a moto.

Anônimo disse...

A AOTORIZADA DA JIALING EM NILOPOLIS- RJ É UMA FURADA ELESINFORMAN
QUE TEM A PEÇA POR TELEFONE O PREÇO, QUANDO CHEGO , LÁ NÃO TEM PEÇA
ALGUMA UMA OFICINA FURRECA, É SÓ O QUE TEM.
MARCOS MENDES.

lucas tadeu disse...

queria saber se vcs sabem me dizer se a moto kzuki kn150-4 2009 e boa para andar e se ela da muita manutenção

davii disse...

Comprei uma,e te digo!
O desenho e arrancada é bem melhor do que Fan e Titan, desenvolve bem de mais!
Gostei pakass
Espero ter ajudado!

Anônimo disse...

ALGUEM SABE ME DIZER ALGO SOBRE A LBC 200 CC .....

Anônimo disse...

eu gostaria de saber onde encontrar peças eu tenho uma ksuki kn 150t-4 e moro em bh na loja dela não tem mais peças e preciso de um coletor do carburador e cano de descarga.
onde comprar?

uguirra disse...

Manda fazer, ou faz adaptação com um de outra moto mais próximo do modelo do seu, ou ainda tenta comprar uma moto do mesmo modelo em leilão.

uguirra disse...

Galera eu gosto de motos e não me importaria de comprar nenhuma moto tida como desconhecia ou sem autorizadas, moto e pra usar até o motor explodir. Se vai comprar pensando em vender mais a frente, não compre. Quanto a peças, temos que ser meio tipo, MAD MAX, qualquer moto pode ser modificada e elevada sua potência, e caracterizada conforme o gosto de cada um, peças podem ser feitas e até melhoradas ou adaptadas, moto é liberdade sem o curto de uma família como um carro. E se quiser levar mais gente, coloca um sidecar e ganhe o mundo com o vento no rosto sem tantos gastos.